sexta-feira, 13 de maio de 2011

A PAIXÃO DE CHIARA PELA UNIDADE

A PAIXÃO DE CHIARA PELA UNIDADE



A paixão de Chiara Lubich pela unidade
12 de Março de 2011 às 00:02min
Chiara faleceu há três anos, na madrugada do dia 14 de março de 2008, nas proximidades de Roma, aos 88 anos. Na verdade, ela não morreu, mas voltou para casa, após ter vivido e ensinado a viver pela fraternidade universal, ideal de quem ama a unidade que aprecia a diversidade. Unidade para a qual a diversidade é um pressuposto obrigatório, permanente.

As bombas da Segunda Guerra Mundial a impediram de cursar a universidade. Uma de suas amigas perdeu o noivo na guerra. O sonho de Chiara, estudar, foi interrompido e o de sua amiga, casar, também. Elas, então, se perguntaram: “Será que não existe um ideal que as bombas sejam incapazes de destruir?”. Foi a partir de tal pergunta que começaram a receber o que podemos chamar de revelações na revelação: ideias muito simples, como são as do evangelho de Jesus Cristo, mas com a força de palavras recém saídas do forno da boca de Deus, com seu hálito suave e transformador.

Chiara reconheceu que tudo realmente passa, menos Deus e o seu amor. Consagrou-se a Deus. Mas não entrou num convento. Permaneceu leiga, no meio do mundo. Rapidamente aquela ragazza bela e inteligente de apenas 23 anos atraiu a atenção de muitas pessoas. Quem dela e suas primeiras companheiras se aproximava sentia a presença de um fogo, como se estivesse próximo a uma lareira. Em italiano, usa-se a palavra focolare para designar o aconchego familiar ao redor de uma lareira. Os trentinos usaram tal palavra para designar a nova comunidade cristã que nasceu em Trento, em 1943, ao redor de Chiara Lubich: meninas e rapazes que deixavam tudo para seguir Jesus no movimento que ficou conhecido como Movimento dos Focolares.

Durante as férias, esses jovens das primeiras comunidades de Trento organizavam períodos mais longos de convivência, as Mariápolis (cidade de Maria). Eram cidades governadas pela lei do amor e pela presença de Jesus entre eles, conforme a promessa do evangelho de Mateus: “Onde dois ou mais estiverem unidos no meu nome, eu estarei no meio deles” (Mt 18, 20).

A partir das Mariápolis nas montanhas de Trento, o Movimento dos Focolares se espalhou pela Itália, Europa, América... Hoje, há comunidades do focolare em quase todos os países do mundo, nos cinco continentes.

Para Chiara, como para todos os cristãos, Deus é amor, mas um amor que se faz comunhão, unidade, comunidade viva. O testamento de Jesus: “Que todos sejam um” (João 17, 21) tornou-se a grande paixão de Chiara. Unidade entre os cristãos (ecumenismo); unidade entre os católicos; unidade entre as religiões; unidade na política (fraternidade); unidade na economia (comunhão de bens); unidade na família; unidade na escola; unidade entre as gerações; unidade entre os povos e nações.

O mundo, para ela, que via realisticamente os conflitos, tende à Unidade. O realismo maior de Chiara (cidade de Deus) não permitia que ela deixasse de viver pela unidade não obstante os tantos conflitos típicos da cidade terrestre.

Conversei pessoalmente com Chiara pela primeira vez em julho de 1987, no sul da Suíça. Olhar para os seus olhos foi como olhar para a eternidade, pois eles refletiam os horizontes infinitos do amor de Deus e sua cidade definitiva.

Chiara Lubich, mulher do diálogo com todos, de todas as culturas, de todos os continentes, mulher apaixonada pela unidade, mulher que soube sempre apreciar a diversidade cultural como riqueza que alimenta o coração da comunidade una e distinta como é a vida da Santíssima Trindade.
13/05/2011, 02:58min

Reproduzido pelo Blog do Prof. Ademir Rocha

quinta-feira, 14 de abril de 2011

CHIARA LUBICH

BIOGRAFIA DE CHIARA LUBICH


Reproduzido pelo Blog do Prof. Ademir Rocha

APRESENTADA EM ROMA BIOGRAFIA DE CHIARA LUBICH Dom João Braz de Aviz interveio no lançamento ROMA, quinta-feira, 13 de abril de 2011 (ZENIT.org) - A biografia oficial de Chiara Lubich (1920-2008), intitulada ‘Levar o mundo entre os braços’ (tradução livre, N. do T.), foi apresentada nessa quarta-feira no Palácio da Chancelaria, em Roma, com vários testemunhos e a certeza de que a vida da fundadora do Focolares não se pode encerrar numa biografia.

Intervieram na apresentação Andrea Riccardi, fundador da comunidade de Sant’Egídio; o prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica, Dom João Braz de Aviz. Falaram ainda Eli Folonari, uma das primeiras companheiras de Chiara e o jornalista e autor do livro Armando Torno.

Para Andrea Riccardi, “Chiara é um figura unitiva, tem um papel na história contemporânea da Igreja porque é uma figura cristã mas também humanista, com um pensamento próprio. E teve ainda uma função política sem ter feito política, uma função para os não cristãos e os não crentes”.

“Neste tempo em que estamos assustados, tememos as invasões dos que são diferentes, sedentos de segurança e de fronteiras, Chiara volta a nos dizer que não tem medo de um mundo grande, e que a chave para não ter medo é amar. Ela nos ensina que o amor é a verdadeira defesa”, e que “o amor gera o amor”.

Já Dom João Braz de Aviz afirmou que ouviu falar de Chiara ainda quando ele pertencia a um pequeno grupo de seminaristas adolescentes, nos anos 60. Ela ensinava “que se chega a Deus através da prática do amor ao próximo. Não ensinava uma doutrina, mas sua experiência de vida”.

“Nessa mensagem havia duas certezas vitais: Deus me ama imensamente e sempre, não olha minhas debilidades e meus pecados. E a segunda: posso experimentar o amor de Deus construindo-o com o próximo que passou ao meu lado, não interessa quem seja, católico, ateu ou outro”.

Havia então uma mensagem nova, de “superar as barreiras na relação humana”, porque comunicar e receber a comunicação gera uma verdadeira felicidade, disse o prefeito do organismo vaticano para a Vida Consagrada.

O jornalista Armando Torno, autor do livro, reconheceu que “este volume foi escrito por alguém que nunca conheceu Chiara, na realidade não sou o autor, mas recolhi muitas histórias e testemunhos”. Segundo ele, não foi fácil colocar tudo em um livro.

Para o jornalista do ‘Corriere della Sera’, “Chiara desbloqueia o amor, põe em crise as hipóteses econômicas, os discursos ecumênicos, os políticos; ela dá respostas aos problemas de hoje, àqueles que a sociedade não consegue resolver”.

O autor assinala que se trata de uma revolução do amor “de um místico vivido com grande normalidade” e que cria uma organização com grande simplicidade, que não tem um plano preestabelecido a não ser o Evangelho. Ela “é uma figura deslumbrante”.

sábado, 12 de março de 2011

A POLÍTICA CLARIFICADA PELO AMOR

A BOA POLÍTICA: A POLÍTICA CLARIFICADA PELO AMOR

Reproduzido pelo Blog do Prof. Ademir Rocha

. 13:34 h . Mônica Dias . portal@d24am.com

O curso da Escola Civita de Manaus dura dois anos, conta com quatro monitores e dez profissionais de áreas específicas, como o deputado estadual José Ricardo e a desembargadora Socorro Guedes.

[ i ] A Aula Inaugural da II Turma da Escola Civita de Formação Política para Jovens reuniu monitores, políticos, advogados, alunos e ex-alunos. Foto: João Pedro Figueiredo.

Manaus - Jovens com idades entre 19 e 29 anos estão se reunindo todos os sábados para discutir política. Parece estranho, mas é verdade. Nesta manhã de sábado (12), às 9h, o Fórum Hehoch Reis, na Av. Paraíba, reuniu monitores, políticos, advogados, alunos e ex-alunos para a Aula Inaugural da II Turma da Escola Civita de Formação Política para Jovens.

O curso da Escola Civita de Manaus dura dois anos, conta com quatro monitores e dez profissionais de áreas específicas, como o deputado estadual José Ricardo e a desembargadora Socorro Guedes. Todos os participantes são voluntários, e o curso tem como principal objetivo fazer o aluno entender o processo político desde a sua origem até os dias atuais, e como podem exercer a sua cidadania.

Na primeira turma (2007-2009) se matricularam 25 pessoas, e só 16 concluíram o curso. segundo Vitor Kaleb, estudante de Engenharia da Computação na Universidade Estadual do Amazonas, 23 anos, que se formou na primeira turma, e hoje é um dos 4 monitores do curso, a maioria das desistências acontece porque o curso é um pouco longo, e muitas pessoas não conseguem conciliar com o emprego.

A mesa da aula inaugural contou com a presença do presidente nacional do Movimento Político pela Unidade (Mppu), Sérgio Prevedi, o bispo Don Mário, a desembargadora Socorro Guedes, o deputado estadual José Ricardo, do vice reitor da Universidade Federal do Amazonas, hedinaldo Lima e a monitora do curso Roberta Justina. A cerimônia foi encerrada com o cantor Serginho Queiroz, que cantou duas canções à capela.

Para a aluna da nova turma, Itagiçara Jacauna, o espaço é uma oportunidade para conhecer a política local. “Eu quero saber como será a proposta política para as novas gerações, tenho bastante esperança em uma grande mudança no cenário”, diz a universitária que sempre gostou de polítca.

A nova turma conta com mais de 20 inscritos, e vai funcionar todos os sábados de 9h às 12h, na escola de Enfermagem da universidade Federal do Amazonas, no Adrianópolis. Apesar da origem católica da Escola Civita, os alunos não precisam ser vinculados a nenhuma religião específica, nem nenhum partido.

Sobre as Escolas Civitas

Presentes em vários países no mundo todo, essas escolas estão inseridas no contexto sócio-político-cultural em que atuam, abertas aos questionamentos e necessidades locais. Mantêm, porém, um objetivo único: aprofundar e praticar a política como amor, como serviço à unidade da família humana, por meio de diálogos, estudos e experimentações.

No Brasil, a Escola de Participação do MPPU foi denominada Escolas Civitas. Os primeiros 11 cursos, abertos em 2007 em 10 estados, já formaram 100 jovens. O programa inclui módulos formativos, projetos de ações locais e seminários de integração nos quais se aprofundam temáticas relacionadas à realidade brasileira e geopolítica latino americana.

O idelizador das Escolas foi o italiano Antônio Maria Baggio, que é conhecido como pai da Escola Civita. Escritor de três livros sobre fraternidade na política, ele mesmo orientou os primeiros monitores brasileiros, para que pudessem ministrar as aulas nos 10 estados do país em que funcionam.

O material didático utilizado nos dois anos de curso é desenvolvido pelo próprio Antônio Baggio, e traduzido pela Comissão nacional Brasileira das Escolas Civitas, que também complementa o material com informações específicas de cada região.

As Escolas Civitas surgiram do Movimento Focolares, grupo ligado à Igreja Católica com parte ecumênica, que promove os ideais da unidade e da fraternidade entre as pessoas. Foi fundado em 1943 por Chiara Lubich, que faleceu há 3 anos, e é reconhecido pelo Papa, além de estar presente em mais de 182 nações.

A paixão de Chiara Lubich pela unidade

12 de Março de 2011

Chiara faleceu há três anos, na madrugada do dia 14 de março de 2008, nas proximidades de Roma, aos 88 anos. Na verdade, ela não morreu, mas voltou para casa, após ter vivido e ensinado a viver pela fraternidade universal, ideal de quem ama a unidade que aprecia a diversidade. Unidade para a qual a diversidade é um pressuposto obrigatório, permanente.

As bombas da Segunda Guerra Mundial a impediram de cursar a universidade. Uma de suas amigas perdeu o noivo na guerra. O sonho de Chiara, estudar, foi interrompido e o de sua amiga, casar, também. Elas, então, se perguntaram: “Será que não existe um ideal que as bombas sejam incapazes de destruir?”. Foi a partir de tal pergunta que começaram a receber o que podemos chamar de revelações na revelação: idéias muito simples, como são as do evangelho de Jesus Cristo, mas com a força de palavras recém saídas do forno da boca de Deus, com seu hálito suave e transformador.

Chiara reconheceu que tudo realmente passa, menos Deus e o seu amor. Consagrou-se a Deus. Mas não entrou num convento. Permaneceu leiga, no meio do mundo. Rapidamente aquela ragazza bela e inteligente de apenas 23 anos atraiu a atenção de muitas pessoas. Quem dela e de suas primeiras companheiras se aproximava sentia a presença de um fogo, como se estivesse próximo a uma lareira. Em italiano, usa-se a palavra focolare para designar o aconchego familiar ao redor de uma lareira. Os trentinos usaram tal palavra para designar a nova comunidade cristã que nasceu em Trento, em 1943, ao redor de Chiara Lubich: meninas e rapazes que deixavam tudo para seguir Jesus no movimento que ficou conhecido como Movimento dos Focolares.

Durante as férias, esses jovens das primeiras comunidades de Trento organizavam períodos mais longos de convivência, as Mariápolis (cidade de Maria). Eram cidades governadas pela lei do amor e pela presença de Jesus entre eles, conforme a promessa do evangelho de Mateus: “Onde dois ou mais estiverem unidos no meu nome, eu estarei no meio deles” (Mt 18, 20).

A partir das Mariápolis nas montanhas de Trento, o Movimento dos Focolares se espalhou pela Itália, Europa, América... Hoje, há comunidades do focolares em quase todos os países do mundo, nos cinco continentes.

Para Chiara, como para todos os cristãos, Deus é amor, mas um amor que se faz comunhão, unidade, comunidade viva. O testamento de Jesus: “Que todos sejam um” (João 17, 21) tornou-se a grande paixão de Chiara. Unidade entre os cristãos (ecumenismo); unidade entre os católicos; unidade entre as religiões; unidade na política (fraternidade); unidade na economia (comunhão de bens); unidade na família; unidade na escola; unidade entre as gerações; unidade entre os povos e nações.

O mundo, para ela, que via realisticamente os conflitos, tende à Unidade. O realismo maior de Chiara (cidade de Deus) não permitia que ela deixasse de viver pela unidade não obstante os tantos conflitos típicos da cidade terrestre.

Conversei pessoalmente com Chiara pela primeira vez em julho de 1987, no sul da Suíça. Olhar para os seus olhos foi como olhar para a eternidade, pois eles refletiam os horizontes infinitos do amor de Deus e sua cidade definitiva.

Chiara Lubich, mulher do diálogo com todos, de todas as culturas, de todos os continentes, mulher apaixonada pela unidade, mulher que soube sempre apreciar a diversidade cultural como riqueza que alimenta o coração da comunidade una e distinta como é a vida da Santíssima Trindade.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

NOTÍCIAS DOS FOCOLARES

NOTÍCIAS DOS FOCOLARES

• CHIARA LUBICH
Quem é Chiara?
Espiritualidade da Unidade
MOVIMENTO DOS FOCOLARES
Maria Voce na Universidade Hebraica de Jerusalém

17 Fevereiro 2011

Conferência da presidente do Movimento dos Focolares sobre o sentido do diálogo, proferida num contexto acadêmico judaico.

16 de fevereiro de 2011. Na Universidade Hebraica de Jerusalém, na sede do Instituto Truman pela paz, Maria Voce fez uma conferência com o título: “A função do diálogo na promoção da paz”.

Cerca de oitenta eram os ouvintes escolhidos, entre os quais o núncio, D. Antonio Franco, o bispo auxiliar de Israel, D. Giacinto Marcuzzo, o rabi David Rosen, a Sra. Debbie Weissmann, presidente do ICCJ, rabis e acadêmicos judeus, representantes palestinos, responsáveis de comunidades e congregações cristãs. Uma presença que manifesta o interesse, especialmente de personalidades do mundo judaico, em relação ao Movimento dos Focolares, após décadas de atuação na Terra Santa. Uma ação feita de numerosos e duradouros contatos instaurados com pessoas cristãs, judias e muçulmanas, mas também com instituições e associações que atuam no diálogo inter-religioso.

Maria Voce iniciou citando Chiara Lubich, que se dirigia a um grupo de jovens, em 1969: «Girando pelo mundo percebi que existem grandes males. Vi a humanidade como um grande Adão chagado. Vi a luta entre os povos e a constante ameaça de guerra. Vi os problemas sociais a serem resolvidos. Recordo Jerusalém como uma cidade dividida. E em todo Oriente Médio existem fagulhas de guerras e a paz, portanto, está sempre em perigo. Então eu disse: o que nós, que temos o ideal da unidade, podemos fazer? Devemos fazer com que estes irmãos se amem, este corpo deve ser curado. A saúde da humanidade deve estar aqui ».

Ampliando o discurso ela apresentou o “diálogo da vida”, típico do Movimento, «que não coloca os homens em oposição, mas faz com que pessoas, até de credos diferentes, se encontrem, e as torna capazes de abrirem-se reciprocamente, encontrar pontos em comum, e vivê-los juntos», precisando que o diálogo «não é feito com os credos ou entre os credos, mas com as pessoas, qualquer que seja a fé que possuam». Um diálogo apresentado como um “sinal dos tempos” de grande atualidade, na “noite cultural” que perpassa grande parte da humanidade. «Poderíamos dizer, então, que da noite cultural, que mostra-se também como noite do diálogo, pode emergir uma cultura nova, que parte da redescoberta da natureza dialógica da pessoa humana».

Diálogo que possui uma dimensão ontológica e uma dimensão ética, ao qual Chiara Lubich deu uma densidade particular: «No diálogo inter-religioso tendemos a viver, antes de tudo, de uma parte e da outra, a chamada “regra de ouro” – “faz aos outros o que gostarias que fosse feito a ti” – que significa amar os outros. Segundo o Talmud, Hillel a exprimia com estes termos: “Não fazer ao próximo o que não gostarias que fosse feito a ti: nisto consiste toda a Torá, o restante é comentário. Vai e estuda”. É uma norma que está presente, com nuances diferentes como sabemos, nas nossas tradições monoteístas, que surgiram neste lado do mundo. Mas está também nas grandes tradições confucionista, budista e hindu. Então todos, homens e mulheres de boa vontade, podemos vivê-la na nossa existência cotidiana». E Maria Voce acrescentou: «A prática da “regra de ouro”, tornando-se recíproca, colocou em ação uma verdadeira metodologia do diálogo, que pode ser definida como uma “arte de amar”», proposta pela própria Chiara.

E concluiu: «Não podemos esconder que este é um caminho difícil, que exige um grande empenho para superar o obstáculo, para vencer a tentação do egoísmo, do fechamento em si mesmo. É o preço para transformar a ferida em benção, a morte em vida, para fazer do encontro com o outro o lugar onde floresce a paz e a fraternidade». E citou ainda Chiara Lubich: «a fraternidade não é apenas um valor, é um paradigma global de desenvolvimento político, porque é motor de processos positivos. Após milênios de história, nos quais experimentaram-se os frutos da violência e do ódio, temos todo o direito de pedir que a humanidade comece a experimentar quais poderiam ser os frutos do amor»

Terminada a conferência abriu-se um longo e profundo diálogo com o público, sobre o diálogo com pessoas que não possuem um credo religioso, sobre a seriedade de um diálogo que não se reduza a simples cortesia, sobre o reconhecimento do outro, sobre a “regra de ouro” que não sempre é fácil de ser aplicada em contextos difíceis.

«A mensagem trazida por Maria Voce, a de Chiara Lubich, evidencia a presença de Deus no outro», comentou, na conclusão, o rabi David Rosen. E o rabi Emile Moatti: «O diálogo deve penetrar nas pregas da história dos conflitos, para que ele mesmo seja história».

De Michele Zanzucchi

Na Terra Santa, de 11 a 20 de fevereiro
14 Fevereiro 2011

Uma viagem com a marca do diálogo ecumênico e inter-religioso e visita à comunidade do Movimento dos Focolares. Passos de esperança, que seguiremos com focolare.org, viajando com os jornalistas Roberto Catalano e Michele Zanzucchi.

Com os prefeitos e os políticos dos Territórios Palestinos
19 Fevereiro 2011

Em Belém, Maria Voce encontra os administradores locais: grande consonância de ideias e perspectivas de paz.

Haifa: encontro com os amigos dos Focolares

18 Fevereiro 2011

Judeus, cristãos e muçulmanos, há anos fazem a experiência de «quanto é bom e suave que os irmãos vivam juntos» (Salmo 133). Ser capazes de acolher quem é diferente de si.

Com os prefeitos e os políticos dos Territórios Palestinos

19 Fevereiro 2011

Em Belém, Maria Voce encontra os administradores locais: grande consonância de ideias e perspectivas de paz.

Foi no difícil, e infelizmente bem conhecido, contexto dos Territórios Palestinos, que Maria Voce, presidente do Movimento dos Focolares, reuniu-se com alguns políticos e administradores locais, cristãos e muçulmanos. Entre eles o prefeito de Belém, Victor Batarseh, a ministra do turismo, Sra. Khouloud Daibes, e Ziad Al-Bandak, conselheiro do presidente para os relacionamentos com os cristãos, do governo palestino.

A iniciativa foi da Fundação João Paulo II, que desde 2007, a partir de uma ideia do Pe. Ibrahim Faltas, ex-superior do convento anexo à Basílica da Natividade, em especial no período do “assédio”, investiu muitas energias – com a contribuição de diversas instituições públicas e privadas, sobretudo italianas, como a CEI, Província de Trento, Região Toscana, Acli – para conseguir, através de seus programas, fornecer conhecimentos, recursos e infraestruturas para o desenvolvimento individual e comunitário da Palestina. Pe. Ibrahim salientou a extraordinária sintonia que existia entre João Paulo II e Chiara Lubich, «a ponto que este encontro de hoje é mais do que necessário».
Maria Voce exprimiu a sua alegria por «partilhar, com quem têm nas mãos os destinos deste mundo, os nossos ideais de fraternidade». Uma fraternidade que, na política, significa agir de modo que as pessoas sintam-se valorizadas e apoiadas por quem administra a coisa pública. Porque, como dizia Chiara Lubich, «a política é o amor dos amores». O prefeito de Belém imediatamente quis salientar que «os ideais dos Focolares são também os nossos». São impulsos que podem levar à derrubada dos muros que dividem estas terras. Não tanto e não somente os muros materiais, os visíveis, mas principalmente os muros invisíveis.

«Aqui, do imenso sofrimento deste povo, está nascendo uma geração de jovens responsáveis, que querem a paz, e que parecem capazes também de gerir o poder. Mas é necessário que a comunidade internacional, seja civil que política, esteja próxima deles, abra trilhas de paz verdadeira e os sustente, inclusive com iniciativas como as que a Fundação financia, atuando no campo da instrução, da promoção esportiva e cultural, do jornalismo, do artesanato. Certamente as iniciativas de uma paz, que eu definiria “profunda”, como as do Movimento dos Focolares, são essenciais para continuar a ter esperança”, afirmou Pe. Ibrahim, manifestando as suas certezas.

De Michele Zanzucchi

Haifa: encontro com os amigos dos Focolares
18 Fevereiro 2011

Judeus, cristãos e muçulmanos, há anos fazem a experiência de «quanto é bom e suave que os irmãos vivam juntos» (Salmo 133). Ser capazes de acolher quem é diferente de si.

Espanha: visita de Maria Voce

13 Janeiro 2011

A primeira viagem programada para 2011. Em Madri, encontro com mais de mil jovens, em preparação para a Jornada Mundial da Juventude. De 14 a 30 de janeiro.

Haifa: encontro com os amigos dos Focolares

18 Fevereiro 2011

Judeus, cristãos e muçulmanos, há anos fazem a experiência de «quanto é bom e suave que os irmãos vivam juntos» (Salmo 133). Ser capazes de acolher quem é diferente de si.

«Em Jerusalém, as casas, as escolas, os meios de transporte, os locais de lazer, os bairros onde moramos, são todos separados: para os árabes ou para os judeus. É realmente difícil viver num ambiente assim».

«Sou uma garota de aspecto europeu. Pela saia que uso se entende logo que sou judia ortodoxa. Na nossa cidade nem sempre isso é visto positivamente. Não sei nem uma frase em língua árabe e fui educada a fugir das situações nas quais poderia me encontrar no meio de um grupo de palestinos».

Estas palavras de N. E J., duas jovens hierosolimitanas, a primeira árabe cristã e a segunda judia, descrevem os mundos de Jerusalém. Vivem um ao lado do outro, tocam-se, nesta cidade “santa” para todos, mas carregada de uma tensão que se sente sobre os ombros. Ambas participaram da reunião realizada no auditório da Castra Gallery, um centro comercial na periferia sul de Haifa, uma centena de pessoas num encontro simples e modesto. Eram judeus, cristãos e muçulmanos de Haifa, Tel Avivi, Jerusalém, Nazaré e outras localidades da Galileia.

O lema que deram a este momento passado com Maria Voce foi: “Quanto é bom e suave que os irmãos vivam juntos” (Salmo 133).

Apresentaram um quadro muito rico e variado das ações nas quais todos estão engajados.

Em Haifa, já há alguns anos, judeus e cristãos reúnem-se mensalmente para aprofundar a Sagrada Escritura nas respectivas tradições. É suficiente escutar e procurar entender a visão do outro. Sem sincretismos. E isso leva «a uma amizade verdadeira e sincera, cada vez mais sólida», tanto que o tempo entre um mês e outro parece longo demais!

Uma jovem árabe contou sobre um projeto que busca estabelecer relacionamentos entre estudantes das três religiões. «Os momentos mais lindos foram quando visitamos os lugares sagrados das respectivas crenças: o Muro das Lamentações, o Santo Sepulcro e a Mesquita. Uma experiência que mudou a minha vida».

Outros depoimentos diziam respeito à crise de Gaza, três anos atrás, quando judeus, cristãos e muçulmanos reuniram-se para rezar pela paz. Um caso único em Israel. Falaram com emoção, porque certamente a grande coragem que se manifestou naquela ocasião, estava em total contradição com o modo de pensar que havia ao redor.

Fatos de vida cotidiana, de escuta, de descoberta de quem é diferente. Pessoas que apostam na paz, como disse uma moça judia: «Está escrito na Mishna que Deus não encontra nenhum instrumento que tenha a sua benção senão a paz. Somente com a paz verdadeira obteremos todas as bênçãos que o Pai, no Céu, quer dar aos seus filhos».

Ao agradecer àqueles que falaram, Maria Voce se comoveu. Emergiu o quanto é verdade que “nada é pequeno daquilo que é feito por amor”, como dizia Chiara Lubich. Aliás, é enorme, porque aqui trata-se de afastar as montanhas do preconceito. Foi este o pequeno-grande milagre do encontro em Haifa.

A presidente do Movimento dos Focolares salientou a dimensão profética daquilo que eles viveram durante a crise de Gaza. «É uma experiência alicerçada em Deus e na sua vontade, e no sofrimento partilhado, que é o mais precioso aos olhos de Deus. Ela trará frutos duradouros, tenho a certeza». E sublinhou que foi uma contribuição importante na história. «Testemunhos pequenos, mas necessários, para que o quadro da paz esteja completo». Depois contou sobre seus encontros destes dias, com pessoas de todas as religiões, verdadeiros irmãos e irmãs. E citou a Escritura: «Bem aventurado o povo que tem Deus como Senhor».

E concluiu-se com um jantar. Todos haviam levado alguma coisa, pratos árabes e pratos kosher, permitidos pela lei judaica. Não se distinguiam mais árabes e judeus, cristãos e muçulmanos. É verdade o que afirmou uma jovem muçulmana: «Agora olho para a outra pessoa além da sua fé. Somos ainda um pequeno grupo, mas dispostos a envolver muitos outros amigos».

De Roberto Catalano

A primeira viagem programada para 2011. Em Madri, encontro com mais de mil jovens, em preparação para a Jornada Mundial da Juventude. De 14 a 30 de janeiro.
Reproduzido pelo blog Abaetetuba - Focolares - Palavra de Vida.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

TESTEMUNHOS

PADRES NO FOCOLARES


Padre Silvano Cola

O dia 22 de janeiro não é um dia qualquer.

17 Fevereiro 2011

Com Chiara Lubich deu início ao Movimento sacerdotal, dos Focolares (22 de janeiro de 1928 – 17 de fevereiro de 2007).

Nasceu em Camerino, na região italiana de Marche, ainda criança foi para Turim, por causa do trabalho de seu pai, e aos 22 anos já era sacerdote. Estudou psicologia e empenhou-se com as crianças abandonadas e em dificuldade da «Cidade das Crianças», de Turim. «Parecia-me ter chegado ao cume – contou – depois entrei em crise, a tal ponto que, honestamente, tinha decidido deixar o sacerdócio».

E justamente durante esta crise profunda aconteceu a descoberta da espiritualidade da unidade. Foi fundamental o seu encontro com Vittorio Sabbione – um dos primeiros focolarinos – em Turim. Teve início uma intensa troca de experiências. «Algo de extraordinário – conta Pe. Silvano – que nunca havia experimentado na minha vida». Tanto que, cumprimentando Vittorio, disse-lhe, com a linguagem franca que lhe era própria: «Eu trabalho no meio de delinquentes. Eu também sou um meio delinquente e talvez vá para o inferno. Mas, mesmo se for para lá levarei comigo essa experiência».

A partir de 1963 Pe. Silvano morou em Roma. Não obstante morasse sozinho, num apartamento insignificante, depois de alguns meses escreveu a Chiara, em tom de brincadeira: «Você quer saber como é o meu focolare? É grande e cheio de luz». No dia seguinte, a resposta foi uma tapeçaria com a imagem de Jesus lavando os pés dos apóstolos, emblema de um sacerdócio que coloca-se “à serviço”. Em 1964 nasceu o primeiro focolare sacerdotal.

Desde então Pe. Silvano colaborou com Chiara Lubich para o grande desenvolvimento do Movimento entre os sacerdotes. Nos anos pós-conciliares, ao lado dos sacerdotes focolarinos, desenvolveram-se os sacerdotes voluntários, chamados a levar o espírito da unidade no mundo eclesiástico. E a escola sacerdotal, que dá a presbíteros e seminaristas a oportunidade de fazer um tirocínio prático da “vida de unidade”. E depois o Movimento paroquial e o Movimento gen’s, que surgiram para irradiar o ideal da unidade também nas paróquias e entre os seminaristas.

E foi devido às inúmeras obras iniciadas e conduzidas por Pe. Silvano em todos estes anos, que Chiara Lubich sempre o considerou um dos cofundadores do Movimento dos Focolares, para o setor sacerdotal.

Até o dia de sua morte Pe. Silvano continuou a dispensar esforços. A partir de 1998 sustentou o diálogo ao interno da Igreja, entre os vários movimentos eclesiais; no final dos anos 1990 começou a promover, junto a outros estudiosos, o estudo da psicologia à luz do carisma da unidade, que sempre aprofundou e difundiu por meio de seus escritos (22 livros publicados). Como não recordar, por exemplo, as reportagens cristológicas e trinitárias escritas para a revista “Città Nuova”, que ele gostava de definir “teologia para as donas de casa”?

No dia 17 de fevereiro de 2007 partiu para o Céu, após uma parada cardíaca. O seu mandato definitivo aos seminaristas, durante a última palavra pública, num encontro mundial, foi a lembrança do sacerdócio “mariano” e de serviço, que Chiara, por sua vez, tinha confiado a ele anos atrás, sugerindo-lhe como programa de vida a frase evangélica: «…vos tornastes modelo para todos os fieis» (1 Ts 1,7).
Reproduzido pelo Blog FOCOLARES - PALAVRA DE VIDA - FOCOLARES

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

FOCOLARES - ABAETETUBA - NOTÍCIAS

NOTÍCIAS DOS FOCOLARES


15/02/2011 12.35.11

CONCLUÍDO ENCONTRO DOS BISPOS AMIGOS DOS FOCOLARES

Castel Gandolfo, 15 fev (RV) - Concluiu-se no Centro Mariápolis de Castel Gandolfo, nas proximidades de Roma, o 35° Encontro Internacional dos Bispos Amigos do Movimento dos Focolares.

"Redescobrir os desígnios de Deus hoje", ver no amor de Deus a chave de leitura que abre à compreensão da vontade de Deus que deseja o bem da humanidade, foram as temáticas abordadas no encontro que contou com a participação de 70 bispos provenientes de várias partes do mundo.

Os debates se concentraram sobre o carisma de Chiara Lubich, aprovado pelos Papas dos últimos tempos, carisma que "está profundamente ligado ao carisma do bispo" – disse o Arcebispo emérito de Praga, Cardeal Miloslav Vlk, moderador do encontro.

"A espiritualidade de comunhão emanada do Concílio Vaticano II, todo centralizado na Igreja mistério de comunhão, é vivida pelo Movimento dos Focolares de maneira carismática" – disse o prefeito da Congregação para os Bispos, Cardeal Marc Ouellet, durante sua visita ao Centro Mariápoles.

Diante dos desafios enfrentados hoje pela Igreja, sobretudo nos países de antiga tradição cristã, mas também em outras partes do mundo, os bispos quiseram mostrar as novas respostas que o Espírito Santo suscitou nos últimos anos, como a comunhão e a colaboração entre novos e antigos carismas, o diálogo ecumênico e inter-religioso, e o diálogo com a cultura leiga. (MJ)

Reproduzido pelo blog: Palavra de Vida - Focolares

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

VIVÊNCIA DA PALAVRA DE DEUS E NOTÍCIAS

MOVIMENTO DOS FOCOLARES
SEM DISTINÇÃO DE PESSOA

“Se conhecesses o dom de Deus e quem é aquele que diz: Dá-me de beber...”
Jesus não se demora em responder à Samaritana a respeito dos litígios que existem entre os judeus e os samaritanos.

E uma linguagem que impressiona, que encanta, que eleva da terra ao céu.

Parece que o seu coração lhe saía do peito pelo desejo de dar aquilo que de melhor Ele traz para a terra: o dom de Deus.

Duas são as coisas que deseja dar aos homens: a graça e o conhecimento d’Aquele que dá essa “água viva”.

“Água viva”.

É magnífico! Já imaginaram? Uma água viva. Viva!

É viva a vida em todo aquele que possui e conhece a vida. Assim é a graça de
Deus: é a vida da alma.

Jesus é fantástico! Quão pouco o conhecemos, se não lemos com amor o Evangelho.

Muitas vezes formamos uma nossa imagem dele, segundo alguma decadente piedade tradicional. No Evangelho, porém, aparece como é: Ele é Deus. Revela-se continuamente Deus. Um Deus que fala, que se cansa, que caminha, que tem discípulos. Um Deus-Homem! Eis tudo!
E mais adiante aquela resposta!

“Sou eu, quem fala contigo”

É de ficar emudecidos. Sim, Jesus não fazia distinção de pessoas. O homem, seja quem for, é profunda mente digno do nosso respeito e da nossa confiança. A samaritana que teve tantos maridos sem que nenhum fosse legítimo, Jesus se revela plenamente. E o diz tão divinamente bem com a simplicidade que só Deus sabe usar: “Sou eu quem fala contigo”. Eu, em carne e osso. Não um fantasma. Não um longínquo. Eu, aqui.

O Jesus, gostaria de ver-te. Os teus olhos, o teu semblante, o teu porte, a tua nobreza. Mas basta esperar alguns anos e preparar rapidamente o passaporte direto para o céu, pagando antecipadamente o Purgatório sobre a terra.

Paraíso, Paraíso! Concede-me, meu Deus, que esta seja sempre a minha aspiração mais espontânea. Quando isso acontecer, certamente já uma grande meta terá sido alcançada.

Chiara Lubich

O SETOR DOS VOLUNTÁRIOS DE DEUS E SEUS MEMBROS

O setor dos voluntários é uma ramificação da Obra de Maria (Movimento dos Focolares), da qual faz própria a natureza, o espirito e os fins.

É regido pelos estatutos gerais da Obra e pelo seu regulamento.

Os voluntários são leigos que vivem de modo totalitário a espiritualidade evangélica da unidade.

Através desta, que é um caminho ao mesmo tempo individual e comunitário para ir até Deus, visam imitar, em nosso século, a vida dos primeiros cristãos...

A PREMISSA DE QUALQUER OUTRA REGRA

"A mútua e contínua caridade, que torna possível a unidade e faz com que Jesus esteja presente na coletividade é, para todas as pessoas que compõem a Obra de Maria, a base de suas vidas
em cada um de seus aspectos: é a norma das normas, a premissa de qualquer outra regra".

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O MOVIMENTO DOS FOCOLARES

Terça, 08 Fevereiro 2011 17:23 Paulo Santos

1 - Breve história

Em 1943, na cidade de Trento em Itália, Chiara Lubich, então com 22 anos, perante o avanço da 2ª Guerra Mundial que devastava a sua cidade, fazendo cair todos os projectos de vida, percebeu que só há uma coisa que ninguém pode destruir: Deus. Intuindo que esse Ideal poderia ser o seu, pelo qual valeria a pena gastar toda a sua vida, depressa reuniu algumas companheiras a quem comunicou a sua decisão e que a partir daí a seguiram, dando origem a uma nova estrada na Igreja: os Focolares, movimento aprovado depois pela Igreja como “Obra de Maria”.

Chiara faleceu em 14 de Março de 2008, deixando para trás uma vasta Obra que continua a florescer na humanidade. No seu funeral, o Cardeal Tarcício Bertone afirmou a seu respeito: “ as suas intuições proféticas (…) precederam e prepararam as grandes mutações da História e os acontecimentos extraordinários vividos pela Igreja no séc. XX”. A herança de Chiara Lubich é um caminho muito forte na valorização do papel dos leigos na Igreja e no mundo, actuando o testamento de Jesus “que todos sejam um , como Eu eo Pai somos um”. Esse chamamento levou-a a dar passos de gigante no ecumenismo e no diálogo com as outras grandes religiões, agregando pessoas de convicções diferentes em torno da Regra de Ouro. E o bispo anglicano Robin Smith afirmou: “Como anglicanos, somos todos tocados em particular por duas coisas na espiritualidade de Chiara: o seu empenho em viver a Palavra de Jesus na vida quotidiana, e a outra, muitos de nós anglicanos por vezes dizemos que Chiara parece mais anglicana que muitos anglicanos”. Phramaha Thongratana, um monge budista afirmou também: “ a mãe Chiara deu-me a sua experiência de cristã e o dom do carisma que recebeu de Deus: é uma novidade para mim como budista e como monge. Digo sempre aos meus irmãos que a mãe Chiara não pertence apenas a vós cristãos, mas também a toda a Humanidade”.

Ao longo deste último ano foi preciso reorganizar a coordenação mundial, sendo eleitos muitos novos dirigentes. Assumiu a presidência uma outra mulher: Maria Voce, uma colaboradora muito próxima da fundadora, a quem Chiara dera um nome novo: Emmaús, querendo significar o empenho para ter Jesus no Meio. A Sua presença junto de dois ou mais, que se sente como uma chama que arde no coração.

3 - Como se estrutura e funciona

A irradiação da mensagem de Chiara, que é o ideal de unidade, faz-se a diversos níveis, mas o primeiro, que está na base de tudo, é a comunicação através da vida concreta de cada um. É experiência comum dos membros do Movimento que o amor irradia por si, envolvendo outras pessoas neste novo estilo de vida evangélica.

A parte juvenil - os Gen (Geração Nova), querem levar uma vida cristã autêntica, inspirada pelo carisma da fundadora - dedica-se a várias actividades, formando o Movimento Juvenil para a Unidade e o Movimento Jovens para um Mundo Unido.

Na parte adulta, as ramificações do Movimento também são várias, consoante a vocação de cada um: Famílias Novas que trabalha no campo das famílias; Humanidade Nova, no campo profissional e da sociedade; Movimento Paroquial no âmbito das paróquias, etc.

Organizam-se reuniões mensais nas comunidades locais; Jornadas a nível regional ou nacional, onde se apresenta a espiritualidade da unidade, concretizada num ou noutro âmbito da sociedade; Mariápolis, que são encontros realizados normalmente no Verão, com duração de vários dias, com pessoas de todas as idades, vocações e estratos sociais; Manifestações temáticas periódicas mundiais, realizadas em Roma e noutras cidades mundiais.

Existe um Centro para todo o Movimento que tem a sua sede em Rocca di Papa – nos arredores de Roma - para onde todos os outros centros confluem.

Também em Castelgandolfo o movimento tem um grande centro internacional de congressos, que promove ao longo do ano muitos eventos temáticos internacionais para formação de muitos internos e contacto com a sociedade global.

É publicada a «Palavra de Vida», uma folha mensal com um comentário espiritual e teológico feito por Chiara Lubich, a partir de uma frase da Escritura da Liturgia daquele mês, proposta a nível mundial como orientação para ser vivida no quotidiano.
Reprodução do Blog Palavra de Vida - Focolares - Abaetetuba