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quarta-feira, 2 de maio de 2018

Palavra de Vida de Maio 2018

Palavra de Vida de Maio 2018

Fonte: www.focolare.org
27 de abril de 2018
“O fruto do Espírito, porém, é: amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, lealdade, mansidão, domínio próprio.” (Gl 5,22)

O apóstolo Paulo escreve aos cristãos da região da Galácia. Eles tinham acolhido por meio dele o anúncio do Evangelho, mas agora ele os recrimina por não terem compreendido o significado da liberdade cristã.
Para o povo de Israel a liberdade foi um dom de Deus: Ele o arrancou da escravidão no Egito, conduziu-o rumo a uma nova terra e estabeleceu com ele um pacto de fidelidade recíproca.
Paulo afirma com força que, assim como a liberdade foi um dom de Deus, a liberdade cristã é um dom de Jesus.
Com efeito, é Ele que nos doa a possibilidade de nos tornarmos, Nele e como Ele, filhos de Deus, que é Amor. Também nós, imitando o Pai como Jesus nos ensinou e mostrou com a sua vida, podemos aprender a mesma atitude de misericórdia para com todos, colocando-nos a serviço dos outros.
Para Paulo, essa aparente contradição da “liberdade de servir” é possível devido ao Espírito, o dom que Jesus fez à humanidade com a sua morte na cruz.
Realmente, é o Espírito Santo que nos dá a força de sair da prisão do nosso egoísmo – com a sua carga de divisões, injustiças, traições, violência – e nos guia para a verdadeira liberdade.

O fruto do Espírito, porém, é: amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, lealdade, mansidão, domínio próprio.
A liberdade cristã, além de ser um dom, é também um compromisso. Antes de mais nada, é o compromisso de acolher o Espírito Santo no nosso coração, abrindo espaço para Ele e reconhecendo no nosso íntimo a sua voz.
Chiara Lubich escrevia: […] Antes de tudo, devemos nos tornar cada vez mais conscientes da presença do Espírito Santo em nós. Carregamos no nosso íntimo um imenso tesouro, mas não nos damos conta disso suficientemente. […] E ainda, para que possamos ouvir e seguir a sua voz, devemos dizer “não” […] às tentações, cortando sem hesitar as sugestões que elas trazem; “sim” aos deveres que Deus nos confiou; “sim” ao amor para com todos os próximos; “sim” às provações e dificuldades que encontramos… Se agirmos assim, o Espírito Santo nos guiará, dando à nossa vida cristã aquele sabor, aquele vigor, aquela força de atração, aquela luminosidade que ela não pode deixar de ter se for autêntica. Então também quem está ao nosso lado vai perceber que não somos somente filhos de nossa família humana, mas filhos de Deus.
De fato: o Espírito Santo nos convoca a deixarmos de fazer de nós mesmos o centro das nossas preocupações, para sabermos acolher, escutar, compartilhar os bens materiais e espirituais, perdoar, ou ainda, cuidarmos das pessoas mais diversas na variedade de situações que vivemos todos os dias.
E essa atitude nos faz experimentar o típico fruto do Espírito Santo: o crescimento da nossa própria humanidade rumo à verdadeira liberdade. Com efeito, faz vir à tona e florescer em nós capacidades e recursos que, se vivermos fechados em nós mesmos, ficarão para sempre sepultados e desconhecidos.
Portanto, cada ação nossa é uma ocasião, que não pode ser desperdiçada, para dizer “não” à escravidão do egoísmo e “sim” à liberdade do amor.

O fruto do Espírito, porém, é: amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, lealdade, mansidão, domínio próprio.
Quem acolhe no coração a ação do Espírito Santo contribui também para a construção de relações humanas positivas, por meio de todas as suas atividades do dia a dia, tanto familiares como sociais.
Carlo Colombino, empresário, marido e pai, tem uma empresa no norte da Itália . Dos sessenta funcionários, cerca de quinze não são italianos e alguns deles têm um histórico de experiências dramáticas. Numa entrevista, ele contou ao jornalista: “Também o emprego pode e deve favorecer a integração. Eu trabalho em processos de coleta e reciclagem de materiais de construção; tenho responsabilidade para com o meio ambiente, o território no qual vivo. Alguns anos atrás, a crise bateu duro. O que fazer: salvar a empresa ou as pessoas? Tivemos de dispensar alguns funcionários, falamos com eles, procuramos as soluções menos dolorosas, mas foi dramático, coisa de tirar o sono. É um trabalho que posso fazer bem feito ou pela metade; eu tento fazê-lo do melhor modo possível. Acredito que as ideias contagiam positivamente. Uma empresa que pensa só no faturamento, nas contas, tem pouca chance de futuro, porque no centro de toda atividade deve estar o homem. Sou uma pessoa de fé e tenho a convicção de que não é uma utopia fazer a síntese entre empresa e solidariedade”.
Portanto, somos convidados a atuar com coragem o nosso chamado pessoal para a liberdade, no ambiente em que vivemos e trabalhamos.
Desse modo o Espírito Santo poderá atingir e renovar também a vida de muitas outras pessoas ao nosso redor, conduzindo a história para horizontes de “alegria, paz, paciência, amabilidade…”.

Letizia Magri

Reproduzido pelo Blog do Ademir Rocha


Maio é o mês dos jovens
28 Abril 2018
Inicia-se no dia 1° de maio, com o esperado encontro dos jovens em Loppiano, a “Semana mundo unido” que este ano será dedicada no mundo inteiro ao tema “Geração Fome Zero”. A Semana será concluída com a corrida anual mundial “Run for unity”.
 
Um zoom nos jovens. Também este ano terá início em Loppiano, a cidadela dos Focolares, o tradicional evento intitulado “Semana mundo unido”: uma rede mundial de ações baseadas num espírito de fraternidade entre povos e culturas. Há mais de 20 anos a Semana é o centro das iniciativas dos jovens dos Focolares, que querem testemunhar a todos, não apenas aos jovens mas também as mais altas instituições, que um mundo unido não é um sonho perdido entre ventos de guerra ou enterrado pelo peso das dificuldades sociais, mas uma realidade possível. Principalmente, se as novas gerações, formadas por uma cultura de paz, tomarem as rédeas da sociedade.
No dia 1° de maio, a cidadela italiana dos Focolares hospedará uma das muitas etapas “nacionais” rumo ao Genfest de Manila, nas Filipinas (“Beyond all borders”, julho de 2018), reunindo 6 mil jovens de todas as partes da Itália. Será um festival para falar do limite mais difícil de superar para ira o encontro dos outros: o próprio eu. “Beyond me”, em Loppiano, vai contar as histórias de quem quis realizar antes de tudo em si mesmo uma profunda mudança, saindo da própria “área de conforto” para abrir-se aos valores da solidariedade e para as necessidades de quem está ao seu lado. Para muitos dos jovens presentes esta experiência de abertura está enraizada num encontro pessoal com Deus, que transformou as suas vidas e permitiu que vencessem o medo. Para outros, tratou-se da superação de uma doença ou de uma deficiência, para outros ainda a tomada de consciência de uma dificuldade. Também estará presente, em nome de uma amizade já comprovada, e em preparação da visita do Papa as duas cidadelas vizinhas, no dia 10 de maio, um numeroso grupo de jovens de Nomadelfia.

A “Semana mundo unido” (United World Week), que será iniciada imediatamente depois, será um único grande evento, deslocado em vários pontos do mundo. Uma expo internacional – parte integrante do United World Project – que há mais de 20 anos (a primeira edição foi em maio de 1995) volta a esta época do ano para criar, em vários pontos do planeta, mas principalmente onde existe solidão, pobreza, marginalização, relacionamentos de convivência pacífica entre povos e culturas diferentes. Nestes anos, a “Semana Mundo Unido” abriu espaço na opinião pública, através dos meios de comunicação e nas redes sociais, levando as ações de fraternidade à atenção das instituições locais, nacionais e internacionais, mas também de personalidades do mundo da cultura, do desporto, da sociedade civil e religiosa.
A edição de 2018 terá como fio condutor o tema “Geração Fome zero”, um dos 17 objetivos de desenvolvimento sustentável da Agenda aprovada pelos Estados membros das Nações Unidas, a serem alcançados até o ano de 2030. Os adolescentes e os jovens do Movimento dos Focolares comprometeram-se, há algum tempo, a contribuir no importante projeto da FAO (Organização das Nações Unidas para a alimentação e a agricultura) em relação aos temas da subnutrição, do desperdício de alimentos, do respeito da natureza, com iniciativas pessoais e coletivas em prol do uso responsável dos recursos da terra. Portanto, a “Semana” será uma ocasião para mostrar os frutos dessa colaboração e envolver um número crescente de jovens, cidadãos e instituições para a realização deste objetivo.
Na conclusão da “Semana”, com o “epicentro” no domingo, 6 de maio, voltará a “Run for Unity”, corrida desportiva realizada por centenas de milhares de jovens de nacionalidades, religiões, culturas, etnias diferentes que cobrirão a terra, transmitindo-se idealmente um testemunho de “fraternidade”, de leste a oeste. Em cada etapa, percorrida a pé, em bicicleta, caminhando, ou fazendo correr um pensamento de paz, a corrida mais contra a correnteza que existe será enriquecida por eventos desportivos, de jogos, de ações de solidariedade e de tudo que pode servir para testemunhar que o sonho de um mundo unido continua vivo, a pesar das tensões e dos sinais contrários. Talvez serão os jovens os protagonistas deste mundo.

Reproduzido pelo Blog do Ademir Rocha

domingo, 1 de abril de 2018

Palavra de Vida de Abril de 2018

Palavra de Vida de Abril 2018


Fonte: www.focolare.org
28 Março 2018

“Em verdade, em verdade, vos digo: quem crê tem a vida eterna.” (Jo 6,47)

Esta frase de Jesus faz parte de um longo diálogo com a multidão que viu o sinal da multiplicação dos pães e continua a segui-lo, talvez somente para receber Dele ainda alguma ajuda material. Jesus, partindo das necessidades imediatas deles, aos pouquinhos vai orientando sua pregação para o sentido da sua missão: Ele foi enviado pelo Pai a fim de dar aos homens a verdadeira vida, a vida eterna, ou seja, a mesma vida de Deus, que é Amor. Ele, caminhando pelas estradas da Palestina, “se faz um” com todos os que encontra: não deixa de atender a quem pede alimento, água, cura, perdão. Ainda mais: compartilha todas as necessidades e dá nova esperança a cada um que encontra. Por isso Ele pode pedir depois a cada um desses um passo a mais, pode convidar seus ouvintes a acolher a vida que nos oferece, a entrar em relação com Ele, a prestar-lhe confiança, a ter fé Nele. Comentando justamente esta frase do Evangelho, Chiara Lubich escreveu: Com estas palavras Jesus responde à aspiração mais profunda do homem. O homem foi criado para a vida; procura-a com todas as suas forças. Mas o seu grande erro está em procurá-la nas criaturas, nas coisas criadas, as quais, sendo limitadas e passageiras, não podem dar uma verdadeira resposta às suas aspirações. (…) Somente Jesus pode saciar a fome do ser humano. Somente Ele pode nos dar a vida que não morre, porque Ele é a Vida.

“Em verdade, em verdade, vos digo: quem crê tem a vida eterna.”
A fé cristã é acima de tudo o fruto de um encontro pessoal com Deus, com Jesus, que não deseja outra coisa senão fazer-nos participar da sua própria vida. Ter fé em Jesus significa aderirmos ao seu exemplo, não vivendo encurvados sobre nós mesmos, sobre os nossos medos, sobre os nossos programas limitados mas, pelo contrário, dirigindo a nossa atenção para as necessidades dos outros: necessidades concretas como a pobreza, a doença, a marginalização, mas sobretudo a necessidade de ser escutado, de ter com quem partilhar, de sentir-se acolhido. Desse modo poderemos comunicar aos outros, com a nossa vida, o mesmo amor recebido como dom de Deus. E, para fortificar-nos na nossa caminhada, Ele nos deixou também o grande dom da Eucaristia, sinal de um amor que doa seu próprio ser para fazer viver o outro.

“Em verdade, em verdade, vos digo: quem crê tem a vida eterna.”
Quantas vezes, durante o nosso dia, demonstramos confiança diante das pessoas ao nosso redor: o professor que dá instrução aos nossos filhos, o taxista que nos leva ao nosso destino, o médico que cuida da nossa saúde… Não é possível viver sem confiança. E esta é consolidada por meio do conhecimento, da amizade, do relacionamento que se aprofunda com o tempo. Então, como viveremos a Palavra de Vida deste mês? Continuando o seu comentário, Chiara nos convida a reavivar a nossa escolha e adesão total a Jesus: (…) E já sabemos qual é o caminho para chegar lá: (…) aplicar-nos de modo especial a colocar em prática aquelas palavras de Jesus que nos são trazidas à mente pelas várias circunstâncias da vida. Por exemplo: encontramos um próximo? “Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (cf. Mt 22,39). Acontece algo que nos faz sofrer? “Se alguém quer vir após mim… tome a sua cruz” (cf. Mt 16,24), etc. Desse modo, as palavras de Jesus se iluminarão e Ele entrará em nós com a sua verdade, a sua força e o seu amor. A nossa vida será cada vez mais “viver com Ele”, “fazer tudo juntamente com Ele”. E até mesmo a morte física, que um dia nos espera, não poderá mais nos assustar, porque com Jesus já teve início em nós a verdadeira vida, a vida que não morre.
Letizia Magri
Reproduzido pelo Blog do Ademir Rocha

Domingo de Páscoa: O Ressuscitado
1 Abril 2018
Ser testemunhas autênticas da ressurreição.
É o triunfo de Jesus ressuscitado que conhecemos e revivemos também em nós pessoalmente, no nosso pequeno âmbito, após termos abraçado o abandono ou quando, unidos realmente no seu nome, experimentamos os efeitos da sua vida, os frutos do seu Espírito.
O Ressuscitado deve estar sempre presente e vivo em nósneste ano 2000, no qual o mundo deseja ver não só pessoas que acreditam e de alguma forma o amam, mas que são também testemunhas autênticas, que podem dizer a todos por experiência, como a Madalena disse aos Apóstolos após ter encontrado Jesus perto da sepultura, aquelas palavras que conhecemos, mas que são sempre novas: “Nós o vimos! Sim, nós o descobrimos na luz com que nos iluminou; o tocamos na paz que nos infundiu; ouvimos a sua voz no íntimo do nosso coração; saboreamos a sua alegria incomparável”.
Fonte: Chiara Lubich em uma conferência telefônica. Castel Gandolfo, Roma, 20 de abril de 2000.

Reproduzido pelo Blog do Ademir Rocha

Os “últimos confins da Terra”, e nada menos.

Trento, 1944, festa de Cristo Rei.
Terminada a Missa, Chiara e as suas primeiras companheiras reúnem-se ao redor do altar, e quase sem entender o alcance do que estão fazendo, pedem a Deus que seja atuada, também através delas, uma frase que tinham escutado durante a liturgia:
«Pede-me e eu te darei as nações por herança e estenderei o teu domínio até as extremidades da terra» (Sal 2,8).
«Tu sabes como realizar a unidade – elas dizem –. Nós estamos aqui. Se queres, usa de nós».
Para um ideal vasto como é a unidade, aquela que Jesus pediu ao Pai, “que todos sejam um” (Jo 17,21), o horizonte não poderia deixar de ser o mundo e, olhando em retrospectiva, entende-se porque desde os primeiros balbucios do Movimento que nascia, os desejos do coração mirassem longe. Naquela época ninguém podia imaginar que aqueles «últimos confins da Terra» teriam sido alcançados, e com uma certa rapidez. Não uma programação feita em prancheta, mas seguir um caminho que Alguém estava traçando. «O Movimento se desenvolveu segundo um desígnio de Deus preciso, que nós sempre ignoramos, mas que se revelava no seu tempo», dirá Chiara Lubich, ao narrar a sua história no XIX Congresso Eucarístico Nacional italiano, em Pescara, no ano de 1977. Naquela ocasião ela salientou como «a caneta não sabe o que deverá escrever, o pincel não sabe o que deverá pintar, o cinzel não sabe o que deverá esculpir. Assim, quando Deus toma uma criatura entre as mãos, para fazer surgir uma obra sua na Igreja, ela não sabe o que deverá fazer. É um instrumento. Quando tudo começou, em Trento, eu não tinha um programa, não sabia nada. A ideia da Obra estava em Deus, o projeto no Céu. Foi assim no início, e foi assim durante os 34 anos de desenvolvimento do Movimento dos Focolares». E foi assim, acrescentamos nós, nos anos sucessivos, até hoje.
Evidentemente, aquele primeiro núcleo de moças estava destinado a não ficar fechado dentro da pequena capital da região trentina, onde, depois de apenas alguns meses já eram 500 as pessoas que partilhavam o ideal da unidade, de todas as idades e condições sociais. E logo ele superou as fronteiras regionais.
Quando a guerra terminou as primeiras focolarinas se transferiram para algumas cidades da Itália, por motivos de estudo e de trabalho. E não faltaram convites de pessoas que desejavam conhecer e difundir a outros a experiência delas.
A primeira etapa foi Roma, para aonde a própria Chiara se transferiu, em 1948, e depois Florença, Milão, Siracusa, etc. Em 1956 iniciou a difusão na Europa, em 1958 na América Latina, em 1961 na América do Norte. No ano de 1963 chegou a vez da África, 1966 da Ásia e 1967 da Austrália.
Hoje o Movimento dos Focolares está presente em 182 países, conta com cerca de dois milhões de aderentes e simpatizantes, predominantemente católicos, mas não só. De maneiras variadas, participam dele milhares de cristãos de 350 Igrejas e comunidades eclesiais, muitos seguidores de outras religiões, entre os quais judeus, muçulmanos, budistas, hindus, sikhs… e pessoas de convicções não religiosas.
O núcleo central do Movimento é constituído por mais de 140 mil animadores, das várias ramificações. Em breve, esta é, até hoje, a história de um povo que nasceu do Evangelho.
«Naquele dia nós pedimos com fé – escreveu Chiara em 2000 –. O Movimento chegou realmente até os últimos confins. E neste “novo povo” estão representados os povos de toda a Terra».

Reproduzido pelo Blog do Ademir Rocha

quinta-feira, 1 de março de 2018

Palavra de Vida de Março 2018


Palavra de Vida – Março de 2018

26 Fevereiro 2018
Fonte: www.focolare.org.br
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Outros textos.

“Mostra-me, Senhor os teus caminhos, ensina-me tuas veredas.” (Sl 24[25],4)

O rei e profeta Davi, autor deste salmo, sofre o peso da angústia e da pobreza e se sente em perigo diante de seus inimigos. Ele gostaria de encontrar um caminho para sair dessa situação dolorosa, mas experimenta a sua incapacidade. Então levanta os olhos para o Deus de Israel, que desde sempre protege o seu povo, e o invoca com esperança para que venha em seu socorro. A Palavra de Vida deste mês salienta, em especial, o seu pedido de conhecer os caminhos e as veredas do Senhor, como luz para as próprias escolhas, sobretudo nos momentos difíceis.
“Mostra-me, Senhor os teus caminhos, ensina-me tuas veredas.”
Também a nós acontece que tenhamos de fazer escolhas decisivas para a nossa vida, que comprometem a consciência e toda a nossa pessoa. Às vezes temos uma série de caminhos possíveis diante de nós e ficamos incertos sobre qual é o melhor; outras vezes temos a impressão de que não temos nenhuma saída… Procurar um caminho para prosseguir é algo profundamente humano, e às vezes precisamos pedir a ajuda de alguém que consideramos amigo. A fé cristã nos faz entrar na amizade com Deus: Ele é o Pai que nos conhece intimamente e ama acompanhar-nos no nosso caminho. Todos os dias Ele convida cada um de nós a entrar livremente em uma aventura, tendo como bússola o amor desinteressado a Ele e a todos os seus filhos. Os caminhos, as veredas são também ocasiões de encontro com outros viajantes, de descobertas de novas metas a serem compartilhadas. O cristão não é jamais uma pessoa isolada: ele faz parte de um povo em caminho rumo à realização do projeto que Deus Pai preparou para a humanidade e que Jesus nos revelou com suas palavras e com toda a sua vida: a fraternidade universal, a civilização do amor.
“Mostra-me, Senhor os teus caminhos, ensina-me tuas veredas.”
E os caminhos do Senhor são ousados, às vezes beirando o limite das nossas possibilidades, como pontes de corda esticadas entre paredões rochosos. Eles desafiam nossos hábitos egoístas, os preconceitos, a falsa humildade e nos abrem horizontes de diálogo, encontro, empenho pelo bem comum. E sobretudo pedem de nós um amor sempre novo, construído sobre a rocha do amor e da fidelidade de Deus por nós, capaz de chegar até o perdão. Perdão que é a condição irrenunciável para construir relações de justiça e de paz entre as pessoas e entre os povos. Até mesmo o testemunho de um gesto de amor simples, mas autêntico, pode iluminar o caminho nos corações dos outros. Na Nigéria, durante um encontro no qual jovens e adultos podiam partilhar as experiências pessoais de amor vivido conforme o Evangelho, Maya, uma menina, contou: “Ontem, enquanto estávamos jogando, um menino me empurrou e caí. Ele me disse “desculpe!” e eu o perdoei”. Essas palavras abriram o coração de um homem cujo pai tinha sido assassinado pelo Boko Haram: “Olhei para Maya. Se ela, que é uma menina, é capaz de perdoar, significa que também eu posso fazer a mesma coisa”.
“Mostra-me, Senhor os teus caminhos, ensina-me tuas veredas.”
Se quisermos confiar-nos a um guia seguro no nosso caminho, lembremo-nos de que Jesus disse de si mesmo: “Eu sou o Caminho…” (Jo 14,6). Chiara Lubich, dirigindo-se aos jovens reunidos em Santiago de Compostela para a Jornada Mundial da Juventude de 1989, encorajou-os com estas palavras: (…) Definindo a si mesmo como “o Caminho”, Jesus quis dizer que devemos caminhar como Ele caminhou (…). Pode-se dizer que o caminho percorrido por Jesus tem um nome: amor. (…) O amor que Jesus viveu e nos deixou é um amor especial e único. (…) É o próprio amor que arde em Deus. (…) Mas, amar a quem? Amar a Deus é certamente o nosso primeiro dever. Depois: amar a cada próximo. (…) Da manhã até à noite, todo relacionamento com os outros deve ser vivido com esse amor. Em casa, na universidade, no trabalho, nas quadras de esporte, nas férias, na igreja, pelas ruas, devemos colher as diversas ocasiões para amar os outros como a nós mesmos, reconhecendo Jesus neles, não esquecendo ninguém; mais ainda, sendo os primeiros a amar a todos. (…) Entrar o mais profundamente possível no coração do outro; entender realmente seus problemas, suas exigências, seus fracassos e também suas alegrias, para poder compartilhar tudo com ele. (…) De certo modo, tornar-se o outro. Como Jesus que, sendo Deus, por amor se fez homem como nós. Assim o próximo se sente compreendido e aliviado, porque encontra alguém que carrega com ele os seus pesos, as suas aflições, e partilha com ele as suas pequenas felicidades. “Viver o outro”, “viver os outros”: isso é um grande ideal, isso é superlativo (…).
Letizia Magri
Reproduzido pelo Blog do Ademir Rocha

Conhecer para preservar

O Evangelho vivido: “a vida como dádiva”

22 Fevereiro 2018
Todo gesto de amor é como beber da fonte do Evangelho.

A carta ganhadora
Sou um agente comercial. Um dia entrei na sede de uma grande empresa para apresentar meus produtos ao gerente de compras. Como ele mostrou pouco interesse, preparei-me para sair do seu escritório. Mas durante essa breve reunião percebi que estava lidando com uma pessoa que sofria. Já estava na porta, quando senti que devia voltar e simplesmente perguntei-lhe: “Você tem certeza de que está bem?”. Com os olhos arregalados, ele me perguntou: “Porque você me pergunta isso?”. Respondo contando-lhe a sensação que tive ao vê-lo, saúdo-o novamente e saio. No dia seguinte, recebo um telefonema dele. “Queria agradecer-lhe. Depois que você foi embora sua pergunta ficou ressoando na minha mente, e então, à noite, fui ao médico que confirmou que eu poderia ter um colapso a qualquer momento e que precisava fazer imediatamente uma terapia energética”. No mesmo dia, essa empresa fez-me uma compra substancial. Não só encontrei um grande cliente, mas também ajudei uma pessoa a melhorar. Colocar o amor em primeiro lugar nos nossos relacionamentos é sempre a carta vencedora.
Do site do Movimento dos Focolares – Itália
Reproduzido pelo Blog do Ademir Rocha 

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Palavra de Vida - Fevereiro 2018

Palavra de Vida – Fevereiro de 2018
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Fonte: www.focolare.org
28 Janeiro 2018
“A quem tiver sede, eu darei, de graça, da fonte da água vivificante.” (Ap 21,6)

O apóstolo João escreveu o Livro do Apocalipse para consolar e encorajar os cristãos do seu tempo, diante das perseguições que naquele período se haviam multiplicado. Esse livro, rico de imagens simbólicas, revela na realidade a visão de Deus sobre a história e a consumação final: a Sua vitória definitiva sobre todo o poder do mal. Esse livro é a celebração de uma meta, de um final pleno e glorioso destinado por Deus para a humanidade.
É a promessa da libertação de todo sofrimento: O próprio Deus “enxugará toda lágrima (…) e não haverá mais morte, nem luto, nem grito, nem dor” (cf. Ap 21,4).

“A quem tiver sede, eu darei, de graça, da fonte da água vivificante.” [1]
Esta perspectiva vale também na atualidade, para todo aquele que já começou a viver na procura sincera de Deus e da sua Palavra que nos manifesta os Seus projetos; para quem sente arder em si a sede de verdade, de justiça, de fraternidade. Diante de Deus, sentir sede, estar à procura, é uma característica positiva, um bom início; e Ele promete até mesmo a fonte da vida.
A água que Deus promete é oferecida gratuitamente. Portanto, é oferecida não só a quem procura ser agradável a Ele por meio de seus próprios esforços, mas a todo aquele que, sentindo o peso da própria fragilidade, se abandona ao Seu amor, na certeza de ser curado e de encontrar assim a vida plena, a felicidade.
Perguntemo-nos então: nós temos sede de quê? E qual a fonte onde vamos matar a sede?

“A quem tiver sede, eu darei, de graça, da fonte da água vivificante.”
Talvez tenhamos sede de ser aceitos, de termos um lugar na sociedade, de realizar os nossos projetos… Aspirações legítimas que, no entanto, podem nos levar aos poços poluídos do egoísmo, do fechamento nos interesses pessoais, chegando até à prepotência diante dos mais fracos. As populações que sofrem pela escassez de poços com água potável conhecem muito bem as consequências desastrosas da falta desse recurso, indispensável para garantir vida e saúde.
E, no entanto, cavando mais a fundo no nosso coração, encontraremos outra sede, que o próprio Deus colocou ali: viver a vida como um dom recebido e que deve ser doado. Procuremos, então, a água na fonte pura do Evangelho, libertando-nos daqueles detritos que talvez a estejam cobrindo e, da nossa parte, deixemo-nos transformar em mananciais de amor generoso, acolhedor e gratuito para os outros, sem nos refrearmos diante das inevitáveis dificuldades do caminho.

“A quem tiver sede, eu darei, de graça, da fonte da água vivificante.”
Ainda mais: quando, entre cristãos, vivemos o mandamento do amor mútuo, estamos permitindo uma intervenção toda especial de Deus, como escreveu Chiara Lubich:
“Cada momento no qual procuramos viver o Evangelho é uma gota daquela água viva que bebemos. Cada gesto de amor ao nosso próximo é um gole daquela água. Sim, porque aquela água tão viva e preciosa tem isso de especial: jorra no nosso coração cada vez que o abrimos ao amor para com todos. É uma fonte – a fonte de Deus – que libera água na mesma medida em que seu veio profundo serve para saciar a sede dos outros, com pequenos ou grandes atos de amor. (…) E se continuarmos a doar, esta fonte de paz e de vida dará água cada vez mais abundante, sem jamais se esgotar. Existe também outro segredo que Jesus nos revelou, uma espécie de poço sem fundo onde podemos nos abeberar. Quando dois ou três se unem em seu nome, amando-se com o próprio amor de Jesus, Ele está no meio deles (cf. Mt 18,20). É então que nos sentimos livres, plenos de luz; e torrentes de água viva jorram do nosso seio (cf. Jo 7,38). É a promessa de Jesus que se realiza, porque é Dele mesmo, presente em nosso meio, que jorra aquela água que sacia por toda a eternidade.”[2]
Letizia Magri
[1] Para o mês de fevereiro propomos esta Palavra de Deus, escolhida por um grupo de irmãos e irmãs de várias Igrejas na Alemanha, a ser vivida durante o ano todo.
[2] Cf. C. Lubich, Fonte de água viva, Revista Cidade Nova nº 3/2002.
Reproduzido pelo Blog do Ademir Rocha
Evangelho vivido: “a fonte da vida”
1 Fevereiro 2018
Vivendo o Evangelho, podemos transformar-nos em fonte de amor generoso e gratuito para todos.

Uma resposta imediata
No início do verão costumávamos comprar a lenha e o querosene para o inverno, mas ja tínhamos chegado no outono e ainda não tínhamos o dinheiro para garantir o aquecimento. Um dia, conversando em família, pensamos: “O Eterno Pai conhece as nossas necessidades e é importante ter confiança nele”. Não tínhamos nem terminado a conversa quando chegou um nosso amigo trazendo-nos um envelope com dinheiro. Ele tinha feito uma coleta para nos ajudar. Nunca me tinha acontecido de ter uma resposta tão imediata de Deus que provê aos seus filhos!
I.S. – Sérvia
No dentista
Um jovem da nossa comunidade tinha os dentes muito estragados, mas sendo de uma família pobre não podia fazer um tratamento. Um dia, resolvemos levá-lo ao dentista, mas, quando chegamos na clínica onde trabalha, demo-nos conta de que era frequentata só por pessoas ricas. Confiantes na providência divina, entramos. Depois de examiná-lo a doutora perguntou-nos se teríamos condições de pagar um tratamento tão caro. Explicamos que, junto com alguns amigos, organizaríamos uma venda de roupas e objetos usados para cobrir todas as despesas. A doutora ficou curiosa e quis saber mais. “Podem pagar com o que têm”, concluiu. Quando estávamos saindo, chamou-nos outra vez, e acrescentou: “Sabem, tenho muitos problemas e pensei que posso fazer esse trabalho grátis se em troca vocês rezarem por mim”. Assim foi. Tempos depois aquela dentista disse-nos que a nossa presença tinha levado no seu trabalho uma nota de alegria e serenidade.
G.B. – Filipinas
Encontros na prisão
Sabendo que existem tantas pessoas sozinhas que sentem muita necessidade de alguém a seu lado, pensamos em ir visitar os doentes de um hospital, os presos numa penitenciária e as crianças de um orfanato. A estes últimos levamos objetos, jogos e roupas. Depois pensamos: por que não usamos os meios de comunicação para chegar ao maior número possível de pessoas? Conseguimos meia hora de um programa na rádio local para a nossa divulgação. Muitas pessoas seguiram a transmissão. Quando voltamos à prisão, receberam-nos dizendo que, depois de terem ouvido aquele programa na rádio, estavam à nossa espera. Em geral, não é permitido aos jovens da nossa idade o ingresso nas prisões, mas tinham feito uma exceção para nós. Com músicas e testemunhos da prática do Evangelho falamos para uma centena de presidiários, homens e mulheres, e a um grupo de dez guardas. Pediram-nos para voltar. Até o jornal local deu uma notícia sobre estes encontros na prisão.
Um grupo de amigos – Uganda
A doença
Quando soube que Monique tinha Sla (esclerose lateral amiotrófica), mesmo se não nos víamos já há dois anos, voltei a procurá-la para por-me à sua disposição. Tínhamos tido um grande amor, mas por vários motivos tínhamo-nos deixado. A fé pura de Monique entrava em choque com o meu agnosticismo. Ao lado dela, que aceitava serenamente a sua nova situação, vivi uma verdadeira inversão mental. Os cristãos defeniriam a minha reação como “conversão”. Quando a sua doença chegou ao estado terminal, eu estava completamente mudado. Não digo de ter encontrado a fé, mas o verdadeiro respeito por Monique criou um novo espaço dentro de mim.
J. M. – França
Reproduzido pelo Blog do Ademir Rocha

Os mil rostos da pobreza
21 Novembro 2017
Ao apelo do “I Dia mundial dos Pobres”, convocado pelo Papa Francisco no dia 19 de novembro passado, também o Movimento dos Focolares respondeu. Um focus sobre o empenho de Norte a 
Sul da Itália: projetos e novas iniciativas.

 
A notícia, anunciada no dia 13 de junho passado pelo Papa Francisco, de querer dedicar aos pobres um Dia Internacional logo se demonstrou em linha com um pontificado particularmente atento às exigências das pessoas mais vulneráveis e descartadas da sociedade.
Surpreendente a adesão de associações, movimentos, instituições e a multiplicação de iniciativas, de pessoas individualmente ou em grupos, em resposta a tal apelo.
Também o Movimento dos Focolares na Itália assumiu para si o convite a “criar momentos de encontro e de amizade, de solidariedade e de ajuda concreta”, para amar “não com palavras, mas com os fatos”.
«Se dos pobres se pode aprender – dizem os responsáveis dos Focolares na Itália, Rosalba Poli e Andrea Goller –, não menos, quem tem mais é chamado a dar. Não a esmola, não um gesto vez ou outra para deixar em paz a consciência. O convite é para sair das nossas certezas e comodidades, como diz o Papa, para ir ao encontro dos mil rostos da pobreza».
Também na Itália é um fenômeno de proporções preocupantes. Quase 5 milhões de pessoas, segundo um recente Relatório (dados ISTAT relativos ao ano de 2016), estão em condição de “pobreza absoluta”. Já 8 milhões e meio sofrem de “pobreza relativa”. É uma pobreza dos mil rostos: marginalização, desemprego, violência, falta de meios de subsistência. E sobretudo isolamento, porque ser pobres significa antes de tudo ser excluídos.
«Este dia nos remete ao primeiro aspecto da espiritualidade dos Focolares, a comunhão dos bens», explicam Poli e Goller. Uma prática que levou, durante os anos, ao nascimento de numerosas obras e ações sociais, inspiradas pelo desejo de repetir um costume das primeiras comunidades cristãs, nas quais não havia nenhum indigente. Entre estes, a Associação Arco-íris, ativa em Milão há mais de 30 anos, o Centro La Pira para jovens estrangeiros em Florença, o Projeto sempre pessoa para a reinserção dos prisioneiros e a assistência às suas famílias. Ou, ainda, o Projeto Abramo-nos da associação cultural do Trentino More, os projetos para menores não acompanhados, como Criar sistema além da acolhida, ou para as famílias, como Vivamos um lar juntos. Outras se ocupam de redistribuição de alimentos, como a Associação Solidariedade em Régio Emília, B&F em Áscoli, em Gênova a Associação Cidade Fraterna e o Comitê Humanidade Nova. Entre as ações com os sem teto, RomAmoR está ativa há anos na estação de Roma Ostiense, enquanto outras se ocupam de acolhida aos migrantes em Lampedusa e Ventimiglia. Em Pomigliano d’Arco, a associação Elos de solidariedade, num contexto fortemente marcado pelo desemprego, redescobriu o sentido do mutualismo e da partilha. Após o terremoto na Itália Central, se constituíram alguns GAS (Grupos de Aquisição Solidária) do projeto RImPRESA para o apoio in loco às atividades econômicas danificadas pelo abalo sísmico. Entre as últimas nascidas, o PAS (Polo de Acolhida Solidariedade) de Áscoli Piceno. Muitos empresários na Itália, reunidos na Aipec, se inspiram nos princípios da Economia de Comunhão, para que a cultura da partilha se torne práxis empresarial.
Ao lado de projetos consolidados, outras iniciativas floresceram do Norte ao Sul do país, frequentemente “em rede” com instituições ou associações que operam no social. A intenção é a de se tornar formas estáveis de sustento à pobreza.
De Milão a Scicli, de Messina a Údine, Bancos Alimentares, Centros de escuta, refeitórios, iniciativas de combate aos desperdícios. Inclusive uma casa para pais separados, às portas de Cagliari (na Sardenha).
Entretanto, a poucos dias da sua ativação, já tem cerca de mil inscritos o App Fag8, evolução tecnológica do costume de pôr em comum os próprios bens, objetos, mas também talentos e ideias, no rastro da gratuidade. Baixando o app, é possível compartilhar, também por conta de outros (talvez de pobres que se conheça), um “objeto”, um “projeto” ou o próprio tempo. Um instrumento próximo às redes locais, mas também de amplitude nacional, que consente verificar em breve tempo a disponibilidade daquilo que busco, ou a necessidade para outros daquilo que ofereço.
(ver também www.focolaritalia.it).
Reproduzido pelo Blog do Ademir Rocha

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Palavra de Vida de Janeiro 2018

Palavra de Vida – Janeiro de 2018
Fonte: www.focolare.org
28 Dezembro 2016
“O amor de Cristo nos impele” (Cf. 2Cor 5,14-20)

“Ontem à noite fui jantar fora, com mamãe e uma amiga dela. Pedi o prato principal com ervilhas, para depois comer o doce de que eu mais gostava. Mas a mamãe não deixou. Eu estava querendo ficar emburrada, mas me lembrei que Jesus estava bem ali, com a mamãe, e então dei um sorriso”. “Hoje, depois de um dia cansativo, voltei para casa. Comecei a ver televisão, mas meu irmão tirou de minhas mãos o controle remoto. Fiquei com muita raiva. Mas depois me acalmei e deixei que ele ficasse vendo a TV”. “Hoje meu pai me disse uma coisa e eu lhe respondi mal. Quando olhei para ele, vi que não estava feliz. Então pedi desculpas e ele me perdoou”.
São experiências sobre a Palavra de Vida contadas por crianças da quinta série, de uma escola de Roma. Pode ser que essas experiências não tenham uma ligação imediata com a Palavra que estavam vivendo naquele momento, mas o fruto do Evangelho vivido é justamente este: o impulso a amar. Qualquer que seja a Palavra de Vida que nos propomos a viver, os efeitos são sempre os mesmos: ela muda a nossa vida, coloca em nosso coração o impulso de ficarmos atentos às necessidades dos outros, faz com que nos disponhamos a servir os irmãos e as irmãs. E não poderia ser diferente: acolher e viver a Palavra faz nascer Jesus em nós e nos leva a agir como Ele. É o que Paulo dá a entender aqui, quando escreve aos coríntios.
O que impulsionava o apóstolo a anunciar o Evangelho e a empenhar-se pela unidade das suas comunidades era a profunda experiência que ele tinha feito de Jesus. Tinha se sentido amado, salvo por Ele. Jesus tinha penetrado na sua vida a tal ponto, que nada nem ninguém poderia jamais separá-lo dele: não era mais Paulo que vivia, porque era Jesus que vivia nele. Imaginar que o Senhor o tinha amado até o ponto de dar a vida era algo que o fazia enlouquecer, não o deixava em paz e o impelia com força irresistível a fazer o mesmo, e com o mesmo amor.
Será que o amor de Cristo impele também a nós com a mesma intensidade?
Se nós tivermos realmente experimentado o seu amor, também nós não poderemos deixar de amar e de nos embrenhar com coragem nos lugares onde existe divisão, conflito, ódio, para levar concórdia, paz, unidade. O amor nos dá as condições de lançar o coração para além do obstáculo, chegando a estabelecer um contato direto com as pessoas, na compreensão e na partilha, para juntos procurar a solução. Não se trata de uma ação opcional. A unidade deve ser procurada a todo custo, sem que nos deixemos impedir pela falsa prudência, por dificuldades ou possíveis desencontros.
Isso se mostra urgente, também em campo ecumênico. Esta Palavra de Vida foi escolhida para este mês no qual se celebra no Hemisfério Norte a Semana de Orações pela Unidade1, justamente para ser vivida em conjunto pelos cristãos das diversas Igrejas e comunidades, a fim de que todos se sintam impelidos pelo amor de Cristo a se aproximarem uns dos outros, tendo em vista a recomposição da unidade.
Na abertura da II Assembleia Ecumênica Europeia em Graz, na Áustria, no dia 23 de junho de 1997, Chiara Lubich afirmava: “Será autêntico cristão da reconciliação somente aquele que souber amar os outros com a mesma caridade de Deus, aquela caridade que faz ver Cristo em cada um, que é destinada a todos – pois Jesus morreu por toda a humanidade –; a caridade que toma sempre a iniciativa, que é a primeira a amar; aquela caridade que leva a amar a todos como a si mesmo, que se ‘faz um’ com os irmãos e as irmãs, nos sofrimentos e nas alegrias. E é preciso que também as Igrejas amem com esse amor”.
Vivamos também nós o radicalismo do amor com a simplicidade e a seriedade daquelas crianças da escola de Roma.
Fabio Ciardi
No Hemisfério Norte se celebra a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos em janeiro. No Brasil, ela é celebrada entre a Ascensão e Pentecostes (em 2017 será de 25 de maio a 4 de junho).
Reproduzido pelo Blog do Ademir Rocha

Fonte: www.focolare.org
Igrejas Cristãs
Cristãos de cerca 350 Igrejas e comunidades eclesiais, pessoas firmemente ancoradas à própria Igreja e ao mesmo tempo capazes de criar vínculos entre cristãos de Igrejas diferentes. Assim o Movimento vive o ecumenismo.
A finalidade. O Movimento deseja dar a própria contribuição para que caiam os muros que separam as Igrejas, abatendo preconceitos e construindo espaços nos quais os vários tipos de diálogo possam frutificar. O “diálogo da vida” é um desses espaços, onde os cristãos podem testemunhar que é possível viver juntos.
O alicerce. Está no Evangelho vivido à luz da espiritualidade da unidade. Cristãos de várias denominações, vivendo esta espiritualidade, sentem o desejo de reconhecer e aprofundar o patrimônio comum, e valorizar as fontes de vida espiritual que se encontram nas diversas Igrejas. A novidade consiste em sentir-se parte de uma família, cujos laços remontam ao mandamento de Jesus: “Dou-vos um mandamento novo: que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei, assim amai-vos uns aos outros. Disto todos saberão que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns pelos outros” (Jo 13,34). Estar unidos neste amor de Cristo é um requisito para ter a presença de Jesus entre os seus (cf. Mt 18,20), que se tornou característica da vida ecumênica do Movimento dos Focolares.
Um novo caminho ecumênico. Após 50 anos do início do trabalho ecumênico do Movimento, se delineou o “diálogo da vida”, vera e própria fisionomia da contribuição que o povo de Deus pode dar ao processo de aproximação, para ajudar a recompor a plena e visível comunhão entre as Igrejas. Chiara constatava: “Cada Igreja, com o passar dos séculos, de certo modo petrificou-se em si mesma, pelas ondas de indiferença, de incompreensão, se não de ódio recíproco. É necessário em cada uma, portanto, um suplemento de amor. Aliás, seria preciso que a cristandade fosse invadida por uma avalanche de amor” (Graz).
Os frutos. Multiplicaram-se no mundo e no tempo. Gradualmente o diálogo da vida tornou-se diálogo de povo. Hoje, no Movimento dos Focolares, contam-se cristãos de mais de 350 Igrejas e comunidades eclesiais. Entre estes estão também bispos, que todo ano reúnem-se para viver juntos o Evangelho e incrementar a comunhão em Cristo.
Surgiram “Escolas ecumênicas” ou cursos de formação ecumênica, na Europa, no Oriente Médio e nas Américas.
Em Ottmaring, nos arredores de Augsburg (Alemanha), ainda em 1968 nasceu uma Mariápolis permanente ecumênica, desejada pelo Movimento dos Focolares e pela “Fraternidade de vida em comum”, fraternidade evangélica que assumiu como própria a oração de Jesus pela unidade (cf. Jo 17). Atualmente cerca de 120 pessoas moram na Mariápolis. Seu objetivo é tornar visível a unidade e dizer a todos que esta realidade já é possível, entre cristãos de diversas Igrejas.
“Juntos pela Europa”. Em 1999 iniciou um caminho de comunhão entre Movimentos e comunidades de várias Igrejas, “Juntos pela Europa”. Está baseado sobre uma aliança de amor mútuo. Entre eles atua-se uma colaboração em favor do bem comum, do compromisso em defesa da vida, pela família, pela paz, pelos pobres, por uma economia justa e pela tutela ambiental, em resposta à mensagem final do congresso internacional que “Juntos pela Europa” realizou no dia 12 de maio de 2007 em Stuttgart, na Alemanha.
A história. Este diálogo tem suas origens em 1961, quando um grupo de evangélicos luteranos escutou pela primeira vez Chiara Lubich, em Darmstadt, na Alemanha. Ficaram tocados pela sua proposta, simples, mas radical, de uma vida alicerçada sobre a Palavra de Deus. Foi assim que, no mesmo ano, após numerosos contatos e encontros informais, foi fundada uma secretaria para o ecumenismo, chamada “Centro Uno”, em Roma. Igino Giordani foi o primeiro diretor e continuou neste cargo até a sua morte, em 1980.
Desde 1955, por meio de um arquiteto suíço, o Movimento se difundiu na Igreja reformada.
Os primeiros contatos com os anglicanos aconteceram antes do Concílio Vaticano II. Em 1966 Chiara Lubich encontrou o Primaz da Igreja da Inglaterra, Michael Ramsey. Todos os arcebispos de Cantuária, até o atual, Rowan Williams, encorajam a difusão da espiritualidade dos Focolares na Igreja anglicana.
Em 1967 ocorreu o primeiro encontro de Chiara com alguns dirigentes do Conselho ecumênico das Igrejas, em Genebra.
A história dos relacionamentos fraternos entre o Movimento dos Focolares e os ortodoxos tem suas raízes no encontro extraordinário entre Chiara Lubich e o patriarca de Constantinopla Atenágoras I. “Era o dia 13 de junho de 1967 – Chiara mesma conta –. Ele me recebeu como se sempre me tivesse conhecido. ‘A esperava!’, exclamou, e quis que lhe narrasse os contatos do Movimento com luteranos e anglicanos”. Foram um total de vinte e cinco as audiências de Chiara com Atenágoras I. Em seguida os relacionamentos continuaram com o Patriarca Demétrio I. E os contatos com o atual patriarca ecumênico, Bartolomeu I, prosseguem no mesmo espírito de estima e amizade. Entretanto a espiritualidade do Movimento foi acolhida por cristãos de outras Igrejas orientais, e o diálogo se desenvolveu com sírio-ortodoxos, coptas, etíopes, armênios e assírios.
Contatos:
Via Frascati, 306 – 00040-Rocca di Papa (Roma)
Telefono:Tel. 06794798-318
Fax: 06/94749320
Reproduzido pelo Blog do Ademir Rocha

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Palavra de Vida de Dezembro 2017

Palavra de Vida de Dezembro 2017
29 Novembro 2017
Fonte: www.focolare.org


“Eis aqui a serva do Senhor! Faça-se em mim segundo a tua palavra.” (Lc 1,38)

Na Palestina, em uma periferia desconhecida do poderoso Império Romano, uma jovem mulher recebe em casa uma visita inesperada e desconcertante: um mensageiro de Deus lhe traz um convite e espera dela uma resposta.
“Alegra-te!”, lhe diz o Anjo, com a sua saudação; depois lhe revela o amor gratuito de Deus para com ela e lhe pede que colabore na realização do Seu desígnio para a humanidade.
Surpresa, Maria acolhe com alegria o dom desse encontro pessoal com o Senhor e, por sua vez, se doa inteiramente a esse projeto ainda desconhecido, pois Ela confia plenamente no amor de Deus.
Com o seu “Eis-me aqui!” generoso e total, Maria se coloca decididamente a serviço Dele e dos outros. Com seu exemplo Ela mostra um modo luminoso de aderir à vontade de Deus.
“Eis aqui a serva do Senhor! Faça-se em mim segundo a tua palavra.”
Meditando essa frase do Evangelho, Chiara Lubich escreveu: Para realizar seus planos, Deus precisa unicamente de pessoas que se entreguem a Ele com toda a humildade e a disponibilidade de uma serva. Maria – autêntica representante da humanidade, cujo destino é por ela assumido – com sua atitude abre completamente o caminho para a atividade criadora de Deus. Mas o termo “servo do Senhor” não era só uma expressão que indicava humildade; era também o título de nobreza atribuído aos que prestavam grandes serviços à história da salvação, como Abraão, Moisés, Davi e os profetas. Assim, utilizando essa mesma expressão, Maria afirma também toda a própria grandeza.
“Eis aqui a serva do Senhor! Faça-se em mim segundo a tua palavra.”
Também nós podemos descobrir a presença de Deus em nossa vida e escutar aquela “palavra” que Ele dirige a nós, para convidar-nos a realizar na história, aqui e agora, a nossa pequena parte do seu grande desígnio de amor. É verdade que a nossa fragilidade, somada a uma impressão de não sermos adequados, pode nos paralisar. Então, lembremos da palavra do Anjo: “Para Deus nada é impossível” e confiemos no Seu poder, mais do que nas nossas forças.
É uma experiência que nos liberta dos condicionamentos, mas também da presunção de sermos autossuficientes; ela faz despontar as nossas melhores energias e muitos recursos que nem imaginávamos possuir, e nos torna finalmente capazes de amar.
Um casal nos conta: “Desde o início do nosso casamento, acolhemos em nossa casa os familiares de crianças internadas nos hospitais da nossa cidade. Mais de cem famílias passaram pela nossa casa, e procuramos sempre ter, com cada uma, um verdadeiro clima de família. Muitas vezes a Providência nos ajudou a manter essa acolhida inclusive do ponto de vista econômico, mas primeiro tínhamos de demonstrar a nossa disponibilidade. Recentemente recebemos uma certa quantia em dinheiro, e pensamos em reservá-la, na certeza de que alguém precisaria dela. De fato: pouco depois chegou outra solicitação. É tudo um jogo de amor com Deus. Nós devemos somente ser dóceis e aceitar o desafio.
“Eis aqui a serva do Senhor! Faça-se em mim segundo a tua palavra.”
Para vivermos essa frase do Evangelho, pode nos ajudar uma sugestão de Chiara sobre como acolher a Palavra de Deus assim como Maria fez: … com toda a disponibilidade, sabendo que não é de origem humana. Sendo Palavra de Deus, contém em si uma presença de Cristo. Receba, então, Cristo em você, na Palavra Dele. E com ativíssima prontidão coloque-a em prática, momento por momento. Se você agir dessa forma, o mundo verá novamente Cristo passar pelas ruas de nossas cidades modernas, Cristo em você, sem nenhum distintivo, trabalhando nos escritórios, nas escolas, nos mais variados ambientes, junto a todos.
Neste período de preparação para o Natal, procuremos também nós, imitando Maria, um pouco de tempo para nos determos “a quatro olhos” com o Senhor, lendo, quem sabe, uma página do Evangelho.
Procuremos reconhecer a sua voz na nossa consciência, que assim será iluminada pela Palavra e ficará sensível diante das necessidades dos irmãos que encontrarmos.
Perguntemo-nos: de que modo posso ser uma presença de Jesus hoje, para contribuir, lá onde estou, a fazer da convivência humana uma família?
Diante da nossa resposta “Eis-me aqui!”, Deus poderá semear paz ao nosso redor e fazer aumentar a alegria no nosso coração.
Letizia Magri
Reproduzido pelo Blog do Ademir Rocha

Evangelho vivido: repetir Eis-me aqui!
6 Dezembro 2017
A Palavra de vida de dezembro (Lc 1,38) nos convida a nos colocarmos com generosidade a serviço de quem está em necessidade, aderindo também nós com a prontidão de Maria de Nazaré.
Não rival, mas filha
Por longo tempo, vivi momentos muito difíceis no relacionamento com o meu marido Martin, por causa da minha sogra. Ela não conseguia se desapegar do filho e me considerava como aquela que lhe tinha roubado o seu afeto. Eu estava quase para deixar o meu marido, a casa e os filhos, quando recebi a Palavra de Vida do mês. Aquele comentário me era enviado pontualmente por amigos, mas eu nunca o lia, apesar de me considerar cristã. Mas eu era tão terra a terra que Deus me parecia longe. Ao invés, naquela vez eu a li e, desde a primeira frase, a senti como dirigida a mim. Entre lágrimas, implorei a ajuda de Deus. Dias depois, Martin e eu participamos, como última tentativa, de um encontro de famílias. No clima de abertura que se estabelecera, encontramos a força para pronunciar o nosso novo «Sim». Foi a reviravolta da minha vida. Sempre com o apoio dos outros casais, consegui conquistar o afeto da minha sogra. Com o passar do tempo, começou a não me considerar mais como rival, mas como filha. Quando ficou doente, a assisti com amor e dedicação, preparando-a para o encontro com o Pai. (Lucero – Colômbia)
Providência
Na manhã do dia 24 de dezembro, tinha ido ao mercado para comprar os alimentos para a ceia de Natal. Porém ainda não havia providenciado as bebidas. Voltando para casa, encontrei uma carta, era de alguns conhecidos que me pediam um empréstimo. Correspondia à quantia para as bebidas. Consultei Giselle e respondemos: «Enviamos isto a vocês como um presente, não se preocupem em restituí-lo!». Até mesmo com água fresca, passamos uma maravilhosa noite entre cantos e música. Dias depois, chegou-nos inesperadamente uma quantia superior àquela de que nos tínhamos privado. (G.P. – Quênia)
Reproduzido pelo Blog do Ademir Rocha

Mudar as regras do sistema econômico não só para sanar a pobreza, mas para construir um sistema onde os pobres sejam cada vez menos. Apresentado em Bruxelas o desafio da Economia de Comunhão.

Na metade do caminho entre dois dias internacionais, o dia 17 de outubro passado, dedicado pela ONU à erradicação da pobreza, e o dia 19 de novembro próximo, instituído pelo Papa Francisco para aproximar os pobres do mundo inteiro, a pergunta retorna insistentemente: será possível reduzir, até eliminar, as desigualdades?
Economistas, ONGs, associações, instituições nacionais e internacionais discutem e buscam caminhos para reduzir os bolsões de pobreza e as suas consequências. Um debate organizado em Bruxelas, no mês de outubro, pelo Intergrupo europeu para a luta contra a pobreza e em defesa dos direitos humanos e da ATD Quarto Mundo hospedou a contribuição de diversas organizações que experimentam métodos alternativos para ajudar as pessoas em dificuldade a sair da sua condição. O seu método consiste não em fazer descer subsídios do alto, mas em ativar percursos de rede.
Entre as contribuições, a da argentina Florencia Locascio, porta-voz nesta circunstância do projeto de Economia de Comunhão.
«A Economia de Comunhão – explica Locascio – é um movimento de pessoas, empresários, trabalhadores, consumidores, estudiosos e cidadãos empenhados em dar uma resposta de fraternidade ao problema da pobreza, em promover uma cultura econômica e civil que ponha no centro a pessoa e o valor das relações. A EdC concebe o lucro como um meio para um crescimento sustentável, inclusivo e solidário do homem e da sociedade».
Após 26 anos de história (era o ano de 1991 quando Chiara Lubich teve a intuição do novo modelo econômico, durante uma visita a São Paulo, no Brasil), a EdC propõe às empresas que aderem a este espírito, que trabalhem com três objetivos: reduzir a pobreza e a exclusão, formar novos empresários a uma cultura de comunhão e desenvolver as empresas, criando novos postos de trabalho.
Alguns exemplos, entre os muitos. No Banko Kabayan – banco de desenvolvimento nas Filipinas –, 85 % dos seus clientes são microempresários, em grande parte mulheres, aos quais são oferecidos empréstimos, poupança, micros seguros, além de cursos de empreendedorismo para promover as suas atividades.
startup “Project Lia”, nos Estados Unidos, que tem o objetivo de reinserir no mundo do trabalho mulheres ex presidiárias através da reutilização de velhos móveis.
Dimaco é uma empresa argentina que distribui materiais de construção. Junto com outros empresários locais e em coordenação com instituições públicas, o grupo conseguiu tornar sustentável o trabalho de mais de mil pequenos produtores da região.
«Estamos convencidos, inclusive pela experiência feita – continua Locascio – de que não se possa sanar nenhuma forma de pobreza não escolhida sem incluir as pessoas desfavorecidas dentro de comunidades vivas e fraternas e, onde é possível, também nos locais de trabalho. Não basta distribuir a riqueza de modo diferente. É preciso envolver os pobres na criação de riqueza».
Para monitorar e difundir os efeitos da Economia de Comunhão no combate à pobreza e às desigualdades, em 2017 nasceu OPLA – Observatório sobre a Pobreza, um centro de pesquisa internacional intitulado a Leo Andringa, economista holandês entre os pioneiros da Economia de Comunhão. As pesquisas de OPLA querem investigar especialmente a produção de “bens relacionais” conectada às ações EDC.
«Mas dado que queremos nos ocupar da redução da pobreza não só de hoje, mas também de amanhã – conclui a jovem argentina –, o último projeto da Economia de Comunhão é a rede EoC-IIN (Economy of Communion International Incubating Network), para contribuir para o nascimento de novas empresas de impacto social positivo. São só alguns exemplos inspiradores que trazem em si uma semente de uma proposta econômica inclusiva. Estamos conscientes de que para debelar a pobreza é preciso mudar as regras de um sistema que gera cada vez mais desigualdade. É um desafio que queremos e devemos assumir junto a todos os outros atores da sociedade, começando da política». 
Reproduzido pelo Blog do Ademir Rocha