sábado, 31 de agosto de 2013

A arte: "Nova Criação"



A arte: "Nova Criação"

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A arte: "Nova Criação"

Roma, 1961        

A reflexão sobre a arte eo artista.

A finalidade da arte é um pouco nebulosa, quase misteriosa, talvez apenas desconhecida e não ocupa certamente só a dimensão racional.
Seja como for, a arte, tanto quanto a ciência, sempre teve as suas manifestações de maior ou menor beleza porque a fantasia, que dela é mãe e geradora, é um talento e um dom magnífico do homem, como a memória, a afetividade, o raciocínio. E também ela desabrochou em obras; em “obras de arte”, inclusive de modo espontâneo.

O verdadeiro artista é um grande. É o que todos dizem, embora sejam poucos os críticos de arte, mas em todos existe a admiração e o fascínio pelo “belo”. O artista assemelha-se de certo modo ao Criador.
O verdadeiro artista possui a sua técnica quase inconscientemente e se serve das cores, das notas, da pedra, como nós nos servimos das pernas para caminhar.
O ponto de concentração do artista está em sua alma, onde contempla uma sensação, uma ideia, que ele quer exprimir fora de si.
Por isso, nos limites infinitos de sua pequenez de homem em comparação com Deus e, portanto, na infinita diversidade das duas coisas “criadas”, digamos assim, o artista é, de certo modo, alguém que “recria”, cria novamente. E as obras-primas de arte que outros homens produziram poderiam ser uma verdadeira “recriação” para o homem. Infelizmente, por falta de verdadeiros artistas, o homem recreia-se quando muito em extravagâncias vazias de cinemas, teatros, variedades, onde a arte frequentemente pouco lugar tem.
O verdadeiro artista, com suas obras-primas, que são brinquedos diante da natureza, obra-prima de Deus, de certa maneira nos faz sentir quem Deus é e nos faz relevar na natureza a marca trinitária do Criador: a matéria, a lei que a conforma, como que um “evangelho da natureza”, a vida, como que consequência da unidade das duas primeiras.
O conjunto, depois, é algo que, continuando a “viver”, oferece a imagem da unidade de Deus, do Deus dos vivos. As obras dos grandes artistas não morrem, e nisso está o termômetro da sua grandeza, porque a ideia do artista, de certo modo, se exprimiu perfeitamente na tela ou na pedra compondo algo vivo.
Lamenta-se hoje que haja poucos grandes artistas. O motivo talvez seja que existem poucos grandes homens no mundo. Não se pode a um certo ponto deixar a fantasia solta, separada do resto que há no homem: não seria mais um dom porque cairia na vaidade.
Nem se pode considerar o homem como não é, mas como é: um ser sociável.
Portanto, não se terá jamais uma grande arte universal senão através de um artista que ama aos outros homens e, em primeiro lugar, a Deus.
Haverá artistas a quem isso praticamente não interessa, cujos trabalhos, de certo modo, agradam a alguns. O reconhecimento e o aplauso de um grupo de pessoas já é uma coisa boa e denota que algum dom natural existe. Talvez conviesse ao artista escutar com mente e coração abertos as críticas também de outros e procurar corrigir, acolhendo. Com isso, ele viria a ser, em sua arte, mais expressão do homem do que de um homem.
Não desperdiçaria, ou empregaria mal, tempo e talentos, nem se nutriria de uma gloriazinha passageira, enquanto que poderia, mesmo depois de sua morte, prestar um serviço perpétuo (por quanto é possível) ao homem e glorificar a Deus ajudando a descobrir com suas obras-primas as infinitas belezas da obra-prima de Deus, a criação, da qual, sem dúvida, uma das mais belas obras é justamente a alma de um grande e verdadeiro artista.


Chiara Lubich
(De Escritos espirituais/1, A atração do tempo moderno, Pensamentos - Cidade Nova 2.ed. - São Paulo, 1998, Pág.199-201)

Texto

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

ECONOMIA DE COMUNHÃO

ECONOMIA DE COMUNHÃO
21/08/2013
Empresas só visam lucro? Existe uma 3ª via de um mundo econômico menos injusto?

Chiara Lubich e a Economia de Comunhão

Marcus Eduardo de Oliveira

Ao contrário da economia consumista, baseada na cultura do “ter”, a economia de comunhão é a economia do “dar”. Isto pode parecer difícil, árduo, heróico. Mas não é assim, porque o homem, feito à imagem de Deus, que é Amor, encontra a própria realização justamente no amor, na doação. Esta exigência está no mais profundo do seu ser, tenha ele fé em Deus ou não. É justamente nesta constatação, comprovada pela nossa experiência, que está a esperança de uma difusão universal da economia de comunhão.

(Chiara Lubich)
O distanciamento cada vez mais frequente entre as pessoas, a agressão sistemática ao meio ambiente em prol de um crescimento econômico sem limites, a consolidação de um modelo econômico que enaltece substancialmente o consumo conspícuo, a busca desenfreada pelo dinheiro como sinônimo de felicidade, o crescimento das injustiças econômicas e sociais e o desmantelamento dos princípios básicos que modelam a teia da vida. A somatória disso provoca profundo descontentamento e tem levado cada vez mais pessoas à reflexão em torno de se resgatar os laços de sociabilidade e de se afirmar um compromisso em prol de um mundo melhor; de um mundo mais justo e social e ambientalmente mais equilibrado.
É no sentido de se resgatar a possibilidade da construção de um mundo econômico e social menos injusto, que crescem ações buscando reverter essa tendência de distanciamento entre as pessoas, tentando aproximá-las pela prática da partilha, da comunhão (da comum união).
 Tentativas de novos agrupamentos em favor de ações coletivas, cercadas de cooperação (partilha) e união entre os membros tem se destacado com mais freqüência numa época em que os valores monetários tem se soerguido, sobremaneira, em relação aos valores éticos, morais e sociais.
Uma tentativa nessa linha de atuação cooperativa que merece destaque é a chamada Economia de Comunhão (EdC). A comunhão (comum união entre os membros) tem sido, historicamente, uma porta de entrada para a solidificação de um novo modo de fazer economia, no qual esteja presente a prática da comunhão-cooperação-fraternidade. Em poucas palavras, a Economia de Comunhão pode ser resumida como sendo a combinação de eficiência econômica com solidariedade, tendo como arrimo o princípio da cooperação/partilha.
A verdade é que a busca pela justiça social e um lugar para se viver em que “entre eles não haja necessitados” (lema da EdC) tem sido discutido amplamente entre aqueles que se põem a construir uma nova maneira de pensar a própria vida a partir das relações econômicas, tendo como elemento integrador desse sistema a participação das empresas. Esse é basicamente o modelo de atuação da Economia de Comunhão que procura, por meio de redes (conjunto de pessoas ou organizações interligadas direta ou indiretamente) pôr a economia à serviço do atendimento aos mais pobres, pois percebe claramente que os sistemas econômicos tradicionais são (e tem sido), por exemplo, incapazes de tirar a fome da boca de uma criança.
O ponto fundamental desse novo jeito de “pensar a economia” é a cooperação e a ajuda mútua (na prática: é a cultura do “dar” e do “doar-se”) entre os agentes e o amplo e irrestrito apoio aos projetos de cunho social que procuram enaltecer o papel das pessoas integrando-as no sistema produtivo.
 O propósito é um só: levar a dimensão da fraternidade à macroeconomia que dita, na essência, as políticas econômicas públicas. O objetivo? Fazer com que a teoria econômica tradicional seja sensível à economia social e, como consequência, faça valer o princípio maior dessa ciência social, qual seja, proporcionar melhoria (bem-estar) de vida para todos.
Nas palavras de Chiara Lubich (1920-2008), ativista social italiana, criadora desse movimento a partir de uma visita feita às comunidades carentes em São Paulo, em 1991: “a Economia de Comunhão deve canalizar capacidades e recursos para produzir riqueza em prol dos que se encontram em dificuldades. Os lucros devem ser livremente colocados em comum, divididos em três partes, no seguinte sentido: 1) Ajudar os pobres e dar-lhes sustento, enquanto não conseguirem um posto de trabalho; 2) Desenvolver estruturas de formação de ‘homens-novos’, ou seja, pessoas formadas e animadas pelo amor, capazes de viver a ‘ cultura da partilha’, e; 3) Incrementar e fortalecer a própria empresa. (CHIARA, L. em “O Movimento dos Focolares e a Economia de Comunhão”, Vargem Grande Paulista, Ed. Cidade Nova, 1.999).
Nota-se com isso que algumas ações em prol da construção de um mundo melhor estão em plena atividade; resta, de nossa parte, maior participação, afinal, em se tratando de resgatar os mais nobres valores em torno da vida, isso não pode esperar por muito tempo.
*Marcus Eduardo de Oliveira é economista com especialização em Política Internacional e mestrado em Estudos da América Latina pela Universidade de São Paulo (USP). É professor de economia do UNIFIEO e da FAC-FITO, em Osasco/SP. Autor dos livros 'Conversando sobre Economia' (Editora Alínea), 'Pensando como um economista' (Editora EbookBrasil) e 'Humanizando a Economia' (Editora EbookBrasil – livro eletrônico). Contato: prof.marcuseduardo@bol.com.br

Reproduzido pelo Blog do ADEMIR ROCHA

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

PENSAMENTOS E ESPIRITUALIDADE DA UNIDADE

PENSAMENTOS E ESPIRITUALIDADE DA COMUNHÃO

Centro Chiara Lubich Movimento dos Focolares
www.centrochiaralubich.org

(Transcrição de gravação)
Paderborn (Alemanha), 12 de Junho de 1999

Mostra-nos o Pai
Chiara: Estamos todos aqui reunidos, com o nosso arcebispo e com vocês, jovens. Que seja uma alegria passar esta hora juntos, vivendo o amor recíproco, para que Jesus esteja realmente presente entre nós, não só na Eucaristia, mas também espiritualmente.
O título do meu discurso, desta nossa conversa é um pouco original e enigmático. É: «Mostra-nos o Pai». Mas o que significa? Como o arcebispo referiu antes, é o pedido que o apóstolo Filipe fez a Jesus. Como vocês sabem, Jesus falava sempre do Pai, orientando todas as pessoas a Ele. Filipe ficou curioso e queria saber, queria conhecer o Pai. Também nós agora vamos tentar explicar quem é Deus Pai.
Vocês devem saber que eu pertenço a um Movimento chamado Movimento dos Focolares. Um dos Movimentos aos quais o papa no ano passado disse: "Vocês são uma expressão do aspecto carismático da Igreja".
O que significa esta palavra difícil: «carismático»?
Significa que a Igreja - como alguém ainda pensa ou pensava antes do Concílio - não é formada só pelo papa, pelos bispos, sacerdotes, religiosos, etc. Também eles representam a Igreja, são os primeiros. Porém, ela é formada por outra parte, da qual também nós participamos, que representa o aspecto definido "carismatico". Em palavras simples, fazem parte do seu aspecto carismático todos os maravilhosos Movimentos que nasceram na Igreja. Esses Movimentos são fruto de um "carisma". Mas o que é um carisma? Agora explico o que é.
Um carisma é uma luz que o Espírito Santo introduz na alma de quem ele escolheu para ser o fundador ou a fundadora de algo novo na Igreja. Em geral, essa luz ilumina uma verdade que já existe no nosso patrimônio de fé e o Espírito Santo a explica melhor a nós e com mais luminosidade, ou melhor, ele muitas vezes salienta ideias que já existem no patrimônio da Igreja, que servem para a humanidade da época.
Embora eu fosse uma simples jovem, como vocês podem se sentir, um dia também eu recebi uma luz como essa para que a transmitisse a muitos. Deus queria que nascesse um novo Movimento na Igreja.
Lembro que naquele período, em Trento, uma cidade no Norte da Itália, eu estava satisfeita com a minha fé. Ao mesmo tempo, porém, percebia algumas contradições em mim e nas pessoas que eu conhecia. Eram incongruências de que talvez vocês também se apercebam em vocês e em certos ambientes cristãos.
Por exemplo, eu me perguntava: «Por que a fé de quem se considera cristão muitas vezes se reduz em ir à missa aos domingos?» Quando se ia à missa aos domingos! Eu pensava: «Por que as pessoas rezam com tamanha distração, quando rezam, ou ao máximo só de modo interessado? Deus não é o Deus de todos os dias e momentos da nossa vida? Se a oração é um diálogo com Deus, não seria uma coisa séria?
Eu me perguntava também: «As pessoas da Igreja, que eu tanto amava, se contentam com as cantilenas das orações sem alma, com os pacotinhos dados aos pobres sem amor, com a falta de gosto nos ambientes e no modo de se vestir?» Eu me perguntava: «Deus, além de ser bondade e verdade, não é também beleza, harmonia? O seu Filho não é o mais belo dos filhos dos homens?»
Não era pouca aquela hora de apostolado que se fazia por semana ao lado de todas as atividades? O que se refere a Deus não é mais importante do que tudo?
Por que a palavra "sermão" tornou-se sinônimo de discurso monótono e antipático?»
Centro Chiara Lubich Movimento dos Focolares
www.centrochiaralubich.org
Eu me fazia outra pergunta muito importante: «Não é estranho que, visitando um país cristão, notávamos que quase nada o diferenciava dos países não cristãos?»
No período em que estas incoerências me oprimiam e faziam sofrer, aconteceu uma coisa: o Espírito Santo se manifestou. Não lembro exatamente quando. A sua luz sutil começou a penetrar em mim e a iluminar muitas verdades do nosso cristianismo.
Mas eis um fato. Eu era professora e dava aulas. Um dia alguém bateu à porta da minha classe. Era um sacerdote que queria falar comigo. Eu tinha muita fé na Igreja e nos sacerdotes. Para mim eram "homens de Deus" e acreditava nisso. Esse sacerdote deve ter percebido que eu era cristã praticante. Por isso perguntou se eu podia oferecer uma hora do meu dia pelo seu apostolado.
Reconhecendo nele um homem de Deus, respondi: «Só uma hora? Por que não o dia todo?»
Comovido com a minha generosidade juvenil, ele me disse para ajoelhar, me abençoou e fez uma afirmação super importante: «Deus a ama imensamente». Parecia que aquelas palavras vinham diretamente de Deus e marcaram a minha alma como o fogo. «Como? – eu pensei; Deus me ama imensamente? Sim, foi o sacerdote que disse: "Deus te ama imensamente"». Repeti a mim mesma essa frase e às minhas primeiras companheiras, no Movimento que começava. Eu dizia: «É incrível! Deus me ama imensamente. Deus te ama.»
Deus é Amor!
Hoje, queridos jovens, pode ser que a todos vocês, talvez por meio destas simples palavras, Deus queira se manifestar por aquilo que é e vocês ainda não sabem. Se for assim, tomem consciência, deixem-se convencer, persuadir profundamente e fiquem reconhecidos. Desse modo, também na vida de vocês tudo mudará como aconteceu conosco. Não só os fatos positivos, mas também os transtornos da guerra, que havia na época, tudo era movido por um específico plano de Deus, da sua vontade.
Tratava-se de descobri-la. De fato, para aqueles que o amam, ele faz concorrer tudo para o bem.
Lembro que apesar da guerra o sorriso despontava continuamente nos nossos lábios.
Logicamente, as pessoas que nos circundavam não sabiam de nada. E nós, graças a Deus, acreditávamos no seu amor. Isso constituiu a novidade da nossa nova vida. Foi então que começamos a entender várias frases que antes não entendíamos, não nos tinham tocado.
Víamos que inclusive no Antigo Testamento Deus se manifesta como amor. Por exemplo, está escrito: «Sião disse: "O Senhor me abandonou, o Senhor me esqueceu".» E Deus responde: «Uma mãe se esquece do seu filho a ponto de não se comover pelo filho das suas entranhas?» E Deus continuava: «Ainda que estas mulheres esquecessem, eu jamais te esquecerei. Eu te desenhei na palma de minhas mãos" (cf Is 49,14-15).
Agora procuremos ver o que Jesus disse sobre o Pai. Jesus trouxe uma grande novidade. Como ele descreve o amor do Pai?
Por exemplo, ele diz: «Olhai as aves do céu: não semeiam, nem colhem, nem ajuntam em celeiros. E, no entanto, o vosso Pai celeste as alimenta. Ora, não valeis vós mais do que elas? (...)». Era como dizer: «Imaginem o que faria por vocês, se acreditassem no meu amor»
Diz ainda: «Por que andais preocupados com a roupa? Aprendei dos lírios dos campos como crescem e não trabalha nem fiam. E, no entanto, eu vos asseguro que nem Salomão, com toda a sua pompa, se vestiu como um deles» (Mt 6, 26-29). Seria como dizer: «Imaginem o que faria por vocês, se acreditassem no meu amor!»
Podemos descobrir melhor como é o amor de Deus, lendo a parábola do filho pródigo. Todos vocês a conhecem, por isso não vou lê-la. Farei apenas uma pequena observação.
Imaginamos que o pai tinha muito trabalho: administrar a fazenda, seguir os dependentes, a família mas acima de tudo ele estava sempre à espera. À espera de quem? Do filho que tinha ido embora. Todos os dias ele subia à torre de sua casa e olhava ao horizonte.
Centro Chiara Lubich Movimento dos Focolares
www.centrochiaralubich.org
O Pai Celeste faz o mesmo conosco. Imaginem, jovens, se puderem, a divina, altíssima e dinâmica vida trinitária de Deus. É uma vida vertiginosa! Não é como às vezes a imaginamos. Pensem na sua atividade contínua que sustenta a criação. Ele indica o lugar a quem chega ao Paraíso. No entanto, vocês sabem o que ele faz acima de tudo? Ele espera. Ele espera. Quem? Nós, eu, vocês, sobretudo se estivéssemos afastados dele.
Um dia esse filho, que o pai terreno tanto amava e esperava, tendo esbanjado todos os seus bens, volta para casa. O pai o abraça, veste-o com uma roupa fina, coloca um anel em seu dedo, pede que se cozinhe um novilho gordo para a festa.
O que isso nos faz pensar? Que Ele deseja ver o seu filho todo renovado. Não quer lembrar como ele era antes. O Pai não só quer perdoá-lo, mas inclusive esquecer o seu passado. Este é o seu amor por ele. Assim é o amor de Deus Pai por nós Se depois de nos termos comportado mal, voltarmos para ele, ele nos abraçará, perdoará, mas a coisa extraordinária é que ele se esquecerá de tudo.
O amor do Pai é assim. Aqui na terra não se encontra outro igual.
Recentemente vi um documentário. Pode ser que também vocês tenham visto. Apresentava e examinava os detalhes de um famoso quadro de Rembrandt, que retrata o pai, na narração evangélica, que acolhe o filho que volta. São belíssimos todos os pormenores. Mas o que mais impressiona são as mãos do pai. O pintor teve uma ideia. Uma é robusta e forte, como a mão de um homem, e a outra é delicada, é mais fina, como a mão de uma mulher. Não era assim na realidade. Foi como idealizou o artista. Com isso o pintor quis exprimir que o amor do Pai é ao mesmo tempo paterno e materno. E também nós devemos pensar assim. Em Deus Pai encontramos tudo: o pai e a mãe.
Qual foi o melhor modo que o Pai usou para nos demonstrar o seu amor? Ele, que é o amor? Todos vocês sabem, pois é o que se diz, mas é um mistério insondável, que foi no momento em que o Pai, de acordo com toda a Santíssima Trindade, mandou o seu Filho sobre a terra por nós. Realmente foi ele o primeiro a amar. Jesus então se encarnou. Ele nada mais é que a imagem do Pai; é a sua expressão, o seu esplendor, a sua beleza, a beleza do seu amor. De fato, quando Filipe lhe perguntou: «Mostra-me o Pai», ele respondeu: «Quem me vê, vê o Pai» (Jo 14, 9).
E sabemos até aonde chegou o amor de Jesus? É algo difícil de entender totalmente. Até a morrer por nós. Mas não só como pensamos normalmente. Na cruz ele experimentou uma morte muito mais atroz do que a física. Vocês se lembram que todos o abandonaram. Ele experimentou ali o máximo sacrifício por nós. E teve a impressão de que o próprio Pai o havia abandonado. Porém, ele continuou a acreditar no seu amor. E com aquela dor, na paixão, ele nos salvou.
Depois Jesus ressuscitou e subiu aos Céus, mas não nos abandonou. Quis disseminar na terra a sua presença, tão grande é o seu amor.
Podemos encontrá-lo na Eucaristia, em todas as igrejas. Podemos amá-lo em cada irmão. Que vantagem para mim poder amar 1.500 pessoas! Podemos ouvi-lo nos nossos bispos. Podemos usufruir da sua presença espiritual entre nós. Podemos descobri-lo nas Escrituras.
Deus, Deus, Deus. Deus presente no mundo, em todo o lugar, porque ele é amor.
Naquele período éramos quase os únicos a evidenciar que Deus é amor. A Igreja confirmou um pouco mais tarde esta nossa redescoberta.
Paulo VI, em 1968, comentando o Credo, definiu Deus assim: «Ele é aquele que é... e Ele é Amor»1. Esta definição mais explícita de Deus, dada por um Papa, e com a nossa vida podiam provocar uma revolução no mundo, uma renovação na Igreja e em todos.
Uma coisa é sabermos que Deus existe, outra é sentir-nos amados em todos os pormenores por Deus. Tudo se transforma. Sentimos uma grande coragem! Não sei se todos fizeram essa experiência,
1Insegnamenti di Paolo VI, 1968, VI, p.302.
Centro Chiara Lubich Movimento dos Focolares
www.centrochiaralubich.org
mas creio que aqui estejam namorados, mães, pais. Eles entenderão o que vou dizer. Quando uma jovem sabe que alguém a ama, a sua vida muda, tudo ao seu redor adquire novo encanto e cada particular adquire valor. Ela mesma tende a ser mais bondosa e compreensiva para com os outros. É assim.
Pois bem, infinitamente mais forte é a experiência do cristão quando adquire uma compreensão mais profunda da verdade de que Deus é Amor.
(…)
Chiara Lubich

Reproduzido pelo Blog do ADEMIR ROCHA, de Abaetetuba/PA

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Projeto Amazônia - Ecos da Edição 2013 - Abaetetuba -

Projeto Amazônia - Edição 2013 - Abaetetuba/PA

Fonte: focolares.org.br

Além do trabalho realizado no bairro de Algodoal, na cidade de Abaetetuba, este ano o Projeto Amazônia foi desenvolvido em duas ilhas: Tucumduba e Maratauíra.
Conhecida como “região das ilhas” de Abaetetuba, este município do estado do Pará é caracterizado pela presença de 72 ilhas, cercadas de rios, igarapés, furos, baías, costas e praias, constituindo um belo cenário natural, com a população ribeirinha e sua vivência característica, que difere daquela das cidades pela peculiaridade de suas riquezas culturais.
Além do trabalho realizado no bairro de Algodoal, na cidade de Abaetetuba, este ano o Projeto Amazônia foi desenvolvido em duas ilhas: Tucumduba e Maratauíra.
Como nas edições anteriores a programação dos dias de Projeto foi constituída principalmente pelas visitas às famílias e, a partir desses contatos pessoais, toda a população envolvia-se nas várias oficinas, momentos de aprofundamento e formação, e nas horas alegres e descontraídas de partilha. Muito felizes, os moradores diziam que era a primeira vez que alguém os visitava e que assim aprendiam também a visitar-se, resgatando o próprio espírito de comunidade. Brotou neles uma nova consciência e a necessidade de estarem atentos às necessidades uns dos outros. Em um dos momentos de oração – nas ilhas a celebração da Missa é feita apenas uma ou duas vezes por ano -, o líder da comunidade convidou todos a agradecerem a Deus pela vida de Chiara Lubich: “Foi ela que deu a possibilidade para que essa gente viesse nos visitar e nos transmitir a vida do Evangelho…”.
Com alegria constatou-se que ali existe ainda o núcleo familiar constituído, também alargado, com os avós, tios, primos, o que torna essas comunidades muito harmoniosas, apesar da extrema precariedade em que vivem. Uma das maiores dificuldades é a falta absoluta de comunicação, e os efeitos desse isolamento são visíveis em toda parte, com a desocupação e a falta de perspectivas para os jovens.  Nesse contexto é ainda mais ressaltado o papel determinante assumido pela Igreja no aspecto da formação e conscientização das populações das ilhas.
Uma característica do Projeto Amazônia em Abaetetuba este ano foi a participação de órgãos públicos – Defensoria Pública, IFPA, Prefeitura Municipal de Abaetetuba, Museu Emilio Goeldi, Associação Comercial, Alcoólicos Anônimos e Detran – que contribuíram com aulas e ações sociais segundo as necessidades da comunidade, como a formação à cidadania e a conscientização de seus direitos e deveres. Foi um passo muito importante, que abriu espaço de colaboração entre as entidades e a comunidade que poderá ter continuidade também depois do Projeto.
Para todo o grupo dos “missionários”, a experiência foi fascinante – um desafio de inculturação no uso dos objetos, do banheiro, da rede para dormir, nas comidas – e ao mesmo tempo forte e desafiadora. Todos falavam de “conversão”, da exigência de reavaliar aquilo que se possui de material e de viver com ainda maior decisão o Ideal da unidade. Um deles, vindo de São Paulo, falou de sua experiência: “Sou professor e tenho contato com muitos jovens. Estava convencido de que é necessária uma geração para consertar os erros cometidos no presente. Voltando das ilhas, depois do encontro com aqueles 300 jovens, aos poucos comecei a mudar de ideia. Agora tenho certeza que com a vivência do Evangelho a mudança é possível… e não precisa esperar os 25 anos que dizem os especialistas”. E outra pessoa: “Numa das visitas encontramos um senhor doente, num estado repugnante, não estava limpo nem cheiroso. Dentro de mim disse: ‘é Jesus’. Aproximei-me, tomei suas mãos, falei-lhe do amor de Deus e o escutei. Seu maior sofrimento é a solidão e ele ficou feliz com a nossa visita. Mas a maior felicidade foi a minha. Havia encontrado Jesus verdadeiramente”. E uma missionária de 82 anos: “Os meus companheiros durante as visitas foram uma jovem e um menino. Diante de cada pessoa procuramos dar somente Deus… não senti nenhum cansaço, tínhamos mais saúde nesses dias que em toda a vida nas nossas casas com tanto conforto. Faço um convite: vamos todos ao Projeto Amazônia! É a nossa plena realização”.
No total eram 34 pessoas, vindas de outras cidades e estados, com os membros da comunidade do Movimento dos Focolares da cidade de Abaetetuba. Eles escreveram: “Na avaliação final foi espontâneo recordar o chamado do Papa Francisco para ir ao encontro das ‘periferias existenciais’ e a experiência vivida nestes dias nos deixou cheios de profunda alegria; saímos para ir ao encontro do irmão, e retornamos mais ‘HOMENS’, conscientes do nosso papel de protagonistas na criação de um mundo mais humano e mais cristão”.

Reproduzido pelo Blog do ADEMIR ROCHA, de Abaetetuba/PA

domingo, 14 de julho de 2013

2013 - 4ª EDIÇÃO DO PROJETO AMAZÔNIA EM ABAETETUBA

EDIÇÃO 2013 DO PROJETO AMAZÔNIA EM ABAETETUBA
Textos e Fotos

Domingo, 14 de julho de 2013

2013 - PROJETO AMAZÔNIA EM ABAETETUBA

PROJETO AMAZÔNIA EDIÇÃO 2013 EM ABAETETUBA
 Cartaz do Projeto Amazônia edição 2013
em Abaetetuba
Frase-Lema da Mariápolis 2013
Esta já é a 4ª edição do Projeto Amazônia em Abaetetuba e sempre com muitos frutos espirituais para a Igreja local, pois são muitas pessoas que são contactados em cada localidade visitada pelo mutirão de Evangelizadore-Missionários do Projeto, sendo estes de Abaetetuba, Igarapé-Miri, Belém e pessoas vindos de outras partes do Brasil. O projeto é promovido pelo Movimento dos Focolares, atendendo um pedido da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, em vista da preocupação de vastas áreas amazônicas que não possuem a presença de comunidades eclesiais e de padres ou irmãs religiosas e, quando possuem uma Paróquia em um município, muitas comunidades só recebem a visita desses religiosos de mês a mês, ano a ano, em fato que preocupa a Igreja Católica no Brasil, pois essas pessoas precisam receber também a Mensagem evangelizadora de Jesus, que veio a este Mundo trazendo sua mensagem de Amor e Fraternidade para todos os homens. Prontamente os Dirigentes do Movimento dos focolares no Brasil aceitaram o convite da Igreja no Brasil e hoje essa ação já atinge outros Movimentos Eclesiais.
E Abaetetuba, apesar de possuir uma Diocese, esta não possui tantos religiosos e catequistas para atender o vasto território eclesiástico da Diocese, então, os leigos tem que também assumir o seu papel de evangelizadores em Uindade com a Igreja.
Vejamos um pouco a História do Projeto Amazônia em Abaetetuba e outros lugares da Amazônia:
Projeto Amazônia 2012 em Abaetetuba (PA)
Os “atores” do Projeto Amazônia 2012 na cidade paraense de Abaetetuba contam como foi essa experiência, um trabalho realizado com seriedade e alegria, com a consciência da própria fragilidade, da potência de Deus e da Sua Palavra, e os frutos de um novo ardor nas comunidades visitadas.
Uma cidade à margem do Rio Tocantins, que aqui toma o nome de Rio Maratauira, e depois Rio Jarumã, 150 mil habitantes, dos quais 45% povoam as 72 ilhas que formam o município de Abaetetuba. A paisagem é de uma beleza ímpar, harmoniosa, quase retilínea: palmeiras de açaí e, meio metro acima, outras palmeiras, mas dessa vez de miriti. Onde parece que existe só a floresta desponta a cidade e os seus ‘abaetés’, homens fortes, nobres e valentes, segundo uma tradição de longos anos. E isso pudemos comprovar pessoalmente…
Alguns Evangelizadores-Missionários dão o seu testemunho das edições passadas do projeto:
Chegamos à noitinha, 21 pessoas provenientes de São Paulo, Maranhão, Recife, Belém, Altamira, desejosos de comunicar o Ideal da Unidade que deu um novo  sentido à nossa vida. “Por 15 anos vivemos o nosso casamento como um fusca e um caminhão… até quando entendemos que é fundamental amar o outro como a si mesmo. Nossa vida mudou e até hoje continuamos nesse empenho de amar, sempre recomeçando”; “Conheço esta vida desde que nasci, e apesar das muitas dificuldades, procuro ser fiel porque esta é a verdadeira vida…”. Uma profunda troca de experiências entre nós é o que dá inicio ao programa que se baseará no slogan “A Palavra faz viver”. Traçamos estratégias, dividimos as tarefas e iniciamos com a benção do bispo.
 
Parte dos Evangelizadores-Missionários da Edição 2012
do Projeto Amazônia em Abaetetuba
Depoimentos:
Hoje depois de renovar solenemente o “Pacto de Unidade” entre nós, saímos para levar a quantos encontramos o ‘nosso tesouro’. Visitas, sorrisos, conversas, confidências… É aqui que vemos os ‘abaetés’: gente sofrida, mas alegre e batalhadora, sempre decidida a enfrentar a vida e dar aos outros o que têm de melhor. A Palavra de Vida que levamos é uma descoberta e todos manifestam o desejo de continuar no aprofundamento da vida do Evangelho.
Prosseguem as visitas. É uma ocasião para “dar de beber a quem tem sede, dar de comer a quem tem fome…” não no sentido material, mas “na escuta das dores, na partilha dos sofrimentos e dos desafios de cada dia…”. D. Maria cuida de uma filha e um genro, vítimas de um acidente de moto, que têm três crianças… Entre os moradores surge a iniciativa de se organizarem para dar apoio a dona Maria e a ajudar a carregar sua cruz. 19h – Vigília de oração na igreja de Cristo Redentor, com 80 pessoas, na maioria jovens. Apresentamos Chiara Luce, para muitos, desconhecida. A sua história fascina e atrai.
Foto de uma apresentação folclórica de uma comunidade
visitada
“Sinto que devemos trabalhar juntos para criar uma nova cultura, a nossa cultura que é a da verdade, da honestidade, da pureza, da legalidade, enfim a cultura do amor, que faz um mundo ‘novo”.
“Tive momentos de dificuldade, mas compreendi que as coisas de Deus acontecem assim e que alguém deveria pagar o preço por tantos frutos… Escutei o pessoal do Abaetezinho e do Ipixuna, eles estão muito felizes com tudo e impressionados pelos resultados. Disseram que aconteceram verdadeiros milagres e isso confirma que tudo foi válido e valeu por todo o sacrifício. Agora o meu desejo é manter a nossa comunidade sempre viva, e fazer com que este legado que nos foi confiado seja levado adiante, sem jamais vacilar”.
Esses depoimentos querem nos dizer que as pessoas que trabalham no Projeto Amazônia não vêm apenas dar ou ensinar as verdades evangélicas, mas vêm com o propósíto de fazer uma experência evangélica da vivência da Palavra de Deus em meio das Comunidades visitadas e, muitos deles, mais recebem do que dão alguma coisa, na convivência com pessoas simples, porém sábias de conhecimentos e valores humanos e essas experiências são repassadas aos demais, quando dos encontros noturnos da Comunhão da Palavra ou Comunhão de Vida. A Unidade, que é um valor Evangélico, que todos procuram viver entre si e com os irmãos é fundamental no Projeto Amazônia, junto com a vivência da Palavra de Vida, da Fraternidade, que são valores vindos dos ensinamentos de Jesus, que disse "Amai-vos uns aos outros COMO Eu vos amei", que já é o  Amor de Deus entre irmãos, em valores que se juntam ao Serviço e à Comunhão dos Bens e da Providência Divina que sempre atende aos anseios das diversas necessidades dos diversos aspectos desses encontros.
Projeto Amazônia, Edição 2013, em Abaetetuba
Como se vê, o Projeto Amazônia é uma ação de Evangelização que acontece a cada ano em comunidades previamentes escolhidas junto ao Bispo e Párocos das comunidades a serem visitadas, tanto na cidade como nas comunidades das Estradas e Ilhas de Abaetetuba.
Os membros das comunidades visitadas em anos anteriores são convidadas para participar dos diversos grupos de visitação de novas comunidades.
Aconteceram algumas novidades na Edição 2013 do Projeto Amazônia em Abaetetuba:
  1. Aconteceu, pela 1ª vez em Abaetetuba, o Encontro da Mariápolis, que é um típico encontro do Movimento dos Focolares, onde as pessoas vão fazer a experiência do Amor entre irmãos, numa espécie de laboratório  da vivência da Fraternidade, Serviços, Unidade entre pessoas, grupos nos diversos tipos de grupos e segmentos sociais, sem distinção de idades, cor, raças, religião, credos e procurando se "Fazer Um com cada irmão" conforme nos diz diz São Paulo. O encontro da Mariápolis foi possível devido uma série de Providências vindas dos gestores, entidades, políticos, órgãos, Igrejas, empresários e pessoas dispuseram espaços, víveres, camas, colchões, dons, serviços para que a Mariápolis pudesse acontecer pela 1ª vez em Abaetetuba e ainda se constituiu em uma grande preparo expiritual para tantos que após esse encontro se dispuseram a também trabalhar em favor do Projeto Amazônia. A Frase-Lema da Mariápolis 2013 para todo o Brasil foi "Que ninguém passe ao meu lado em vão", como que a prenunciar que cada irmão encontrado pudesse receber um pouquinho das riquezas que Deus sempre dispõe aos seus filhos amados. Vide a frase no cartaz acima.
  2. Antes do Encontro da Mariápolis aconteceu também um encontro do âmbito do Movimento Político Pela Unidade-MPU, que quer mostrar a todos que a Fraternidade na Política é um valor que já acontece nos mais de 180 países onde o Movimento dos Focolares se faz presente, prununciado uma novo modo de fazer política que tem a Fraternidade como um valor. O mesmo princípio é aplicado aos outros segmentos da sociedade como: Saúde, Direito, Economia, Artes, Educação, etc. onde se vislumbra através da Fraternidade o Mundo Novo, o Mundo Unido, que já é possível experimentar em muitos lugares do mundo.
  3. A ação do Projeto Amazônia em duas frentes de ação, com: um grupo atuando nas comunidades dos bairros e comunidades das Estradas de Abaetetuba e outro grupo atuando nas Ilhas de Abaetetuba e com total apoio dos párocos e pesssoas e entidades acima mencionadas. O final das ações da Edição 2013 do Projeto Amazônia em Abaetetuba está previsto para o dia 13/07/2013, tendo se iniciado em 7/7/2013.
Vide abaixo algumas fotos da Mariápolis e do Encontro da Festa de Encerramento da Frente atuante dos bairros e comunidades das Estradas de Abaetetuba com comentários:
 Apresentação de parte dos "Missionários" durante a Missa de
Encerramento da Edição 2013 do Projeto Amazônia
 Família presente na Festa de Encerramento do
Projeto Amazônia 2013 em Abaetetuba
 O palco com todo o instrumental musical e pintado
na parede as motivações amazônicas do Projeto Amazônia
com vegetação, rios, ribeirinhos, casas, canoas, animais e
mais na frente o cartaz do Projeto
 O público presente na Missa de Encerramento do
Projeto Amazônia 2013 na Igreja-Santuário de
N. S. do Perpetuo Socorro
 Pe. Arnaldo, Pároco da Paróquia de N. S. do Perpétuo
Socorro, celebrando a Missa das 18:00 h
 Um ribeirinho vindo da localidade Maracapucu, agora
residindo na Comunidade Frei Galvão, dando o seu
depoimento sobre o que foi para ele a presença da
Missão nessa Comunidade do Algodoal
 Os apresentadores, músicos e cantores no Palco da
Barraca de N. S. do Perpétuo Socorro
 Parte do público presente na Festa de Encerramento
do Projeto Amazônia na Barraca de N. S. do
Perpétuo Socorro
 Participação do público nas apresentações da Festa
de Encerramento do Projeto Amazônia, Edição 2013
 depoimentos de duas pessoas que fazem um belo trabalho
numa Academia de Box, enfatizando que o objetivo desse
esporte não é a competição, mas como esporte recreativo, leva em conta  o relaxamento físico-mental,a flexibilização, a resistência, a força, 
a coordenação, a disciplina, a respiração e os aspectos espiritual e
da cidadania
 Acima, crianças, jovens e adultos participando nas
coroegrafias das diversas canções do Encontro
 Testemunho de uma "Missionária" contando como procura
viver o Ideal da Unidade no seu dia-a-dia e de sua participação
no Projeto Amazônia em Abaetetuba, apesar dos limites da
idade e do atual período de férias
 As canções do Movimento dos focolares são verdadeiros
hinos ao Amor, à construção do Mundo Unido, da Fraternidade
entre homens, povos e nações e que todos são convidados a
embarcar nesse "Trem" (nome da música)
 Todos merecem um carinho especial de cada "Missionário", 
especialmente as crianças de quem Jesus dizia que "A elas
pertence o Reino dos Céus", pela pureza de coração, expontaneidade,
e alegria
 Coreografia de canção (não de música)

 O grupo da Academia de Box, formado por crianças, 
jovens e adultos fazendo movimentos dos princípios
da escola
 A bela Igreja-Santuário de N. S. do Perpétuo
Socorro é bonita externa e internamente, com suas
pinturas, vitrais e outros tipos de ornamentação
 A tecnologia agora é fundamental nos encontros do
Movimento dos Focolares, como no momento da explicação
da frase da Palavra de Vida para o mês de julho: "Toda a Lei
se resume neste único Mandamento: "Amarás o teu próximo
como a ti mesmo".
 O grupo da Pastoral da Juventude-PJ da Paróquia de N. S. do
Perpétuo Socorro com participação ativa no Projeto Amazônia e
acima fazendo suas apresentações musicais no Encontro de Encerramento
na barraca de sua Igreja
 Dirigentes do Movimento dos Focolares e Paróquia de
N. S. do Perpétuo Socorro
 O pároco de Perpétuo Socorro se fazendo presente
na Festa de Encerramento do Projeto Amazônia e nas
comunidades de sua Paróquia
 Coreografia da música
 Pinturas de figuras sacras no Salão da Barraca de
N. S. do Perpétuo Socorro
 Nova foto da coreografia da música do "Trem", com
participação de crianças, jovens e adultos, saindo para
evangelizar o Mundo. Embarque também nesse Trem

Fonte abaixo: focolares.org.br

Abertura oficial foi realizada na Câmara Municipal de Abaetetuba, com a presença de autoridades e comunidade local, e foi seguida de uma Mariápolis com mais de 100 participantes.

Como vem ocorrendo nos últimos anos, o Movimento dos Focolares desenvolve durante o mês de julho o Projeto Amazônia, uma atuação da “ação evangelizadora da Igreja no Brasil”, voltada especialmente à região amazônica.
Após o lançamento oficial no dia 1º de julho, na Câmara Municipal de Abaetetuba (PA), com a presença de autoridades e da comunidade local, o Projeto teve início no domingo, 7 de julho, no Centro de Formação Laranjal, com a abertura da “Mariápolis”. Estiveram presentes quase 100 pessoas das cidades de Benevides, Belém, Ananindeua, Igarapé Miri, Vila dos Cabanos, Abaetetuba e representantes de outros Estados, como São Paulo e Amazonas, vindos especialmente como voluntários do Projeto.
Em sua quarta edição no município de Abaetetuba, o projeto em 2013 vai abranger os bairros da Angélica, Santa Clara, Mutirão, São Sebastião, Estrada, Vila de Beja, Ilhas e Tucunduba, Costa Maratauíra e Santa Maria do Maracapucu, com visitas e encontros de formação e com ações sociais no bairro do Algodoal, com participação da Defensoria Pública, IFPA, Prefeitura Municipal, Museu Goeldi, Renato Chaves, Associação Comercial, Alcoólicos Anônimos.
Nazaré Marques, responsável pelo Movimento na Região, enalteceu a iniciativa dos integrantes do Movimento no município, na organização das atividades, envolvimento de parceiros, engajamento político e busca de patrocínio para a realização das ações. Observou também a característica peculiar dessa Mariápolis, pois os “mariapolitas” são eles mesmos os atores, participando da Mariápolis e das ações do Projeto.
Mário Feio, também responsável pelo Movimento dos Focolares na Região Amazônica, percebe que o projeto tem raízes na Amazônia e produz frutos, dando resposta à Igreja que lançou a semente. Segundo ele, o projeto é um laboratório de modelo de vida evangélica, baseado no aspecto “caritativo” mais vital, no amor ao próximo que leva à reciprocidade, gera a presença de Jesus e constrói a unidade, um mundo mais fraterno, o paraíso na terra.

Blog do ADEMIR ROCHA, de Abaetetuba/PA

quinta-feira, 4 de julho de 2013

NOVO BISPO DE ABAETETUBA - Notícias Diversas de Várias Fontes

NOVO BISPO DE ABAETETUBA - Notícias Diversas de Várias Fontes

A Igreja que se interessa pela vida da Igreja

Os dois bispos nomeados para as Dioceses de Jardim (MS) e Abaetetuba (PA)

IGREJA UNIDA: TODOS SE INTERESSAM PELA VIDA DA IGREJA

Fonte abaixo: www.a12.com   
   
IGREJA NO BRASIL
Dioceses de Jardim (MS) e Abaetetuba (PA) ganham novos bispos
Quarta-feira, 3 de julho de 2013 · 08:34
Redação Portal A12 
Na manhã desta quarta-feira (03), o Papa Francisco nomeou novos bispos para duas dioceses brasileiras. Monsenhor João Gilberto de Moura, atualmente Vigário Geral e Pároco da Catedral de Ituiutaba (MG), foi nomeado o novo bispo da Diocese de Jardim (MS). O Monsenhor José Maria Chaves dos Reis, atualmente Vigário Geral e Reitor do Seminário Maior Bom Pastor da Diocese de Cametá (PA), foi nomeado como o novo bispo da Diocese de Abaetetuba (PA).

Confira a trajetória dos novos bispos:


Monsenhor José Maria Chaves dos Reis - Monsenhor José Maria Chaves dos Reis Ingressou no Seminário Menor Padre Josimo da Prelazia de Cametá (PA) no dia 19 de março de 1988 e no Seminário Maior Interdiocesano são Gaspar, em Belém (PA) no dia 17 de janeiro de 1989. Foi Admitido ao Clero da Prelazia de Cametá e Ordenado Diácono no dia 09 de abril de 1996 em Novo Repartimento (PA). Neste período também teve a responsabilidade da formação do Seminário da Prelazia de Cametá de 1996 a 2002, no dia 23 de novembro de 1996 foi ordenado sacerdote na Paróquia Nossa Senhora da Assunção em Oeiras do Pará (PA).
Estudos e graus universitários: Cursou seu primário e secundário (Ensino fundamental e médio) em Oeiras do Pará. Ao ingressar no seminário seguiu o curso superior que corresponde a Filosofia e Teologia (Belém do Pará). Após este período fez Bacharelado em Teologia, na Faculdade Católica de Fortaleza (CE). E a Pós-graduação em Atendimento Integral à Família na Universidade Veiga de Almeida, no Rio de Janeiro (RJ).
Ministérios exercidos: Foi Reitor do Seminário Menor Padre Josimo em 1996 a 2002. Vigário paroquial na Paróquia São João Batista de 1996 a 2004, em seguida assumiu como Pároco da Paróquia São João Batista de 2004 a 2006. É Vigário Geral da Prelazia de Cametá de 2005 a 2013 e Também foi Diretor da Escola Diaconal da Prelazia de Cametá em 2006. É o atual Reitor do Seminário Maior Bom Pastor da Diocese de Cametá de 2006 a 2013. Foi eleito Presidente Regional da OSIB, Norte II de 2009 a 2011 e convidado pelos bispos do Regional a ser o Padre acompanhante da Pastoral da Juventude Regional Norte II de 2009 a 2011. E atualmente o Padre acompanhante do Serviço de Animação Vocacional – SAV Regional Norte II desde 2012.
Monsenhor João Gilberto de Moura - Nascido em 21 de novembro de 1963, Monsenhor João Gilberto é formado é Filosofia pelo Seminário “Maria Imaculada” de Araxá (MG), em Teologia pelo CEARP / Centro de Estudos da Arquidiocese de Ribeirão Preto (SP); Seminário Maria Imaculada, Brodowski (SP); Faculdade Nossa Senhora Assunção de São Paulo (SP).
Ministérios Pastorais na diocese de Ituiutaba (MG): Vigário Paroquial da Catedral de São José (1996) e Reitor do Seminário Santo Cura’D Ars (1996), Coordenador Diocesano da Pastoral Vocacional (1996-1997), Assistente Eclesiástico do movimento serra(1996-1999); Pároco da Paróquia Cristo Rei em Centralina (1997-2002), Coordenador Diocesano da Pastoral da Criança (1999-2002), Pároco da São Francisco de Assis em Ituiutaba (2002-2008), Representante dos Presbíteros (1997-2003),Juiz da Câmara de instrução processual de Ituiutaba (2000-2013) Chanceler do Bispado(2002-2006), Coordenador Regional da Pastoral da Criança setor Ituiutaba (2004-2006), Vigário Geral da Diocese (2006-2007) e Administrador Diocesano “sede vacante” de Ituiutaba (2007), Pároco da Paróquia são José –sé Catedral (2008-2013), Vigário geral da Diocese (2008-2013). 

Reproduzido pelo Blog do ADEMIR ROCHA, de Abaetetuba/PA

Notícia:

Fonte abaixo: www.diocesedemarilia.org.br

Saudação da CNBB ao novo bispo de Abaetetuba (PA)  

O secretário geral da CNBB, dom Leonardo Steiner, enviou mensagem de saudação ao Monsenhor José Maria Chaves dos Reis, nomeado na manhã desta quarta-feira, 3 de julho, pelo Papa Francisco como novo bispo da diocese de Abaetetuba (PA).

Leia a mensagem:

Saudação ao novo bispo de Abaetetuba
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil recebeu comunicado da Nunciatura Apostólica na manhã desta quarta-feira, 3 de julho, no qual se anunciava que o Papa Francisco nomeou o Monsenhor José Maria Chaves dos Reis como novo bispo da diocese de Abaetetuba (PA).
Desde a transferência de dom Flávio Giovenale para a diocese de Santarém, em setembro de 2012, o povo de Abaetetuba aguarda seu novo Pastor. A notícia da nomeação de Monsenhor José Maria traz os sinais da bondade de Cristo que provê pastores para sua Igreja e revela o carinho do Santo Padre para com a Igreja presente em nosso Brasil.
Monsenhor José Maria é jovem, tem 51 anos, é paraense de Oeiras do Pará e membro do clero de Cametá (PA). Ao longo dos seus quase 17 anos de sacerdócio, ele tem se dedicado largamente à formação do clero e à pastoral. No Regional da CNBB Norte 2, atualmente, depois de ter sido o responsável pela pastoral da juventude, acompanha o Serviço de Animação Vocacional. Já prestou seus serviços de coordenação junto a Organização dos Seminários e Institutos Filosófico-Teológicos do Brasil como presidente regional.
Saudamos o novo bispo e desejamos que seu trabalho seja frutuoso. Estamos unidos às comunidades da diocese de Abaetetuba para recebê-lo, com alegria, e rezamos para que essa hora seja marcada pela esperança que nos alimenta no seguimento do Redentor.
Leonardo Ulrich Steiner
Bispo Auxiliar de Brasília
Secretário Geral da CNBB
Fonte: http://www.cnbb.org.br

Reproduzido pelo Blog do ADEMIR ROCHA, de Abaetetuba/PA

Notícia:
Fonte abaixo: www.diocesedeuruacu.com.br      

Dioceses de Abaetetuba e Jardim têm novos Bispos

Publicada em 03/07/2013.
O Papa Francisco fez duas nomeações esta quarta-feira para o Brasil.
O Santo Padre nomeou como Bispo da Diocese de Abaetetuba (PA) o Rev. José Maria Chaves dos Reis, do clero da Diocese de Cametá (PA), até então Vigário-Geral e Reitor do Seminário Maior "Bom Pastor".
Dom Chaves dos Reis nasceu em novembro de 1962 em Oeiras, no Pará. Estudou Filosofia e Teologia no Instituto Pastoral Regional – IPAR, na Arquidiocese de Belém. Formou-se em Ciências da Religião na Universidade "Vale do Acaraú" – UVA, em Sobral (CE). Foi ordenado sacerdote em novembro de 1996.
Desempenhou inúmeros cargos em Cametá, entre os quais: Reitor do Seminário Menor, Vigário e Pároco da Catedral "São João Batista".
O Papa Francisco nomeou como Bispo de Jardim (MS), o Mons. João Gilberto de Moura, do clero da Diocese de Ituiutaba (MG), até então Vigário-Geral e Pároco da Catedral "Cristo Rei".
Dom Moura nasceu em Ituiutaba em novembro de 1963. Estudou Filosofia no Seminário Maior "Maria Imaculada" em Araxá, diocese de Patos (MG) e Teologia no Seminário Maior "Maria Imaculada" de Brodowsky, Arquidiocese de Ribeirão Preto (1992-1995). Foi ordenado sacerdote em dezembro de 1995. Em junho de 2008 foi nomeado Prelado de Honra de Sua Santidade.
Em seu ministério sacerdotal desempenhou inúmeros cargos em várias cidades, como Reitor de Seminários, Pároco, Vigário Judicial, Chanceler e Administrador Diocesano.
Atualmente, é Pároco da Catedral "Cristo Rei", Vigário Judicial da Câmera Eclesiástica de Ituiutaba, Procurador, Ecônomo e Vigário-Geral da Diocese de Ituiutaba.
Além disso, é Membro do Conselho dos Presbíteros e do Colégio dos Consultores e Assistente Eclesiástico do Instituto Secular "Maria, Mãe da Igreja".

Rádio Vaticano
Leia mais

Notícias:
Fonte abaixo:  www.arautos.org
Papa nomeia novos bispos para Abaetetuba (PA) e Jardim (MS)
Gaudium Press - 2013/07/03
Brasília (Quarta-feira, 03-07-2013, Gaudium Press) O Núncio Apostólico do Brasil informou que o Papa Francisco nomeou na manhã desta quarta-feira, 03, Monsenhor José Maria Chaves dos Reis e Monsenhor João Gilberto de Moura como novos Bispos das Dioceses de Abaetetuba, no Pará, e de Jardim, no Mato Grosso do Sul, respectivament
Bacharel em Teologia pela Faculdade Católica de Fortaleza, no Ceará, e pós-graduado em Atendimento Integral à Família pela Universidade Veiga de Almeida, no Rio de Janeiro, Monsenhor José Maria começou sua vida religiosa ingressando no Seminário Menor Padre Jósimo da Prelazia de Cametá, em 1988, e no Seminário Maior Inter-diocesano São Gaspar, em Belém. Atualmente, seu cargo era de Vigário Geral e Reitor do Seminário Maior Bom Pastor da Diocese de Cametá.
Monsenhor João Gilberto, que até então, exercia o cargo de Vigário Geral e Pároco da Catedral de Ituiutaba, em Minas Gerais, tem formação em Filosofia pelo Seminário Maria Imaculada, em Araxá, Minas Gerais, e em Teologia por três instituições: o Centro de Estudos da Arquidiocese de Ribeirão Preto, (SP); Seminário Maria Imaculada, Brodowski (SP) e pela Faculdade Nossa Senhora Assunção de São Paulo (SP). (LMI)
Com informações CNBB

Reproduzido pelo Blog do ADEMIR ROCHA, de Abaetetuba/PA



Fonte: Diário do Pará

Ordenação do Bispo de Abaetetuba

O Papa Francisco nomeou o novo bispo para o município de Abaetetuba, Nordeste do Pará, na manhã de ontem (3). O monsenhor José Maria Chaves dos Reis, de 51 anos, é atualmente vigário geral e reitor do Seminário Maior Bom Pastor, da Diocese da cidade de Cametá.
A ordenação episcopal do novo Bispo de Abaetetuba deve acontecer no dia 5 de outubro, em Cametá. A missa será celebrada por Dom Jesús María Cizaurre Berdonces, e os concelebrantes e primeiros consagrantes serão o arcebispo de Belém, Dom Alberto Taveira Corrêa e o bispo do município de Santarém, acompanhados dos demais bispos presentes.
O monsenhor José Maria Chaves dos Reis possui licenciatura em Ciências Religiosas na Universidade Vale do Acaraú (UVA), em Sobral, no Ceará. Ele também possui cursos de filosofia e teologia no Instituto Pastoral Regional (IPAR), na Arquidiocese de Belém.
O bispo já passou pelo Seminário Menor Padre Josimo da prelazia de Cametá e pelo Seminário Maior Interdiocesano São Gaspar, em Belém. Foi admitido ao Clero da Prelazia de Cametá e ordenado Diácono em 1996, no município de Novo Repartimento. Nesse mesmo período teve responsabilidade na formação do Seminário da Prelazia de Cametá e foi ordenado sacerdote na Paróquia Nossa Senhora da Assunção em Oeiras do Pará.
Monsenhor José Maria dos Chaves Reis é atualmente Reitor do Seminário Maior Bom Pastor da Diocese de Cametá desde 2006 e atualmente o Padre acompanhante do Serviço de Animação Vocacional (SAV) Regional Norte II desde 2012.

Reproduzido pelo Blog do ADEMIR ROCHA, de Abaetetuba/PA