quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

NOTÍCIAS DOS FOCOLARES

NOTÍCIAS DOS FOCOLARES

• CHIARA LUBICH
Quem é Chiara?
Espiritualidade da Unidade
MOVIMENTO DOS FOCOLARES
Maria Voce na Universidade Hebraica de Jerusalém

17 Fevereiro 2011

Conferência da presidente do Movimento dos Focolares sobre o sentido do diálogo, proferida num contexto acadêmico judaico.

16 de fevereiro de 2011. Na Universidade Hebraica de Jerusalém, na sede do Instituto Truman pela paz, Maria Voce fez uma conferência com o título: “A função do diálogo na promoção da paz”.

Cerca de oitenta eram os ouvintes escolhidos, entre os quais o núncio, D. Antonio Franco, o bispo auxiliar de Israel, D. Giacinto Marcuzzo, o rabi David Rosen, a Sra. Debbie Weissmann, presidente do ICCJ, rabis e acadêmicos judeus, representantes palestinos, responsáveis de comunidades e congregações cristãs. Uma presença que manifesta o interesse, especialmente de personalidades do mundo judaico, em relação ao Movimento dos Focolares, após décadas de atuação na Terra Santa. Uma ação feita de numerosos e duradouros contatos instaurados com pessoas cristãs, judias e muçulmanas, mas também com instituições e associações que atuam no diálogo inter-religioso.

Maria Voce iniciou citando Chiara Lubich, que se dirigia a um grupo de jovens, em 1969: «Girando pelo mundo percebi que existem grandes males. Vi a humanidade como um grande Adão chagado. Vi a luta entre os povos e a constante ameaça de guerra. Vi os problemas sociais a serem resolvidos. Recordo Jerusalém como uma cidade dividida. E em todo Oriente Médio existem fagulhas de guerras e a paz, portanto, está sempre em perigo. Então eu disse: o que nós, que temos o ideal da unidade, podemos fazer? Devemos fazer com que estes irmãos se amem, este corpo deve ser curado. A saúde da humanidade deve estar aqui ».

Ampliando o discurso ela apresentou o “diálogo da vida”, típico do Movimento, «que não coloca os homens em oposição, mas faz com que pessoas, até de credos diferentes, se encontrem, e as torna capazes de abrirem-se reciprocamente, encontrar pontos em comum, e vivê-los juntos», precisando que o diálogo «não é feito com os credos ou entre os credos, mas com as pessoas, qualquer que seja a fé que possuam». Um diálogo apresentado como um “sinal dos tempos” de grande atualidade, na “noite cultural” que perpassa grande parte da humanidade. «Poderíamos dizer, então, que da noite cultural, que mostra-se também como noite do diálogo, pode emergir uma cultura nova, que parte da redescoberta da natureza dialógica da pessoa humana».

Diálogo que possui uma dimensão ontológica e uma dimensão ética, ao qual Chiara Lubich deu uma densidade particular: «No diálogo inter-religioso tendemos a viver, antes de tudo, de uma parte e da outra, a chamada “regra de ouro” – “faz aos outros o que gostarias que fosse feito a ti” – que significa amar os outros. Segundo o Talmud, Hillel a exprimia com estes termos: “Não fazer ao próximo o que não gostarias que fosse feito a ti: nisto consiste toda a Torá, o restante é comentário. Vai e estuda”. É uma norma que está presente, com nuances diferentes como sabemos, nas nossas tradições monoteístas, que surgiram neste lado do mundo. Mas está também nas grandes tradições confucionista, budista e hindu. Então todos, homens e mulheres de boa vontade, podemos vivê-la na nossa existência cotidiana». E Maria Voce acrescentou: «A prática da “regra de ouro”, tornando-se recíproca, colocou em ação uma verdadeira metodologia do diálogo, que pode ser definida como uma “arte de amar”», proposta pela própria Chiara.

E concluiu: «Não podemos esconder que este é um caminho difícil, que exige um grande empenho para superar o obstáculo, para vencer a tentação do egoísmo, do fechamento em si mesmo. É o preço para transformar a ferida em benção, a morte em vida, para fazer do encontro com o outro o lugar onde floresce a paz e a fraternidade». E citou ainda Chiara Lubich: «a fraternidade não é apenas um valor, é um paradigma global de desenvolvimento político, porque é motor de processos positivos. Após milênios de história, nos quais experimentaram-se os frutos da violência e do ódio, temos todo o direito de pedir que a humanidade comece a experimentar quais poderiam ser os frutos do amor»

Terminada a conferência abriu-se um longo e profundo diálogo com o público, sobre o diálogo com pessoas que não possuem um credo religioso, sobre a seriedade de um diálogo que não se reduza a simples cortesia, sobre o reconhecimento do outro, sobre a “regra de ouro” que não sempre é fácil de ser aplicada em contextos difíceis.

«A mensagem trazida por Maria Voce, a de Chiara Lubich, evidencia a presença de Deus no outro», comentou, na conclusão, o rabi David Rosen. E o rabi Emile Moatti: «O diálogo deve penetrar nas pregas da história dos conflitos, para que ele mesmo seja história».

De Michele Zanzucchi

Na Terra Santa, de 11 a 20 de fevereiro
14 Fevereiro 2011

Uma viagem com a marca do diálogo ecumênico e inter-religioso e visita à comunidade do Movimento dos Focolares. Passos de esperança, que seguiremos com focolare.org, viajando com os jornalistas Roberto Catalano e Michele Zanzucchi.

Com os prefeitos e os políticos dos Territórios Palestinos
19 Fevereiro 2011

Em Belém, Maria Voce encontra os administradores locais: grande consonância de ideias e perspectivas de paz.

Haifa: encontro com os amigos dos Focolares

18 Fevereiro 2011

Judeus, cristãos e muçulmanos, há anos fazem a experiência de «quanto é bom e suave que os irmãos vivam juntos» (Salmo 133). Ser capazes de acolher quem é diferente de si.

Com os prefeitos e os políticos dos Territórios Palestinos

19 Fevereiro 2011

Em Belém, Maria Voce encontra os administradores locais: grande consonância de ideias e perspectivas de paz.

Foi no difícil, e infelizmente bem conhecido, contexto dos Territórios Palestinos, que Maria Voce, presidente do Movimento dos Focolares, reuniu-se com alguns políticos e administradores locais, cristãos e muçulmanos. Entre eles o prefeito de Belém, Victor Batarseh, a ministra do turismo, Sra. Khouloud Daibes, e Ziad Al-Bandak, conselheiro do presidente para os relacionamentos com os cristãos, do governo palestino.

A iniciativa foi da Fundação João Paulo II, que desde 2007, a partir de uma ideia do Pe. Ibrahim Faltas, ex-superior do convento anexo à Basílica da Natividade, em especial no período do “assédio”, investiu muitas energias – com a contribuição de diversas instituições públicas e privadas, sobretudo italianas, como a CEI, Província de Trento, Região Toscana, Acli – para conseguir, através de seus programas, fornecer conhecimentos, recursos e infraestruturas para o desenvolvimento individual e comunitário da Palestina. Pe. Ibrahim salientou a extraordinária sintonia que existia entre João Paulo II e Chiara Lubich, «a ponto que este encontro de hoje é mais do que necessário».
Maria Voce exprimiu a sua alegria por «partilhar, com quem têm nas mãos os destinos deste mundo, os nossos ideais de fraternidade». Uma fraternidade que, na política, significa agir de modo que as pessoas sintam-se valorizadas e apoiadas por quem administra a coisa pública. Porque, como dizia Chiara Lubich, «a política é o amor dos amores». O prefeito de Belém imediatamente quis salientar que «os ideais dos Focolares são também os nossos». São impulsos que podem levar à derrubada dos muros que dividem estas terras. Não tanto e não somente os muros materiais, os visíveis, mas principalmente os muros invisíveis.

«Aqui, do imenso sofrimento deste povo, está nascendo uma geração de jovens responsáveis, que querem a paz, e que parecem capazes também de gerir o poder. Mas é necessário que a comunidade internacional, seja civil que política, esteja próxima deles, abra trilhas de paz verdadeira e os sustente, inclusive com iniciativas como as que a Fundação financia, atuando no campo da instrução, da promoção esportiva e cultural, do jornalismo, do artesanato. Certamente as iniciativas de uma paz, que eu definiria “profunda”, como as do Movimento dos Focolares, são essenciais para continuar a ter esperança”, afirmou Pe. Ibrahim, manifestando as suas certezas.

De Michele Zanzucchi

Haifa: encontro com os amigos dos Focolares
18 Fevereiro 2011

Judeus, cristãos e muçulmanos, há anos fazem a experiência de «quanto é bom e suave que os irmãos vivam juntos» (Salmo 133). Ser capazes de acolher quem é diferente de si.

Espanha: visita de Maria Voce

13 Janeiro 2011

A primeira viagem programada para 2011. Em Madri, encontro com mais de mil jovens, em preparação para a Jornada Mundial da Juventude. De 14 a 30 de janeiro.

Haifa: encontro com os amigos dos Focolares

18 Fevereiro 2011

Judeus, cristãos e muçulmanos, há anos fazem a experiência de «quanto é bom e suave que os irmãos vivam juntos» (Salmo 133). Ser capazes de acolher quem é diferente de si.

«Em Jerusalém, as casas, as escolas, os meios de transporte, os locais de lazer, os bairros onde moramos, são todos separados: para os árabes ou para os judeus. É realmente difícil viver num ambiente assim».

«Sou uma garota de aspecto europeu. Pela saia que uso se entende logo que sou judia ortodoxa. Na nossa cidade nem sempre isso é visto positivamente. Não sei nem uma frase em língua árabe e fui educada a fugir das situações nas quais poderia me encontrar no meio de um grupo de palestinos».

Estas palavras de N. E J., duas jovens hierosolimitanas, a primeira árabe cristã e a segunda judia, descrevem os mundos de Jerusalém. Vivem um ao lado do outro, tocam-se, nesta cidade “santa” para todos, mas carregada de uma tensão que se sente sobre os ombros. Ambas participaram da reunião realizada no auditório da Castra Gallery, um centro comercial na periferia sul de Haifa, uma centena de pessoas num encontro simples e modesto. Eram judeus, cristãos e muçulmanos de Haifa, Tel Avivi, Jerusalém, Nazaré e outras localidades da Galileia.

O lema que deram a este momento passado com Maria Voce foi: “Quanto é bom e suave que os irmãos vivam juntos” (Salmo 133).

Apresentaram um quadro muito rico e variado das ações nas quais todos estão engajados.

Em Haifa, já há alguns anos, judeus e cristãos reúnem-se mensalmente para aprofundar a Sagrada Escritura nas respectivas tradições. É suficiente escutar e procurar entender a visão do outro. Sem sincretismos. E isso leva «a uma amizade verdadeira e sincera, cada vez mais sólida», tanto que o tempo entre um mês e outro parece longo demais!

Uma jovem árabe contou sobre um projeto que busca estabelecer relacionamentos entre estudantes das três religiões. «Os momentos mais lindos foram quando visitamos os lugares sagrados das respectivas crenças: o Muro das Lamentações, o Santo Sepulcro e a Mesquita. Uma experiência que mudou a minha vida».

Outros depoimentos diziam respeito à crise de Gaza, três anos atrás, quando judeus, cristãos e muçulmanos reuniram-se para rezar pela paz. Um caso único em Israel. Falaram com emoção, porque certamente a grande coragem que se manifestou naquela ocasião, estava em total contradição com o modo de pensar que havia ao redor.

Fatos de vida cotidiana, de escuta, de descoberta de quem é diferente. Pessoas que apostam na paz, como disse uma moça judia: «Está escrito na Mishna que Deus não encontra nenhum instrumento que tenha a sua benção senão a paz. Somente com a paz verdadeira obteremos todas as bênçãos que o Pai, no Céu, quer dar aos seus filhos».

Ao agradecer àqueles que falaram, Maria Voce se comoveu. Emergiu o quanto é verdade que “nada é pequeno daquilo que é feito por amor”, como dizia Chiara Lubich. Aliás, é enorme, porque aqui trata-se de afastar as montanhas do preconceito. Foi este o pequeno-grande milagre do encontro em Haifa.

A presidente do Movimento dos Focolares salientou a dimensão profética daquilo que eles viveram durante a crise de Gaza. «É uma experiência alicerçada em Deus e na sua vontade, e no sofrimento partilhado, que é o mais precioso aos olhos de Deus. Ela trará frutos duradouros, tenho a certeza». E sublinhou que foi uma contribuição importante na história. «Testemunhos pequenos, mas necessários, para que o quadro da paz esteja completo». Depois contou sobre seus encontros destes dias, com pessoas de todas as religiões, verdadeiros irmãos e irmãs. E citou a Escritura: «Bem aventurado o povo que tem Deus como Senhor».

E concluiu-se com um jantar. Todos haviam levado alguma coisa, pratos árabes e pratos kosher, permitidos pela lei judaica. Não se distinguiam mais árabes e judeus, cristãos e muçulmanos. É verdade o que afirmou uma jovem muçulmana: «Agora olho para a outra pessoa além da sua fé. Somos ainda um pequeno grupo, mas dispostos a envolver muitos outros amigos».

De Roberto Catalano

A primeira viagem programada para 2011. Em Madri, encontro com mais de mil jovens, em preparação para a Jornada Mundial da Juventude. De 14 a 30 de janeiro.
Reproduzido pelo blog Abaetetuba - Focolares - Palavra de Vida.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

TESTEMUNHOS

PADRES NO FOCOLARES


Padre Silvano Cola

O dia 22 de janeiro não é um dia qualquer.

17 Fevereiro 2011

Com Chiara Lubich deu início ao Movimento sacerdotal, dos Focolares (22 de janeiro de 1928 – 17 de fevereiro de 2007).

Nasceu em Camerino, na região italiana de Marche, ainda criança foi para Turim, por causa do trabalho de seu pai, e aos 22 anos já era sacerdote. Estudou psicologia e empenhou-se com as crianças abandonadas e em dificuldade da «Cidade das Crianças», de Turim. «Parecia-me ter chegado ao cume – contou – depois entrei em crise, a tal ponto que, honestamente, tinha decidido deixar o sacerdócio».

E justamente durante esta crise profunda aconteceu a descoberta da espiritualidade da unidade. Foi fundamental o seu encontro com Vittorio Sabbione – um dos primeiros focolarinos – em Turim. Teve início uma intensa troca de experiências. «Algo de extraordinário – conta Pe. Silvano – que nunca havia experimentado na minha vida». Tanto que, cumprimentando Vittorio, disse-lhe, com a linguagem franca que lhe era própria: «Eu trabalho no meio de delinquentes. Eu também sou um meio delinquente e talvez vá para o inferno. Mas, mesmo se for para lá levarei comigo essa experiência».

A partir de 1963 Pe. Silvano morou em Roma. Não obstante morasse sozinho, num apartamento insignificante, depois de alguns meses escreveu a Chiara, em tom de brincadeira: «Você quer saber como é o meu focolare? É grande e cheio de luz». No dia seguinte, a resposta foi uma tapeçaria com a imagem de Jesus lavando os pés dos apóstolos, emblema de um sacerdócio que coloca-se “à serviço”. Em 1964 nasceu o primeiro focolare sacerdotal.

Desde então Pe. Silvano colaborou com Chiara Lubich para o grande desenvolvimento do Movimento entre os sacerdotes. Nos anos pós-conciliares, ao lado dos sacerdotes focolarinos, desenvolveram-se os sacerdotes voluntários, chamados a levar o espírito da unidade no mundo eclesiástico. E a escola sacerdotal, que dá a presbíteros e seminaristas a oportunidade de fazer um tirocínio prático da “vida de unidade”. E depois o Movimento paroquial e o Movimento gen’s, que surgiram para irradiar o ideal da unidade também nas paróquias e entre os seminaristas.

E foi devido às inúmeras obras iniciadas e conduzidas por Pe. Silvano em todos estes anos, que Chiara Lubich sempre o considerou um dos cofundadores do Movimento dos Focolares, para o setor sacerdotal.

Até o dia de sua morte Pe. Silvano continuou a dispensar esforços. A partir de 1998 sustentou o diálogo ao interno da Igreja, entre os vários movimentos eclesiais; no final dos anos 1990 começou a promover, junto a outros estudiosos, o estudo da psicologia à luz do carisma da unidade, que sempre aprofundou e difundiu por meio de seus escritos (22 livros publicados). Como não recordar, por exemplo, as reportagens cristológicas e trinitárias escritas para a revista “Città Nuova”, que ele gostava de definir “teologia para as donas de casa”?

No dia 17 de fevereiro de 2007 partiu para o Céu, após uma parada cardíaca. O seu mandato definitivo aos seminaristas, durante a última palavra pública, num encontro mundial, foi a lembrança do sacerdócio “mariano” e de serviço, que Chiara, por sua vez, tinha confiado a ele anos atrás, sugerindo-lhe como programa de vida a frase evangélica: «…vos tornastes modelo para todos os fieis» (1 Ts 1,7).
Reproduzido pelo Blog FOCOLARES - PALAVRA DE VIDA - FOCOLARES

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

FOCOLARES - ABAETETUBA - NOTÍCIAS

NOTÍCIAS DOS FOCOLARES


15/02/2011 12.35.11

CONCLUÍDO ENCONTRO DOS BISPOS AMIGOS DOS FOCOLARES

Castel Gandolfo, 15 fev (RV) - Concluiu-se no Centro Mariápolis de Castel Gandolfo, nas proximidades de Roma, o 35° Encontro Internacional dos Bispos Amigos do Movimento dos Focolares.

"Redescobrir os desígnios de Deus hoje", ver no amor de Deus a chave de leitura que abre à compreensão da vontade de Deus que deseja o bem da humanidade, foram as temáticas abordadas no encontro que contou com a participação de 70 bispos provenientes de várias partes do mundo.

Os debates se concentraram sobre o carisma de Chiara Lubich, aprovado pelos Papas dos últimos tempos, carisma que "está profundamente ligado ao carisma do bispo" – disse o Arcebispo emérito de Praga, Cardeal Miloslav Vlk, moderador do encontro.

"A espiritualidade de comunhão emanada do Concílio Vaticano II, todo centralizado na Igreja mistério de comunhão, é vivida pelo Movimento dos Focolares de maneira carismática" – disse o prefeito da Congregação para os Bispos, Cardeal Marc Ouellet, durante sua visita ao Centro Mariápoles.

Diante dos desafios enfrentados hoje pela Igreja, sobretudo nos países de antiga tradição cristã, mas também em outras partes do mundo, os bispos quiseram mostrar as novas respostas que o Espírito Santo suscitou nos últimos anos, como a comunhão e a colaboração entre novos e antigos carismas, o diálogo ecumênico e inter-religioso, e o diálogo com a cultura leiga. (MJ)

Reproduzido pelo blog: Palavra de Vida - Focolares

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

VIVÊNCIA DA PALAVRA DE DEUS E NOTÍCIAS

MOVIMENTO DOS FOCOLARES
SEM DISTINÇÃO DE PESSOA

“Se conhecesses o dom de Deus e quem é aquele que diz: Dá-me de beber...”
Jesus não se demora em responder à Samaritana a respeito dos litígios que existem entre os judeus e os samaritanos.

E uma linguagem que impressiona, que encanta, que eleva da terra ao céu.

Parece que o seu coração lhe saía do peito pelo desejo de dar aquilo que de melhor Ele traz para a terra: o dom de Deus.

Duas são as coisas que deseja dar aos homens: a graça e o conhecimento d’Aquele que dá essa “água viva”.

“Água viva”.

É magnífico! Já imaginaram? Uma água viva. Viva!

É viva a vida em todo aquele que possui e conhece a vida. Assim é a graça de
Deus: é a vida da alma.

Jesus é fantástico! Quão pouco o conhecemos, se não lemos com amor o Evangelho.

Muitas vezes formamos uma nossa imagem dele, segundo alguma decadente piedade tradicional. No Evangelho, porém, aparece como é: Ele é Deus. Revela-se continuamente Deus. Um Deus que fala, que se cansa, que caminha, que tem discípulos. Um Deus-Homem! Eis tudo!
E mais adiante aquela resposta!

“Sou eu, quem fala contigo”

É de ficar emudecidos. Sim, Jesus não fazia distinção de pessoas. O homem, seja quem for, é profunda mente digno do nosso respeito e da nossa confiança. A samaritana que teve tantos maridos sem que nenhum fosse legítimo, Jesus se revela plenamente. E o diz tão divinamente bem com a simplicidade que só Deus sabe usar: “Sou eu quem fala contigo”. Eu, em carne e osso. Não um fantasma. Não um longínquo. Eu, aqui.

O Jesus, gostaria de ver-te. Os teus olhos, o teu semblante, o teu porte, a tua nobreza. Mas basta esperar alguns anos e preparar rapidamente o passaporte direto para o céu, pagando antecipadamente o Purgatório sobre a terra.

Paraíso, Paraíso! Concede-me, meu Deus, que esta seja sempre a minha aspiração mais espontânea. Quando isso acontecer, certamente já uma grande meta terá sido alcançada.

Chiara Lubich

O SETOR DOS VOLUNTÁRIOS DE DEUS E SEUS MEMBROS

O setor dos voluntários é uma ramificação da Obra de Maria (Movimento dos Focolares), da qual faz própria a natureza, o espirito e os fins.

É regido pelos estatutos gerais da Obra e pelo seu regulamento.

Os voluntários são leigos que vivem de modo totalitário a espiritualidade evangélica da unidade.

Através desta, que é um caminho ao mesmo tempo individual e comunitário para ir até Deus, visam imitar, em nosso século, a vida dos primeiros cristãos...

A PREMISSA DE QUALQUER OUTRA REGRA

"A mútua e contínua caridade, que torna possível a unidade e faz com que Jesus esteja presente na coletividade é, para todas as pessoas que compõem a Obra de Maria, a base de suas vidas
em cada um de seus aspectos: é a norma das normas, a premissa de qualquer outra regra".

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Movimento dos Focolares no Brasil

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O MOVIMENTO DOS FOCOLARES

Terça, 08 Fevereiro 2011 17:23 Paulo Santos

1 - Breve história

Em 1943, na cidade de Trento em Itália, Chiara Lubich, então com 22 anos, perante o avanço da 2ª Guerra Mundial que devastava a sua cidade, fazendo cair todos os projectos de vida, percebeu que só há uma coisa que ninguém pode destruir: Deus. Intuindo que esse Ideal poderia ser o seu, pelo qual valeria a pena gastar toda a sua vida, depressa reuniu algumas companheiras a quem comunicou a sua decisão e que a partir daí a seguiram, dando origem a uma nova estrada na Igreja: os Focolares, movimento aprovado depois pela Igreja como “Obra de Maria”.

Chiara faleceu em 14 de Março de 2008, deixando para trás uma vasta Obra que continua a florescer na humanidade. No seu funeral, o Cardeal Tarcício Bertone afirmou a seu respeito: “ as suas intuições proféticas (…) precederam e prepararam as grandes mutações da História e os acontecimentos extraordinários vividos pela Igreja no séc. XX”. A herança de Chiara Lubich é um caminho muito forte na valorização do papel dos leigos na Igreja e no mundo, actuando o testamento de Jesus “que todos sejam um , como Eu eo Pai somos um”. Esse chamamento levou-a a dar passos de gigante no ecumenismo e no diálogo com as outras grandes religiões, agregando pessoas de convicções diferentes em torno da Regra de Ouro. E o bispo anglicano Robin Smith afirmou: “Como anglicanos, somos todos tocados em particular por duas coisas na espiritualidade de Chiara: o seu empenho em viver a Palavra de Jesus na vida quotidiana, e a outra, muitos de nós anglicanos por vezes dizemos que Chiara parece mais anglicana que muitos anglicanos”. Phramaha Thongratana, um monge budista afirmou também: “ a mãe Chiara deu-me a sua experiência de cristã e o dom do carisma que recebeu de Deus: é uma novidade para mim como budista e como monge. Digo sempre aos meus irmãos que a mãe Chiara não pertence apenas a vós cristãos, mas também a toda a Humanidade”.

Ao longo deste último ano foi preciso reorganizar a coordenação mundial, sendo eleitos muitos novos dirigentes. Assumiu a presidência uma outra mulher: Maria Voce, uma colaboradora muito próxima da fundadora, a quem Chiara dera um nome novo: Emmaús, querendo significar o empenho para ter Jesus no Meio. A Sua presença junto de dois ou mais, que se sente como uma chama que arde no coração.

3 - Como se estrutura e funciona

A irradiação da mensagem de Chiara, que é o ideal de unidade, faz-se a diversos níveis, mas o primeiro, que está na base de tudo, é a comunicação através da vida concreta de cada um. É experiência comum dos membros do Movimento que o amor irradia por si, envolvendo outras pessoas neste novo estilo de vida evangélica.

A parte juvenil - os Gen (Geração Nova), querem levar uma vida cristã autêntica, inspirada pelo carisma da fundadora - dedica-se a várias actividades, formando o Movimento Juvenil para a Unidade e o Movimento Jovens para um Mundo Unido.

Na parte adulta, as ramificações do Movimento também são várias, consoante a vocação de cada um: Famílias Novas que trabalha no campo das famílias; Humanidade Nova, no campo profissional e da sociedade; Movimento Paroquial no âmbito das paróquias, etc.

Organizam-se reuniões mensais nas comunidades locais; Jornadas a nível regional ou nacional, onde se apresenta a espiritualidade da unidade, concretizada num ou noutro âmbito da sociedade; Mariápolis, que são encontros realizados normalmente no Verão, com duração de vários dias, com pessoas de todas as idades, vocações e estratos sociais; Manifestações temáticas periódicas mundiais, realizadas em Roma e noutras cidades mundiais.

Existe um Centro para todo o Movimento que tem a sua sede em Rocca di Papa – nos arredores de Roma - para onde todos os outros centros confluem.

Também em Castelgandolfo o movimento tem um grande centro internacional de congressos, que promove ao longo do ano muitos eventos temáticos internacionais para formação de muitos internos e contacto com a sociedade global.

É publicada a «Palavra de Vida», uma folha mensal com um comentário espiritual e teológico feito por Chiara Lubich, a partir de uma frase da Escritura da Liturgia daquele mês, proposta a nível mundial como orientação para ser vivida no quotidiano.
Reprodução do Blog Palavra de Vida - Focolares - Abaetetuba

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

PALAVRA DE VIDA - FOCOLARES - ABAETETUBA

MOVIMENTO DOS FOCOLARES


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Grandes religiões

Pela expansão mundial do Movimento foi aberto o diálogo com todas as principais religiões do mundo, não só com seguidores ou líderes religiosos individualmente, mas também com líderes e seguidores de vastos movimentos:

• como o movimento leigo budista Rissho Kosei-kai, que conta 6 milhões de aderentes;
• a Sociedade Islâmica Americana (USA), com mais de 2 milhões de membros;
• a Swadhyaya Family (Índia) que abraça oito milhões de aderentes, na sua maioria hindus.

São mais de 30 mil os seguidores de outras religiões que vivem, por quanto é possível, o espírito do Movimento, e atuam colaborando com seus objetivos.

A história. Em 1977 Chiara Lubich esteve em Londres, onde recebeu, na Guild Hall, o Prêmio Templeton para o Progresso da Religião. Narrou a sua experiência diante de personalidades de diversas religiões. Era imprevisível o interesse vivo e imediato demonstrado pelas pessoas presentes naquele auditório.

Desde então o diálogo inter-religioso tornou-se parte integrante dos objetivos do Movimento: “Imediatamente – afirmou Chiara – percebi que tudo isso indicava uma reviravolta que devíamos dar ao nosso Movimento. Entendi que devíamos nos dirigir às pessoas de outras religiões, deixando que o Espírito Santo nos indicasse o que e como fazer”.

Desde 1994 Chiara Lubich é um dos presidentes honorários da Conferência Mundial das Religiões pela Paz (WCRP, na sigla em inglês). Representantes do Movimento participam, desde 1979, das assembleias mundiais da WCRP, e a encontros e iniciativas locais.

O alicerce. Na profunda transformação mundial da atualidade, rumo a uma sociedade cada vez mais multicultural e multireligiosa, com o surgimento de novos fenômenos de xenofobia e intolerância religiosa e o temido embate de civilizações, o Movimento compromete-se em promover o diálogo entre as religiões, a fim de que o pluralismo religioso da humanidade não seja causa de divisões e guerras, mas contribua a recompor na fraternidade a unidade da família humana.

O diálogo demonstra-se particularmente fecundo no nível da espiritualidade. Ele nasce e se desenvolve a partir de um fundamento comum a toda religião: a regra de ouro: “não faça aos outros o que não gostaria fosse feito a você”. É na atuação da Regra de Ouro que o diálogo se estabelece. Torna-se possível “fazer-se um”, “viver o outro”, ou seja, não apenas uma atitude de pura benevolência, abertura e estima, mas uma prática que exige o “vazio” completo de si mesmos, para imergir-se nos outros. Isso ajuda a conhecer em profundidade sua religião e linguagem e predispõe todos à escuta.

Os efeitos do diálogo. O efeito do diálogo neste espírito de unidade não é o sincretismo, mas a redescoberta das próprias raízes religiosas e daquilo que nos une, a experiência viva da fraternidade. É reforçado o compromisso comum de ser atores da unidade e da paz, principalmente lá onde a violência e a intolerância racial e religiosa buscam escavar um abismo entre os componentes da sociedade. Florescem significativas realizações humanitárias, feitas em comum.

Formação ao diálogo. Uma escola permanente para a formação ao diálogo inter-religioso tem sede na Mariápolis permanente de Tagaytay (Manila – Filipinas), centro de encontro para a irradiação da espiritualidade na Ásia. Outra escola para o diálogo funciona na Mariápolis Luminosa, nos Estados Unidos. Para favorecer o conhecimento mútuo, cada ano é instituído o “Prêmio Luminosa”, entregue a personalidades de diversas religiões atuantes no diálogo pela paz.

Contatos:
Centro para o diálogo inter-religioso
via Frascati, 306
00040 Rocca di Papa (Roma) IT
tel. +39-06-9497489
fax +39-06-9496221
email: info.dialogointerreligioso@focolare.org
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Periodico telematico del Movimento dei Focolari (P.A.F.O.M.) reg. Trib. Velletri decr. N. 11 dell’8 maggio 2006. Privacy Comments to webmaster. Questa opera è pubblicata sotto una / This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial-ShareAlike 3.0 Unported.
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Reproduzido.

sábado, 15 de janeiro de 2011

CHIARA LUCE BADANO

CHIARA LUCE BADANO


Sejam Bem Vindos ao blog da União Cristã Jovem! Grupo Jovem da Basílica de Nosso Senhor Bom Jesus do Bonfim em Salvador-BA. Tem como objetivo evangelizar, principalmente os jovens e pelos jovens.e janeiro de 2011
Chiara Luce Badano

Santidade aos 18 anos

Uma jovem bela, cheia de vida, atleta, ativa.
Uma jovem normal, uma cristã.
Depois, inesperadamente a doença, a agonia, a morte.
Uma escalada rápida para o Céu.
Encaminhado o processo da sua beatificação.

Extraído de um artigo de Michele Zanzucchi - Città Nuova

Parecia apenas mais uma entre tantos jovens do Movimento dos Focolares, os "Gen" (Geração Nova). Como vários deles, morreu cedo. Nela percebemos uma certa predileção de Deus. Lemos alguns escritos seus e soubemos do funeral, que foi definido uma "festa de núpcias". Tínhamos rezado por ela e por sua família.

Mas, seus gestos e palavras voltam regularmente à tona, graças à divulgação feita pelos seus amigos e pelo seu bispo, e graças a seus escritos, sua biografia e um vídeo amador sobre sua história. O fato é que a vida de Chiara Luce Badano continua contagiando milhares de pessoas. Como escreve o Abbé Pierre:"Os santos não estão limitados a um catálogo, e nós, certamente, cruzamos com eles todos os dias". Chiara Badano era uma destes santos da normalidade.

O nascimento tão esperado

Chiara Badano nasce em 29 de outubro de 1971, em Sassello, cidadezinha graciosa no noroeste da Itália, primeira e única filha de Ruggero Badano, caminhoneiro, e Maria Teresa Caviglia, operária, casados há 11 anos. É fácil imaginar a enorme felicidade provocada por esse nascimento. "Mesmo com esta alegria imensa, compreendemos logo – conta a mãe – que ela não era somente nossa filha, mas que era, antes de tudo, filha de Deus". A infância transcorre tranqüila. Porém com uma nota de serenidade incomum. A mãe deixa o trabalho para cuidar da filha. Diálogo e afeto se misturam com momentos em que se deve dizer "não" aos caprichos de Chiara que, querendo ou não, corre o risco de crescer mimada. "Tínhamos consciência desse risco! Por isso, desde os primeiros anos, queríamos deixar as coisas bem claras. Não perdíamos a oportunidade de ajudá-la a fazer as coisas diante de Deus", diz a mãe.

Algo muito importante

Maria Teresa conta um episódio:"Uma tarde ela chega em casa com uma linda maçã vermelha. Questionada, Chiara responde que pegou a fruta no quintal da vizinha. Explico-lhe que ela deve pedir antes de pegar e que, por isso, deve devolver a maçã, pedindo desculpas à vizinha. Mas ela fica acanhada e não quer ir. Insisto: é muito melhor dizer a verdade do que comer uma boa maçã. Então, Chiara procura aquela senhora e lhe explica tudo. À noite, nossa vizinha traz uma cesta de maçãs para Chiara, justificando: "Hoje ela aprendeu algo muito importante".

Aquele encontro aos nove anos

Chiara manifesta muito cedo um caráter generoso. Numa tarefa, quando estava no primeiro ano da escola, escrevendo ao Menino Jesus, não lhe pede brinquedos, mas:"Ajude a vovò Gilda a sarar e todas as pessoas que não estão bem". É conciliadora, embora saiba defender suas idéias e discutir com os pais. Mas esse "rompimento" dura apenas alguns minutos. Uma recordação daquele período: a mãe lhe pede que lave a louça."Não, não quero", responde ela. E vai para o quarto. Logo depois volta e diz:"Como é aquela história do Evangelho, dos dois operários que devem ir à vinha, e um diz que sim, mas não vai, e o outro diz que não, mas vai? Mamãe, me dê o avental". E lava a louça.

Fatos como estes atestam a educação cristã sólida que recebe, graças também à comunidade paroquial, ao pároco que lhe dá aulas fascinantes de catecismo, e também às amizades que Chiara constrói. Tem um fraco pelas pessoas idosas, e procura ajudá-las.

Aos nove anos participa de um encontro das Gen 3 (crianças e adolescentes dos Focolares) e conhece o ideal da unidade. Um ano depois, em 1981, seus pais participam do Familyfest, um grande encontro para famílias promovido pelo Movimento. Sua mãe conta: "Voltando para casa, dizíamos que se tivéssemos que responder quando tínhamos casado, responderíamos: quando encontramos este Ideal". Desde aquele momento, a família Badano será um exemplo de respeito, calor e unidade.

No seu diário, Chiara escreve alguns fatos simples sobre o seu esforço de construir a unidade. Por exemplo:"Uma amiga está com catapora e todos têm medo de visitá-la. Com o consentimento dos meus pais, eu levo todo dia os deveres de casa para que ela não se sinta sozinha".

Esporte, afetos e... uma viagem decisiva

Santo Agostino repetia muito que "o amor nos torna belos". Chiara é, de fato, revestida da beleza evangélica, mesmo se naturalmente já é uma jovem bela. Chiara é uma menina cheia de energia e tem um caráter bem definido. Mas, nas suas fotos o que mais atrai é o seu olhar, nem retraído nem agressivo. Apenas límpido.

A adolescência transcorre na normalidade mais absoluta. Em 1985, vai com a sua família para outra cidade a fim de cursar o ginásio. Apesar do empenho, é reprovada na oitava série. Isso a faz sofrer muito.

Com os pais surgem alguns desentendimentos, por exemplo quanto ao horário de voltar para casa. Chiara gosta muito de sair à noite com os amigos, sobretudo nos fins de semana. Mas, o afeto familiar é mais forte e chegam a um entendimento.

Chicca Coriasco, grande amiga e confidente, diz: "Ela tinha um grande preparo humano. Gostava de vestir-se bem, de pentear-se com cuidado, e às vezes, de se maquiar, mas sempre de forma discreta".

Muitos rapazes se interessam por ela, mas ela é uma sonhadora. Algumas vezes, olhando para um ou outro, diz à amiga: "Aquele me agrada". Nada além disso.

Verão de 1988. Pouco depois de saber que tinha sido reprovada em matemática, acompanha um grupo de crianças, as Gen 4, a um congresso em Roma. Sente o coração apertado por ter sido reprovada, mas não dá sinais de tristeza. Escreve aos pais: "Chegou um momento muito importante: o encontro com Jesus Abandonado. Abraçá-lo não foi fácil; mas esta manhã Chiara Lubich explicou às Gen 4 que ele deve ser o esposo delas".

Chiara Badano mantém com Chiara Lubich, fundadora do Movimento dos Focolares, uma densa correspondência, mas, sobretudo, um relacionamento intenso e vital até o fim, quando dirá: "Devo tudo a Deus e a Chiara". Quando lhe pediu um "nome novo", um programa de vida, a resposta foi "Chiara Luce", 'Clara Luz'. Era para lembrar que sua vida deveria ser expressão da luz de Deus.

O diagnóstico imprevisível

Um fato imprevisível. Ao jogar tênis, Chiara sente uma forte dor no ombro. De início, nem ela nem os médicos dão grande importância. Mas as dores continuam e ela precisa fazer exames mais aprofundados. O diagnóstico: sarcoma osteogênico com metástase, um dos tipos mais graves e dolorosos de tumor. Depois de um longo silêncio, sem choro nem rebelião, Chiara acolhe a notícia com coragem: "Eu vou suportar. Sou jovem", diz. Seu pai comenta, depois: "Tínhamos a certeza de que Jesus estava em nosso meio. Ele nos dava forças". Começa uma profunda transformação, uma rápida escalada à santidade.

Os tratamentos iniciam e o altruísmo de Chiara chama a atenção. Descuidando-se do repouso, sai da cama e, apesar da dor intensa provocada pela grande calosidade óssea nas costas, se dedica a uma jovem toxicodependente deprimida, acompanhando-a por toda parte: "Depois eu encontro um tempo para dormir", afirmava ela.

O filósofo Cioran se perguntava: "Já se viu um santo alegre?". Chiara Luce é assim, porque Jesus se torna sempre mais o seu "esposo". Escreve: "Jesus me mandou esta doença no momento certo".

É internada num hospital em Turim. Um gen disse: "No início íamos visitá-la para lhe dar força, mas logo vimos que não podíamos mais nos separar dela. Ela nos atraía como um ímã".
E um dos médicos, Antonio Delogu: "Chiara demonstra com seu sorriso, com seus grandes olhos luminosos, que a morte não existe; existe somente a vida". Nos meses seguintes, Chiara enfrenta duas dolorosas operações. A quimioterapia causa a queda dos cabelos, o que a faz sofrer bastante. A cada cacho de cabelo que perde, repete um simples mas intenso: "Por ti, Jesus". Os pais, sempre presentes, lembram a ela que sob aqueles sofrimentos existe um misterioso desígnio de Deus.

A um amigo, que partia para uma missão humanitária na África, ela doa todo o dinheiro que havia economizado, dizendo: "Para mim não serve, eu tenho tudo".

Nada de morfina. "Por mais um pouco de tempo, quero dividir a cruz com Ele"

Chiara narra como enfrentou uma dolorosa biópsia: "Quando os médicos começaram a fazer a cirurgia - pequena mas muito incômoda -, chegou uma pessoa, uma senhora, com um sorriso muito luminoso; era linda. Aproximou-se de mim, segurou minha mão e infundiu coragem ao meu coração. Do mesmo modo que chegou, também desapareceu: não a vi mais. Fui invadida por uma alegria imensa, e o medo que eu sentia desapareceu. Naquela ocasião entendi que, se estivéssemos sempre prontos a tudo, Deus nos mandaria muitos sinais".

Aos poucos, Chiara perde os movimentos das pernas. Afirma: "Se eu tivesse que escolher entre caminhar ou ir para o paraíso, escolheria essa última possibilidade". Não há mais esperança de cura. Chega o momento da provação, que é intensa. Mas ela não se rende, ajudada também por Chiara Lubich, que lhe escreve: "Deus tem um amor imenso por você e quer penetrar no íntimo da sua alma e fazer com que você experimente gotas de céu". Apesar das dores intensas, recusa a morfina para se manter consciente de seus atos e explica: "Não quero perder a lucidez, porque a única coisa que posso fazer é oferecer a dor a Jesus. Quero compartilhar com ele, ainda por um pouco, a sua cruz".

Chiara Luce já se comporta como uma pessoa espiritualmente madura. Um médico, Fabio De Marzi, lhe escreve: "Não estou acostumado a ver jovens como você. Sempre encarei a sua idade como o tempo das grandes emoções, das alegrias intensas, dos grandes entusiasmos. Você me ensinou que esta é, também, a idade de uma maturidade absoluta".

Aquela luz no olhar, de onde vem?

19 de julho de 1989. Chiara enfrenta uma forte hemorragia e quase morre. Nesta ocasião diz: "Não derramem lágrimas por mim. Eu vou para Jesus. No meu funeral não quero pessoas que chorem, mas que cantem forte»".

Durante a aplicação do soro na veia, Chiara comenta: "O que é esta gota que cai, em comparação com os pregos nas mãos de Jesus?". E acompanha cada gota com um: "por ti, Jesus". Recebe a visita de um cardeal que lhe pergunta: "De onde vem essa luz maravilhosa que você tem nos olhos?". E ela responde: "Procuro amar muito Jesus".

Algumas vezes acontece algo incomum -, ela pede que os pais não deixem os amigos entrarem em seu quarto. Certo dia explica sua atitude: "Não era sinal de tristeza ou de falta de afeto. Pelo contrário. Eu agia assim porque tinha dificuldade de descer do ponto no qual habitava (com Deus), para depois subir outra vez". Todos os que estavam próximos dela experimentavam uma "atmosfera de paraíso". Escreve aos amigos: "Um outro mundo me esperava e eu não podia fazer outra coisa senão abandonar-me. Mas agora me sinto envolvida por um esplêndido desígnio que pouco a pouco me é revelado".

A festa de núpcias

Num de seus últimos dias ela diz: "Não peço mais a Jesus que ele venha me buscar para me levar ao paraíso; não quero lhe dar a impressão de que não quero mais sofrer". Não pede mais a saúde, mas a capacidade de fazer a vontade de Deus. Consciente de sua situação, ela mesma prepara com a mãe o funeral, a "festa de núpcias", como costumava dizer. E explica como confeccionar a roupa; escolhe as músicas, as flores, os cantos e as leituras: "Enquanto você estiver me preparando, mamãe, deverá repetir: agora Chiara Luce está vendo Jesus".

"As expressões desse seu último período, segundo Maria Grazia Magrini, responsável pela coleta do material sobre Chiara Luce para o "processo de beatificação" – se parecem muito com as de Teresinha do Menino Jesus". E lembra uma das últimas frases da santa: "É preciso saber morrer de alfinetadas antes de morrer por golpes de espada".

Domingo, 7 de outubro de 1990, 4h. O momento do encontro com o seu "esposo". Ao seu lado estão o pai e a mãe. Do lado de fora da porta, os amigos. Clima de paz e quase de naturalidade. Suas últimas palavras são dirigidas à mãe: "Tchau. Esteja feliz porque eu estou feliz".

Duas mil pessoas participam do funeral. Fala-se de paraíso, de alegria, de escolha radical de Deus, segundo o exemplo de Chiara Luce. Na homilia, o bispo diz: "Eis o fruto da família cristã, de uma comunidade de cristãos, o resultado de um Movimento que vive o amor recíproco e tem Jesus em meio".

Os efeitos da sua experiência continuam após a sua morte, naqueles que dela tomam conhecimento, pois sentem-se impulsionados a viver com radicalidade o Evangelho, e a escolher Deus como tudo. É uma "santidade" contagiosa.

A fama de Chiara Luce se difunde, lentamente mas decididamente. Por iniciativa do bispo ela é declarada "serva de Deus". Agora o processo de beatificação prossegue no Vaticano.

"Sejam uma geração de santos"

A este ponto é espontâneo perguntar: quem é santo nos dias de hoje? Certamente, só Deus é santo. Mas nas Escrituras lê-se: "Sejam santos, porque eu sou santo". Nos Atos dos Apóstolos, os cristãos são chamados simplesmente de "santos". Santo é aquele que reflete a única santidade, a de Deus, manifestando virtudes provadas, caridade sem limites, confiança total em Deus. Então, Chiara Luce parece ser assim.

Um último aspecto deve ser enfim colocado em relevo. O Cardeal Martini escreve: "A santidade acontece em cachos, não é somente um grão, mas o seu conjunto que se torna fermento, sal da terra, luz do mundo". Chiara Lubich desde o nascimento dos gen, quis popror aos jovens do Movimento um projeto elevado: "Sejam uma geração de santos". Pois bem, Chiara Luce não está só, porque outros numerosos jovens do Movimento dos Focolares morreram com as mesmas disposições que ela. Para três deles já foram iniciados os processos de beatificação.
Fonte: http://focolare.org/br/sif/2000/20000314pt_b.html

Postado por Maria Marina às 07:08

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sábado, 12 de dezembro de 2009

PALAVRA DE VIDA - FOCOLARES - ABAETETUBA/PA 6

PALAVRA DE VIDA DO MÊS DE DEZEMBRO/2009

“Assim também brilhe a vossa luz diante das pessoas, para que vejam as vossas boas obras e louvem o vosso Pai que está nos céus”. (Mt 5,16)
A luz se manifesta nas “boas obras”. Ela brilha através das boas obras praticadas pelos cristãos.Você poderá contestar: mas não são apenas os cristãos os que praticam boas obras. Muita gente colabora com o progresso, constrói casas, promove a justiça…Tem razão. Inclusive o cristão certamente faz, e deve fazer tudo isso, mas não é unicamente esta a sua função específica. Ele deve realizar boas obras com um espírito novo, aquele espírito que faz com que não seja mais ele a viver, mas Cristo nele.
Com efeito, o evangelista Mateus não se refere apenas a atos de caridade isolados (como visitar os presos, vestir os nus, ou cumprir todas as outras obras de misericórdia, atualizadas de acordo com as exigências de hoje), mas refere-se à adesão total do cristão à vontade de Deus, de modo a fazer de toda a sua vida uma boa obra.
Se o cristão age assim, ele é “transparente” e os elogios que receber por suas ações não serão atribuídos a ele, mas a Cristo nele; assim Deus se fará presente no mundo por meio dele. A tarefa do cristão, portanto, é deixar transparecer essa luz que habita nele, é ser o “sinal” da presença de Deus entre os homens.
“Assim também brilhe a vossa luz diante das pessoas, para que vejam as vossas boas obras e louvem o vosso Pai que está nos céus.”
Se a boa obra de cada pessoa que tem fé apresenta essa característica, então também a comunidade cristã no meio do mundo deve ter a mesma função específica: revelar por meio de sua vida a presença de Deus, que se manifesta onde dois ou três estão unidos no seu nome, presença que foi prometida à Igreja até o final dos tempos.
A Igreja Primitiva dava grande destaque a essas palavras de Jesus. Principalmente nos momentos difíceis, quando os cristãos eram caluniados, ela os exortava a não reagir com a violência. O comportamento deles deveria ser a melhor contestação contra as acusações que lhes eram dirigidas.
Lê-se na carta a Tito: “Exorta também os jovens a serem ponderados. Em tudo, mostra-te modelo de boas obras, pela integridade na doutrina, a seriedade, a palavra sadia e acima de críticas. Assim, os nossos adversários, não tendo nada a falar de nós, passarão a nos respeitar” (Tt 2,6-8).
“Assim também brilhe a vossa luz diante das pessoas, para que vejam as vossas boas obras e louvem o vosso Pai que está nos céus.
”Também nos dias de hoje, é a vida cristã colocada em prática a luz para levar os homens a Deus.Vou contar-lhe um pequeno episódio.
Antonieta era uma jovem que vivia em outro país por motivos de trabalho. Estava empregada num escritório onde muitos de seus colegas não levavam o trabalho a sério. Por ela ser cristã e reconhecer em cada próximo Jesus a ser servido, ajudava a todos e se mantinha sempre calma e sorridente. Com freqüência alguém se irritava, levantava a voz e descarregava tudo nela, zombando: “Já que você tem vontade de trabalhar, tome, digite também o meu trabalho!”.
Ela não reclamava e trabalhava com afinco. Sabia que eles não eram maus; provavelmente cada um tinha seus problemas, suas dificuldades.
Um dia, quando os outros funcionários não estavam, o chefe perguntou a ela: “Agora você vai me contar como faz para nunca perder a paciência e manter sempre esse sorriso”. Ela tentou se esquivar dizendo: “Procuro manter a calma e ver o lado bom das coisas”.
O chefe, batendo com força na mesa, exclamou: “De jeito nenhum! Isso certamente tem a ver com Deus; de outra forma, seria impossível! E pensar que eu não acreditava em Deus!”.
Alguns dias depois, Antonieta foi chamada à diretoria, onde lhe comunicaram que ela seria transferida para outro escritório “para que você possa transformá-lo – disse o diretor – do mesmo modo que transformou esse onde trabalha agora”.
“Assim também brilhe a vossa luz diante das pessoas, para que vejam as vossas boas obras e louvem o vosso Pai que está nos céus.
”Chiara Lubich
Esta Palavra de Vida foi publicada originalmente em agosto de 1979.

Postado por Vagner R. Cordeschi às 22:10
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