quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Palavra de Vida - Setembro de 2014

Palavra de Vida - Setembro de 2014


«Acolhei-vos uns aos outros, na medida em que também Cristo vos acolheu, para glória de Deus» (Rm 15, 7).
Estas palavras constituem uma das últimas recomendações que São Paulo dirigiu, na sua carta aos cristãos de Roma. Esta comunidade, aliás, como muitas outras espalhadas pelo mundo greco-romano, era formada por fiéis provenientes em parte do paganismo e em parte do judaísmo. Portanto, com mentalidades, formação cultural e sensibilidade espiritual muito diferentes. Esta diversidade era causa de juízos, preconceitos, discriminações e intolerâncias entre eles, que não eram de maneira nenhuma segundo a aceitação recíproca que Deus gostaria que tivessem.
Para os ajudar a vencer essas dificuldades, o Apóstolo não encontrou um meio mais eficaz do que fazê-los refletir sobre a graça das suas conversões. O facto de que Jesus os chamara à fé, comunicando-lhes o dom do Seu Espírito, era a prova palpável do amor com que Jesus acolhera cada um deles. Apesar do passado pessoal e da diversidade de proveniências, Jesus acolhera-os a todos para formarem um só corpo.
«Acolhei-vos uns aos outros, na medida em que também Cristo vos acolheu, para glória a de Deus».
Estas palavras de São Paulo lembram-nos um dos aspetos mais comovedores do amor de Jesus. Foi o amor com que Jesus, durante a sua vida terrena, sempre acolheu todos, especialmente os mais marginalizados, os mais necessitados, os mais afastados. Foi o amor com que Jesus ofereceu a todos a Sua confiança, a Sua confidência, a Sua amizade, abatendo uma por uma as barreiras que o orgulho e o egoísmo humano tinham erguido na sociedade do Seu tempo. Jesus foi a manifestação do amor, plenamente acolhedor, do Pai do Céu por cada um de nós e do amor que, consequentemente, nós deveríamos ter uns pelos outros. É esta a primeira vontade do Pai para nós. Por isso, não Lhe poderíamos dar uma glória maior do que a que Lhe damos quando procuramos acolher-nos uns aos outros, como Jesus nos acolheu.
«Acolhei-vos uns aos outros, na medida em que também Cristo vos acolheu, para glória a de Deus».
Como viveremos, então, a Palavra de Vida deste mês? Ela chama a nossa atenção para um dos aspetos mais frequentes do nosso egoísmo e, admitamos, dos mais difíceis de vencer: a tendência para nos isolarmos, para fazer discriminações, para marginalizar, para excluir o outro, porque é diferente de nós e pode vir a perturbar a nossa tranquilidade.
Procuremos viver esta Palavra de Vida, antes de mais, no âmbito das nossas famílias, associações, comunidades, grupos de trabalho, eliminando em nós os juízos, as discriminações, os preconceitos, os ressentimentos, as intolerâncias com este ou aquele próximo, tão fáceis e tão frequentes, que tanto arrefecem e comprometem os relacionamentos humanos e impedem – bloqueando como a ferrugem – o amor recíproco.
E depois, na vida social em geral, fazendo o propósito de testemunhar o amor acolhedor de Jesus a todo e qualquer próximo que o Senhor nos faça encontrar, sobretudo àqueles que o egoísmo social tende mais facilmente a excluir ou a marginalizar.
A aceitação do outro, daquele que é diferente de nós, é a base do amor cristão. É o ponto de partida, o primeiro degrau para a construção da civilização do amor, daquela cultura de comunhão a que Jesus nos chama, sobretudo agora.
Chiara Lubich
1) Publicada em Città Nuova 1992/22, pp. 32-33. 

Reproduzido pelo Blog do Ademir Rocha                               

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Palavra de Vida - Agosto 2014

Palavra de Vida - Agosto 2014


Clique na foto acima para ler o conteúdo da Palavra de Vida

“Perdoa ao próximo que te prejudicou: assim, quando orares, teus pecados serão perdoados”. (Eclo 28,2)

Esta Palavra de Vida é tirada de um dos livros do Antigo Testamento, escrito entre os anos 180 e 170 antes de Cristo por Ben Sirac, um sábio, um escriba, que exercia sua função de mestre em Jerusalém. Ele ensina um tema muito estimado em toda a tradição sapiencial bíblica: Deus é misericordioso para com os pecadores e o seu modo de agir deve ser imitado por nós. O Senhor perdoa todas as nossas culpas porque “é misericordioso e compassivo, lento para a cólera e rico em bondade” (cf. Sl 102[103],3.8). Fecha os olhos para não ver mais os nossos pecados (cf. Sb 11,23), esquece-os, jogando-os para trás (cf. Is 38,17). Com efeito, escreve ainda Ben Sirac, conhecendo a nossa pequenez e miséria, Ele “multiplica o perdão”. Deus perdoa porque, como qualquer pai, qualquer mãe, quer bem aos seus filhos e portanto os desculpa sempre, esconde seus erros, dá a eles confiança e os encoraja, sem jamais se cansar.

Sendo pai e mãe, Deus não se contenta em amar e perdoar seus filhos e suas filhas. O seu grande desejo é que eles se tratem como irmãos e irmãs, que sejam concordes, que se queiram bem, que se amem. A fraternidade universal: eis o grande projeto de Deus para a humanidade. Uma fraternidade mais forte que as inevitáveis divisões, tensões, rancores que se insinuam com tanta facilidade devido às incompreensões e aos erros.

Muitas vezes as famílias se desagregam porque não sabemos nos perdoar. Ódios antigos dão continuidade à divisão entre parentes, entre grupos sociais, entre povos. Às vezes até encontramos pessoas que ensinam a não esquecer as injustiças sofridas, a cultivar sentimentos de vingança… E um rancor surdo envenena a alma e corrói o coração.

Há quem pense que o perdão é uma fraqueza. Não. Ele é a expressão de uma coragem extrema; é amor verdadeiro, o mais autêntico por ser o mais desinteressado. “Se amais somente aqueles que vos amam, que recompensa tereis?” – diz Jesus. Isso todos sabem fazer. Mas vós, “amai os vossos inimigos” (cf. Mt 5,43-48).

Também a nós Ele pede que, aprendendo dele, tenhamos um amor de pai, um amor de mãe, um amor de misericórdia para com todos os que encontramos no nosso dia, sobretudo para com aqueles que erram. E àqueles, então, que são chamados a viver uma espiritualidade de comunhão, ou seja, a espiritualidade cristã, o Novo Testamento pede ainda mais: “Perdoai-vos mutuamente” (cf. Cl 3,13). O amor mútuo exige, de certo modo, um pacto entre nós: estarmos sempre prontos a nos perdoarmos um ao outro. Só assim poderemos contribuir para criar a fraternidade universal.

“Perdoa ao próximo que te prejudicou: assim, quando orares, teus pecados serão perdoados.”

Estas palavras não só nos convidam a perdoar, mas nos recordam que o perdão é a condição necessária para que também nós possamos ser perdoados. Deus nos ouve e nos perdoa na medida em que soubermos perdoar. O próprio Jesus nos exorta: “A mesma medida que usardes para os outros servirá para vós” (Mt 7,2). “Felizes os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia” (Mt 5,7). De fato, se o coração estiver endurecido pelo ódio, também não será capaz de reconhecer e de acolher o amor misericordioso de Deus.

Como, então, podemos viver esta Palavra de Vida? Certamente perdoando de imediato, se existir alguém com quem ainda não nos tivermos reconciliado. Mas isso não basta. Será necessário remexer nos recantos mais escondidos do nosso coração e eliminar até mesmo a simples indiferença, a falta de benevolência, toda atitude de superioridade, de negligência, com relação a quem quer que passe ao nosso lado.

Ainda mais. Torna-se necessária uma ação de prevenção: assim, a cada dia vejo com um novo olhar a todos os que encontro, na família, na escola, no trabalho, na loja, pronto a não fazer caso daquilo que não me agrada no seu modo de agir, disposto a não julgar, a dar-lhes confiança, a esperar sempre, a acreditar sempre. E me aproximo de cada pessoa com essa anistia completa no coração, com esse perdão universal. Não me lembro mais, absolutamente, de seus defeitos, para encobrir tudo com o amor. E, ao longo do dia, se eu cometi uma grosseria ou tive um ímpeto de impaciência, então procuro remediar com um pedido de desculpa ou um gesto de amizade. A uma atitude de rejeição instintiva do outro, faço seguir uma atitude de plena acolhida, de misericórdia sem limite, de perdão completo, de partilha, de atenção para com as suas necessidades.

Então também eu, quando elevar minha oração ao Pai, sobretudo quando lhe pedir perdão pelos meus erros, verei o meu pedido ser atendido. Poderei dizer com plena confiança: “Perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido” (cf. Mt 6,12).
Chiara Lubich
Este comentário à Palavra de Vida foi publicado originalmente em setembro de 2002


Reproduzido pelo Blog do Ademir Rocha

sábado, 2 de agosto de 2014

Festa e Círio 2014 de Nossa S. de Nazaré em Belém e Outras Localidades


Festa e Círio 2014 de Nossa Senhora de Nazaré em Belém e Outras Localidades
cartaz do cirio 2014
Apresentação do Cartaz 2014 da Festa e Círio de Nossa Senhora de Nazaré

Festa e Círio 2014 de Nossa Senhora de Nazaré
Cartaz do Círio 2014

Fonte: www.ciriodenazare.com.br

Um dos mais importantes símbolos do Círio de Nazaré foi lançado ontem, dia 28. O cartaz da festa foi baseado no tema oficial do Círio deste ano, que é “Ensina teu povo a rezar”, e traz como inspiração as manifestações espontâneas de fé do povo paraense. Por isso, os dois principais elementos do cartaz são a imagem peregrina de Nossa Senhora de Nazaré à frente de um oratório, objeto de grande expressão popular.

A mensagem que a peça transmite é que Maria entrará na casa de cada paraense e devoto, com sua corte de anjos, dentro de um oratório, para que nos ensina a rezar e seguir os ensinamentos de seu filho e nosso Senhor Jesus Cristo.

Outros elementos:

Anjos – Anjos sempre acompanharam as representações artísticas e populares marianas ao longo dos séculos. São os anunciadores da chegada de Maria, mãe de Jesus.
Fitas – As fitas de Nossa Senhora de Nazaré são um dos elementos mais tradicionais do Círio, ligadas diretamente ao caráter popular da festa.

Publicado 26 de maio de 2014

Um dos grandes momentos aguardados pelos devotos da Virgem de Nazaré é a apresentação do Cartaz do Círio, que este ano ocorrerá na quarta-feira, 28, após a missa das 18h, na Basílica Santuário, celebrada pelo Arcebispo Metropolitano, Dom Alberto Taveira.
A previsão é que a peça seja apresentada ao grande público por volta de 19h, na Praça Santuário. O cartaz trará em destaque a Imagem Peregrina da Virgem de Nazaré, padroeira da maior procissão católica do mundo, com fotografia da renomada fotógrafa paraense, Walda Marques.
O cartaz tem, entre suas principais funções, divulgar a grande festa católica que ocorre no segundo domingo de outubro. É comum, durante o período do Círio, os devotos afixarem o cartaz da festa na porta de suas casas pedindo proteção à Virgem de Nazaré.
Como já vem ocorrendo nos últimos oito anos, a apresentação do cartaz é realizada no primeiro semestre. Esta antecipação da programação reforça a ideia de que o Círio deve ser vivido o ano todo, além de explicitar a importância do cartaz como elemento fundamental para a difusão da grande festa e também da fé mariana. Para o diretor-coordenador do Círio 2014, Jorge Xerfan, o cartaz é importante para a divulgação do Círio. “Ele se constitui numa importante ferramenta de divulgação da nossa devoção mariana, pois é levado para muitos lugares, não só do Pará, mas como do Brasil e do mundo”, destaca.
Para o diretor de evangelização, Cláudio Acatauassú o cartaz do Círio, além de divulgar, reforça a fé em Maria. “Ele é o primeiro instrumento de evangelização que chega às mãos do povo paraense e anuncia que vai ter Círio outra vez. A nossa expectativa também é grande, ainda não vimos o cartaz, mas certamente ele vai ter muitos significados, além da beleza plástica que encanta a todos nós”, ressalta.

A apresentação do cartaz é feita em uma estrutura metálica, instalada no centro da Praça Santuário, em tamanho maior aos fiéis, que receberão um exemplar do cartaz. O evento, organizado pela Diretoria da Festa de Nazaré, é aberto ao público desde 2007. Entre os convidados para participar da apresentação do Cartaz Oficial do Círio 2014 estão: Padres Barnabitas, o Reitor da Basílica Santuário e Presidente da Diretoria da Festa, Pe. José Ramos, integrantes da Diretoria da Festa, além dos patrocinadores e apoiadores oficiais do Círio.

Patrocínio – A 222 edição do Círio de Nazaré conta com o patrocínio oficial da Assemb – Associação das Empresas de Mineração e Metalurgia de Barcarena; Banco Bradesco S/A; Belágua; Construtora Andrade Gutierrez; Crowne Plaza; Delta Gráfica e Editora; Dufry; Hospital Porto Dias; Oi; Parque Ita; Refrigerantes Cerpa; Unimed Belém; Vale e Y.Yamada. São apoiadores do Círio2014 a Abelhuda; Antônio Pereira Advocacia; Escritório de Advocacia Albano Martins; Colégio Olimpus; Clean Service; Inneuro; Laboratório Beneficente Belém; Laboratório Bio Diagnósticos; Logos Turismo; Marko Engenharia; Máxima Segurança; Ocrim; Pomme D’Or; Posto Tamandaré; Posto UBN; Simineral; Sindcon; Studio Novitá; Talian; Transcidade e a Uniodonto.

Reproduzido pelo Blog do Ademir Rocha, de Abaetetuba/PA

MiniCírio da Basílica

A Basílica de Nazaré há 8 anos foi elevada à condição de Santuário Mariano e esse fato é comemorado pela Basílica-Santuário de Nazaré com uma programação diversificada, que constou também da realização do chamado MiniCírio da Basílica, que no dia 31/5/2014 foi realizado fazendo um um curto percurso ao redor da Praça Santuário. Nesse evento aconteceu a encenação teatral sobre os mais importantes momentos históricos da devoção à Nossa Senhora de Nazaré. Mais de 200 pessoas participaram do MiniCírio da Basílica que saiu às 8:30h da frente do Memorial de Nazaré até o Altar-Mor, onde chegou às 930h aproximadamente
No MiniCírio da Básílica Santuário foram encenados em cada canto da praça a história da Corda do Círio, o Milagre de Nossa S. em Nazaré, Portugal, a história de Plácido, a construção da Basílica Santuário e a Coroação de Nossa Senhora. O clima de fé e alegria do MiniCírio da Basílica anunciou que o Círio de Nazaré, em Belém e outras localidades, já começou, segundo declarações de alguns fiéis e devotos presentes no I MiniCírio da Basílica, que promete ter continuidade, tal o impacto espiritual e devocional que causou a todos os que participaram ou presenciaram a passagem do MiniCírio em torno da Praça Santuário.

A Imagem Peregrina e o MiniCírio de Nossa Senhora de Nazaré no Rio de Janeiro

A Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Nazaré chegou em 01.08.2014 ao Rio de Janeiro e foi recebida pelo Arcebispo do Rio, D. Orani João Tempesta, no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro, que declarou "Pelo Sim de Maria, levamos Cristo ao Mundo". A seguir a Imagem seguiu para a cidade de Niterói, onde ficará hoje, 02.08. 2014. O MiniCírio de Nazaré, no Rio de Janeiro, que foi incluído no Calendário da Arquidiocese do Rio de Janeiro, em 2009, acontecerá em 03.08.2014, em Acari, em sua sexta edição. Nos dias 2 e 3 de agosto a Imagem Peregrina ficará peregrinando em Paróquias e Capelas dedicadas a Nossa Senhora de Nazaré, administradas pelos Padres Barnabitas e em duas Obras Sociais de Assistência a Idosos, neste que é o Ano da Caridade. Em Acari a Imagem visitará o Centro de Tradições Nordestinas e onde será levada pelo MiniCírio de Nazaré do Rio de Janeiro, neste domingo. A programação segue com os seguintes eventos: na segunda-feira, a Imagem estará nas celebrações do Dia do Padre, na Igreja de São Pedro, no Rio Comprido; na parte da tarde, depois do "Círio Marítimo" na Ilha de Paquetá, Imagem receberá várias homenagens na Paróquia Bom Jesus do Monte, da Arquidiocese do Rio de Janeiro.

VARANDA DE NAZARÉ E O TURISMO E CULTURA NO CÍRIO DE NAZARÉ
O projeto "VARANDA DE NAZARÉ" criado pela incansável cantora paraense Fafá de Belém, que tem o objetivo de apresentar o potencial turístico e cultural do Círio de Nazaré para diversas personalidades e formadores de opinião do Brasil, já está sendo movimentado para a sua 4ª edição, onde a cantora deverá trazer para um local privilegiado, em um casarão no Largo do Redondo, na Avenida Nazaré, alguns nomes consagrados das artes e cultura brasileira. Muitos podem classificar esse evento como elitista, mas a cantora é uma das maiores divulgadoras dessa nossa grande festa católica, que além de seu aspecto religioso/espiritual, também possui o seu aspecto civil, como é o caso do Projeto Varanda de Nazaré e muitos outros que acontecem a partir da sociedade civil, do comércio e da cultura paraense, que engrossam os eventos civis da festa, muito mais até que os órgãos oficiais da cultura paraense. Além do evento do casarão, como novidade do projeto, acontecerá a presença de um barco durante a Romaria Fluvial de Nazaré e terá ainda o acontecimento social, onde o Projeto terá a presença dos idosos do abrigo "Pão de Santo Antonio" no 1º andar do Edifício Manoel Pinto e com a presença de um coral com acompanhamento dos músicos do grupo Arraial do Pavulagem, que vão passar pelo casarão durante as noites do decorrer da Festa de Nossa Senhora de Nazaré.

Guardas de Nazaré
A Guarde de Nossa Senhora de Nazaré foi fundada pelo padre italiano Giovani In Campo há 40 anos, com uma turma de 350 homens. A Guarda de Nazaré é compota de homens de fé encarregados de proteger a Basílica-Santuário e a Imagem de N. S. de Nazaré. Atualmente o grupo é composto por 1.200 homens que em reuniões com a Diretoria da Festa de Nazaré recebem orientações espirituais e práticas para o desempenho dessa importante função. A cada ano são acrescentados novos guardas que recebem formação desde o mês de março e tem a duração de três meses. Os guardas são dividos em grupos que vão atuar nos disversos aspectos da Festa de Nazaré, especialmente nas procissões, a retaguarda da Berlinda de Nazaré e na Praça Santuário.

A Missa do Mandato
A Festa e Círio de Nossa Senhora de Nazaré se encontra em fases de preparativos e com a realização de eventos civis e os eventos religiosos. Porém é a Missa do Mandato que abre oficialmente o Círio 2014 de Nossa Senhora de Nazaré, que será a 222ª edição da procissão. A Missa do Mandato acontecerá na noite do dia 25/08/2014, com a presença estimada de 3 mil fiéis vindos das 78 paróquias da Arquidiocese de Belém, e o objetivo será preparar espiritualmente os fiéis devotos para as Peregrinações da Imagem de Nossa S. de Nazaré nos lares, órgãos públicos, empresas, quando estimados 110 mil locais receberão a visita das peregrinações, com a participação estimada 1,7 milhões de pessoas. Na Missa do Mandato os fiéis receberão pelas mãos do Arcebispo Metropolitano de Belém, Dom Alberto Taveira, a outorga e a bênção para o início das Pregrinações. O kit das peregrinações para as visitas consta da Imagem, do Livro da Peregrinação e os Cartazes do Círio 2014.  

Festa e Círio de Nossa S. de Nazaré em Abaetetuba

O Círio de Nossa Senhora de Nazaré em Abaetetuba foi realizado em 31/8/2014 com a presença de uma massa grande de fiéis devotos da Santa

CÍRIO OUTRA VEZ
O Círio é confraternização,
Milagre, fé, amor, devoção.
Pai, mãe, filho, parente.
Um enorme mar de gente,
O círio é luz, corda, suor,
Inspiração do trovador.
Arte, brinquedo de miriti,
Culinária, pato no tucupi!

Blog do Ademir Rocha, de Abaetetuba/PA

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Miritifest 2014 - Galeria de Fotos

Miritifest 2014 - Galeria de Fotos


Fonte:  www.agenciapara.com.br
Começou na última quinta-feira, 1º, e seguiu até  domingo, 4/5/2014, o 11º Miritifest em Abaetetuba, no nordeste paraense. O evento reuniu os trabalhos de mais de 50 artesãos do  miriti e outros materiais, somando mais de 35 mil peças expostas ao público. São aguardados cerca de 45 mil visitantes durante os quatro dias da programação e a expectativa da Associação dos Artesãos de Brinquedos e Artesanatos de Miriti de Abaetetuba (Asamab), promotora do evento, é que cerca de 30 mil brinquedos sejam comercializados.
Como se explora bastante a árvore da palmeira miritizeiro, existe o perigo de sua extinção, daí a inicitativa da EMATER junto aos artesões do miriti para a conscientização desses artesões e de outros artesões que usam partes dessa palmeira que tem múltiplos usos na cultura e comércio abaetetubense: meio de subsistência, cestaria, matéria de artesanato, complemento na construção da habitação, além da utilização do fruto do qual é produzido o típico mingau de miriti. E a bucha da haste da folha da palmeira é usada para a fabricação do tradicional brinquedo de miriti, símbolo de Abaetetuba. Segundo dados da Emater, a preservação das palmeiras do miriti está intimamente ligada à preservação da fauna e da flora regional, uma vez que é habitat natural para pequenos animais como a mucura, a cobra, o tatu e a paca, além de área de fuga para médios animais, como o porco do mato. “Também existe uma relação com a várzea, ecossistema onde a árvore ajuda a preservar o volume de água, deixando a terra sempre úmida mesmo na vazante da maré, que acontece a cada seis horas”, explica Geovanny Farache, técnico da Emater.
A arte do miriti reflete em sua maioria a fauna, a flora e as embarcações utilizadas para a navegação nos rios da Amazônia. Entre os grandes símbolos da arte em miriti está à cobra-que-mexe, brinquedo engenhosamente articulado permite movimento quando exposto ao vento ou arrastado pelo chão com por meio de um fio. A arte produzida a partir do miriti mistura o lúdico e o estético.
 Barcos popopô

 Barcos rabetas e canoas grande à vela


 Chapéu de miriti e barco de canoa grande à vela
Os barcos de todos os tipos são brinquedos tradicionais fabricados pelos artesões do miriti

 Novos artefatosproduzidos pelos artesões do miriti de Abaetetuba


 Araras, corujas, garças, guarás, papagaios, tucanos são algumas aves produzidas em miriti


 Peixes e uma infinidade de brinquedos de miriti são produzidos pelos artesões de miriti de Abaetetuba



Barcos-motores (B/M)


As banquinhas de exposiçãos dos brinquedos e outros artefatos são construídas com o braço e talas do miritizeiro




Além das motivações da flora, fauna e cultura amazônica, outras motivações nacionais e internacionais já são fontes de inspiração para a produção dos brinquedos e artefatos de miriti



 Além da polpa do miriti, outros brinquedos e artefatos foram colocados à venda por artesões em madeira e tecidos

Brinquedos de miriti em miniatura

 Camarão do Baixo Tocantins e Marajó


 Onça


 Brinquedos e outros artefatos com motivações nacionais e internacionais


Pássaros amazônicos



 Utilidades para o lar são produzidos pelos artesões de Abaetetuba



Blog do Ademir Rocha, de Abaetetuba/PA

sábado, 3 de maio de 2014

A Ditadura da Felicidade - Texto de clicfolha.com.br

A Ditadura da Felicidade

Fonte: www.clicfolha.com.br

30/04/2014 às 20h25

A ditadura da felicidade

Por Padre Robison Inácio


Sem comentários
Já estamos todos acostumados a ouvir que temos que ser felizes, a qualquer preço. Durante a conversa com uma jovem ouvi a seguinte ideia: “Me esforço para viver o hoje e ser feliz, custe o que custar.” A fala dessa jovem me fez pensar em uma ditadura velada que tem determinado a forma de pensar e o comportamento de uma maioria esmagadora de pessoas: a ditadura da felicidade. A sociedade de consumo e de bem-estar dita que ser feliz é um dever a ser cumprido. Este ser feliz é marcado por um reducionismo perigoso, que na prática consiste em poder consumir e gozar de todas as facilidades promovidas pela cultura do bem-estar. A ideia de que “você tem que ser feliz, custe o que custar” é tão prejudicial quanto a ausência total de felicidade.

A pessoa que se programa para ser feliz, a todo instante, não consegue lidar com o fracasso, com a frustração, com a incapacidade e nem com a ineficiência. A ditadura da felicidade é tão cruel quanto os métodos utilizados pelos nazistas para purificar a raça ariana ou quanto os métodos de tortura utilizados pelos militares, durante o regime de exceção. Quem não corresponde aos ditames do ser feliz é excluído do convívio social e dos círculos de consumo. A sociedade de consumo e de bem- estar apregoa que para ser feliz, a pessoa deve consumir até chegar ao estado otimizado de bem- estar. Muitos são os que se enveredam por esse caminho e constatam, após anos de consumo desenfreado, um vazio existencial profundo.

Ser feliz o tempo todo é um propósito que a vida neste mundo não suporta. A busca pela felicidade é justa e louvável, entretanto, aceitar a infelicidade, como possibilidade, nos ajuda a viver com mais equilíbrio. Nossa vida, neste mundo, consiste na alternância constante entre momentos de felicidade e de infelicidade. O desejo de ser feliz a todo instante, dentro de uma realidade finita, revela uma falta de compreensão acerca do sentido da vida. Descobrir o sentido da vida consiste em perceber a razão que nos faz viver bem, conjugando, a felicidade e a infelicidade, sem chegar a desistir da existência.

A felicidade genuína está associada, fundamentalmente, ao ser e não ao ter. Não basta a posse, considerando que a felicidade está relacionada ao modo de ser no mundo. Adeptos da doutrina marxista militam para construir, neste mundo, o paraíso sem luta de classes. Nesse paraíso terreno, as pessoas seriam felizes e essa felicidade seria garantida pela ditadura do proletariado. Nesse aspecto o capitalismo e a doutrina marxista se confluem, e ambos defendem a importância de um paraíso terrestre, que proporcione às pessoas a felicidade a qualquer custo. O cristianismo é, profundamente, humilde ao reconhecer a impossibilidade de felicidade total, neste mundo, e ao apresentar a felicidade, em plenitude, como reserva escatológica para o momento vindouro, chamado eternidade.

O cristianismo insiste na importância de construir uma vida feliz aqui, uma felicidade que seja elevada à plenitude, na vida do mundo que há de vir. A fundadora do Movimento Focolares, Chiara Lubich, em um de seus escritos afirmou: “construímos o paraíso aqui para habitá-lo lá.” Nesta afirmação, vemos esgotada toda pretensão humana de construir o paraíso neste mundo para habitá-lo aqui mesmo. O pensamento de Chiara Lubich salvaguarda a reserva escatológica, tão cara à tradição cristã. A proposta cristã de vida feliz comporta a aceitação do sofrimento, da dor, da perseguição, da pobreza e da morte, sem perder a esperança na vida bem-aventurada, que terá seu pleno acabamento na eternidade.

No horizonte cristão ser feliz implica aceitar que Deus nos criou para a felicidade, entretanto, essa felicidade está marcada com o sinal da cruz. O sofrimento é significado pela cruz e este madeiro é erguido como uma síntese perfeita de maldição e de redenção. Não podemos ignorar o princípio teológico que concebe a criação de Deus como uma realidade limitada e imperfeita. O limite e a imperfeição da criação ajudam a estabelecer a distinção clara entre criador e criatura. O ser humano, obra-prima da criação, é limitado e imperfeito, logo, sua busca pela felicidade será sempre limitada e imperfeita e mesmo esforçando-se para esgotar todas as possibilidades, neste mundo, jamais viverá, totalmente, feliz aqui. A felicidade não está em nós e sim no Totalmente Outro. Nós só a experimentaremos com liberdade e plenitude quando estivermos com Ele e n’Ele, definitivamente.

Reproduzido pelo Blog do Ademir Rocha








terça-feira, 15 de abril de 2014

Palavra de Vida de Abril 2014

Palavra de Vida de Abril 2014

Abril 2014

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pv-chiara«Dou-vos um novo mandamento: que vos ameis uns aos outros; que vos ameis uns aos outros assim como Eu vos amei» (Jo 13, 34).

Talvez fosse bom saber quando foi que Jesus disse estas frases. Pois bem, foi antes do início da sua paixão. De facto, pronunciou naquela altura como que uma despedida, que constitui o seu testamento e do qual fazem parte estas palavras.
Por isso são mesmo importantes!
Se aquilo que diz um pai, antes de morrer, nunca mais é esquecido, como será com as palavras de um Deus?
Tomemo-las então muito a sério e, juntos, vamos procurar compreendê-las profundamente.
 
«Dou-vos um novo mandamento: que vos ameis uns aos outros; que vos ameis uns aos outros assim como Eu vos amei».
 
Jesus está prestes a morrer e tudo aquilo que diz reflete este próximo acontecimento. De facto, a sua iminente partida exige sobretudo a solução de um problema. Como poderá ele permanecer entre os seus a fim de poder seguir a Igreja?
Sabemos que Jesus está presente, por exemplo, nos atos sacramentais: na Eucaristia da Missa Ele torna-se presente.
Pois bem, também onde se vive o amor recíproco Jesus está presente. Com efeito, Ele disse: «Onde estiverem dois ou três reunidos no meu nome (e isto é possível mediante o amor recíproco) Eu estarei no meio deles» (Mt 18, 20).
Portanto, na comunidade, cuja vida profunda é o amor recíproco, Ele pode permanecer eficazmente presente. E, através da comunidade, pode continuar a revelar-se ao mundo, pode continuar a influir sobre o mundo.
Não é fantástico? Não nos dá vontade de viver já este amor, juntamente com os cristãos que nos estão próximos?
São João, que cita as palavras que estamos a aprofundar, vê no amor recíproco o mandamento por excelência da Igreja, cuja vocação é precisamente ser comunhão, ser unidade.
 
«Dou-vos um novo mandamento: que vos ameis uns aos outros; que vos ameis uns aos outros assim como Eu vos amei».
 
Jesus diz logo a seguir: «Disto todos saberão que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros» (Jo 13, 35).
Se queremos procurar o verdadeiro sinal de autenticidade dos discípulos de Cristo, se queremos conhecer o seu distintivo, devemos identificá-lo no amor recíproco vivido.
É por este sinal que se reconhecem os cristãos. E, se ele faltar, o mundo nunca mais vai descobrir Jesus na Igreja.
 
«Dou-vos um novo mandamento: que vos ameis uns aos outros; que vos ameis uns aos outros assim como Eu vos amei».
 
O amor recíproco cria a unidade. Mas qual é o efeito da unidade? «… Que sejam um – diz ainda Jesus – para que o mundo acredite...» (Jo 17, 21). A unidade, revelando a presença de Cristo, leva o mundo a segui-Lo. Diante da unidade, do amor recíproco, o mundo acredita n’Ele. 

«Dou-vos um novo mandamento: que vos ameis uns aos outros; que vos ameis uns aos outros assim como Eu vos amei».
 
No mesmo discurso de despedida, Jesus chama «seu» a este mandamento.
É seu, e, portanto, é-lhe especialmente querido.
Não o devemos interpretar simplesmente como uma norma, uma regra ou um mandamento como os outros. Com ele, Jesus quer revelar-nos um modo de viver, quer dizer-nos como fundamentar a nossa existência. Na verdade, os primeiros cristãos punham este mandamento na base das suas vidas. Dizia São Pedro: «Sobretudo, mantende entre vós uma grande caridade» (1 Pe 4, 8).
Antes de trabalhar, antes de estudar, antes de ir à Missa, antes de qualquer atividade, verifiquemos se entre nós e aqueles que vivem conosco reina o amor mútuo. Se assim for, sobre esta base, tudo tem valor. Sem este fundamento, nada é agradável a Deus. 

«Dou-vos um novo mandamento: que vos ameis uns aos outros; que vos ameis uns aos outros assim como Eu vos amei».
 
Jesus diz-nos, além disso, que este mandamento é «novo». «Dou-vos um mandamento novo».
O que quer isso dizer? Talvez que este mandamento ainda não era conhecido?
Não. «Novo» significa feito para os «novos tempos».
De que se trata, então?
De facto, Jesus morreu por nós. Portanto, amou-nos até à medida extrema. Mas que amor era o seu? Realmente não era como o nosso. O seu era, e é, um amor ‹‹divino››. Diz Ele: «Como o Pai me amou, assim também eu vos amei» (Jo 15, 9). Amou-nos, portanto, com o mesmo amor com que Ele e o Pai se amam.
E é com esse mesmo amor que nós nos devemos amar reciprocamente, para pormos em prática o mandamento ‹‹novo».
Mas nós não temos um amor semelhante. Mas alegremo-nos, porque o recebemos como cristãos. E quem é que nos dá? O Espírito Santo infunde-o nos nossos corações, no coração de todos os crentes.
Existe então uma afinidade entre o Pai, o Filho e nós cristãos, devido ao único amor divino que possuímos. É este amor que nos insere na Trindade. É este amor que nos torna filhos de Deus.
É por este amor que o Céu e a Terra estão ligados, como por uma grande corrente. Por este amor a comunidade cristã é levada à esfera de Deus e a realidade divina vive na Terra, onde os crentes se amam.
Não é de uma beleza divina tudo isto e extraordinariamente fascinante a vida cristã?
Chiara Lubich 
1) Publicada em Città Nuova 1980/8, pp. 40-41.

Reproduzido pelo Blog do Ademir Rocha

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Palavra de Vida de Março 2014

Palavra de Vida de Março 2014


Fonte: encontropalavradevida.blogspot.com,br     Equipa Palavra de Vida

Sábado, 1 de Março de 2014

Palavra de Vida - março - adolescentes

Para os mais jovens aqui fica a Palavra de Vida deste mês, uma síntese ilustrada do comentário de Chiara Lubich. Pode fazer-se o download para o computador ou clicar em cima para ver a imagem maior.


Palavra de Vida - março - com desenhos

Para as crianças aqui fica a Palavra de Vida deste mês - adaptação ao comentário de Chiara Lubich - ilustrada com desenhos. Pode fazer-se o download para o computador, para imprimir e pintar ou clicar em cima para ver a imagem maior.

Palavra de Vida - março

«Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor, assim como Eu, que tenho guardado os mandamentos do meu Pai, também permaneço no seu amor» (Jo 15, 10).

Estas palavras fazem parte do extenso discurso, incluído no quarto Evangelho (cf. Jo 13, 31-17, 26), que Jesus dirigiu aos seus apóstolos depois da última ceia. Vem em evidência que a observância dos seus mandamentos nos faz permanecer no amor. É uma frase que se liga a um versículo anterior, em que Jesus diz aos seus apóstolos: ‹‹Se me amardes, guardareis os meus mandamentos» (Jo l4, 15), de onde se conclui que o amor a Jesus deve ser a motivação, a raiz de onde deve partir a observância dos seus mandamentos.
Por isso, existe uma interdependência entre o amor a Jesus e a observância dos seus mandamentos. O amor a Jesus leva-nos a viver cada vez mais fielmente a sua palavra. E, ao mesmo tempo, a palavra de Jesus vivida faz-nos permanecer e também crescer, cada vez mais, no amor a Ele. 

«Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor, assim como Eu, que tenho guardado os mandamentos do meu Pai, também permaneço no seu amor».

Permanecer, pois, no seu amor. Mas o que é que Jesus quer dizer com esta expressão?
Não há dúvida que quer dizer que a observância dos seus mandamentos é o sinal, a prova de que somos seus verdadeiros amigos. É a condição para que também Jesus nos retribua e nos garanta a sua amizade. Mas parece querer dizer também que a observância dos seus mandamentos constrói em nós aquele amor que é característico de Jesus. Comunica-nos aquele modo de amar, que nós vemos em toda a sua vida terrena: um amor que fazia de Jesus uma coisa só com o Pai e, ao mesmo tempo, o impelia a identificar-se e a ser uma coisa só com todos os seus irmãos, especialmente os mais pequenos, os mais fracos, os mais marginalizados.
O amor de Jesus era um amor que curava todas as feridas da alma e do corpo, dava uma paz e uma alegria profunda, vencia toda e qualquer divisão restabelecendo a fraternidade e a unidade entre todos.
Se pusermos em prática a sua palavra, Jesus viverá em nós e fará também de nós instrumentos do seu amor.
 
«Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor, assim como Eu, que tenho guardado os mandamentos do meu Pai, também permaneço no seu amor».

Como viver então a Palavra de Vida deste mês? Recordando e orientando-nos com determinação para o objetivo que ela nos propõe: uma vida cristã que não se limite a uma observância redutiva, fria e exterior dos mandamentos, mas que o faça com generosidade. Os santos agiram assim. E são a Palavra de Deus viva.
Neste mês, escolhamos uma sua Palavra, um seu mandamento, e procuremos traduzi-lo em vida.
Dado que o Mandamento Novo de Jesus (‹‹Amai-vos uns aos outros como eu vos amei›› – cf. Jo 15, 12) é, de certa forma, o centro, a síntese de todas as palavras de Jesus, vivamo-lo com toda a radicalidade.
Chiara Lubich