segunda-feira, 4 de julho de 2016

Animais e Plantas 1 do Mangal das Garças em Belém


Animais e Plantas 1 do Mangal das Garças em Belém
Fotos de Marivaldo Sena

Pela destruição e contaminação dos sistemas naturais, e consequentemente pela destruição de seus habitates, alguns dos animais e plantas abaixo, só poderão ser vistos em ambientes de museus, parques e bosques artificiais construídos pelos homens

Camaleão

Marrequinhos

Marrequinhos e queros-queros ao fundo, estes são comospolitas

Gansos, nem são da Amazônia


Tuiuiu, grande ave que incursionava pela Amazônia

Garça azul


Guarás


Flamingos, não são da Amazônia


Pássaro preto e amarelo, um preso e outro solto


Garças, que se adaptaram aos ambientes urbanos



Blog do Ademir Rocha


Árvore samaumeira e Igreja
Em mudança de folhas
A samaumeira é uma das árvores amazônicas sobre as quais correm muitas
lendas na Amazônia e em Abaetetuba não é diferente.


As grandes samaumeiras da Praça da Conceição ainda estão de pé

sexta-feira, 1 de julho de 2016

Palavra de Vida de julho 2016

Palavra de Vida de Julho 2016
Iha do Sol - Foto de Jose Varella

Fonte: www.focolare.org

Palavra de Vida – Julho de 2016

28 Junho 2016
“Sede bondosos e compassivos, uns para com os outros, perdoando-vos mutuamente, como Deus vos perdoou em Cristo.” (Ef 4,32)
Não existe coisa mais linda do que ouvir alguém dizer: “Eu te amo, eu te quero bem!”. Quando alguém nos estima, não nos sentimos sós, caminhamos com segurança, conseguimos enfrentar também dificuldades e situações críticas. E quando o “querer-se bem” se torna recíproco, a esperança e a confiança se consolidam e nos sentimos protegidos. Todos nós sabemos que as crianças, para crescerem saudavelmente, precisam estar circundadas por um ambiente cheio de amor, por pessoas que lhes queiram bem. Mas isso vale para qualquer idade. Por isso, a Palavra de Vida nos convida a sermos “bondosos e compassivos” uns para com os outros, ou seja, a nos querermos bem. E ela nos dá como modelo o próprio Deus.
É justamente o exemplo Dele que nos lembra que “querer-se bem” não é um mero sentimento; é um concretíssimo e exigente “querer o bem do outro”. Em Jesus, Deus se tornou próximo dos doentes e dos pobres, sentiu compaixão das multidões, usou de misericórdia para com os pecadores, perdoou àqueles que o tinham crucificado.
Também para nós, querer o bem do outro significa escutá-lo, demonstrar uma atenção sincera, compartilhar as alegrias e as provações, cuidar dele, acompanhá-lo na sua caminhada. O outro nunca é um estranho, mas um irmão, uma irmã que me pertence, a quem eu quero servir. É exatamente o oposto do que acontece quando se vê o outro como um rival, um concorrente, um inimigo, chegando a desejar-lhe o mal, inclusive a esmagá-lo, até mesmo a eliminá-lo, como infelizmente nos descreve o noticiário de cada dia. Embora sem chegar a esse ponto, será que também nós não acumulamos rancores, desconfianças, hostilidades ou simplesmente indiferença ou desinteresse para com pessoas que nos prejudicaram, ou que consideramos antipáticas, ou que não pertencem ao nosso círculo social?
Querer o bem uns dos outros – é o que nos ensina a Palavra de Vida – significa embocar o caminho da misericórdia, prontos a nos perdoarmos cada vez que erramos. A esse respeito Chiara Lubich conta que, nos inícios da experiência da sua nova comunidade cristã, para atuar o mandamento de Jesus ela tinha feito um pacto de amor mútuo com as suas primeiras companheiras. E mesmo assim, apesar disso, “sobretudo em um primeiro tempo, não era sempre fácil para um grupo de moças viver o radicalismo do amor. Éramos pessoas como todas as outras, embora sustentadas por um dom especial de Deus; e também entre nós, nos nossos relacionamentos, poderia ‘entrar areia’, e a unidade poderia desvanecer-se. Isso acontecia, por exemplo, quando nos apercebíamos dos defeitos, das imperfeições dos outros e os julgávamos, o que fazia a corrente de amor mútuo arrefecer.
Para reagir a essa situação, pensamos um dia em selar entre nós um acordo, um pacto, que denominamos ‘pacto de misericórdia’. Decidimos que a cada manhã veríamos o outro que encontrávamos – no focolare, na escola, no trabalho etc. – como alguém novo, novíssimo, não nos lembrando mais absolutamente de seus senões, de seus defeitos, mas cobrindo tudo com o amor. Significava encontrar a todos com essa anistia completa do nosso coração, com o perdão universal. Era um compromisso forte, assumido por todas nós em conjunto, que ajudava a termos sempre a iniciativa no amor, imitando o Deus misericordioso, que perdoa e esquece”.1
Um pacto de misericórdia! Não poderia ser esse um modo de crescer na bondade e compaixão?
Fabio Ciardi
1O amor ao próximo. Conversação com os amigos muçulmanos. Castel Gandolfo, 1º de novembro de 2002.
Reproduzido pelo Blog do Ademir Rocha

Quênia: a escola de inculturação

25 Maio 2016
O diálogo entre o Evangelho e as culturas africanas à luz da espiritualidade da unidade. Uma escola realizada nos arredores de Nairóbi (Quênia), com estudiosos, teólogos, antropólogos. Presentes também Maria Voce e Jesus Morán, presidente e copresidente dos Focolares.
O que é a inculturação hoje? «É a encarnação da luz do Evangelho nas culturas africanas», declarou Maria Voce, dirigindo-se aos 305 participantes da Escola de Inculturação realizada na semana passada, na Mariápolis Piero, nos arredores de Nairóbi (Quênia)
A alegria, a surpresa, o entusiasmo são os mesmos desde quando, em 1992, Chiara Lubich inaugurava a Mariápolis e, portanto, também a Escola de Inculturação que teria nascido. A fundadora dos Focolares havia imaginado que ali deveria haver um espaço para um intenso diálogo entre o Evangelho e as várias culturas africanas, uma escola que daria um novo impulso à evangelização.
O copresidenteJesús Moránprecisou: «”Fazer-se um” é o modo mais profundo de inculturação. Trata-se de uma experiência que Chiara fez aqui na África, e que propôs como método para todos nós. O “fazer-se um” tem como modelo Jesus, no seu abandono na cruz, quando, por amor à humanidade, ele desejou tornar-se nada, um nada de amor. Nós também, como Ele, devemos aprender a tornar-nos nada diante de cada cultura, para depois experimentar que não se trata de um nada que anula, mas de um nada que enriquece».
Para muitos participantes esta afirmação continha a resposta aos muitos desafios do continente africano, inclusive o da inculturação. Mas também a resposta ao fenômeno da globalização. «A inculturação é necessária – reafirmou Morán -. Vivendo a espiritualidade da unidade podemos aproximar-nos da cultura do outro no respeito da sua verdade, e descobrir, no diálogo, a beleza das diversidades, não somente na África, mas no mundo inteiro». «Um mundo – disse Maria Voce – que está carregando nas costas muitos sofrimentos pela falta de harmonia e de paz. Com o profundo “fazer-se um” a inculturação é favorecida, e pode representar um caminho possível de reconciliação».
Após 24 anos da sua fundação «a escola – continuou Maria Voce – ajustou os instrumentos identificados desde o início, chegando à sua segunda geração». E, olhando ao futuro, acrescentou; «estamos entrando numa nova fase da escola, que verá um desenvolvimento ulterior».
Essas palavras ressoaram como «um chamado a uma nova consciência e responsabilidade», para prosseguir no caminho daquela inculturação que Chiara havia intuído em contato com os povos africanos, já desde a década de 1960. De maneira especial, a presidente dos Focolares deteve-se sobre a compreensão que Chiara Lubich teve em 1992, com relação à luz do Evangelho, uma “luz branca” capaz de penetrar e iluminar as diferentes culturas, fazendo com que se tornem dádiva recíproca e dom para o mundo.
«Maria Voce – disse Peter, dos Camarões – direcionou o nosso coração para a nossa vocação específica que é concretizar a espiritualidade da unidade, que não impõe, mas que, como dizia Chiara, é uma “luz branca” que ilumina. A globalização está seguindo um processo irrefreável ao qual o que nós podemos doar é a vida do Evangelho».
«Voltando para casa – escreveu Nicodème, do Burundi – parece-me entender que devo começar por mim mesmo, vivendo o Evangelho na realidade social e política, nos conflitos, para ser uma resposta de amor aos anseios de muitos países da África. Não podemos esperar».

Espiritualidade
30 de junho de 2016

"SALVAGUARDAR A CRIAÇÃO COM PEQUENAS AÇÕES DIÁRIAS"
Ser corretamente ecológico requer amor a si próprio, amor ao irmão e amor a Deus.
Amor a si mesmo porque cuidar do meio ambiente contribui para o seu bem estar e sua saúde.
Amor ao próximo pelas mesmas razões acima, basta apenas ratificar a intenção e pensar no bem de todos.
Amor a Deus porque a criação é um dom seu que nos foi confiado. Um dom que será eterno presente se ao invés de o destruirmos procurarmos preservá-lo com esmero e amor.
Um dom que pelo nosso amor se transformará em céus novos e terra nova.
Amemos a nós mesmos, amemos o próximo, amemos a Deus, amemos nosso planeta e o cosmo inteiro.

Apolônio Carvalho Nascimento
Bom dia !
11 de julho de 2016
"PERDOAR TAMBÉM A NÓS MESMOS"
Posso ser misericordioso e compassivo com os outros e muitas vezes ser impiedoso comigo mesmo.
Se Deus me perdoa, porque fico às vezes apegado a uma certa autocomiseração e achando-me indigno de perdão?
Enquanto me auto condeno, esqueço de amar. Erros todos cometem, o importante é recomeçar, e fazê-lo dando anistia total a mim mesmo, acreditando que o amor cobre uma multidão de pecados e que pecado é não amar, pecado é não recomeçar.

Bom dia !
19 de julho de 2016
"CONTEMPLAR A CRIAÇÃO COM ADMIRAÇÃO"
Quando contemplamos a criação nos vem um misto de admiração e espanto pela misteriosa arquitetura do universo e a estonteante variedade da natureza à nossa volta. Isso sem falar na complexidade do ser humano.
Contemplação e louvor, é a reação de quem simplesmente  crê.
Contemplação e indagações, é a reação de quem é somente cientista.
Contemplar com espanto e admiração, louvando e indagando, é a reação de quem crê em Deus e na ciência.
Apolônio Carvalho Nascimento

Bom dia !
21 de julho de 2016
"DEIXAR DE LADO TODO RANCOR"
O rancor se cura com o perdão como resposta de amor a quem nos ofendeu. É assim que queremos ser perdoados e é isto que pedimos a Deus ao recitar o Pai Nosso.
Quando reagimos a uma ofensa com outra ofensa, criamos um abismo entre nós e a outra pessoa. Ao passo que o perdão e um gesto de amor como resposta, restaura a paz e muitas vezes ajuda o outro a ver o seu erro.
O rancor destrói todos os sentimentos bons deixando no peito somente a amargura.
Sejamos felizes, eliminemos os rancores e vivamos os amores.

Reproduzido pelo Blog do Ademir Rocha

sábado, 11 de junho de 2016

Palavra de Vida de Junho 2016

Palavra de Vida de Junho 2016

Fonte: www.focolare.org
Palavra de Vida – Junho de 2016
28 Maio 2016
“Vivei em paz uns com os outros.” (Mc 9,50)
Como soa bem, no meio dos conflitos que ferem a humanidade em tantas partes do mundo, o convite de Jesus à paz. É algo que mantém viva a esperança, pois sabemos que Ele mesmo é a paz e prometeu que nos daria a sua paz.
O Evangelho de Marcos traz essa frase de Jesus no final de uma série de máximas dirigidas aos discípulos, reunidos na casa em Cafarnaum, com as quais Ele explica como deveria viver a sua comunidade. A conclusão é clara: tudo deve conduzir à paz, na qual se encerra todo bem.
Uma paz que somos chamados a experimentar na vida de cada dia: na família, no trabalho, com aqueles que pensam de modo diferente na política. Uma paz que não tem medo de confrontar-se com opiniões discordantes, sobre as quais precisamos falar abertamente, se quisermos uma unidade cada vez mais verdadeira e profunda. Uma paz que, ao mesmo tempo, exige a nossa atenção para que o relacionamento de amor nunca desapareça, porque a pessoa do outro vale mais do que as diversidades que possam existir entre nós.
“Onde quer que chegue a unidade e o amor mútuo”, afirmava Chiara Lubich, “chega a paz, ou melhor, a paz verdadeira. Porque onde existe o amor mútuo, existe uma certa presença de Jesus no nosso meio, e Ele é justamente a paz, a paz por excelência”1.
O seu ideal de unidade tinha surgido durante a Segunda Guerra Mundial e imediatamente revelou-se como antídoto a ódios e dilacerações. Desde então, diante de cada novo conflito, Chiara sempre propôs com persistência a lógica evangélica do amor. Por exemplo, quando explodiu a guerra no Iraque em 1990, ela manifestou a amarga surpresa de ouvir “palavras que pareciam estar sepultadas, como: ‘o inimigo’, ‘os inimigos’, ‘começam as hostilidades’, e depois os boletins de guerra, os prisioneiros, as derrotas (…). Percebemos, com perplexidade, que fora ferido gravemente o princípio fundamental do cristianismo, o ‘mandamento’ por excelência de Jesus, o mandamento ‘novo’. (…) Ao invés de se amarem, ao invés de estarem prontos a morrer um pelo outro”, aí está a humanidade novamente “no abismo do ódio”: desprezo, torturas, assassinatos2. Como sair disso?, perguntava-se ela. “Deveríamos tecer, onde for possível, relacionamentos novos, ou aprofundar os que já existem entre nós cristãos e os fiéis das religiões monoteístas: os muçulmanos e os judeus”3, ou seja, entre aqueles que naquela ocasião estavam em conflito.
A mesma coisa vale diante de todo tipo de conflito: tecer entre pessoas e povos relacionamentos de escuta, de ajuda mútua, de amor, diria Chiara ainda, até “estar prontos a morrer um pelo outro”. É preciso conter as próprias razões para entender as do outro, mesmo sabendo que nem sempre chegaremos a compreendê-lo até o fundo. Também o outro provavelmente faz o mesmo em relação a mim e às vezes, quem sabe, também ele não entende a mim e os meus motivos. No entanto, queremos ficar abertos ao outro, mesmo na diversidade e na incompreensão, salvando acima de tudo o relacionamento com ele.
O Evangelho coloca isso de modo imperativo: “Vivei em paz”. Sinal de que nos pede um empenho sério e exigente. É uma das mais essenciais expressões do amor e da misericórdia que somos chamados a ter uns para com os outros.
Fabio Ciardi
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Evangelho vivido: experimentar a paz

14 Junho 2016A Palavra de Vida nos exorta a viver a paz na família, no trabalho, com aqueles que pensam diferente de nós. Uma paz que interpela a construção de relações cotidianas com as pessoas que estão ao nosso lado.
Pároco da misericórdia
“Para iniciar o Ano da Misericórdia com um gesto concreto, eu pedi perdão aos meus paroquianos pelos momentos nos quais eles não se sentiram amados por mim e convidei – quem desejasse – a cumprimentar-me, e, com um aperto de mão, selar um pacto de ver-nos como se fosse, sempre, pela primeira vez. Formou-se uma fila enorme e eu tive a ocasião de cumprimentar um por um. No dia seguinte, uma paroquiana que não estivera presente me procurou e me perguntou se eu poderia, também com ela, repetir aquele gesto que causara muito bem às pessoas da cidade. Gesto que está ainda produzindo muitos frutos.” (I. S. Hungria)
Partilha
“Eu sou quase cego. Uma pessoa que me ajuda a estudar me havia dado 1.220 xelins para comprar o remédio que combate a malária. Indo à farmácia, encontrei uma senhora pobre que me relatou as suas necessidades. Para ajudá-la, eu dei a ela 200 xelins. Pouco depois, na porta da farmácia, encontrei outra senhora, ela também em dificuldades econômicas: não tinha dinheiro para comprar o remédio que precisava. Também nela eu reconheci Jesus que me pedia ajuda. E assim, me privei de outros 200 xelins. Porém, para comprar o remédio que eu precisava faltavam os 400 xelins. Certo de que Deus não deixaria me faltar a sua ajuda, entrei igualmente na farmácia. E lá eu encontrei um amigo, fazia muito tempo que não nos víamos. Conversando, eu falei da minha necessidade e ele insistiu em oferecer-me 500 xelins: mais do que a quantia que eu necessitava.” (R. S. – Tanzânia)
Na fonte pública
“Na fonte pública estávamos, muitas mulheres, lavando roupas quando chegou um homem quase cego, para lavar dois lençóis, uma camisa e um turbante. E pedia que déssemos um lugar a ele. Mas, ninguém queria dar-lhe lugar, então, eu lhe disse: ‘Baba, me dê as suas roupas, eu vou lavá-las para o senhor!’ As outras começaram a rir. Antes de ir embora, feliz com as roupas lavadas, aquele senhor me abençoou e, depois, me deu um pedaço de sabão que ele guardava cuidadosamente. Ninguém mais riu. Ao contrário, começaram a oferecer coisas umas às outras e a ajudarem-se reciprocamente.” (F. R. – Paquistão)
Divórcio fracassado
“Não foi fácil convencer Susanna quanto a minha decisão de pedir o divórcio. Sobretudo porque eu tinha a intenção de transferir-me para outra cidade com outra mulher com a qual eu já havia iniciado uma nova relação. Depois da negação ao meu pedido, a atitude de Susanna mudou: desconcertava-me a sua grande dignidade e eu não compreendia a origem daquela força que a permitia tratar-me tão bem não obstante a minha traição. Este pensamento não me deixou em paz. Um dia eu a convidei para almoçar em um restaurante: eu queria saber o que estava acontecendo. Com simplicidade ela me disse que, pela proximidade com alguns amigos cristãos, compreendera o amor de Deus. Deus que nos ama sempre, não obstante as nossas infidelidades, e que está ao nosso lado também nos acontecimentos dolorosos da vida. Isto bastou para que eu mudasse de ideia. Susanna e eu recomeçamos.” (L. M. – USA)
  
Chiara Lubich: o amor ao próximo e as obras de misericórdia
19 Junho 2016Segunda parte do discurso de Alba Sgarigilia (Centro Chiara Lubich) sobre a Misericórdia na herança espiritual de Chiara Lubich.
Desde os primórdios do Movimento, sobretudo pelas circunstâncias dolorosas da guerra, Chiara e as suas companheiras foram muito solícitas amando os pobres da sua cidade, acolhendo-os em casa, visitando-os, levando-lhes o necessário, socorrendo-os de todos os modos. Por meio deste exercício de amor, de caridade para com o próximo mais necessitado, mais tarde compreenderam que o seu coração não devia se dirigir somente aos pobres, mas a todos os homens indistintamente. (…) Sobre as obras de misericórdia Chiara retorna em diversas cartas enviadas, desde os primeiros tempos, a todos os que se aproximavam do Movimento. Entre as muitas cartas, relatamos aquilo que escreve à sua amiga Anna exortando-a a viver, em cada momento do seu dia, a obra de misericórdia que Deus lhe põe diante e de fazê-lo também em relação a si mesma, a Jesus dentro dela: “Lembra que no final da vida te serão pedidas as 7+7 obras de Misericórdia. Se fizeste aquelas, fizeste tudo. E gostaria que tu vivesses conosco o momento presente e no presente, a obra de Misericórdia que Deus te solicita. Estudas? = Ensinas o ignorante. Alguém te faz uma pergunta (uma colega?) = aconselhas quem está na dúvida. Comes ou dás da comer? = sacias quem tem fome. (…) etc. Todas as 14 obras de Misericórdia são tais a ponto de resolver cada tua ação. E cada uma de tuas ações pode ser dirigida ao Jesus que deve viver e crescer em ti e no teu próximo.”
O amor recíproco, o pacto de misericórdia e o perdão
O mandamento novo de Jesus: “amai-vos uns aos outros como eu vos amei…” (cf. Jo 13,34), – que evidencia a especificidade das relações interpessoais dos cristãos e o fim último da misericórdia –, representa outro ponto fundamental da espiritualidade de Chiara. É o amor recíproco que, vivido na atitude de “ser o primeiro a amar”, de doação incondicional, gratuita uns para com os outros, caracterizou a vida do primeiro focolare. Chiara mesma descreve o seu radicalismo, falando a um grupo de amigos muçulmanos sobre o “pacto de misericórdia”. (…)
Em outras circunstâncias, Chiara reitera a oportunidade desta prática, salientando o valor do perdão, e definindo-o como um verdadeiro ato de liberdade: “Perdoar. Perdoar sempre. O perdão não é esquecimento, que frequentemente significa não querer olhar de frente a realidade. O perdão não é fraqueza, isto é, não levar em consideração uma ofensa por medo do mais forte que a cometeu. O perdão não consiste em afirmar que é sem importância aquilo que é grave, ou que é bem aquilo que é mal. O perdão não é indiferença. O perdão é um ato de vontade e de lucidez, portanto de liberdade que consiste em acolher o irmão assim como ele é, apesar do mal que nos fez, como Deus acolhe a nós pecadores, apesar dos nossos defeitos. O perdão consiste em não responder à ofensa com a ofensa, mas em fazer o que Paulo diz: ‘Não te deixes vencer pelo mal, mas vence, com o bem, o mal’. O perdão consiste em abrir a quem te ofende a possibilidade de um novo relacionamento contigo, portanto, a possibilidade para ele e para ti de recomeçar a vida, de ter um amanhã em que o mal não tenha a última palavra. (…) Sobre esta atitude que se deve ter em relação a cada irmão, Chiara retorna especificando a necessidade de recomeçar sempre: “Talvez aquele irmão, como todos nós, cometeu erros, mas Deus, como o vê? Qual é, realmente, a sua condição, a verdade do seu estado? Se estiver em ordem diante de Deus, Deus não se lembra de mais nada, cancelou tudo com o seu sangue. E nós, por que nos lembrarmos? Quem está errado naquele momento? Eu que julgo, ou o irmão? Eu.
E então devo começar a ver as coisas a partir do olhar de Deus, na verdade, e tratar de modo conforme com o irmão, porque, se por desventura ele ainda não estivesse em ordem com o Senhor, o calor do meu amor, que é Cristo em mim, o levaria ao arrependimento como o sol absorve e cicatriza muitas feridas. A caridade se mantém com a verdade e a verdade é misericórdia pura, da qual devemos estar revestidos da cabeça aos pés para podermos nos chamar cristãos. O meu irmão retorna? Eu devo vê-lo novo como se nada tivesse acontecido e recomeçar a vida juntos, na unidade de Cristo, como a primeira vez, porque nada mais existe. Esta confiança o protegerá de outras quedas e eu também, se terei medido assim em relação a ele, poderei ter esperança de um dia ser julgado assim por Deus”.

Fonte: Centro Chiara Lubich

A Jornada Mundial da Juventude 2016 vista a partir da Polônia

26 Maio 2016
Há grande espectativa pelo evento que do dia 27 de julho ao 1 de agosto vai reunir em Cracóvia dois milhões de jovens ao redor do Papa Francisco e do símbolo da Misericórdia. Magda, uma jovem polaca, participa intensamente na preparação.
 

«Bem-aventurados os misericordiosos porque alcançarão misericórdia» é o tema de XXXI Jornada Mundial da Juventude (JMJ). “Leiam as bem-aventuranças, vai lhes fazer bem”, disse o Papa Francisco aos jovens reunidos no Rio de Janeiro em 2013, e é precisamente no caminho das bem-aventuranças que os participantes da JMJ estão se preparando para o encontro que se realizará no contesto do Jubileu da Misericórdia, numa terra que – por causa da Irmã Faustina e de João Paulo II – é muito ligada ao culto da Divina Misericórdia.
Entre os eventos principais estão a Missa de Abertura (26/07), a Cerimônia de Acolhimento com o primeiro encontro com o Santo Padre (28/07), a Via Crucis com a Cruz das JMJ (29/07), para depois chegar ao coração da JMJ: a Vigília com o Santo Padre (30/07) e a Missa Final (31/07). O programa também é enriquecido com as catequeses em várias línguas e com o Festival da Juventude, onde por quatro noites a dimensão espiritual une-se com aquela artística-cultural.
Também os jovens do Movimento dos Focolares estão trabalhando na preparação da JMJ, em particular com um evento integrado ao Festival que se realizará no dia 27 de julho, em Cracóvia, na praça perto da Igreja de Nossa Senhora de Fátima, na avenida Maly Plaszow, nº 11 (linha 11 e 20 dos trens).
O evento, conta Magda, uma das jovens organizadoras, será composto de duas partes: «A primeira começa às 16h, com atividades de integração, que vão nos ajudar no conhecimento recíproco, na diversidade das culturas, com danças e jogos de todas as partes do mundo. A partir das 20h haverá uma vigília, que vai nos levar a um aprofundamento do tema das obras de misericórdia através de experiências de vida, músicas, coreografias e a leitura de textos de Chiara Lubich. No final será a adoração a Jesus Eucaristia». «A vigília será animada pelo grupo internacional Gen Rosso. Queremos – explica – que seja um momento de união profunda com Deus e com o próximo. Esperamos que esse programa crie um espaço de encontro, superando todas as diferenças que podem existir em nós, jovens do mundo inteiro».
Os jovens dos Focolares também terão um stand no Centro vocacional, durante toda a semana no Estádio “Cracóvia”, um lugar preparado para apresentar as várias iniciativas do panorama eclesial e para ajudar a refletir sobre «o que Deus espera de cada um de nós», explicam os organizadores da JMJ.
«A JMJ 2016 está se aproximando em passos largos!», escreve Magda, «e nós também nos reunimos de 30 de abril a 3 de maio passados em Cracóvia, para elaborar o programa da noite do Festival da Juventude. Durante este encontro pedimos a ajuda do Espírito Santo, para que ele nos guie. Agora esperamos com muito entusiasmo a próxima etapa da preparação que será na Mariápolis Fiore (a cidadezinha polaca dos Focolares) nos dias 11 e 12 de junho, por ocasião do 20º aniversário da fundação da nossa Mariápolis permanente. Contamos com a oração de todos!». Magda dirige um convite aos jovens: «Se vocês pensam em vir a Cracóvia para a JMJ e quiserem dar alguma contribuição na preparação, aceitamos de bom grado! Esperamos as propostas de vocês no endereço: krakow2016@focolare.org. Lancemo-nos na rede da Misericórdia!».
Após a JMJ, quem quiser aprofundar a experiência à luz da espiritualidade dos Focolares, a programação vai continuar com uma “Escola post JMJ” na Eslováquia (Jasná – Demänovská Dolina) com 550 jovens provenientes de várias partes do mundo, entre eles um grupo de 50 jovens ortodoxos.
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Chiara Lubich aos Jovens por um Mundo Unido

8 Maio 2016
Dar uma "alma" ao mundo. Desencadear uma revolução de amor. A mensagem que Chiara Lubich escreve aos Jovens por um Mundo Unido, no dia 26 de abril de 1998, do Brasil, onde se encontra para a última visita que fará ao país.

«Caríssimos Jovens por um Mundo Unido,
Sei que vocês desejam receber uma mensagem minha que contribua também para o sucesso da Semana Mundo Unido.
Que tema desejo abordar?
Não posso escolher outro mais indicado do que a finalidade pela qual vocês trabalham: o mundo unido.
Mas é sensato falar de “mundo unido”? Um mundo unido é previsível, de modo que a atenção que a isso dedicamos e as forças que ali empregamos possam cooperar para alcançar realmente esse objetivo um dia? Ou trabalhamos por uma pura utopia, irrealizável e imaginária, como alguém pode pensar?
Vivemos num tempo em que as indicações de que o mundo se encaminha para este objetivo não faltam.
Em primeiro lugar a convicção de que a unidade é um sinal dos tempos. E quem possui qualidades particulares e competência para examinar a nossa época afirma que o mundo se encaminha para a unidade.
Eu já lhes falei sobre isso várias vezes, e alguém deve lembrar, mas focalizando principalmente o seu aspecto religioso.
Porém, a busca da unidade, nesta época, não se delimita a este campo; ela se move também no campo político.
Sem mencionar a ONU que é integrada por quase todos os países do mundo, na África, por exemplo, existe a Organização da Unidade Africana, composta por quase todos os países africanos.
Na Ásia existem várias associações de países como: a Organização da Conferência Islâmica, que abrange 53 países muçulmanos, e a Associação dos Estados do Sudeste Asiático, etc.
Na América recordamos a Organização dos Estados Americanos (do Norte, Centro e Sul) e a Associação Latino-Americana de Integração.
Na Europa existe a Comunidade Econômica Europeia, que compreende também os países do Leste, e a União Europeia.
No mundo também abordaram este tema muitos pensadores sábios, de culturas diferentes e seria bom conhecê-los. Mas aqui no Brasil, de onde lhes transmito esta mensagem, não disponho desse material.
Citarei apenas algumas reflexões dos últimos Papas, os quais, por serem pessoas santas e competentes, fazem afirmações que podem interessar a todos no mundo.
Papa Pio XII, João XXIII e Paulo VI exprimiram ideias parecidas com estas.
Paulo VI, na Populorum Progressio, diz: “Quem não vê a necessidade de instaurar paulatinamente uma autoridade mundial capaz de agir com eficácia no plano jurídico e político?”.
O Papa atual exprimiu-se assim no nosso Genfest 1990: “Realmente esta perspectiva parece mesmo emergir dos multíplices sinais dos tempos: a perspectiva de um mundo unido. É a grande expectativa dos homens de hoje, a esperança e, ao mesmo tempo, o grande desafio do futuro. Nós percebemos que nos encaminhamos para a unidade sob o impulso de uma excepcional aceleração“.
Caríssimos jovens, vocês aspiram, vocês trabalham por um mundo unido.
E o que fazem? Atividades que podem até parecer pequenas e desproporcionais diante do objetivo estabelecido, embora as intenções sejam significativas. Talvez, quando vocês forem maiores, alguns irão trabalhar diretamente em várias organizações orientadas ao mundo unido.
Se bem que tudo isso já será muito útil, eu creio que não será nem uma coisa nem outra que dará a contribuição decisiva.
A chave da questão será oferecer ao mundo, neste processo rumo à unidade que o investe, uma alma. E esta alma é o amor. Vocês devem desencadear ali onde estão, em todos os países em que vivem, a revolução do amor.
Hoje é insuficiente fazer beneficência ou dar assistência, se bem que em ambos os casos se doe por amor. Hoje é essencial “ser o amor”, isto é, sentir o que o outro sente, viver o que ele vive e almejar a unidade segundo a nossa espiritualidade de fogo, já acesa em várias partes do nosso planeta, também graças a vocês.
João Paulo II afirmou ainda no Genfest 90: “Estejam conscientes de que – e eu repito – a estrada para um mundo unido… é percorrida construindo relacionamentos solidários e a solidariedade tem a sua raiz na caridade” (no amor).
Portanto, estabeleçam relações de unidade que estão enraizadas no amor.
Primeiramente vocês devem viver este amor entre vocês.
E assim conseguirão realizá-lo com muitos, muitos, em todos os lugares que frequentarem: no meio do povo, por exemplo, com aqueles que governam os destinos dos povos, nas instituições, nas organizações pequenas e grandes do mundo… em toda a parte. Só assim é que as intenções de quem as instituiu alcançarão o objetivo e se trabalhará realmente por um mundo unido.
Coragem, então, Jovens por um Mundo Unido. Sigam o mais fascinante e esplêndido Ideal que existe na face da terra.
E vocês não estão sozinhos!
Vocês, que se honram com o nome de “cristãos”, sabem que agindo assim Cristo estará entre vocês.
E todos vocês, de qualquer convicção e crença religiosa, sabem que a união faz a força.
Então avante: comecem ou continuem com o mesmo entusiasmo que os caracteriza e com a determinação que não lhes falta.
Eu, todos nós, estamos com vocês… em vista da vitória final, que chegará quando Deus quiser.
Mas quem recolherá, se hoje ninguém semeia? Cabe a vocês esta tarefa, no hoje da história, que na verdade dá a entender que não está longe o objetivo pelo qual vivem.»
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