quinta-feira, 4 de agosto de 2016

O AMOR EXPRESSO EM DIVERSAS FORMAS

O AMOR EXPRESSO EM DIVERSAS FORMAS



Fonte: centrochiaralubich.org

 
Roma, 1957

Esta visão do desenvolvimento histórico das famílias religiosas mostra, como escreveu Pe. Fabio Ciardi, “um coração católico, aberto, universal, capaz de abranger a Igreja inteira” (*)

Jesus é o Verbo de Deus encarnado.

A Igreja é o Evangelho encarnado; por isso é Esposa de Cristo.

Através dos séculos, vimos florescerem muitíssimas ordens religiosas.
Cada família, ou ordem, é a “encarnação”, por modo de dizer, de uma expressão de Jesus, de uma atitude sua, de um fato da sua vida, de uma dor sua, de uma palavra sua.
Há os franciscanos, que continuam a pregar pelo mundo, até só com a sua existência: “Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos Céus” (Mateus 5,3).
Há os dominicanos, que contemplam o Logos, o Verbo, sob o aspecto de Luz, de Verdade, e explicam e defendem a Verdade.
Os monges associaram a contemplação à ação (Maria e Marta). Os carmelitas adoram a Deus no monte Tabor, dispostos a descer para pregar e enfrentar a paixão e a morte. Os missionários põem em prática o preceito: “Ide e pregai a todas as nações…” (cf. Mateus 28,19).
Ordens, congregações e institutos de caridade repetem a ação do bom samaritano.
Santa Teresinha do Menino Jesus e os seguidores da “pequena via” parecem imortalizar a frase: “Se não vos converterdes e não vos tornardes como as crianças, de modo algum entrareis no Reino dos Céus” (Mateus 18,3).
As freiras de Belém, de Nazaré, de Betânia etc. são expressões concretas de um momento da vida de Jesus; santa Catarina de Sena, do sangue de Cristo; santa Margarida Maria Alacoque, do Coração; os missionários e as adoradoras do preciosíssimo sangue não cessam de meditar sobre o preço da nossa redenção…
Enfim, a Igreja é um grandioso Cristo que se estende pelos séculos.
Como a água se cristaliza em pequenas estrelas na branca neve, assim o Amor assumiu em Jesus a forma por excelência, a beleza das belezas. O Amor assumiu na Igreja diversas formas e são as ordens e as famílias religiosas.
No deslumbrante jardim da Igreja, floresceram e florescem todas as virtudes.
Os fundadores das ordens são aquela virtude transformada em vida e subiram ao Céu transfigurados por tanto amor e tanta dor, como “palavra de Deus”.
Realizaram o desígnio de Deus, e também para eles vale a frase: “Passarão o céu e a terra. Minhas palavras, porém, não passarão” (Mateus 24,35).
Os santos foram e são uma palavra de Deus proferida para o mundo e, porque identificados com ela, com ela não passarão.

Ora, todas essas ordens, essas espiritualidades nascidas no curso dos tempos, encontram a sua verdadeira essência, o seu princípio, em Jesus, continuamente vivo em sua Igreja pelos séculos.
Ele as unifica com o único espírito, mas cabe aos religiosos permitir que essa harmonia, essa altíssima divina unidade se possa manifestar em toda a plenitude, para que a Esposa de Cristo resplandeça com aquela beleza “sua” única, e testemunhe ao mundo a sua divindade, num raio mais amplo possível.
Para que brilhe nas ordens religiosas a verdadeira espiritualidade para a qual nasceram e na qual têm razão de ser, os seguidores devem enxergar seu fundador como Deus o vê.
Deus vê em são Francisco a ideia da pobreza, que em Deus é Amor; em santa Teresinha, a ideia da “pequenez”, que em Deus é Amor; em santa Catarina, o sangue de Cristo, que em Deus é Amor.
Deus ama cada ordem, pois cada uma lhe lembra seu Filho, a Ideia de si humanada; o Amor “encarnado”.
O Evangelho que Jesus pregou era a boa nova, o Amor anunciado.

Em vinte séculos, esse Amor se concretizou na Igreja a qual, em certo sentido, prossegue a Encarnação, e tem, portanto, Cristo como Cabeça; repete, por assim dizer, a Encarnação, e tem Cristo como Esposo.
Se queremos servir à Igreja, devemos também nós continuar a pregar o Amor, mas principalmente a colocá-lo em prática, fazendo-o circular entre as várias ordens religiosas.
Haverá a ordem que se baseia na mansidão, como há os jesuítas que acentuam a violência evangélica “agere contra”.
Como todos os fundadores agiram de modo diverso, mas impelidos por um único amor, pondo tal amor em prática, haveremos de encontrar os diversos aspectos sobrenaturais desses fundadores, e serão entendidas as suas palavras e as suas regras.

Eles certamente são santos, porque amaram sem se restringir a um detalhe da Igreja, mas a olharam e a amaram em toda a sua amplitude e, se se dedicaram a um detalhe dela, foi porque viram nele um instrumento de Deus para beneficiá-la por inteiro.

Ora, como não podemos ver direito e no conjunto uma cidade, um povoado, uma região, apenas caminhando pelas praças, e pelas vielas, e subindo escadas, mas é preciso enxergá-los do alto como de um avião, do mesmo modo não compreendemos e, portanto, não podemos servir bem à Igreja e os próprios fundadores se não os virmos do alto, como pelo próprio olhar de Jesus ou, para tornar mais simples e mais seguro o conhecimento, pelo olhar do Pai comum, o Vigário de Cristo, que permanece firme no âmago da Esposa de Cristo, longe de todos e ainda assim tão próximo como ninguém.
O papa é o testemunho da unidade da Igreja e, com a sua figura, revela a presença de Jesus sempre vivo nela, pelos séculos.

(*)Pe. F. Ciardi, omi, é o autor de um volume intitulado Cristo dispiegato nei secoli, Città Nuova, Roma, 1994. A citação se encontra na página 6.

Reproduzido pelo Blog de ADEMIR ROCHA

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Palavra de Vida de Agosto 2016

Palavra de Vida de Agosto 2016
Foto de Ediney Sousa - Olhar Fotográfico
Entalhe de Ray Cardoso

Palavra de Vida – Agosto de 2016

Fonte: www.focolare.org

“Um só é vosso Mestre e todos vós sois irmãos.” (Mt 23,8)

Já faz mais de 70 anos que se vive a Palavra de Vida. Este folheto chega às nossas mãos. Lemos o seu comentário. Mas o que gostaríamos que permanecesse é a frase proposta, uma palavra da Sagrada Escritura, muitas vezes uma frase de Jesus. A “Palavra de Vida” não é uma simples meditação, mas nela é Jesus que nos fala, que nos convida a viver, levando-nos sempre a amar, a fazer da nossa vida um ato de doação.
Ela é uma “invenção” de Chiara Lubich, que assim nos descreveu a sua origem: “Eu tinha sede da verdade, por isso queria estudar filosofia. Ainda mais: como muitos outros jovens, eu buscava a verdade e acreditava que a encontraria através do estudo. Mas, eis uma das grandes ideias dos primeiros dias do Movimento, que imediatamente comuniquei às minhas companheiras: ‘Para que procurar a verdade, quando ela vive encarnada em Jesus, homem-Deus? Se a verdade nos atrai, deixemos tudo, busquemos Jesus e sigamo-lo’. E assim fizemos”.
Elas pegaram o Evangelho e começaram a sua leitura, palavra por palavra. Acharam-no completamente novo. “Cada palavra de Jesus era um facho de luz incandescente, todo divino! (…) Suas palavras são únicas, eternas (…), fascinantes, tinham sido escritas de forma divinamente escultural, (…) eram palavras de vida, que deviam ser traduzidas em vida, palavras universais no espaço e no tempo”. Descobriram que eram palavras não estagnadas no passado, não uma simples lembrança, mas palavras que Ele continuava a dirigir a nós, como a cada homem de qualquer tempo e latitude.1
Mas Jesus é realmente o nosso Mestre?
Vivemos cercados de muitas propostas de vida, de muitos mestres de pensamento, alguns aberrantes, que induzem até mesmo à violência; ao passo que outros são corretos e iluminados. E, no entanto, as palavras de Jesus possuem uma profundidade e uma capacidade de envolver- nos que outras palavras – sejam elas de filósofos, de políticos, de poetas – não têm. São “palavras de vida”: podem ser vividas e dão a plenitude da vida, comunicam a própria vida de Deus.
Todo mês colocamos em relevo uma delas. E assim, lentamente o Evangelho penetra na nossa mente e nos transforma, fazendo-nos adquirir o próprio pensamento de Jesus, tornando-nos capazes de responder a situações as mais diversas. Jesus se torna o nosso Mestre.
Às vezes ela pode ser lida em grupo. Gostaríamos que fosse o próprio Jesus, o Ressuscitado, que vive em meio àqueles que estão reunidos em seu nome, que a explicasse a nós, que a atualizasse, que nos sugerisse como colocá-la em prática.
Mas a grande novidade da “Palavra de Vida” está no fato de que podemos compartilhar as experiências, as graças que recebemos quando as vivemos, como explica Chiara referindo-se àquilo que acontecia no início, e que persiste até hoje: “Sentíamos o dever de comunicar aos outros tudo o que experimentávamos; tínhamos consciência de que, doando, a experiência permanecia como edificação para a nossa vida interior, enquanto que, não doando, lentamente a alma se empobrecia. Portanto, a palavra era vivida com intensidade durante o dia inteiro e os resultados eram comunicados não só entre nós, mas também entre as pessoas que se uniam ao primeiro grupo. (…) Quando a vivíamos, já não era mais eu, ou nós, quem vivia, mas a palavra em mim, a palavra no grupo. E isto significava revolução cristã, com todas as suas consequências”.2
É o que pode acontecer hoje também conosco.
Fabio Ciardi
1  Chiara Lubich, Escritos espirituais / 3, São Paulo : Cidade Nova, 1984, p. 112.
2 Ibid., p. 116.
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Como amar o irmão
Bom dia !
25 de julho de 2016
"COBRIR COM O AMOR AS LIMITAÇÕES DO OUTRO"
Por mais que alguém seja capaz, nunca será completamente eficaz, só Deus é perfeito.
Nessa perspectiva, devemos ter amor suficiente para que as deficiências sejam supridas entre nós.
'Uma mão lava a outra", diz o provérbio popular que contêm uma grande verdade, pois somos interdependentes.
Todavia, deve ser minha a iniciativa de cobrir com o meu amor a limitação de quem está ao meu lado. Não para mostrar que sou melhor, mas para testemunhar que somos um e que juntos somos mais capazes que sozinhos.
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Abraços,
Apolonio Carvalho Nascimento
Bom dia !
26 de julho de 2016
"FAZER SENTIR O CALOR DE NOSSA PRESENÇA"
Se levamos o amor dentro de nós, em qualquer lugar onde estivermos a nossa presença transmite calor e cancela o frio da indiferença aquecendo os corações.
O amor é fogo que aquece o frio lancinante da dor e o vento gélido da morte, elimina a solidão que esfria os corações e devolve o calor da vida a quem experimentou o mais extremo abandono.
Se estamos unidos pelo amor Deus está entre nós, e Ele é fogo que se alastra fazendo nossos corações semelhantes ao seu.
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Bom dia !
27 de julho de 2016
"VALORIZAR OS PEQUENOS GESTOS DE AMOR"
Para Deus tudo tem valor, não existe pequeno ou grande gesto se a intenção é a mesma, isto é, amar a Deus no irmão.
Jesus afirma que nem mesmo um copo de água oferecido por amor a Ele ficará sem recompensa. Não devemos agir pela recompensa, mas isso demonstra o quanto tem valor os pequenos gestos de amor.
Não é bom idealizar um momento glorioso para viver a caridade, devemos vivê-la no dia a dia, momento por momento, essa é a sua grandeza.
"Quem é fiel nas pequenas coisas, será fiel também nas grandes." (Lc 16,10)
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Bom dia !
28 de julho de 2016
"VER-NOS NOVOS A CADA MOMENTO"
Todas as vezes que comento essa frase tenho uma nova compreensão, se penso no modo como Deus nos vê.
Somos cheios de defeitos, fraquezas e pecados, mas quando nos arrependemos com sinceridade, Deus vê em nós a própria inocência, de tão imenso é o seu amor misericordioso.
Com esse gesto grandioso Ele quer nos ensinar que devemos agir da mesma forma entre nós. Devemos ver-nos novos cada momento, ver-nos com o olhar de Deus.
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Bom dia !
29 de julho de 2016
"FAZER O BEM SEM APARECER"
Traduzindo em provérbio popular: Fazer o bem sem olhar a quem.
Ou podemos ver o que diz o Evangelho: "Quando dás esmolas, que a tua mão esquerda não saiba o que faz a direita." (Mt 6,3)
Em outras palavras, o bem deve ser gratuito, deve ser fruto de um amor puro sem interesse de nenhuma espécie.
Esse tipo de amor toca profundamente o coração e a alma das pessoas, e assim, silenciosamente, fazemos nascer e crescer o Reino de Deus entre nós.
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Bom dia !
31 de julho de 2016
"SER ACOLHEDORES"
Ser acolhedor começa por aceitar o outro como ele é, colocar-se em seu lugar e entender o que se pode fazer por ele como se o fizesse para si próprio.
Vai muito mais além de ser gentil, cortês e educado. Isso é obrigação nossa.
A acolhida deixa o outro à vontade e o leva à comunhão. Ele pode se abrir e colocar em comum o que traz no coração: suas angústias e dores, suas alegrias e conquistas, seu saber e suas dúvidas.
A acolhida estimula o amor recíproco, porque o amor leva o outro a ser também acolhedor.
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Bom dia !
01 de agosto de 2016
"FAZER DE NOSSA VIDA UM DOM"
Todos os dons que recebemos de Deus devem ser partilhados. Quem acumula para si termina tendo uma alma estéril que não dá bons frutos ou até mesmo nenhum.
Quem partilha conhece o milagre da multiplicação, conhece as promessas de Jesus: "Dai e vos será dado."(Lc 6,38) e "A quem tem será dado ainda mais e terá em abundância."(Mt 13,12)
São dons espirituais que preenchem a alma, que a saciam por completo. Depois, podemos ter também bens materiais, mas estes serão nada diante dos tesouros que teremos no coração.
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Bom dia !
22 de julho de 2016
"COLOCAR EM RELEVO O POSITIVO DO OUTRO"
Existem várias maneiras de colocar em relevo o positivo das pessoas. A melhor delas é confiar-lhe tarefas que sabemos que são capazes de cumprir.
Colocar o positivo em relevo não é simplesmente elogiar qualidades, mas fazê-las frutificar para o bem de todos e da própria pessoa.
Ver o positivo é também sobrepor as qualidades aos defeitos, valorizar mais as capacidades do que as inabilidades e ter confiança.
O amor faz ver e faz ver principalmente o que temos de positivo.
Abraços,
Apolonio Carvalho Nascimento

Testemunho

Do ateísmo à fé: a experiência de um pastor da Igreja Reformada

Colaborar para testemunhar juntos o amor misericordioso de Deus é o antídoto para a desertificação espiritual, indicado pelo Papa Francisco durante o encontro com a direção da Comunhão mundial das Igrejas reformadas. A experiência de Martin Hoegger.

“Cristãos em festa” é o título de um grande encontro ecumênico em Nice (França), onde Martin Hoegger, pastor reformado suíço, foi convidado a dar o seu testemunho sobre “Cristo, luz na minha vida”, e sobre como ela o conduziu do ateísmo à fé. Apresentamos uma síntese do que disse, enquanto que a íntegra do discurso pode ser lida em francês no seu blog.
«Aos 18 anos de idade me fazia muitos questionamentos sobre o sentido da vida. Eu me perguntava que estudos empreender. Era muito preparado em filosofia e literatura, mas o que eu buscava não era só a sabedoria. Queria também conhecer Deus. Eu me inscrevi na faculdade de teologia em Lausanne. Sentia-me atraído pelo estudo da religião e pensava que encontraria o meu caminho na teologia. Mas quanto mais ia para frente, mais aumentavam os questionamentos. Após 10 meses me tornei ateu. Um dia entrei numa igreja e escrevi a minha rebelião no ambão: “Deus não existe!”. Então decidi deixar de estudar, mas os questionamentos persistiam. Algum tempo depois encontrei um amigo que me convidou para participar de um encontro em Aix-en-Provence, numa faculdade de teologia protestante. Era lá que Deus me esperava. Fiquei tocado pela atmosfera de fraternidade que se vivia neste encontro. À noite, me ajoelhei no meu quarto e uma única palavra saiu da boca: “perdão”. Fiquei surpreso: a quem tinha dirigido esta palavra? No fundo eu sabia por que a pronunciara: naquela época eu estava em conflito com muitas pessoas e machucara muitas delas.
Voltando para casa fui até elas para pedir “perdão”. Cada vez foi uma nova experiência de luz: experimentava que Cristo me esperava nos outros, sobretudo nos mais desfavorecidos.
Em seguida, procurei um contato com outros cristãos. Até aquele dia eu tinha vivido por minha conta. Agora descobria a luz de Jesus Ressuscitado que ilumina aqueles que se reúnem no seu nome.
Compartilho com vocês três experiências sobre a Palavra, que têm uma forte dimensão ecumênica.
A escola da Palavra: quando era diretor da Sociedade Bíblica Suíça, entrei em contato com o card. Martini, na época arcebispo de Milão. Ele reunia milhares de jovens, propondo a lectio divina. Alguns responsáveis dos jovens das igrejas católica, reformada e evangélica na Suíça se interessaram por esta experiência. O cardeal nos encorajou a lançar uma escola ecumênica da Palavra. Experimentamos que nos colocarmos juntos na escuta de Cristo nos une profundamente.
A Palavra de Vida, como “luz no meu caminho” (Salmos 119,105). A Palavra de Vida é publicada pelo Movimento dos Focolares, com o qual estou em contato a uns vinte anos. Trata-se de tomar um versículo da Bíblia, meditá-lo e aprofundá-lo durante todo o mês, mas sobretudo procurar vivê-lo na vida do dia a dia e partilhar os seus frutos com outros. Nas paróquias em que exerci o meu ministério, propus vivê-la: renova a paróquia.
A celebração da Palavra na catedral de Lausanne, no primeiro domingo de cada mês, à noite. A Comunidade das Igrejas cristãs do cantão de Vaud, convidou as 20 igrejas que fazem parte dela. Desde 2004, mais de 100 celebrações nos reuniram neste local. São uma bela aprendizagem ecumênica em que descobrimos as nossas diversidades e nos alegramos com elas. Encoraja-nos a não ter medo do que é diferente e a dar graças pelos dons concedidos aos outros, que não deixam de nos enriquecer. Esta iniciativa é preciosa para nos ajudar como cristãos a caminhar juntos rumo à unidade. Encontrarmo-nos juntos na presença de Deus, na escuta da sua Palavra, é já antecipar uma plena comunhão. Através da oração, o Espírito Santo já nos une. Eis porque Cristo é luz na minha vida».

Espiritualidade

Chiara Lubich: A unidade, um sonho divino

10 Julho 2016
Em 1961 Chiara escreveu este texto, movida pelo desejo de ver refletida na terra a lei do Céu. Uma utopia?
Foto: Nitin Dhumal
«Unidade: palavra divina. Se, a um dado momento, ela fosse pronunciada pelo Onipotente, e os homens a pusessem em prática nas suas mais variadas aplicações, veríamos o mundo de repente parar em sua andança geral, como em uma brincadeira de filme, e retomar a corrida da vida na direção oposta. Inúmeras pessoas retrocederiam no caminho largo da perdição e se converteriam a Deus, entrando pelo estreito… Veríamos famílias desmembradas por discórdias, arrefecidas pelas incompreensões, pelo ódio, cadaverizadas pelos divórcios, se recomporem. As crianças nascerem em um clima de amor humano e divino, e se forjarem homens novos para um amanhã mais cristão.
As fábricas, ajuntamentos muitas vezes de “escravos” do trabalho, em um clima de tédio, se não de blasfêmia, tornarem-se um lugar de paz, onde cada um faz a sua parte para o bem de todos. As escolas ultrapassarem a breve ciência, colocando conhecimentos de toda espécie a serviço das contemplações eternas, aprendidas nos bancos escolares como em um desvendar-se cotidiano de mistérios, intuídos a partir de pequenas fórmulas, de simples leis, até mesmo dos números…
Os Parlamentos se transformarem em um lugar de encontro de homens a quem interessa mais o bem de todos do que a parte que cada um defende, sem enganar irmãos ou pátrias.
Em suma, veríamos o mundo tornar-se melhor e o Céu descer como por encanto sobre a terra e a harmonia da criação servir de moldura à concórdia dos corações.
Veríamos…
É um sonho! Parece um sonho!
Contudo, Tu não pediste menos quando rezaste: “Seja feita a tua vontade na terra como no Céu”».
Fonte: Unidade: palavra divina, Ideal e Luz, Editora Brasiliense/Cidade Nova, São Paulo, 2003, p.141. Originariamente publicado em Frammenti, Chiara Lubich, Città Nuova, Roma (1963) 1992, pp.53-54

Notícia

Grande e Santo Sínodo da Igreja Ortodoxa

6 Julho 2016
Concluiu-se, com uma encíclica e uma mensagem final “ao povo ortodoxo e a todos os homens de boa vontade”, o Sínodo Pan-Ortodoxo (Creta, 18 -26 de junho)
Divine Liturgy at the Patriarchal and Stavropegial Monastery of Gonia. PHOTO: © POLISH ORTHODOX CHURCH/JAROSLAW CHARKIEWICZ.
Enormes expectativas pairavam sobre este encontro, em preparativos desde 1961 (desde quando reuniu-se a primeira conferência pan-ortodoxa, convocada pelo patriarca Atenágoras). Já o título é muito significativo: “Chamou-os todos à unidade”, do hino de Pentecostes no rito bizantino. As várias igrejas ortodoxas, com efeito, compartilhavam o desejo de encaminhar-se rumo a uma realidade sinodal, de partilha, mais explícita, e reafirmar a unidade da Igreja ortodoxa, impulsionadas inclusive pela necessidade de confrontar-se sobre os novos desafios do milênio.
Esta reunião assinala a passagem de novas aberturas no ecumenismo e no diálogo inter-religioso, às descobertas científicas e tecnológicas; concentra energias para a questão ecológica e para o drama das migrações e dos cristãos perseguidos no Oriente Médio; abre “horizontes sobre o atual mundo multiforme”.
Convocado, com decisão sinodal tomada por unanimidade pelos chefes das 14 Igreja Ortodoxas, durante a reunião deles em Chambesy, em janeiro passado, desde o início foi marcado por um grande sofrimento: a ausência física de quatro das 14 igrejas. A Igreja ortodoxa russa ainda não se manifestou a respeito, e espera pela reunião do Sacro Sínodo, no mês de julho, para fazer uma avaliação sobre o evento.
Estiveram presentes no Sínodo 15 observadores, delegados de várias Igrejas cristãs, que puderam participar da sessão inaugural e conclusiva do Concílio. Os cristãos não ortodoxos do mundo inteiro acompanharam com a oração este importante evento da Igreja ortodoxa: «Rezemos todos, também pelo Concílio Pan-Ortodoxo, eu o confio a vocês como se fosse o Concílio da minha Igreja, porque é a minha Igreja neste momento», disse Maria Voce a um grupo de focolarinos de diferentes Igrejas reunidos em Rocca di Papa, no final de maio.
De várias partes, o que mais se evidencia não é tanto o aspecto das deliberações finais, dos seis documentos assinados pelos patriarcas (sobre a missão no mundo contemporâneo, sobre a importância do jejum, sobre a relação da Igreja Ortodoxa com o resto do mundo cristão, sobre o matrimônio, sobre a diáspora Ortodoxa e sobre a autonomia das Igrejas), mas, principalmente, a própria essência do Sínodo, o fato que tenha se realizado e que esta ocasião de encontro finalmente tenha se concretizado. Na perspectiva de que esse Sínodo não seja um evento isolado, mas possa repetir-se como práxis no caminho da igreja.
Em seu retorno da Armênia, respondendo a um jornalista que perguntava sua opinião sobre o sínodo Pan-Ortodoxo, apenas concluído, o Papa Francisco respondeu: «Uma opinião positiva! Foi dado um passo avante, não com os cem por cento, mas um passo avante. Os motivos que justificaram, entre aspas [as ausências] são sinceras para eles, são coisas que podem ser resolvidas, com o tempo». «Só o fato de que estas Igrejas autocéfalas se tenham reunido, em nome da Ortodoxia, (…) é muito positivo. Eu agradeço ao Senhor. No próximo serão mais. Bendito seja o Senhor!». E falando à delegação ortodoxa presente para a festividade de São Pedro e São Paulo, Francisco citou o Concílio Pan-Ortodoxo, para augurar «abundantes frutos pelo bem da Igreja».
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Busquem a plenitude da alegria

23 Julho 2016
Foi o convite que Chiara Lubich dirigiu aos milhares de jovens reunidos em Roma, para o Genfest 1995. Um anseio que, ainda hoje, os chama, do mundo inteiro, para a Jornada Mundial da Juventude, sob a marca da misericórdia.
(C) CSC Audiovisivi
Ao jovem filipino que lhe perguntou: “Do fundo do coração, o que você gostaria de dizer a todos nós que estamos aqui, no Genfest, e aos jovens do mundo que nos acompanham pela televisão?”, Chiara respondeu:
«Eu lhes repito o que Santa Catarina de Sena, uma grande santa, uma mulher extraordinária, disse aos seus discípulos: “Não se contentem com as pequenas coisas, porque Ele, Deus, as quer grandes!”.
É o que digo a vocês: Gen, jovens, não se contentem com as migalhas. Vocês têm uma única vida, tenham grandes aspirações. Não se satisfaçam com as pequenas alegrias, procurem as grandes, busquem a plenitude da alegria.
E vocês me perguntarão: “Mas onde a encontramos?”. Pois bem, termino o meu discurso com vocês falando mais uma vez de Jesus. Jesus disse que quem vive a unidade terá a plenitude da alegria. Portanto a herança de vocês, se viverem este Ideal, será a plenitude da alegria. Estes são os últimos votos que faço e a última palavra que lhes digo».
Roma, Palaeur, Genfest, 20 de maio de 199
Fonte:  Cercate la pienezza della gioia. 50 risposte ai giovani, Città Nuova 2012

Reproduzido pelo Blog do Ademir Rocha

segunda-feira, 4 de julho de 2016

Animais e Plantas 1 do Mangal das Garças em Belém


Animais e Plantas 1 do Mangal das Garças em Belém
Fotos de Marivaldo Sena

Pela destruição e contaminação dos sistemas naturais, e consequentemente pela destruição de seus habitates, alguns dos animais e plantas abaixo, só poderão ser vistos em ambientes de museus, parques e bosques artificiais construídos pelos homens

Camaleão

Marrequinhos

Marrequinhos e queros-queros ao fundo, estes são comospolitas

Gansos, nem são da Amazônia


Tuiuiu, grande ave que incursionava pela Amazônia

Garça azul


Guarás


Flamingos, não são da Amazônia


Pássaro preto e amarelo, um preso e outro solto


Garças, que se adaptaram aos ambientes urbanos



Blog do Ademir Rocha


Árvore samaumeira e Igreja
Em mudança de folhas
A samaumeira é uma das árvores amazônicas sobre as quais correm muitas
lendas na Amazônia e em Abaetetuba não é diferente.


As grandes samaumeiras da Praça da Conceição ainda estão de pé

sexta-feira, 1 de julho de 2016

Palavra de Vida de julho 2016

Palavra de Vida de Julho 2016
Iha do Sol - Foto de Jose Varella

Fonte: www.focolare.org

Palavra de Vida – Julho de 2016

28 Junho 2016
“Sede bondosos e compassivos, uns para com os outros, perdoando-vos mutuamente, como Deus vos perdoou em Cristo.” (Ef 4,32)
Não existe coisa mais linda do que ouvir alguém dizer: “Eu te amo, eu te quero bem!”. Quando alguém nos estima, não nos sentimos sós, caminhamos com segurança, conseguimos enfrentar também dificuldades e situações críticas. E quando o “querer-se bem” se torna recíproco, a esperança e a confiança se consolidam e nos sentimos protegidos. Todos nós sabemos que as crianças, para crescerem saudavelmente, precisam estar circundadas por um ambiente cheio de amor, por pessoas que lhes queiram bem. Mas isso vale para qualquer idade. Por isso, a Palavra de Vida nos convida a sermos “bondosos e compassivos” uns para com os outros, ou seja, a nos querermos bem. E ela nos dá como modelo o próprio Deus.
É justamente o exemplo Dele que nos lembra que “querer-se bem” não é um mero sentimento; é um concretíssimo e exigente “querer o bem do outro”. Em Jesus, Deus se tornou próximo dos doentes e dos pobres, sentiu compaixão das multidões, usou de misericórdia para com os pecadores, perdoou àqueles que o tinham crucificado.
Também para nós, querer o bem do outro significa escutá-lo, demonstrar uma atenção sincera, compartilhar as alegrias e as provações, cuidar dele, acompanhá-lo na sua caminhada. O outro nunca é um estranho, mas um irmão, uma irmã que me pertence, a quem eu quero servir. É exatamente o oposto do que acontece quando se vê o outro como um rival, um concorrente, um inimigo, chegando a desejar-lhe o mal, inclusive a esmagá-lo, até mesmo a eliminá-lo, como infelizmente nos descreve o noticiário de cada dia. Embora sem chegar a esse ponto, será que também nós não acumulamos rancores, desconfianças, hostilidades ou simplesmente indiferença ou desinteresse para com pessoas que nos prejudicaram, ou que consideramos antipáticas, ou que não pertencem ao nosso círculo social?
Querer o bem uns dos outros – é o que nos ensina a Palavra de Vida – significa embocar o caminho da misericórdia, prontos a nos perdoarmos cada vez que erramos. A esse respeito Chiara Lubich conta que, nos inícios da experiência da sua nova comunidade cristã, para atuar o mandamento de Jesus ela tinha feito um pacto de amor mútuo com as suas primeiras companheiras. E mesmo assim, apesar disso, “sobretudo em um primeiro tempo, não era sempre fácil para um grupo de moças viver o radicalismo do amor. Éramos pessoas como todas as outras, embora sustentadas por um dom especial de Deus; e também entre nós, nos nossos relacionamentos, poderia ‘entrar areia’, e a unidade poderia desvanecer-se. Isso acontecia, por exemplo, quando nos apercebíamos dos defeitos, das imperfeições dos outros e os julgávamos, o que fazia a corrente de amor mútuo arrefecer.
Para reagir a essa situação, pensamos um dia em selar entre nós um acordo, um pacto, que denominamos ‘pacto de misericórdia’. Decidimos que a cada manhã veríamos o outro que encontrávamos – no focolare, na escola, no trabalho etc. – como alguém novo, novíssimo, não nos lembrando mais absolutamente de seus senões, de seus defeitos, mas cobrindo tudo com o amor. Significava encontrar a todos com essa anistia completa do nosso coração, com o perdão universal. Era um compromisso forte, assumido por todas nós em conjunto, que ajudava a termos sempre a iniciativa no amor, imitando o Deus misericordioso, que perdoa e esquece”.1
Um pacto de misericórdia! Não poderia ser esse um modo de crescer na bondade e compaixão?
Fabio Ciardi
1O amor ao próximo. Conversação com os amigos muçulmanos. Castel Gandolfo, 1º de novembro de 2002.
Reproduzido pelo Blog do Ademir Rocha

Quênia: a escola de inculturação

25 Maio 2016
O diálogo entre o Evangelho e as culturas africanas à luz da espiritualidade da unidade. Uma escola realizada nos arredores de Nairóbi (Quênia), com estudiosos, teólogos, antropólogos. Presentes também Maria Voce e Jesus Morán, presidente e copresidente dos Focolares.
O que é a inculturação hoje? «É a encarnação da luz do Evangelho nas culturas africanas», declarou Maria Voce, dirigindo-se aos 305 participantes da Escola de Inculturação realizada na semana passada, na Mariápolis Piero, nos arredores de Nairóbi (Quênia)
A alegria, a surpresa, o entusiasmo são os mesmos desde quando, em 1992, Chiara Lubich inaugurava a Mariápolis e, portanto, também a Escola de Inculturação que teria nascido. A fundadora dos Focolares havia imaginado que ali deveria haver um espaço para um intenso diálogo entre o Evangelho e as várias culturas africanas, uma escola que daria um novo impulso à evangelização.
O copresidenteJesús Moránprecisou: «”Fazer-se um” é o modo mais profundo de inculturação. Trata-se de uma experiência que Chiara fez aqui na África, e que propôs como método para todos nós. O “fazer-se um” tem como modelo Jesus, no seu abandono na cruz, quando, por amor à humanidade, ele desejou tornar-se nada, um nada de amor. Nós também, como Ele, devemos aprender a tornar-nos nada diante de cada cultura, para depois experimentar que não se trata de um nada que anula, mas de um nada que enriquece».
Para muitos participantes esta afirmação continha a resposta aos muitos desafios do continente africano, inclusive o da inculturação. Mas também a resposta ao fenômeno da globalização. «A inculturação é necessária – reafirmou Morán -. Vivendo a espiritualidade da unidade podemos aproximar-nos da cultura do outro no respeito da sua verdade, e descobrir, no diálogo, a beleza das diversidades, não somente na África, mas no mundo inteiro». «Um mundo – disse Maria Voce – que está carregando nas costas muitos sofrimentos pela falta de harmonia e de paz. Com o profundo “fazer-se um” a inculturação é favorecida, e pode representar um caminho possível de reconciliação».
Após 24 anos da sua fundação «a escola – continuou Maria Voce – ajustou os instrumentos identificados desde o início, chegando à sua segunda geração». E, olhando ao futuro, acrescentou; «estamos entrando numa nova fase da escola, que verá um desenvolvimento ulterior».
Essas palavras ressoaram como «um chamado a uma nova consciência e responsabilidade», para prosseguir no caminho daquela inculturação que Chiara havia intuído em contato com os povos africanos, já desde a década de 1960. De maneira especial, a presidente dos Focolares deteve-se sobre a compreensão que Chiara Lubich teve em 1992, com relação à luz do Evangelho, uma “luz branca” capaz de penetrar e iluminar as diferentes culturas, fazendo com que se tornem dádiva recíproca e dom para o mundo.
«Maria Voce – disse Peter, dos Camarões – direcionou o nosso coração para a nossa vocação específica que é concretizar a espiritualidade da unidade, que não impõe, mas que, como dizia Chiara, é uma “luz branca” que ilumina. A globalização está seguindo um processo irrefreável ao qual o que nós podemos doar é a vida do Evangelho».
«Voltando para casa – escreveu Nicodème, do Burundi – parece-me entender que devo começar por mim mesmo, vivendo o Evangelho na realidade social e política, nos conflitos, para ser uma resposta de amor aos anseios de muitos países da África. Não podemos esperar».

Espiritualidade
30 de junho de 2016

"SALVAGUARDAR A CRIAÇÃO COM PEQUENAS AÇÕES DIÁRIAS"
Ser corretamente ecológico requer amor a si próprio, amor ao irmão e amor a Deus.
Amor a si mesmo porque cuidar do meio ambiente contribui para o seu bem estar e sua saúde.
Amor ao próximo pelas mesmas razões acima, basta apenas ratificar a intenção e pensar no bem de todos.
Amor a Deus porque a criação é um dom seu que nos foi confiado. Um dom que será eterno presente se ao invés de o destruirmos procurarmos preservá-lo com esmero e amor.
Um dom que pelo nosso amor se transformará em céus novos e terra nova.
Amemos a nós mesmos, amemos o próximo, amemos a Deus, amemos nosso planeta e o cosmo inteiro.

Apolônio Carvalho Nascimento
Bom dia !
11 de julho de 2016
"PERDOAR TAMBÉM A NÓS MESMOS"
Posso ser misericordioso e compassivo com os outros e muitas vezes ser impiedoso comigo mesmo.
Se Deus me perdoa, porque fico às vezes apegado a uma certa autocomiseração e achando-me indigno de perdão?
Enquanto me auto condeno, esqueço de amar. Erros todos cometem, o importante é recomeçar, e fazê-lo dando anistia total a mim mesmo, acreditando que o amor cobre uma multidão de pecados e que pecado é não amar, pecado é não recomeçar.

Bom dia !
19 de julho de 2016
"CONTEMPLAR A CRIAÇÃO COM ADMIRAÇÃO"
Quando contemplamos a criação nos vem um misto de admiração e espanto pela misteriosa arquitetura do universo e a estonteante variedade da natureza à nossa volta. Isso sem falar na complexidade do ser humano.
Contemplação e louvor, é a reação de quem simplesmente  crê.
Contemplação e indagações, é a reação de quem é somente cientista.
Contemplar com espanto e admiração, louvando e indagando, é a reação de quem crê em Deus e na ciência.
Apolônio Carvalho Nascimento

Bom dia !
21 de julho de 2016
"DEIXAR DE LADO TODO RANCOR"
O rancor se cura com o perdão como resposta de amor a quem nos ofendeu. É assim que queremos ser perdoados e é isto que pedimos a Deus ao recitar o Pai Nosso.
Quando reagimos a uma ofensa com outra ofensa, criamos um abismo entre nós e a outra pessoa. Ao passo que o perdão e um gesto de amor como resposta, restaura a paz e muitas vezes ajuda o outro a ver o seu erro.
O rancor destrói todos os sentimentos bons deixando no peito somente a amargura.
Sejamos felizes, eliminemos os rancores e vivamos os amores.

Reproduzido pelo Blog do Ademir Rocha