sexta-feira, 6 de julho de 2012

FOCOLARES: MISSÃO NO NORDESTE E PROJETO AMAZÔNIA



O MOVIMENTO DOS FOCOLARES E AS “MISSÕES” PELO INTERIOR DO NORDESTE

O Projeto Amazônia e as "Missões" pelo Nordeste brasileiro têm praticamente a mesma finalidade. Leia:


Focolares realizam “missões” pelo interior no Nordeste

Os grupos percorreram um circuito pelas comunidades onde o Carisma da Unidade já havia sido difundido e algumas que tiveram ali o primeiro contato com o Movimento dos Focolares.

Uauá (BA), Itabaianinha e Estância (SE), Palmeira dos Índios, Luziápolis, Teotônio Vilela e Feliz Deserto (AL) foram algumas das cidades visitadas pelos “Focolares Temporários” ou “em Missão”. Em cada uma delas e nas redondezas, a experiência de evangelização, realizada pelo Movimento dos Focolares, temporariamente ou “em missão”, tiveram características peculiares. Mas guardam elementos em comum, dentre os quais o mais significativo foi o esforço dos seus protagonistas de se manterem unidos e levarem essa unidade a todos.

Foi com esse espírito que os participantes dessa ação evangelizadora se formaram e se prepararam durante quase dois meses para viajar. Os chamados “Focolares Temporários” ou “Focolares em Missão” foram compostos de membros do Movimento dos Focolares de idades e setores variados. Grupos de até 30 pessoas que, com recursos próprios e grande desprendimento, lançaram-se ao encontro das comunidades.

Nas cidades visitadas também foi intensa a mobilização para identificar os possíveis destinatários das visitas e convites para os diversos encontros promovidos, articular-se com as igrejas locais, providenciar a hospedagem e a alimentação dos visitantes, preparar os ambientes e materiais para as diversas atividades. Em algumas cidades e povoados, as refeições foram fruto de doações e mutirões em refeitórios montados para a ocasião. O esforço de produção, nos bastidores dessa iniciativa, foi considerado semelhante à preparação das Mariápolis, tradicionais congressos anuais organizados pelo Movimento.

Momentos formativos - Na preparação, houve momentos de formação e de interação, nos quais cada um pôde expressar seus anseios e ideias, além de aprofundar aspectos da espiritualidade da unidade. Os Responsáveis pelo Movimento no Nordeste, Ana Lúcia Bandeira e Ivanaldo Araújo enviaram aos participantes uma carta convidando-os a promover “uma invasão do Ideal nas nossas cidades, empenhando-se em viver a missão onde quer que estejam”.

Ana Lúcia e Ivanaldo estimularam os grupos a “cobrir todo Nordeste com nosso amor, na procura de viver a Palavra e gritar o Ideal sobre os telhados”. Como ponto de partida, indicaram que “as iniciativas podem ser as mais variadas” e sugeriram algumas: visitar um grupo de jovens, de idosos ou de famílias; contar a história do Ideal da Unidade para uma paróquia; visitar uma comunidade carente, um cárcere, um abrigo; ler juntos a Palavra de Vida.

A carta recordou aos Focolares Temporários que o tema em aprofundamento no Movimento este ano é justamente a Palavra, e que a fundadora Chiara Lubich desejava que se procurasse viver e comunicar a todos os ensinamentos contidos no Evangelho. Aos que não tivessem condições de aderir a essa iniciativa, Ana Lúcia e Ivanaldo recomendaram que vivessem por ela, de alguma maneira. E foi o que fizeram adultos e jovens, membros do Movimento, que ficaram nas capitais, mas realizaram momentos de oração pelas “missões”.

Tempo e programação - O feriado de Corpus Christi proporcionou a ocasião e os Focolares Temporários pegaram a estrada: em ônibus, vans ou carros particulares. Na programação, encontrar as pessoas que já conhecem o Movimento, mas também os interessados em ter contato com a espiritualidade da unidade. E, como previram os Responsáveis Regionais, os programas foram muito diversificados: visitas de casa em casa nas cidades e povoados, participação em procissões e celebrações eucarísticas, jornadas, cine fóruns, momentos de lazer e cultura, brincadeiras com jovens, adolescentes e crianças.

As igrejas locais deram um grande apoio aos Focolares Temporários. Os bispos abriram as portas de suas dioceses e os sacerdotes fizeram o mesmo em relação às suas paróquias. Em todas as cidades visitadas, os Focolares se integraram às celebrações e procissões em homenagem ao Corpo de Cristo, Corpus Christi, uma tradição católica que inclui a decoração das ruas com tapetes feitos com pó de serra e símbolos litúrgicos. Numa delas, Palmeira dos Índios (AL), uma enorme faixa associava Chiara Lubich ao Movimento Mulheres do Terço; em outra, Feliz Deserto (AL), os membros do Movimento foram convidados a ocuparem os carros de som e conclamarem os fieis a rezar. Em Uauá (BA), a mensagem do Movimento reverberou por meio da rádio local naqueles dias de festa religiosa.

Dom Valério Bredo, Bispo da Diocese de Penedo (AL), investiu os grupos que visitaram as cidades de sua diocese da missão de anunciar a carta apostólica do Papa Bento XVI que convida os católicos a alimentarem sua Fé, com a qual a Igreja Católica, em todo o mundo, deverá realizar um trabalho pastoral no segundo semestre. O bispo da Diocese de Palmeira dos Índios, Dom Dulcênio Fontes de Matos, celebrou a missa de encerramento das atividades do Focolare Temporário na cidade e convidou a comunidade local a se empenhar no Jubileu da Diocese que ocorrerá em 19 de agosto deste ano e aprofundará a Eucaristia.

Realidades locais – Em cada cidade e povoado, os Focolares Temporários assumiram uma característica singular, de acordo com as realidades locais. E havia uma grande flexibilidade nos programas. A regra geral era adaptar-se às circunstâncias, transmitir a unidade especialmente com os gestos e respeitar a cultura de cada lugar. Essa forma de evangelizar produziu resultados como descobertas e conversões espirituais, mudanças nos relacionamentos, novo ânimo na vida cristã e religiosa.

Em uma das visitas às famílias, um senhor com mais de 50 anos, que estava afastado do sacramento do matrimônio, expressou o desejo de confessar-se e “casar na igreja”. Outro senhor decidiu retomar o sacramento da Eucaristia; um adolescente reconciliou-se com os pais, com quem estava em conflito. O pai de um jovem, vítima do consumo de drogas, tomou a decisão de abandonar a bebida para se tornar modelo e apoiar o filho na sua recuperação. Uma jovem verbalizou o desejo de conhecer a vocação de focolarina.

Nos encontros do Movimento, durante as missões, foi grande a diversidade de formatos. Alguns, como em Uauá (BA), seguiram os modelos mais frequentes, com apresentações musicais, temas, testemunhos e tudo organizado: camisas, crachás, livros de canções, painel no salão, cartazes em vários pontos da cidade, carro de som, entrevistas na rádio, banda musical, apresentadores, recursos de multimídia (TVs e telões). Outros foram inusitados como a leitura de breves temas e a partilha de experiências na sala de espera de consultas médicas que foram oferecidas gratuitamente em uma localidade.

Impressões positivas - Foram muitas as impressões a respeito dos Focolares Temporários, de quem viajou e de quem recebeu os viajantes.

Viajantes
  • As famílias que nos receberam acolheram-nos como membros de suas famílias, expressando um grande amor ao Movimento dos Focolares e o desejo de continuar unidos.
  • Foram dias de convivência “familiar”, que concretizaram o testamento de Chiara: “Seja uma Família”.
  • Foi muito rica a experiência, também porque, neste ponto, estamos todos procurando o caminho, a forma, embora conscientes de que tudo deve ser fruto do amor recíproco que gera a presença do verdadeiro Protagonista do Mundo Unido.
  • Esses dias de Focolare Temporário foram uma experiência extraordinária, de doação total, de levar o Ideal para aquelas pessoas tão sedentas de Deus.
  • A experiência foi forte: comunicar o Ideal àqueles que não o conheciam. Foram lançadas muitas sementes que agora, com a ajuda do grande Agricultor procuraremos cultivá-las.
  • A chama do Ideal se fortificou dentro de mim e espero incendiar as outras pessoas com essa chama.
  • Não podemos nos esquecer de agradecer a Chiara Lubich que, através da doação de sua vida, nos ajuda a chegar a Deus com o auxílio dessa grande família que constituiu aqui na terra. E a cada um que participou dessa experiência, quer seja nos municípios ou aqui na capital rezando por nós…
  • Senti que realmente o céu está ao nosso alcance e quero dizer a todos isso: amar é o único caminho; obviamente, por ter sido a primeira experiência, precisamos melhorar muito, mas tudo fica na misericórdia divina e vamos lá… que venham os próximos.
Anfitriões
  • Os dias de Focolare Temporário foram de uma experiência única nunca pensei que em 2012 acontecesse algo tão especial em minha vida…
  • Posso dizer que esses dias foram de uma experiência grandiosa e que nos fortaleceu para continuarmos nessa aventura divina.
  • Agradeço imensamente por ter conhecido o movimento, a presença do focolare é muito importante para nós, nos leva a fazer uma experiência de comunidade.
  • Eu esperei tanto por esse momento. Foi muito especial esse encontro.
Adolescentes
  • Aprendemos muitas coisas com os focolares: amar o próximo e a dividir o que temos.
  • Foi muito legal compartilhar palestras e brincadeiras. Vou aplicar o que aprendi na minha vida, não só em minha casa, mas também com os colegas e amigos.
  • Eu aprendi que devemos sempre amar uns aos outros: crianças, adultos e idosos.
  • Aprendi que nós devemos ajudar as pessoas e o focolare tem uma experiência muito boa, que eu quero fazer na minha vida.
Reproduzido pelo Blog do Ademir Rocha, de Abaetetuba/Pa

quarta-feira, 27 de junho de 2012

ENCONTRO DA PALAVRA DE VIDA E NOTÍCIAS

Convite para o Encontro da
Palavra de Vida
Julho/2012
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Modelo de Inscrição para o
Projeto Amazônia 2012
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A Fraternidade na Política e no Social
Leia

E inscrição para Projeto Amazônia, convite para o Encontro da Palavra de Vida de Julho/2012:
Turim, Capital da Fraternidade

1 Julho 2012 

(Italiano) A 10 anni dal conferimento della cittadinanza onoraria a Chiara Lubich, Torino la ricorda con un convegno sulla fraternità.

O encontro é organizado no 10º aniversário da Cidadania Honorária concedida a Chiara Lubich no dia 2 de junho de 2002. Naquela ocasião Chiara Lubich dirigiu-se à população com uma palestra intitulada “Da fraternidade na política”, e no Livro de Ouro da cidade ela escreveu: “Auguro que Turim torne-se a capital da fraternidade”.

Dez anos depois, na tarde do dia 7 de maio de 2012, a Câmara dos Deputados de Turim deliberou a adesão do município à Associação Cidades pela Fraternidade, fundada da inspiração de Chiara Lubich, com o seu compromisso social dedicado à realização do princípio da fraternidade e à promoção de relações fundamentadas na gratuidade, reciprocidade e interdependência.

A Associação, da qual atualmente fazem parte mais de 70 prefeituras, de tendências e partidos diferentes, nasceu em 2008, com o objetivo de difundir na vida política, partindo das próprias entidades locais, o princípio da fraternidade como método concreto para a afirmação do bem comum.

Com o encontro do dia 1º de julho os organizadores desejam focalizar a realidade atual da fraternidade na cidade de Turim para abrir, depois, uma perspectiva sobre o futuro, na ótica do pensamento sobre a fraternidade de Chiara Lubich.

Palestrantes: Piero Fassino, prefeito de Turim; Pasquale Boccia, presidente da Associação Cidades pela Fraternidade; Giulia Eli Folonari, secretária pessoal de Chiara Lubich; Chiara Saraceno, socióloga; Luigino Bruni, economista.
ESCREVA-NOS

segunda-feira, 18 de junho de 2012

CLARA DE ASSIS E CHIARA LUBICH


CLARA DE ASSIS E CHIARA LUBICH


Movimento dos Focolares

Junho 2012: “Trabalhai não pelo alimento que perece, mas pelo alimento que permanece até à v ...

Clara de Assis e Chiara Lubich, Dois Carismas em Comunhão

12 Junho 2012

No VIII centenário da consagração a Deus de Clara de Assis realizou-se um encontro original, que colocou lado a lado dois carismas, um antigo e um atual. Um evento em três atos. 

Num dia cheio de sol, 9 de junho de 2012, realizou-se o Congresso “Clara de Assis e Chiara Lubich: dois carismas em comunhão”, evento que veio enriquecer o Ano Clariano, no qual deseja-se rememorar a conversão e a consagração a Deus de Clara de Assis, no seu VIII centenário. E atestar a atualidade do seu fascínio. Por isso o desejo de aprofundar a relação, ou melhor, a comunhão entre o carisma de Clara de Assis e de Chiara Lubich.

Suscitou grande interesse a mesa-redonda introduzida pelas palavras do prefeito Claudio Ricci e do bispo de Assis, D. Domenico Sorrentino. O professor P. Pietro Maranesi, OFM Cap., fez uma calorosa reflexão sobre “Francisco e Clara: um carisma, dois semblantes”. A dimensão profética e revolucionária que, por si só, contesta os costumes de uma época. A novidade perturbadora de aspectos como a “misericórdia” e a “partilha”, que emergem da “conversão” de Francisco. A “viagem” espiritual de Clara, que descobre a sua identidade no “semblante” de Francisco: “…sem aquele rosto eu não teria um rosto. Encontrei Deus através dele”. A deles foi uma abertura profética que, na sociedade medieval, levou a descobrir o “outro” como caminho para chegar a Deus.

Outros tempos, mas a mesma operação foi realizada por Chiara Lubich. Foi o que demonstrou a professora, Ir. Alessandra Smerilli, F.M.A., com “O reflexo dos carismas na história e na sociedade”. A realidade de um carisma não é somente “graça”, “gratuidade”, mas “naqueles que vivem no desconforto, são olhos que veem algo de belo e grande”. Daqui o fato de os carismas tornarem-se “desbravadores na fronteira do humano, que impelem suas enxadas cada vez mais adiante” na busca e no compromisso. E são ainda caminhos para a emersão do feminino.

Foi assim para as duas Claras: a de Assis conseguiu que fosse aprovada na sua regra a inédita “altíssima pobreza”; a de Trento inseriu na Igreja a grande novidade que um movimento eclesial, que contempla todas as vocações, seja sempre presidido por uma mulher. Com realizações leigas, intensamente civis (como a Economia de Comunhão), que dizem quanto os carismas, ontem como hoje, contribuem para uma sociedade mais humana e mais bela.

A beleza, a estética, está, de fato, implícita na ação de um carisma. “Clara de Assis e Chiara Lubich: a comunhão entre dois carismas como fonte de luz” foi o tema da  Lucia Abignente, do Movimento dos Focolares, que salientou a sintonia e a comunhão entre as duas Claras, como fonte de luz, de fidelidade renovada e de unidade, para recolher a herança que deixaram e viver, nos nossos dias, a mensagem delas.

“Santa unidade e altíssima pobreza” o carisma da primeira; “unidade, cuja chave é o amor exclusivo a Jesus abandonado”, o da segunda. Uma sintonia e comunhão que atravessa os séculos e leva Chiara Lubich – num período especial de luz – a descrever a Igreja como um “Cristo estendido” no tempo e no espaço, onde a variedade dos carismas corresponde à totalidade do Evangelho. Como um jardim com muitas flores diferentes.

“Claritas”, “clarificar”, palavras que, na linguagem cunhada por Chiara Lubich, convidam a injetar a luz das realidades espirituais nas realidades temporais. Como segundo ato do evento foi dedicado a Chiara Lubich um largo, adjacente à Basílica Superior de São Francisco. Ao dar a sua benção ao “Largo Chiara Lubich”, D. Sorrentino fez votos que “seja um chamado a todos a considerar cada rua como um lugar de encontro e diálogo com todos”. E o prefeito Ricci declarou ver nele “as pedras de Assis, berço do carisma franciscano, recobertas hoje por um carisma a mais, com o estilo de ‘ser família’ que tem reflexos na esfera econômica e social”.

O dia concluiu-se no teatro Metastasio, com o musical “Clara de Deus”, de Carlo Tedeschi. Uma vibrante viagem de danças, ritmo e música na vida de Clara de Assis, executado com convicção por uma companhia de jovens que assumiram o testemunho da sua mensagem.
De Victoria Gómez
 Reproduzido pelo Blog do Ademir Rocha, de Abaetetuba/PA

terça-feira, 5 de junho de 2012

ENCONTRO INTERNACIONAL DE FAMÍLIAS



ENCONTRO INTERNACIONAL DE FAMÍLIAS

Maria Voce e as famílias
 

Movimentos dos Focolares

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Palavra de vida Junho 2012: “Trabalhai não pelo alimento que perece, mas pelo alimento que permanece até à v ...+

Milão 2012: Maria Voce às famílias dos Focolares: No contexto do VII Encontro Mundial das Famílias, Maria Voce fala a 4 mil è pess ...

Milão 2012: Maria Voce às famílias dos Focolares
2 Junho 2012

No contexto do VII Encontro Mundial das Famílias, Maria Voce fala a 4 mil è pessoas aderentes ao Movimento dos Focolares, enquanto aguarda-se o encontro com Bento XVI.

Manhã de sábado, dia 2 de junho. A cidade de Sesto San Giovanni (Milão) recebeu 4 mil pessoas provenientes da Lombardia e regiões adjacentes, famílias aderentes ao Movimento dos Focolares que participam ativamente do Encontro Mundial. Parte da programação foi o discurso da presidente Maria Voce. Presente também o copresidente Giancarlo Faletti.

«Nestes dias, em que coloca-se a foco a realidade da família – iniciou Maria Voce – surge uma pergunta: qual o desígnio de Deus sobre ela?». Respondeu citando Chiara Lubich ao Familyfest de 1981, em Roma: «Deus criou, plasmou uma família. Quando encarnou-se quis ao seu redor uma família. Quando Jesus iniciou a sua missão e manifestou a sua glória, estava festejando uma família».

Referindo-se ao tema da Jornada de Milão, O trabalho e a festa na vida da família”, salientou a importância do trabalho para a sua fundação e subsistência.

«Por sua vez – afirmou a presidente – a família também é importante para o trabalho. Com a educação à laboriosidade e aos típicos valores que esta traz, com o seu peculiar espírito de cooperação e solidariedade, com a importância da gratuidade, da reciprocidade, de ser dádiva uns para os outros, garantem-se bases sólidas para a sociedade, ainda que – asseverou com força – o homem não seja feito apenas para o trabalho.

«Para isso é necessário que o trabalho seja organizado e desenvolvido levando em consideração não somente as exigências financeiras das pessoas, mas do seu bem estar efetivo e total. Daqui a importância de que os tempos do trabalho sejam harmonizados com os da família».

A este ponto a presidente recordou que também Jesus trabalhou (como José e Maria), e que eles «além de terem sido perfeitos trabalhadores, nos dão o verdadeiro significado da festa». Neste sentido recordou a peregrinação a Jerusalém… e as bodas de Caná «onde (Jesus), com Maria, sua mãe, foram festejar as núpcias de dois esposos. (…) Na vida da Sagrada Família existia, sim, o trabalho, mas também a festa, o que significa um tempo dedicado ao repouso, às relações com os outros».

Referindo-se ainda a Chiara Lubich, Maria Voce concluiu sublinhando que «de certo modo (Chiara) já nos tinha antecipado os termos deste binômio: trabalho e festa. Isto é, se vivermos bem os valores da família também o trabalho e a festa serão impregnados por esses valores, e nos tornaremos testemunhas e construtores autênticos de uma sociedade segundo o coração de Deus».

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Reproduzido pelo Blog de Ademir Rocha

terça-feira, 15 de maio de 2012

A ECONOMIA DE COMUNHÃO: CONSTRUÇÃO DE UM MUNDO ECONÔMICO E SOCIAL MENOS INJUSTO

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Chiara Lubich e a Economia de Comunhão
14/5/2012 14:20,  Por Adital

“Ao contrário da economia consumista, baseada na cultura do “ter”, a economia de comunhão é a economia do “dar”. Isto pode parecer difícil, árduo, heroico. Mas não é assim, porque o homem, feito à imagem de Deus, que é Amor, encontra a própria realização justamente no amor, na doação. Esta exigência está no mais profundo do seu ser, tenha ele fé em Deus ou não. É justamente nesta constatação, comprovada pela nossa experiência, que está a esperança de uma difusão universal da economia de comunhão”. (Chiara Lubich)

O distanciamento cada vez mais frequente entre as pessoas, a agressão sistemática ao meio ambiente em prol de um crescimento econômico sem limites, a consolidação de um modelo econômico que enaltece substancialmente o consumo conspícuo, a busca desenfreada pelo dinheiro como sinônimo de felicidade, o crescimento das injustiças econômicas e sociais e o desmantelamento dos princípios básicos que modelam a teia da vida. A somatória disso provoca profundo descontentamento e tem levado cada vez mais pessoas à reflexão em torno de se resgatar os laços de sociabilidade e de afirmar um compromisso em prol de um mundo melhor; de um mundo mais justo e socialmente mais equilibrado.

É nesse sentido, de se resgatar a possibilidade de se construir um mundo econômico e social menos injusto, que crescem ações buscando reverter essa tendência de distanciamento entre as pessoas, tentando aproximá-las pela prática da partilha, da comunhão (da comum união). 

Tentativas de novos agrupamentos em favor de ações coletivas, cercadas de cooperação e união entre os membros tem se destacado com mais frequência numa época em que os valores monetários tem se soerguido, sobremaneira, em relação aos valores éticos, morais e sociais. 

Uma tentativa nessa linha de atuação cooperativa que merece destaque é a chamada Economia de Comunhão (EdC). 

A comunhão (comum união entre os membros) tem sido uma porta de entrada para a solidificação de um novo modo de fazer economia, no qual esteja presente a prática da comunhão-cooperação-fraternidade. Em poucas palavras, a Economia de Comunhão pode ser resumida como sendo a combinação de eficiência econômica com solidariedade, tendo como arrimo o princípio da cooperação.

A verdade é que a busca pela justiça social e um lugar para se viver em que “entre eles não haja necessitados” (lema da EdC) tem sido discutido amplamente entre aqueles que se põem a construir uma nova maneira de pensar a própria vida a partir das relações econômicas, tendo como elemento integrador desse sistema a participação das empresas. Esse é o modelo de atuação da Economia de Comunhão que procura, por meio de redes (conjunto de pessoas ou organizações interligadas direta ou indiretamente) pôr a economia à serviço do atendimento aos mais pobres, pois percebe claramente que os sistemas econômicos tradicionais são (e tem sido) incapazes de tirar a fome da boca de uma criança.

O ponto fundamental desse novo jeito de “pensar a economia” é a cooperação e a ajuda mútua (na prática é a cultura do “dar” e do “doar-se”) entre os agentes e o amplo e irrestrito apoio aos projetos de cunho social que enalteçam o papel das pessoas integrando-as no sistema produtivo. O propósito é um só: levar a dimensão da fraternidade para a macroeconomia que dita, na essência, as políticas econômicas públicas. O objetivo? Fazer com que a teoria econômica tradicional seja sensível à economia social e faça valer o princípio maior dessa ciência social: proporcionar melhoria (bem-estar) de vida a todos.

Nas palavras de Chiara Lubich (1920-2008), ativista social italiana, criadora desse movimento a partir de uma visita feita às comunidades carentes em São Paulo, em 1991: “a Economia de Comunhão deve canalizar capacidades e recursos para produzir riqueza em prol dos que se encontram em dificuldades. Os lucros devem ser livremente colocados em comum, divididos em três partes, no seguinte sentido: 1) Ajudar os pobres e dar-lhes sustento, enquanto não conseguirem um posto de trabalho; 2) Desenvolver estruturas de formação de ‘homens-novos’, ou seja, pessoas formadas e animadas pelo amor, capazes de viver a ‘ cultura da partilha’, e; 3) Incrementar e fortalecer a própria empresa. (CHIARA, L. em “O Movimento dos Focolares e a Economia de Comunhão”, Vargem Grande Paulista, Ed. Cidade Nova, 1.999).

Nota-se com isso que algumas ações em prol da construção de um mundo melhor estão em plena atividade; resta de nossa parte, uma maior participação, afinal, em se tratando de resgatar os mais nobres valores em torno da vida, isso não pode esperar por muito tempo.

Reproduzido pelo Blog do Prof. Ademir Rocha, de Abaetetuba/PA

segunda-feira, 7 de maio de 2012

QUEM É CHIARA LUBICH?


QUEM É CHIARA LUBICH?

Fonte: focolares.org.br
               
Movimentos dos Focolares

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Quem é Chiara?


No dia 7 de dezembro de 1943, a jovem professora Silvia Lubich jamais teria imaginado que, alguns decênios mais tarde, quatro Papas teriam pronunciado palavras muito comprometedoras sobre a sua pessoa e sobre a sua família espiritual. Não tinha nenhuma ideia do que teria visto e vivido em seus 88 anos de vida. Não podia calcular os milhões de pessoas que a seguiriam. Não imaginava que com os seus amigos chegaria a 182 nações. Teria podido pensar que iria inaugurar uma nova era de comunhão na Igreja e que teria aberto canais de diálogo ecumênico nunca antes percorridos? E muito menos podia imaginar que na sua família teria acolhido fieis de outras religiões, pessoas sem uma referência religiosa. Aliás, não tinha nem mesmo a ideia que teria fundado um movimento. Naquele dia 7 de dezembro de 1943, Chiara Lubich tinha apenas os sentimentos de uma jovem e bela mulher enamorada pelo seu Deus, com o qual firmava um pacto de núpcias, timbrado com três cravos vermelhos. Isso lhe bastava. Poderia imaginar a coroa de gente de todas as idades, posições e raças, que a teria acompanhado em suas viagens, chamando-a simplesmente “Chiara”? Na sua pequena Trento, poderia supor que suas intuições místicas teriam descerrado uma cultura da unidade, adequada à sociedade multiétnica, multirracial e multirreligiosa? Chiara Lubich precedeu os tempos. Mulher e leiga, ela propôs na Igreja temas e aberturas que mais tarde seriam retomadas pelo Concílio Vaticano II. Quando ninguém falava de aproximação entre civilizações, ela soube indicar, na sociedade internacionalizada, o caminho da fraternidade universal. Respeitou a vida e buscou o sentido do sofrimento. Traçou um caminho de santidade, religiosa e civil, praticável por qualquer pessoa, não reservada a poucos eleitos. Em 1977, no Congresso Eucarístico de Pescara, na Itália, ela disse: “A caneta não sabe o que deverá escrever, o pincel não sabe o que deverá pintar e o cinzel não sabe o que deverá esculpir. Quando Deus toma em suas mãos uma criatura para fazer surgir uma obra Sua na Igreja, a pessoa escolhida não sabe o que deverá fazer. É um instrumento. Creio que este é o meu caso”. E continuou: “Fecundidade e difusão desproporcionais a qualquer força ou capacidade humana, cruzes, cruzes, mas também frutos, frutos, frutos abundantes. E os instrumentos de Deus têm, em geral, uma característica: a pequenez, a fragilidade… Enquanto o instrumento move-se nas mãos de Deus, Ele o forma, com muitos e muitos expedientes, dolorosos e jucundos. E assim o torna cada vez mais apto ao trabalho que deve realizar. Até que, tendo conquistado um profundo conhecimento de si, e uma certa intuição de Deus, pode dizer com competência: eu sou nada, Deus é tudo. Quando a aventura iniciou, em Trento, eu não tinha um programa, não sabia nada. A ideia do Movimento estava em Deus, o projeto no Céu”. Chiara Lubich está na origem do Movimento dos Focolares. Nasceu em 22 de janeiro de 1920, em Trento, e morreu em 14 de março de 2008, em Rocca di Papa, circundada pelo seu povo.

Reproduzido pelo Blog do Prof. Ademir Rocha, de Abaetetuba/PA
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