quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Palavra de Vida de 2017

Palavra de Vida de Novembro de 2017
Fonte: www.focolare.org
29 Outubro 2017
“O maior dentre vós deve ser aquele que vos serve.” (Mt 23,11)

Dirigindo-se à multidão que o seguia, Jesus anunciava a novidade do estilo de vida daqueles que querem ser seus discípulos, um estilo “contracorrente” diante da mentalidade mais difundida .
Naquele tempo, como também hoje, era fácil fazer discursos moralistas e depois não viver coerentemente, procurando para si, em vez disso, posições de prestígio no contexto social, maneiras de ficar em relevo e de servir-se dos outros para obter vantagens pessoais.
Mas aos seus discípulos Jesus pede uma lógica totalmente diferente nas relações com os outros, aquela que Ele mesmo viveu:
“O maior dentre vós deve ser aquele que vos serve.”
Em um encontro com pessoas desejosas de descobrir como se vive o Evangelho, Chiara Lubich partilhou deste modo a sua experiência espiritual:
“Deve-se sempre fixar o olhar no único Pai de muitos filhos. Depois, olhar para todas as criaturas como filhas de um único Pai. (…) Jesus, nosso modelo, ensinou-nos apenas duas coisas que são uma: a sermos filhos de um só Pai e a sermos irmãos uns dos outros. (…) Portanto, Deus nos chamava à fraternidade universal”.
É essa a novidade: amar a todos, como fez Jesus, porque todos – como eu, como você, como qualquer pessoa na terra – são filhos de Deus, amados e esperados desde sempre por Ele.
Desse modo descobrimos que o irmão a ser amado concretamente, “também com os músculos”, é cada uma daquelas pessoas que encontramos diariamente. É o papai, a sogra, o filho pequeno, o filho revoltado. É o detento, o mendigo e o deficiente. É o chefe da repartição e é a faxineira. É o companheiro de partido e é aquele que tem ideias políticas diferentes das nossas. É quem tem a nossa mesma fé e cultura, mas também o estrangeiro.
A atitude tipicamente cristã para amar o irmão é colocar-se a seu serviço:
“O maior dentre vós deve ser aquele que vos serve.”
Diz ainda Chiara: “Aspirar constantemente ao primado evangélico, colocando-se o mais possível a serviço do próximo. (…) E qual é o modo melhor de servir? Fazer-se “um” com cada pessoa que encontramos, sentindo em nós os seus sentimentos: assumi-los como coisa nossa, que se tornou nossa pelo amor. (…) Ou seja: não mais viver fechados em nós mesmos; procurar carregar os seus pesos, compartilhar as suas alegrias”.
Toda e qualquer capacidade e qualidade positiva que tenhamos, tudo aquilo que nos possa fazer sentir “grandes” é uma ocasião imperdível de serviço: a experiência profissional, a sensibilidade artística, a cultura, como também a capacidade de sorrir e de fazer sorrir; o tempo que podemos oferecer para escutar a quem tem dúvidas ou está sofrendo; as energias da juventude, como também a força da oração, quando a força física se desvanece.
“O maior dentre vós deve ser aquele que vos serve.”
E esse amor evangélico, desinteressado, mais cedo ou mais tarde acende no coração do irmão o mesmo desejo de partilha, renovando os relacionamentos na família, na paróquia, nos lugares de trabalho ou de lazer e colocando as bases para uma nova sociedade.
Hermez, um adolescente do Oriente Médio, conta: “Era domingo. Assim que acordei pedi a Jesus que me iluminasse o dia todo no meu modo de amar. Percebi que meus pais tinham ido à Missa e me veio a ideia de limpar e arrumar a casa. Procurei caprichar em todos os detalhes, até mesmo com flores em cima da mesa! Depois preparei o café da manhã, arrumando tudo. Quando voltaram, meus pais ficaram surpresos e muito felizes com o que encontraram. Naquele domingo tomamos café mais felizes do que nunca, conversando sobre muitas coisas, e consegui contar para eles as muitas experiências que tinha vivido durante a semana. Aquele pequeno ato de amor tinha dado o toque para um dia maravilhoso!”
Letizia Magri

História
Os “últimos confins da Terra”, e nada menos.
Trento, 1944, festa de Cristo Rei.
Terminada a Missa, Chiara e as suas primeiras companheiras reúnem-se ao redor do altar, e quase sem entender o alcance do que estão fazendo, pedem a Deus que seja atuada, também através delas, uma frase que tinham escutado durante a liturgia:
«Pede-me e eu te darei as nações por herança e estenderei o teu domínio até as extremidades da terra» (Sal 2,8).
«Tu sabes como realizar a unidade – elas dizem –. Nós estamos aqui. Se queres, usa de nós».
Para um ideal vasto como é a unidade, aquela que Jesus pediu ao Pai, “que todos sejam um” (Jo 17,21), o horizonte não poderia deixar de ser o mundo e, olhando em retrospectiva, entende-se porque desde os primeiros balbucios do Movimento que nascia, os desejos do coração mirassem longe. Naquela época ninguém podia imaginar que aqueles «últimos confins da Terra» teriam sido alcançados, e com uma certa rapidez. Não uma programação feita em prancheta, mas seguir um caminho que Alguém estava traçando. «O Movimento se desenvolveu segundo um desígnio de Deus preciso, que nós sempre ignoramos, mas que se revelava no seu tempo», dirá Chiara Lubich, ao narrar a sua história no XIX Congresso Eucarístico Nacional italiano, em Pescara, no ano de 1977. Naquela ocasião ela salientou como «a caneta não sabe o que deverá escrever, o pincel não sabe o que deverá pintar, o cinzel não sabe o que deverá esculpir. Assim, quando Deus toma uma criatura entre as mãos, para fazer surgir uma obra sua na Igreja, ela não sabe o que deverá fazer. É um instrumento. Quando tudo começou, em Trento, eu não tinha um programa, não sabia nada. A ideia da Obra estava em Deus, o projeto no Céu. Foi assim no início, e foi assim durante os 34 anos de desenvolvimento do Movimento dos Focolares». E foi assim, acrescentamos nós, nos anos sucessivos, até hoje.
Evidentemente, aquele primeiro núcleo de moças estava destinado a não ficar fechado dentro da pequena capital da região trentina, onde, depois de apenas alguns meses já eram 500 as pessoas que partilhavam o ideal da unidade, de todas as idades e condições sociais. E logo ele superou as fronteiras regionais.
Quando a guerra terminou as primeiras focolarinas se transferiram para algumas cidades da Itália, por motivos de estudo e de trabalho. E não faltaram convites de pessoas que desejavam conhecer e difundir a outros a experiência delas.
A primeira etapa foi Roma, para aonde a própria Chiara se transferiu, em 1948, e depois Florença, Milão, Siracusa, etc. Em 1956 iniciou a difusão na Europa, em 1958 na América Latina, em 1961 na América do Norte. No ano de 1963 chegou a vez da África, 1966 da Ásia e 1967 da Austrália.
Hoje o Movimento dos Focolares está presente em 182 países, conta com cerca de dois milhões de aderentes e simpatizantes, predominantemente católicos, mas não só. De maneiras variadas, participam dele milhares de cristãos de 350 Igrejas e comunidades eclesiais, muitos seguidores de outras religiões, entre os quais judeus, muçulmanos, budistas, hindus, sikhs… e pessoas de convicções não religiosas.
O núcleo central do Movimento é constituído por mais de 140 mil animadores, das várias ramificações. Em breve, esta é, até hoje, a história de um povo que nasceu do Evangelho.
«Naquele dia nós pedimos com fé – escreveu Chiara em 2000 –. O Movimento chegou realmente até os últimos confins. E neste “novo povo” estão representados os povos de toda a Terra».
Reproduzido pelo Blog do Ademir Rocha

O “espírito de Primiero” e a paz entre os povos
3 Setembro 2016
A atualidade de um pacto selado em 1959 no norte da Itália. O olhar planetário das primeiras comunidades do Movimento dos Focolares, da guerra fria aos cenários do novo milênio.
Ano de 1959. Em Fiera de Primiero se realizava, no lugarejo trentino, a última das primeiras Mariápolis, etimologicamente “cidade de Maria”, um dos encontros marcados típicos do Movimento dos Focolares, nos quais, durante alguns dias, adultos, jovens e crianças, pessoas das mais variadas proveniências, se reúnem com o objetivo de viver uma experiência de fraternidade, à luz dos valores universais do Evangelho. Hoje estes encontros se realizam todos os anos em numerosos países do mundo, propondo, em contextos muito diferentes, a “regra de ouro” que convida a fazer aos outros o que se gostaria que fosse feito a si.
No dia 22 de agosto daquele ano, no auge da “guerra fria” que contrapunha o bloco ocidental ao soviético, os participantes da Mariápolis, provenientes de bem 27 nações, decidiram consagrar a Maria eles mesmos e os próprios povos a que pertenciam. A fórmula de consagração foi lida em nove línguas presentes e aquele “povo” compreendeu que a vida de unidade, descoberta e experimentada em Primiero, estava destinada a se difundir no mundo inteiro.
Hoje, numa época de “choque de incivilidades”, as relações entre os estados se mostram na máxima desordem e, por isso, é evidente a importância dos propósitos daquele evento de 1959, tanto que o novo Município unificado de Primiero acolheu, nos dias 27 e 28 de agosto, o simpósio “Os Povos na Família humana”, que teve como relatores o jurista Gianni Caso, presidente honorário da Corte de Cassação, e Vincenzo Bonomo, diretor do curso de graduação em Jurisprudência da Pontifícia Universidade Lateranense.
Nesta época não se fala de povos, mas, ao máximo, de estados. Os povos são agregações naturais com direito à autodeterminação; os estados chegam até mesmo a negar a existência de povos indígenas, que também existem, para não ter que, eventualmente, reconhecer o seu direito à autodeterminação. Prefere-se falar de “sociedade civil” que tem, no máximo, uma opinião: os povos não têm uma opinião, têm um direito a se autodeterminarem e podem, e frequentemente desejariam, reivindicá-lo.
«A paz dos povos é a ordem desejada por Deus», afirmou Chiara Lubich e confiou a Maria os povos, não os estados. Ela os confiou à defesa de Maria porque os povos têm direito à defesa.
«Hoje não existe mais guerra fria – afirma Bonomo -, mas existe uma paz fria, que talvez é pior, porque é uma paz, ou presunção de paz, não baseada em valores compartilhados».
O que permanece hoje daquele “pacto” de 1959? A enunciação daqueles princípios é hoje extremamente atual para se orientar no difícil panorama geopolítico. Segundo os relatores permanece o método de leitura dos fatos; permanece o importante instrumento da visão de um mundo unido que não abole as diferenças, mas as exalta.
Hoje existe uma vontade de redescobrir os valores proféticos estabelecidos naquele distante 1959 e as pessoas presentes no encontro mostraram paixão e convicção. Um dos políticos locais, prefeito dos antigos municípios confluídos no município unificado de Primiero, afirmou que a Mariápolis de Primiero não deve ser, para o vale, um ponto de atração turístico, mas deve finalmente, com os seus valores “mudar a nossa vida”.
Existe o desejo de fazer com que cresça o patrimônio de valores deixado por Chiara Lubich e fazer de Primiero um laboratório de fraternidade entre povos. Um percurso que se revelou inclusive na recente não fácil unificação dos quatro municípios, (Fiera de Primiero, Siror, Tonadico e Transacqua), quatro pequenos “povos” que, pelo bem comum, escolheram a comunhão.
Aqueles que viveram aquela experiência de mais de 50 anos atrás falam de «sementes plantadas que é preciso continuar a regar». Na discussão se insere uma conexão ideal entre o “Espírito de Assis”, nas relações entre as religiões e o “Espírito de Primiero” nas relações entre os povos. No domingo de manhã, 28 de agosto de 2016, na lotada igreja paroquial de Fiera, se repetiu o ato de consagração com a “fórmula” recitada em 1959 naquela mesma igreja. Um sinal de festa para uma nova, profunda, responsável ideia de paz.
de Roberto Di Pietro
Fonte: Città Nuova
Reproduzido pelo Blog do Ademir Rocha

Pasquale Foresi
30 Junho 2015
Cofundador, com Chiara Lubich, do Movimento do Focolares (5 de julho de 1929 -14 de junho de 2015)
Um grande número de pessoas, inclusive de outros países da Europa, chegou a Rocca di Papa (Roma), para a última saudação a Pasquale Foresi. Para não falar dos incontáveis acessos streaming, um testemunho da estima e do reconhecimento por esta figura de relevo dos Focolares.
Padre Foresi contribuiu muito para o desenvolvimento do Movimento, desde quando Chiara Lubich desejou tê-lo ao seu lado, ainda no início, definindo-o como cofundador, juntamente com Igino Giordani. Agora, todos três – Lubich – Giordani – Foresi – repousam na pequena capela do Centro Internacional, sinal visível de uma tríade que, recomposta no céu, continua a sustentar todos os que se empenham no caminho da unidade que desabrocha do carisma de Chiara.
Pasquale nasceu em Livorno, em 1929. Com apenas 14 anos, para “prestar algum serviço à Itália”, como deixa escrito, foge durante a noite para unir-se aos grupos da Resistência que lutam por uma nova Itália. É naquele período que começa a aflorar nele a ideia do sacerdócio.
Voltando para casa, entra no seminário diocesano de Pistoia (para aonde a sua família se havia transferido) e depois vai para o Colégio Capranica, em Roma, para frequentar a Universidade Gregoriana. Mas aquela vida parece não satisfazê-lo completamente.
Entretanto o seu pai, Palmiro, deputado no Parlamento italiano, conhece Igino Giordani, que, por sua vez, apresenta-o a Chiara Lubich. Profundamente tocado pelo radicalismo evangélico daquela jovem de Trento, o deputado Foresi deseja que ela conheça o seu filho, que ele sabia estar em busca de um cristianismo autêntico. É feito o convite era para ir a Pistoia a fim de encontrar a elite católica local. Não podendo ir pessoalmente, Chiara envia Graziella De Luca, uma de suas primeiras companheiras, que por um engano chega em Pistoia no dia seguinte ao que estava marcado.
Foi Pasquale que a recebeu na residência Foresi. Por nada interessado em conhecê-la, por pura cortesia oferece-se para acompanhá-la até um sacerdote que teria vindo ao encontro no dia anterior. No caminho, sempre para não ser deseducado, dirige a ela algumas perguntas acerca da sua experiência espiritual, o que o deixa profundamente tocado, a ponto de expressar o desejo de conhecer Chiara. No Natal de 1949 Pasquale passa alguns dias em Trento: é um encontro verdadeiramente fulgurante para ele, que toma a decisão de ir morar no primeiro focolare masculino de Roma. Lá encontra a confirmação de sua vocação ao focolare – são palavras suas -: «não era entrar num instituto religioso mais belo e mais santo do que os outros, mas era fazer parte de uma revolução cristã religiosa e civil, que teria renovado a Igreja e a humanidade».

Chiara percebe em Pasquale uma feição muito especial e o convida a dividir com ela a direção do Movimento.
Com a sua doação a Deus no focolare, Pasquale vê completamente saciada a sua sede de radicalismo e sente renascer o chamado ao sacerdócio. A sua missão torna-se ainda mais específica. Pelo seu profundo conhecimento da teologia, Pasquale Foresi sabe reconhecer toda a força doutrinal contida nas intuições de Chiara e é interlocutor qualificado nas relações com a Igreja, especialmente quando o nascente Movimento é estudado pelo Santo Ofício.
Mas a maior incumbência de Pe. Foresi é a da “concretização”, ou seja, ajudar Chiara a realizar, em obras, aquilo que o carisma da unidade deu a ela: a pequena cidade-testemunho de Loppiano, nos arredores de Florença (Itália), o grupo editorial Città Nuova, o Instituto Universitário Sophia, fundado em 2007, em Loppiano.
«Em um dado momento – ele mesmo conta – tive a impressão de ter errado tudo na minha vida e, especialmente, a impressão de que aquelas coisas positivas para as quais eu poderia ter contribuído, eram minhas e não de Deus». A sua é uma provação espiritual que Deus permite aos grandes no espírito, para uma profunda purificação e um desapego de tudo o que não é Ele mesmo. É precisamente durante esta provação espiritual, que parece comprometer inclusive a sua saúde, que alcançam maior desenvolvimento as inúmeras obras que Chiara vê realizar-se, tendo ao seu lado Pe. Foresi na função de copresidente.
Suas obras, Teologia da Socialidade e Conversações com o Focolarinos, possuem um grande espessor sapiencial e são fontes de inspiração inclusive para outros autores do Movimento.
Após a morte de Chiara foi determinante a serena contribuição de Pe. Foresi na Assembleia Geral que elegeria a primeira presidente que iria suceder a fundadora.
Obrigado, Pe. Foresi!
Reproduzido pelo Blog do Ademir Rocha

Hemmerle: caminhos de santidade
1 Novembro 2017
Na festividade de Todos os Santos o bispo Klaus Hemmerle (1929-1994), teólogo e filósofo, propõe uma santidade que nasce do compartilhar totalmente a si mesmos com os pequenos, os pobres, sabendo nos posicionar à altura deles.
A santidade dos grandes quase sempre nasceu de um movimento na direção de Deus e na direção dos pequenos e dos pobres, acontecido de maneira não convencional.
Eles deixaram o próprio lugar. Foram na direção dos pobres, não dando esmolas, mas compartilhando a vida deles, para acolhê-los no íntimo das suas vidas, de tal modo que, por causa disso, as suas vidas resultavam radicalmente mudadas.
A decisão radical por Deus somente é, na maior parte dos casos da história da salvação, uma decisão pelos pobres, uma decisão pelos pequenos, uma decisão pelos impotentes.
É uma decisão que não pretende somente melhorar a sua situação, que não quer somente distribuir algumas esmolas, nem viver uma ínfima parte da vida deles de quando em quando, para depois poder voltar para a própria condição: procede sempre de uma metanóia, de uma íntima reviravolta da mentalidade, da sensibilidade, do ser: eu pertenço a eles, eu sou como eles, exatamente como eles diante de Deus, eu não sou melhor do que eles.
Não, sou do mesmo nível deles e, de fato, o único Santo desceu àquele nível.
(de um sermão, 1.11.93)
Klaus Hemmerle, “La Luce dentro le cose”, Ed. Città Nuova, Roma, 1998, pág. 340.
Reproduzido pelo Blog do Ademir Rocha

domingo, 1 de outubro de 2017

Palavra de Vida de Outubro 2017

Palavra de Vida de Outubro de 2017
Fonte: www.focolare.org 

28 Setembro 2017
“Haja entre vós o mesmo sentir e pensar que no Cristo Jesus.” (Fl 2,5)
Estando preso, provavelmente em Éfeso, por causa de sua pregação, o apóstolo Paulo escreve uma carta à comunidade cristã da cidade de Filipos, na Macedônia. Foi justamente ele o primeiro a levar o Evangelho àquela cidade; e muitas pessoas creram, empenhando-se com generosidade na nova vida e testemunhando o amor cristão inclusive quando Paulo teve de partir dali. Essas notícias lhe dão uma grande alegria e por isso a sua carta manifesta grande afeto pelos filipenses.
Então ele os encoraja a seguir adiante, a crescer ainda mais, seja individualmente, seja enquanto comunidade, e por isso lhes recorda o seu modelo, do qual devem aprender o estilo de vida evangélico:
“Haja entre vós o mesmo sentir e pensar que no Cristo Jesus.”
E qual é esse “sentir e pensar”? Como é possível conhecer os desejos profundos de Jesus, para poder imitá-lo?
Paulo o entendeu: Cristo Jesus, o Filho de Deus, esvaziou-se a si mesmo e desceu em meio a nós: se fez homem, totalmente a serviço do Pai, para dar-nos a possibilidade de nos tornarmos filhos de Deus .
Realizou a sua missão pela sua maneira de viver durante toda a sua existência terrena: rebaixou-se continuamente para ir ao encontro de quem era menor, fraco, inseguro, a fim de reerguê-lo e fazer com que, enfim, se sentisse amado e salvo: o leproso, a viúva, o estrangeiro, o pecador.
“Haja entre vós o mesmo sentir e pensar que no Cristo Jesus.”
Para reconhecer e cultivar em nós os sentimentos de Jesus, reconheçamos antes de mais nada em nós mesmos a presença do seu amor e o poder do seu perdão; depois, olhemos para Ele, assumindo como nosso o seu estilo de vida, que nos convida a abrir o coração, a mente e os braços para acolher cada pessoa tal como ela é. Evitemos todo e qualquer julgamento com relação aos outros; pelo contrário, deixemo-nos enriquecer pelo que há de positivo nas pessoas que encontrarmos, mesmo se isso estiver escondido por um cúmulo de misérias e de erros e essa busca nos parecer “perda de tempo”.
O sentimento mais forte de Jesus que podemos assumir como nosso é o amor gratuito, a vontade de nos colocarmos à disposição dos outros com os nossos pequenos ou grandes talentos, para construir corajosamente e concretamente relacionamentos positivos em todos os nossos ambientes de vida. É saber enfrentar também as dificuldades, as incompreensões, as divergências com espírito de mansidão e com a determinação de buscar os caminhos do diálogo e da concórdia.
“Haja entre vós o mesmo sentir e pensar que no Cristo Jesus.”
Chiara Lubich, que por toda a vida se deixou guiar pelo Evangelho e experimentou a sua potência, escreveu:
“Imitar Jesus significa compreender que nós, cristãos, temos sentido se vivermos para os outros, se concebermos a nossa existência como um serviço aos irmãos, se basearmos a nossa vida sobre estes fundamentos. Então teremos realizado aquilo que Jesus mais valoriza. Teremos penetrado no âmago do Evangelho. E seremos realmente felizes.”
Letizia Magri
Reproduzido pelo Blog do Ademir Rocha 
           

Evangelho vivido: Reconhecer a grandeza do Criador
29 Agosto 2017
A Palavra convida-nos a tornarmo-nos portadores de bondade e reconciliação.
Novo florescimento
«Como cristãos tínhamos decidido, minha mulher e eu, adotar duas meninas irmãs. Infelizmente, por causa de amizades erradas, ambas acabaram por entrar no mundo da droga. Desde aquela altura, começou para nós um autêntico calvário: abortos, filhos não desejados, problemas com a justiça. Procurámos ser para elas, ainda mais do que antes, um espaço de acolhimento e da paz. Neste momento, a mais crescida está a recuperar e, para além de cuidar da sua filha, quer, com a nossa ajuda, cuidar também do filho da sua irmã, a qual ainda está no túnel da droga. Nós somos espetadores dum delicadíssimo reflorescimento».  (M e D. H. – Suíça)
O inocente absolvido
«Sou advogado de profissão. Há alguns meses constituí-me advogado de defesa dum sudanês acusado de ser um traficante de emigrantes e, ainda por cima, integrado numa associação para a delinquência. Foi apanhado ao comando dum barco que transportava 119 emigrantes, entre os quais mulheres e crianças. Nos colóquios que tive com ele na prisâo, tornou-se claro para mim que se tratava de um refugiado como os outros, o qual, ao serem abandonados à sua sorte, e apesar da sua inexperiência, se pôs corajosamente ao comando da embarcação, para se salvar a si próprio e aos outros. Infelizmente, ninguem acreditou nele. Sentindo como meu o sofrimento deste jovem, propus-me provar a sua inocência, sabendo que, para além de tudo, dada a sua condição de indigência, não me poderia pagar. Naturalmente, poderia contar com o patrocínio do Estado, o qual porém nem sempre cumpre o que está estipulado e, quando o faz, fica muito aquém do que é adequado. Mas este era um irmão meu. Durante o processo, fiz o melhor que podia para o defender. E consegui que fosse absolvido». (S. – Itália)
A “conjura”
«Como acontecia muitas vezes, o pai tinha bebido mais do que devia, e em casa gerou-se uma grande tensão. Dado que ninguém falava, eu ganhei coragem e, olhando-o fixamente nos olhos, falei-lhe da dor e da perplexidade que esta sua fraqueza provocava em todos nós. A seguir, falaram também os outros meus irmãos. Depois disto, as coisas foram mudando: em casa criou-se uma espécie de conjura, para ajudar o pai a ser fiel a este seu propósito de não beber. Fazer de conta que não se passava nada não seria solução: para o ajudar foi necessário dizer-lhe, por amor, a verdade. E todos juntos consegimos».  (N.N. – América do Sul)
O reconhecimento de um filho
«Quanto mais passa o tempo, mais cresce o meu reconhecimento para com a mãe. Depois de o pai nos ter abandonado, ela continuou a trabalhar duramente, para que nada faltasse aos seus quatro filhos. Um dia, foi ao funeral do cunhado e voltou para casa com um menino de apenas oito meses nos braços. A sua irmã tinha ficado sem condições de cuidar dele. E assim crescemos. Penso que o bem que agora anima as famílias de nós seus filhos seja um fruto da grandeza da nossa mãe, a qual nunca se preocupou consigo, mas viveu sempre numa doação permanente». (C. A. – Polónia)
Reproduzido pelo Blog do Ademir Rocha


Evangelho vivido: tomar a própria cruz e segui-lo
18 Setembro 2017
A Palavra convida-nos a viver em plenitude, mesmo quando no caminho aparecem aas cruzes e os imprevistos.
O imprevisto
Esperávamos o nosso primeiro filho. Logo que soubemos disto, um imprevisto: um pequeno nódulo num seio. Os exames evidenciavam que se tratava de um cancro. Para mim e para o meu marido, que é médico, foi um duro golpe. Três dias depois, após um colóquio com um especialista, fui operada. Na opinião dele a gravidez constituía um fator de risco: era necessário fazer imediatamente um aborto terapêutico, para começar a quimioterapia. Não quisemos resignar-nos. Confiando em Deus, fomos consultar outros médicos, procurando soluções alternativas. Por fim, decidimo-nos por um parto de cesariana, no sétimo mês de gravidez, quando o bebé já estaria perfeitamente capaz de sobreviver. Só depois é que começaria a quimioterapia e a radioterapia. Desde então já passaram 8 anos e estamos à espera do terceiro filho. (M. D. – França)
O desconhecido
Um dia ia de carro com um homem que me tinha pedido boleia. Era meio-dia. Perguntei-lhe onde ia almoçar, ao que ele respondeu: «Não tenho um cêntimo no bolso e na realidade não sei como farei para almoçar». Fiquei cheio de suspeitas e desconfianças. Mas afastei esses pensamentos, dizendo a Jesus: «Não me importa quem ele é, pois o que lhe faço a ele, faço-o por ti». Meti a mão ao bolso e dei-lhe tudo o que tinha e, para não o humilhar, disse-lhe: «Quando puderes, pagas-me». Alguns dias mais tarde, recebi de um cliente um envelope com a soma exata que eu dera àquele desconhecido. Este acontecimento pareceu-me ser a confirmação de que o Evangelho é verdadeiro. (A. G. – Itália)
Festa em família
Algumas famílias amigas lembraram-se de organizar uma grande festa para os senegaleses que vivem na nossa cidade. Empenhámo-nos todos em fazer sentir a estes jovens imigrantes o calor da família. A um dado momento, um deles disse: «Tudo isto foi muito para além das nossas expetativas. Nenhum de vocês nos fez sentir diferentes, por isso sentimo-nos como se estivéssemos em nossa casa. Temos o mesmo Deus que nos torna irmãos». A festa acabou, a amizade não. (G. L. – Itália)
Temos um Pai
Reencontrámo-nos por acaso, depois de muitos anos. Não a via desde os anos de liceu. Depois de muitas aventuras tristes, ela, licenciada em matemática, encontrava-se na minha cidade, sem dinheiro, a fazer uma vida de vagabunda. Estava desesperada e eu ouvi-a. Naquele preciso momento, eu não tinha nada para lhe dar, mas prometi que a ajudaria: queria que tivesse confiança, porque – disse-lhe – «temos um Pai no Céu». Marcámos um encontro no dia seguinte. Entretanto, com a ajuda de outros, encontrei uma solução temporária e arranjei algum dinheiro, pelo menos para poder viver, comer e tomar banho. Dois dias depois, ela apareceu e, restituindo-me o dinheiro, explicou-me que lhe tinham oferecido um trabalho, num lugar onde lhe davam também alimento e alojamento. E acrescentou: «Tenho de te agradecer, mais do que pelo dinheiro, é porque naquele dia deste-me aquilo que eu mais precisava: a esperança e a certeza de que tenho um Pai que me segue». (Franca – Itália)
Reproduzido pelo Blog do Ademir Rocha

O EVANGELHO E A AÇÃO NO FOCOLARES
O Projeto Amazônia continua

31 Agosto 2017

A terceira edição do projeto na grande Amazônia brasileira, no mês de julho, também neste ano levou 40 profissionais do setor da saúde e membros dos Focolares para passar alguns dias em localidades distantes.
Óbidos, situada à margem esquerda do Rio Amazonas, a 1.100 km (por via fluvial) de Belém, é uma cidade com quase 50 mil habitantes. Lá existe um só hospital, administrado pelos Frades Franciscanos da Divina Providência, que é absolutamente insuficiente para o tratamento de casos mais graves. Atendendo ao apelo feito pela Conferência Episcopal Brasileira, há muitos anos, um grande grupo composto por médicos, enfermeiros e por estudantes, todos os anos, no período das férias, vão prestar serviço e assistência à população local, especialmente nas comunidades ribeirinhas. O Projeto Amazônia já é muito conhecido.
Em julho, chegaram a Óbidos os “missionários” deste ano – 40 pessoas provenientes de várias regiões do Brasil – depois de terem expedido por via fluvial, 15 caixas de remédios, material para tratamento dentário e brinquedos, recolhidos durante o recente Run4Unity realizado em Belém. A população local colaborou e ofereceu hospitalidade a todos.
O prefeito, que hospedou quatro pessoas, colocou à disposição um barco e um ônibus possibilitando visitas tanto às comunidades no interior quanto àquelas ribeirinhas (três comunidades que não têm tratamento médico local e os habitantes raramente vão à cidade). Além disso, ele contratou uma cozinheira durante o período de permanência dos “missionários”. A primeira comunidade que eles visitaram (2000 pessoas) situa-se ao lado de um lixão. O grupo permaneceu lá três dias.
Os comentários dos protagonistas, dos médicos e das pessoas atendidas são bem mais expressivos que os números: 611 consultas médicas, 221 tratamentos dentários em oito dias. Uma senhora sofria uma forte dor de cabeça e foi atendida; depois, retornou nos dias sucessivos para ficar naquele ambiente que ela definiu “paraíso”. No fim do tratamento a dor de cabeça diminuiu muito.
Eliane, de São Paulo, disse: “Eu vi os vídeos sobre o Projeto na Internet. Mas, com toda pesquisa que se faz, nada é igual a estar aqui: foi um aprendizado que levarei comigo para toda a vida. Mesmo com todo o sofrimento que eu já tive na minha história (refere-se à recente perda do marido), pensei que ficaria indiferente a qualquer outro sofrimento. Mas, agora, tenho várias ideias e uma grande vontade de ajudar os outros!”.
Tiago é um jovem de Óbidos, colaborou no Projeto pela segunda vez e não tem condições de comprar os óculos. Foi organizada uma coleta para este fim e ele disse: “Diante de tanta generosidade eu também sinto vontade de fazer algo pelos outros!”.
E Ana Carla, médica: “Compreendi que a nossa situação não é a pior. Muitas mães me disseram que os filhos nunca foram a uma consulta. Isto me fez pensar que talvez eu não consiga resolver este problema, mas, eu posso amar, escutar, confortar, posso dar um remédio. É já alguma coisa. Eu não me sinto cansada, mas, quando eu pergunto: ‘O que o seu filho come?’ e ouço como resposta ‘farinha’; isso sim, ‘me cansa’”.  Amanda é estudante de medicina: “É necessário ver o estudo da medicina de maneira diferente: diante de nós está uma pessoa doente e não simplesmente a sua doença; as pessoas valem mais que as doenças. Não se pode permanecer tranquilos somente receitando um remédio; é necessário tratar da pessoa”. Ereh é um jovem de Óbidos e disse: “Para nós é difícil viver nesta situação. Mateus e eu fazemos um trabalho voluntário com as crianças, damos aula”.
Solange, de Belém: “Quando eu ouvi falar sobre o Projeto eu fiquei interessada e pedi permissão à minha família para participar. Recebi muitas críticas, mas, chegando aqui encontrei um ambiente de família que eu não esperava. Ver os jovens que, no mês de julho, renunciam às férias me surpreendeu”.
Marcos é estudante de medicina e disse: “Eu me encontrei na impossibilidade de resolver casos graves, não tinha os meios; eu podia somente aliviar. Devemos ter a coragem de sujar as mãos e ajudar os jovens que ficaram entorpecidos nas próprias cidades. Não é só a droga que entorpece, mas, também, muitos outros vícios: permanecer fechados no próprio egoísmo, nos próprios problemas”. Victor é de Santarém e disse: “Em nome da Amazônia eu agradeço a todos vocês que deixaram a própria cidade para vir nas nossas periferias”.
Agora o Projeto continua sendo difundido e com a arrecadação de materiais e dinheiro para que se possa fazer ainda mais no próximo ano.

Reproduzido pelo Blog do Ademir Rocha

terça-feira, 29 de agosto de 2017

Festa e Círio 2017 de Nossa S. de Nazaré em Belém e Outros Lugares

Festa e Círio 2017 de Nossa Senhora de Nazaré em Belém e Outros Lugares
Espiritualidade, Instantâneos, Reportagens, Eventos, Procissões e Outras Informações

Visitas da Imagem Peregrina
Fonte abaixo: Anette Brabo
Dia especial no trabalho.
Visita da imagem peregrina de N. Sra. Nazaré.
Agradecimentos e renovações de bençãos.

Espiritualidade
Fonte abaixo: www.focolare.org
Clique nas palavras em azul acima


Ana Cristina Rocha via Basílica Santuário de Nazaré

Basílica Santuário de Nazaré
"Oh, Maria, ensina-me a ser assim
Como filho, em Deus tudo esperar
Mãe querida, vem comigo caminhar
Oh, Maria, roga a Jesus por mim”


Maria: a cristã perfeita
No dia em que a tradição da Igreja católica celebra a Assunção da Virgem ao céu, publicamos uma resposta sobre como amá-la, dada por Chiara Lubich a uma jovem, em 1976.



«Só pensar em falar de Maria me faz estremecer a alma e bater o coração. Este é um assunto tal que supera qualquer capacidade nossa, e no lugar da palavra ficaria melhor o silêncio.
Maria! A extraordinária entre todas as criaturas, a excelsa até ser investida pelo título e pela realidade de Mãe de Deus e, portanto, a Imaculada, a Assunta, a Rainha, a Mãe da Igreja. Maria é mais próxima de Deus do que do homem, no entanto é criatura como nós criaturas, e assim está diante do Criador. Daqui a possibilidade, para ela, de ser para nós como um plano inclinado que toca céu e terra e, por conseguinte, embora no seu ser extraordinário: menina, jovenzinha, noiva, mãe, esposa, viúva… como nós que, cada um na própria idade e condição, podemos encontrar uma ligação com ela e, portanto, um modelo».
[…]
«Com relação a possuir uma verdadeira devoção a ela – embora magnificando as várias devoções que  floresceram nos séculos, para dar ao povo cristão o sentido de um amor materno seguro, que pensa em todos os pequenos e grandes problemas que a vida traz consigo – eu aconselharia um caminho que faz nascer no coração um amor por Maria semelhante e do tipo daquele que Jesus tem por ela.
Pois bem, se Maria tem todas aquelas magníficas e extraordinárias qualidades que você sabe, ela é também “a cristã perfeita”.
E é assim porque, como se pode deduzir pelo Evangelho, ela não vive a própria vida, mas deixa que a lei de Deus viva nela. É aquela que pode dizer, melhor do que todos: “não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim” (Gal 2,20). Maria é a Palavra de Deus vivida.
Portanto, se você quer amá-la verdadeiramente, “imite-a”.
Seja, também você, Palavra de Deus viva!
Imitá-la faz com que você seja semelhante a ela e a leva a amá-la, porque, se diz um ditado: “o amor ou encontra semelhantes, ou torna semelhantes”, é verdade também que os semelhantes se amam.
[…]
«Imitemos Maria, portanto, tornemo-nos semelhantes a ela, e nascerá espontaneamente no nosso coração o amor por ela».
Chiara Lubich
“Diálogo aberto”. Publicado em Città Nuova, 1976, n. 9, p. 33.

Festa de Nossa S. de Nazaré em Abaetetuba

Ancelmo Ferreira
CÍRIO DE NOSSA SENHORA DE NAZARÉ EM ABAETETUBA...
TRANSMISSÃO COMPLETA DO CÍRIO PELA TV CANAL 42 E PELA RÁDIO CONCEIÇÃO 106.1 FM...
Segue
Blog do Ademir Rocha

Palavra de Vida - Setembro 2017

Palavra de Vida – Setembro de 2017


Fonte abaixo: www.focolare.org
28 Agosto 2017
“Se alguém quer vir após mim, renuncie a si mesmo, tome sua cruz e siga-me.” (Mt 16,24)

Jesus está em plena vida pública, anunciando abertamente que o Reino de Deus está próximo, e se prepara para ir a Jerusalém. Seus discípulos, que intuíram a grandeza da sua missão e reconheceram nele o Enviado de Deus esperado por todo o povo de Israel, não veem a hora de se libertar da dominação romana, e sonham com a aurora de um mundo melhor, de paz e de prosperidade.
Mas Jesus não quer alimentar essas ilusões: diz claramente que a sua ida a Jerusalém não o levará ao triunfo, mas, pelo contrário, à rejeição, ao sofrimento e à morte. Revela também que ao terceiro dia ressuscitará. São palavras difíceis de compreender e de aceitar. Tanto que Pedro reage e se opõe abertamente a um projeto tão absurdo; pelo contrário, procura convencer Jesus a mudar de ideia.
Depois de repreender Pedro severamente, Jesus se dirige a todos os discípulos com um convite assombroso:
“Se alguém quer vir após mim, renuncie a si mesmo, tome sua cruz e siga-me.”
Mas o que é que Jesus pede aos seus discípulos de ontem e de hoje, com essas palavras? Será que Ele quer que desprezemos a nós mesmos? Que nos dediquemos inteiramente a uma vida ascética? Que procuremos o sofrimento para agradar mais a Deus?
Mais que isso: esta Palavra de Vida nos exorta a caminharmos nos passos de Jesus, acolhendo os valores e as exigências do Evangelho para ficarmos cada vez mais semelhantes a Ele. E isso significa viver a vida com plenitude, integralmente, como Ele fez, mesmo quando no caminho aparece a sombra da cruz.
“Se alguém quer vir após mim, renuncie a si mesmo, tome sua cruz e siga-me.”
Não podemos negar o fato de que cada um tem a sua cruz: a dor, nas suas múltiplas formas, faz parte da vida humana, mas para nós se mostra incompreensível, contrária ao nosso desejo de felicidade. No entanto, é exatamente ali que Jesus nos ensina a descobrir uma luz inesperada. Como acontece às vezes quando, entrando em certas igrejas, descobrimos como  são maravilhosos e luminosos os seus vitrais que,  vistos de fora, parecem escuros e sem beleza.
Se quisermos seguir Jesus, Ele pede que façamos uma completa reviravolta nos nossos valores, deixando de nos colocar no centro do mundo e rejeitando a lógica da busca do interesse pessoal. Ele propõe que prestemos mais atenção às exigências dos outros do que às nossas; que saibamos empenhar as nossas energias para que os outros sejam felizes, fazendo como Ele, que não perdeu ocasião para confortar e dar esperança àqueles com quem se encontrou. Desse modo, libertando-nos do egoísmo, pode começar para nós um crescimento em humanidade, a conquista de uma liberdade que realiza plenamente a nossa personalidade.
“Se alguém quer vir após mim, renuncie a si mesmo, tome sua cruz e siga-me.”
Jesus nos convida a sermos testemunhas do Evangelho, mesmo quando essa fidelidade é colocada à prova pelas pequenas ou grandes incompreensões do ambiente social em que vivemos. Jesus está conosco e quer que estejamos com Ele nessa aventura de arriscar a vida pelo ideal mais audacioso: a fraternidade universal, a civilização do amor.
Esse radicalismo no amor é uma exigência profunda do coração humano, como testemunham também personalidades de tradições religiosas não cristãs que seguiram a voz da consciência até as últimas consequências. Gandhi, por exemplo, escreve: “Se alguém me matar e eu morrer com uma oração pelo meu assassino nos lábios, e com a lembrança de Deus e a consciência da sua presença viva no santuário do meu coração, só então se poderá dizer que tenho a não-violência dos fortes”.1
Chiara Lubich encontrou no mistério de Jesus crucificado e abandonado o remédio para sanar toda ferida pessoal e toda falta de unidade entre pessoas, grupos e povos, e compartilhou essa descoberta com muitos. Em 2007, por ocasião de uma manifestação de Movimentos e Comunidades de diversas Igrejas em Stuttgart, na Alemanha, escreveu:
“Também cada um de nós, na vida, sofre dores ao menos parecidas com as suas. (…) Quando sentirmos (…) essas dores, lembremo-nos Dele que as assumiu como próprias: são como que uma sua presença, uma participação na sua dor. Façamos como Jesus, que não ficou estarrecido, mas, acrescentando àquele grito as palavras: ‘Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito’ (Lc 23,46), abandonou-se novamente ao Pai. Como Ele, também nós podemos ir para além da dor e superar a provação dizendo-lhe: ‘Nela, eu te amo, Jesus Abandonado; amo a ti, ela me faz recordar-te, é uma expressão tua, um semblante teu’. E se, no momento seguinte, nos lançarmos a amar o irmão e a irmã e a atuar aquilo que  Deus quer, experimentaremos, na maioria das  vezes, que  a dor  se transforma em alegria (…). Os pequenos grupos em que vivemos (…) podem conhecer pequenas ou grandes divisões. Também nessa dor podemos ver o Seu semblante, superar aquela dor em nós e fazer de tudo para recompor a fraternidade com os outros. (…) A cultura da comunhão tem como caminho e modelo Jesus crucificado e abandonado.”2
Letizia Magri
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  1. K. Gandhi, Antiche come le montagne, Ed. di Comunità, Milão 1965, pp. 95-96.
  2. Lubich, Por uma cultura de comunhão – Encontro Internacional “Juntos pela Europa” – Stuttgart (Alemanha), 12 de maio de 2007 – http://www.together4europe.org/ .
Reproduzido pelo Blog do Ademir Rocha


Fonte abaixo: www.focolare.org
Terra Santa: uma amiga judia do outro lado do muro
7 Junho 2016
Vera Baboun, prefeita cristã de Belém, fala do seu compromisso em política, motivado por uma forte carga espiritual pelo bem do seu povo.

«Conheci Bella, uma mulher judia, num centro dos Focolares em Jerusalém. Contei-lhe a história do meu marido torturado numa prisão israelense. Ela me escutou, embora eu tenha notado um certo conflito interior. Estava diante de uma encruzilhada. Ser israelense e por isso rejeitar tudo o que eu lhe contava, ou sentir compaixão dos fatos que me aconteceram. Num primeiro momento ela não conseguiu me aceitar e saiu da sala onde estávamos nos encontrando. Eu a segui e lhe disse que sentia muito tê-la ofendido. Bella me explicou que não era minha culpa, mas do sistema. Então lhe pedi que voltasse atrás (se emociona, ndr). Assim nasceu a nossa amizade. Um muro separa a minha cidade, Belém, da sua, Jerusalém. Mas, entre nós duas, muros não existem mais. Rezo a fim de que muitos judeus de Israel possam olhar para a nossa amizade. Bella vive o espírito dos Focolares, no sentido de que somos todos filhos de Deus e é só o amor e a compaixão que nos leva a viver juntos. Nós, homens, construímos o muro ao redor de Belém, não se pode construir sozinho. Deus nos deu a liberdade de construí-lo ou de abatê-lo. Inclusive dentro de nós».
Assim responde Vera Baboun, primeira mulher e primeira cristã católica a se tornar prefeita de Belém, à pergunta se seria possível instaurar uma verdadeira amizade entre palestinos e israelenses. A ocasião para encontrá-la é dada pela outorga do 7º “Prêmio Chiara Lubich, Manfredônia, cidade pela fraternidade universal”, em março de 2016.

Belém é uma Cidade da Cisjordânia, do Governatorato de Belém da Autoridade Nacional Palestina. Quarenta habitantes, dos quais 28% cristãos, 72% muçulmanos. É a cidade onde nasceu Jesus, a cerca de 10 km ao sul de Jerusalém. A igreja da Natividade, em Belém, é uma das mais antigas do mundo. Todavia «o muro condiciona inclusive a nossa fé, porque desde crianças estávamos habituados a visitar os lugares originários de Jesus. Existe toda uma geração de jovens palestinos cristãos que nunca rezou no Santo sepulcro de Jerusalém», declara ainda Vera Baboun. «Somos a capital da natividade, celebramos e enviamos ao mundo uma mensagem de paz, enquanto em Belém falta justamente a paz. Após 40% de cancelamentos deste ano, decidimos com o conselho municipal, diminuir as taxas em 80%, sobre as licenças e sobre as propriedades para quem vive e trabalha na área turística. Fizemos isto para sustentá-los, mesmo se isto significa um empobrecimento de recursos para o município. Mas a nós, quem nos sustenta? Quem sustenta a nossa dupla identidade? Aquela cristã universal e a palestina».
Mas quem a permite agir assim? «Só o amor de Deus. Percebo isto de modo muito forte. Não me importa nada o poder, a fama; para mim, exercer o trabalho de prefeita é um peso que me custa não pouco. Após a morte do meu marido e depois de ter trabalhado toda a vida na educação, decidi tomar o lugar do meu marido porque ele se comprometera politicamente pela libertação da Palestina».
Frequentemente a senhora declarou: «Será que o mundo poderá viver em paz enquanto a cidade da paz estiver murada?»… «Enquanto a cidade de Belém estiver murada, haverá um muro ao redor da paz. Estamos sob assédio. E para o mundo é melhor trabalhar para libertar a paz, não só para Belém, mas para nos libertar do sentido do mal, do uso da religião como máscara para cobrir perversidades e guerra».
Reproduzido pelo Blog do Ademir Rocha

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Palavra de Vida de Agosto de 2017

Palavra de Vida de Agosto de 2017

Em 28 Julho 2017
“O Senhor é bom para com todos, compassivo com todas as suas criaturas.” (Sl 144[145],9)
Este salmo é um cântico de glória para celebrar a realeza do Senhor que domina toda a história: é eterna e majestosa, mas se exprime na justiça e na bondade e se assemelha mais à proximidade de um pai do que à potência de um soberano.
O protagonista desse hino é Deus, que revela a sua ternura, superabundante como a ternura materna: Ele é misericordioso, compassivo, lento para a cólera, grande no amor, bom para com todos…
A bondade de Deus se manifestou para com o povo de Israel, mas se estende a tudo o que saiu de suas mãos criadoras, a cada pessoa e a toda a criação.
No final do salmo, o autor convida todos os viventes a se juntarem a esse cântico, para fazê-lo ressoar ainda mais, num harmonioso coral de muitas vozes:
“O Senhor é bom para com todos, compassivo com todas as suas criaturas.”
O próprio Deus confiou a criação às mãos trabalhadoras do homem e da mulher, como “livro” aberto  no  qual  está  escrita  a  sua  bondade.  Eles  são  chamados  a  colaborar  na  obra  do  Criador,
acrescentando páginas de justiça e de paz, caminhando de acordo com o Seu projeto de amor.
Infelizmente, porém, o que vemos ao nosso redor são as inúmeras feridas infligidas a pessoas muitas vezes indefesas e ao ambiente natural. Isso por causa da indiferença de muitos e devido ao egoísmo e à avidez de quem explora as grandes riquezas do ambiente só em função dos próprios interesses, em prejuízo do bem comum.
Nos últimos anos foi ganhando espaço na comunidade cristã uma nova consciência e sensibilidade quanto ao respeito pela criação. Nessa perspectiva podemos recordar os muitos apelos de pessoas abalizadas que promovem a redescoberta da natureza como espelho da bondade divina e patrimônio de toda a humanidade.
Assim se exprimiu o Patriarca Ecumênico Bartolomeu I, na sua Mensagem para a Jornada da Criação, do ano passado: “Exige-se uma vigilância contínua, formação e instrução, de modo que fique clara a relação da atual crise ecológica com as paixões humanas (…) cujo (…) resultado e fruto é a crise ambiental que estamos vivendo. Constitui-se, portanto, como única saída o retorno à beleza antiga (…) da moderação e da ascese, que podem conduzir à sábia gestão do ambiente natural. De modo especial, a avidez em satisfazer as necessidades materiais leva com certeza à pobreza espiritual do homem, a qual implica a destruição do ambiente natural”.1
E o Papa Francisco, no documento Laudato si’, escreveu: “O cuidado da natureza faz parte dum estilo de vida que implica capacidade de viver juntos e de comunhão. Jesus lembrou-nos que temos Deus como nosso Pai comum e que isto nos torna irmãos. O amor fraterno só pode ser gratuito (…). Esta mesma gratuidade leva-nos a amar e aceitar o vento, o sol ou as nuvens, embora não se submetam ao nosso controle. (…) É necessário voltar a sentir que precisamos uns dos outros, que temos uma responsabilidade para como os outros e o mundo, que vale a pena ser bons e honestos”.2
Aproveitemos então os momentos livres dos compromissos de trabalho, ou todas as ocasiões que temos durante o dia, para dirigir o olhar à profundidade do céu, aos majestosos cumes das montanhas e à
imensidão do mar, ou mesmo só ao pequeno fio de erva que germinou na beira da estrada. Isso nos
ajudará a reconhecer a grandeza do Criador “que ama a vida” e a reencontrar a raiz da nossa esperança na sua infinita bondade, que envolve e acompanha todas as coisas.
Adotemos para nós mesmos e para a nossa família um estilo de vida sóbrio, que respeita o ambiente e considera as necessidades dos outros, para nos enriquecermos de amor. Vamos compartilhar os bens da terra e do trabalho com os irmãos mais pobres e testemunhemos essa plenitude de vida e de alegria, tornando-nos portadores de ternura, benevolência e reconciliação no nosso ambiente.
Letizia Magri
__________________________________
  1. Cf. Patriarca Ecumênico Bartolomeu I, Mensagem para a Jornada da Criação, 1º de setembro de 2016
  2. Cf. Papa Francisco, Carta Encíclica Laudato si’, 24 de maio de 2015 (nº 228-229).
Reproduzido pelo Blog do Ademir Rocha
Economia de Comunhão

EdC no antigo Império Inca

9 Dezembro 2016
Um Instituto nas periferias de Lima (Peru), que trabalha com crianças de rua, adere ao projeto da Economia de Comunhão, com o apoio da Solidarpole e da Associação por um Mundo Unido (AMU) de Luxemburgo.
Na periferia de Lima, surge um bairro, que assume o nome do Santuário pré-Inca Pachacamac (Deus criador da Terra, em lingua quechua).”Viemos aqui com o objetivo de desenvolver uma atividade produtiva, definida de acordo com as práticas da Economia de Comunhão (EdC), cujos lucros são capazes de sustentar um centro de reabilitação para crianças de rua e com problemas de drogas”, conta-nos Germán Jorge, um empresário da EdC na Argentina.
Atualmente, o Instituto Mundo Libre é o único que trata de tais situações no Peru. Premiado internacionalmente pela seriedade com que realiza seu trabalho, apesar de terem a capacidade de acomodar 100 crianças, por falta de recursos, é possível ajudar apenas um número restrito di 40 crianças.
Marilú Gonzalez Posada, fundadora do projeto, há 32 anos, vive por esse objetivo. Sua grande preocupação é a sustentabilidade do Instituto, um problema comum a todas as obras sociais que não podem sobreviver apenas por altruísmo e pela cooperação internacional. Um dos laboratórios de Mundo Libre é a produção de um chocolate peruano típico: o “chocoteja”.
“Ao redor deste projeto estamos trabalhando para implementar um plano empresárial até o final de 2017, junto com Solidarpole (que promove diferentes projetos econômicos solidários e sugeriu que um deles, fosse o projeto da EdC) e da AMU de Luxemburgo (que ofereceu os recursos para reestruturar um celeiro e para a aquisição de novos equipamentos). Trata-se agora de coordenar esses recursos. A EdC tem muito a oferecer para o enfrentamento desse desafio: uma comunhão que não é ¨implementada¨, mas ¨gerada¨ em resposta a um ato de generosidade. É o que nós tentamos fazer com cada pessoa que encontramos”.
Quando os espanhóis chegaram a estas terras a cavalo, carregando suas armaduras para conquistar o Totem Pachacamac (símbolo sagrado adotado como emblema por tribos ou clãs), os índios que nunca tinham visto os cavalos acreditaram que eram deuses que tinham chegado para tomar o lugar do deus em quem acreditavam e não se opuseram.
A história deixa sua marca em traços culturais, ¨observavamos devido às dificuldades de relacionamentos¨. Portanto, o nosso principal empenho, era dar espaço a todos, esforçando-nos para romper a lógica do europeu “conquistador” (ou seus descendentes) e do Aborígene passivo e submisso. Com o passar dos dias e apoiando-nos em relações de confiança que, gradualmente, amadureceram, começamos a superar estas dinâmicas de relacionamentos seculares e a construir novas relações de reciprocidade”.
“A formação sobre “Diretrizes para a gestão da empresa” ajudou-nos a trabalhar colocando as pessoas no centro da atividade econômica, sem negligenciar o profissionalismo e a eficiência necessária para atingir tais objetivos. Depois desses dias de convivência, nossos interlocutores do Instituto Mundo Libre disseram-nos que já se sentem parte do projeto da EdC, que, de certo modo, já tinham vivenciado tal experiência sem o saber. Agora eles querem oferecer a mesma formação aos seus dependentes e também formar os jovens a esses princípios. “É o nosso desafio para 2017″».
Os cavalos não originários do Peru tiveram que desenvolver a capacidade de caminhar nas areias destas áreas desérticas. Nesses 500 anos, desenvolveu-se uma raça equina que tem um passo característico em círculos concêntricos, que lhes permitem mover-se bem nestas regiões.
Nós somos como os primeiros cavalos e fazemos um grande esforço para aprender a viver em comunhão, segundo a “cultura do dar”. Mas, se tentarmos desenvolver esta capacidade, gradualmente, haverá muitas outras pessoas, em tantas partes do planeta, que levarão esta nova cultura no sangue e seremos capazes de transformar o mundo”.
Gustavo Clariá
Reproduzido pelo Blog do Ademir Rocha

sábado, 29 de julho de 2017

Ação: Viver o Amor - Nas Denominações Cristãs e Não Cristãs

Ação: Viver o Amor - Nas Denominações Cristãs e Não Cristãs

Textos de Apolônio Carvalho Nascimento
Bom dia !
28 de julho de 2017
CRER QUE DEUS NOS AMA IMENSAMENTE
O amor se revela a quem vive o amor.
Tudo começa pelo desejo de amar, pois a percepção da realidade à minha volta depende dos anseios que trago dentro de mim.
Se anseio pelo amor, a minha inteligência o conhece; se o busco, alcanço a sua ciência; se suplico a sua assistência, a sua sabedoria me ilumina; se me sinto vulnerável ou fracassado, sua presença me fortalece; se tenho dúvidas, o seu conselho me guia; se estou unido a ele, a sua piedade me transforma; se obedeço os seus mandamentos, meu temor se reverte em mais amor.
Não basta crer que Deus existe, devo crer que Deus me ama infinitamente desde sempre e para sempre.
Deus me ama de modo incondicional, mas para que esse amor seja visível e se manifeste, devo dar a minha contribuição, devo amar.
"Quem me ama será amado por meu Pai, e eu o amarei e me manifestarei a ele."(Jo 14,21)
Foto: Sérgio Rodrigues dos Santos

Bom dia !
26 de julho de 2017
TESTEMUNHAR A PALAVRA DE DEUS COM A NOSSA VIDA
Viver a Palavra.
Não podemos lembrar da Palavra de Deus somente em alguns momentos de nossa vida, por exemplo, quando vamos à Igreja. A Palavra deve se tornar vida em nossa vida, em todas as expressões do nosso quotidiano, em família, no trabalho, na escola, com os amigos, em todos os lugares, em todas as situações.
Evangelizar não é tanto ensinar a Palavra, mas antes de tudo testemunhá-la transformando-a em vida.
Viver um amor genuíno para com os irmãos, saber perdoar, acolher a todos sem distinção, enfim, viver o amor em sua totalidade.
Quando coloco em prática uma só frase do Evangelho como por exemplo, "Perdoar setenta vezes sete", vivo todo o Evangelho.
Para amar a Deus devo amar o próximo, assim cumpro toda a lei de Deus, todas as leis civis, todas as regras e toda ética, pois quem ama não comete transgressões. Quem ama não peca.
Foto: Adenaldo dos Santos Cardoso
Bom dia !
25 de julho de 2017
DESCOBRIR A PRESENÇA DE DEUS
Deus é onipresente, isto é, está em todos os lugares. Porém, perceber a sua presença depende de um ato interior, pois o homem tem a liberdade de negar Deus e excluí-Lo de sua vida. O seu amor por nós é tão imenso que Ele nos dá a oportunidade de escolhê-Lo ou não. Portanto, se não o escolhemos, nunca perceberemos a sua presença.
Descobrimos a sua presença primeiramente dentro de nós, em nosso coração, na nossa capacidade de amar e na nossa consciência; depois, como consequência, descobrimos a sua presença no próximo, no irmão que amamos e que nos retorna o mesmo amor. No amor mútuo descobrimos a sua presença entre nós.
Ele está na sua Palavra vivida, nos seus ministros e apóstolos; Ele está também na Eucaristia, no pão repartido na mesa da comunhão.
Ele está em todos os lugares, mas só o descobre quem o busca com os olhos do amor.
Foto: Gilda F. C.

Bom dia !
24 de julho de 2017
AMAR COMEÇANDO PELAS PEQUENAS COISAS
Mesmo tendo no coração a sincera intenção de amar, podemos cair na tentação de idealizar esse amor e querer começar com um gesto grandioso, heroico, que tenha uma certa visibilidade. Isso sereia vanglória e não amor.
Quem ama com o verdadeiro espírito de serviço, começa pelas pequenas coisas, aquelas que do ponto de vista humano parecem insignificantes.
Emprestar uma caneta, apanhar um objeto do chão, oferecer o lugar para sentar ou ceder o lugar na fila do banco. Fazer pequenos favores sem esperar nada em troca é uma atitude fundamental para se viver a arte de amar.
O mais alto valor do amor para Jesus está na sua gratuidade e não na sua grandiosidade.

"Se você quiser servir a Deus, faça poucas coisas mas as faça bem."(Francisco de Assis)
Blog do Ademir Rocha