sábado, 23 de abril de 2016

Rio Baixo Itacuruçá - Artesanato, Maquinários, Matas, Rios e Barcos


Rio Baixo Itacuruçá - Artesanato, Maquinários, Matas, Rio e Barcos

O Rio Itacuruçá é dividido em alto, médio e baixo Itacuruçá e ainda
possui as suas cabeceiras e boca, que são partes desse rio que concentra uma
boa população de ribeirinhos de Abaetetuba

 Artesanato
 O artesanato em palha, talas, cipós e barro ainda se faz presente no Rio 
Itacuruçá. No caso abaixo temos as garrafas empalhadas, chapéus de palha,
cestos, abanos e outros utensílios em palha e tala.
 
 Abaixo temos vasilhames feitos da fruta cuia da árvore cueira

tegelinhas antigas em barro que eram usadas para coletar o látex das seringueiras
Abano e cestinha em palha e tala 
 Cestos, cestinhas, abanos, paneiros feitos em tala
 No tempo das viagens em canoas à vela, as malas eram feitas
em talas. Ao lado utensílios em barro
 Cestas, cestinhas em talas
Abaixo temo uma pequena panacarica feita em talas e folhas, que
era usada nas viagens de reboques, batelões e canoas à remos, para
abrigar passageiros e mercadorias do sol e chuva 
Abaixo temos duas fotos com as antigas peneiras de amassar açaí e
outras massas e os respectivos utensílios em barro feitos em barro
e os objetos feitos de cuias e cuias pitingas, com variadas utilidades 


Rio e Barcos
Como em todas as localidades ribeirinhas, as pequenas lanchas
e barcos rabetas são usadas como uma espécie de "táxi" no transporte
de pessoas e mercadorias entre as localidades e destas para a
cidade de Abaetetuba






Abaixo temos uma rabeta descoberta e outra coberta
com o toldo

Casas Ribeirinhas
As casas ribeirinhas ficam sempre nas margens dos rios e cada
casa possui a sua ponte para o embarque/desembarque de pessoas
e mercadorias. Algumas pontes possuem em suas cabeças uma
espécie de casinha que serve para as conversações entre as
pessoas e armazenamento de produtos para embarque/desembarque


Abaixo temos o embarque/desembarque de pessoas

Pintura mostrando a atividade de pesca em uma canoa
à vela

Abaixo temos o Rio Itacuruçá com suas diversas localidades e
seus tributários 


Vegetação

Rio Itacuruçá, uma curva e a mata ciliar


As palmeiras dominam os cenários da vegetação

A vegetação das ribanceiras do Rio Itacuruçá

Aqui temos um "campo natural", onde a vegetação é muito
rasteira devido ser solo arenoso. No período das chuvas a 
vegetação floresce e com o domínio das gramíneas, entre
estas a que dá a chamada "flor do campo"


Museu das Antiguidades do Rio Baixo Itacuruçá
Como nessa localidade existe a Escola Santo André, os
alunos, professores e moradores formaram uma espécie
de Museu das Antiguidades com diversos objetos antigos
vindos da história-memória dessa localidade

Abaixo temos uma amostra com moedas brasileiras antigas

Abaixo temos diversos objetos antigos: balança e outros

Máquina de costura antiga

Abaixo temos em destaque o antigo aparelho "mimeógrafo" que
servia também para os professores formularem suas "provas"
escolares

O mimeógrafo e: lampião à querosene, ferro de passar e
o inchó

Objetos antigos: balança, máquina de costurar, "peso" de balança, "inchó" e outros

Abaixo: vitrola antiga com o respectivo disco de vinil

Ferro de passar à carvão

 lampião à querosene


Dizem os ribeirinhos que a peça abaixo é uma "bala de canhão"
do tempo da Revolta da Cabanagem

Utensílios em barro

Tigelinhas em barro para a coleta do látex das seringueiras

Como o Rio Itacuruçá possuía dezenas de olarias, estas vindos desde
os tempos mais antigos, temos abaixo duas peças raras: um tijolo maciço
(sem os furos) e na foto mais abaixo uma antiga telha, esta que é grande e
de fabricação puramente artesanal



 Uma cuia pitinga, servindo como balde, e diversos objetos
em barro

Este objeto abaixo era chamado "tralha" pelos antigos
ribeirinhos, que é uma espécie de depósito de água e
outros líquidos


O "machadinho abaixo é de uso bem antigo na confecção das
antigas embarcações e casebres

 Abaixo temos uma das olarias remanescentes do Itacuruçá, que é
muito arcaica e fadada ao desaparecimento devido a falta de matéria prima,
o barro

Abaixo temos um entalhe de uma cobra, uma carretinha de
embarcação, um farol e parte do "oeso" de balança


 Um remo de canoa à remo e um aluno em pesquisa

O "peso" de balança visto acima era usado nesta antiga balança
para pesar açúcar nos engenhos do Itacuruçá


Remédios Caseiros no Itacuruçá
Apesar dos remédios caseiros de Abaetetuba virem de épocas imemoriais, 
introduzidos que foram pelos antigos povos que habitavam e vieram habitar
estas terras, seu uso ainda é intnso em praticamente todas as doenças que
acometem os ribeirinhos e até os da cidade.
O Itacuruçá é uma localidade onde os remédios caseiros ainda têm muita
aplicação, daí o fato da amostra de alguns desses remédios na Escola
Santo André. Leia o nome do remédio e sua aplicação na medicina caseira


















Blog do Ademir Rocha, de Abaetetuba/PA

sábado, 2 de abril de 2016

Palavra de Vida de Abril de 2016



Palavra de Vida de Abril 2016
Fonte: www.focolares.org

“Todas as vezes que fizestes isso a um destes mais pequenos, que são meus irmãos, foi a mim que o fizestes!” (Mt 25,40)

Por que será que apreciamos tanto essas palavras de Jesus e elas são mencionadas com tanta frequência nas Palavras de Vida que escolhemos para cada mês?
Talvez seja por isso: elas são o coração do Evangelho. São as palavras que o Senhor vai nos dirigir quando nos encontrarmos diante dele, no fim da vida. Serão elas a matéria do exame mais importante da vida, para o qual podemos preparar-nos dia após dia.
Ele nos perguntará se demos de comer e de beber a quem tinha fome e sede, se acolhemos o forasteiro, se vestimos quem estava nu, se visitamos o doente e o preso… Trata-se de gestos pequenos que, no entanto, têm o valor da eternidade. Nada é pequeno, daquilo que é feito por amor, daquilo que é feito a Ele.
Com efeito, Jesus não só esteve ao lado dos pobres e dos marginalizados, curou os doentes e confortou os sofredores, mas amou-os com um amor de predileção, chegando a chamá- los de irmãos, a identificar-se com eles numa misteriosa solidariedade.
Também hoje Jesus continua presente nos que sofrem injustiças e violências, nos que procuram trabalho ou vivem em situação precária, nos que se veem obrigados a abandonar a própria pátria por causa das guerras. Quantas pessoas ao nosso redor sofrem por muitas outras causas e imploram, por vezes sem palavras, pela nossa ajuda. Elas são Jesus que nos pede um amor concreto, capaz de inventar novas “obras de misericórdia” que respondam às novas necessidades.
Ninguém está excluído. Se uma pessoa idosa e doente é Jesus, como é possível não providenciar para ela o devido alívio? Quando eu ensino a língua a uma criança imigrada, eu estou ensinando a língua a Jesus. Quando ajudo a mãe na limpeza da casa, eu ajudo a Jesus. Quando levo esperança a um preso ou consolo a quem está na aflição, quando perdoo a quem me feriu, estou me relacionando com Jesus. E toda vez experimentaremos o fruto: não somente daremos alegria ao outro, mas nós mesmos sentiremos uma alegria ainda maior. Quando doamos, recebemos. Sentimos uma plenitude interior, sentimo-nos felizes porque, mesmo sem sabê-lo, encontramos Jesus: o outro, como escreveu Chiara Lubich, é como um arco debaixo do qual devemos passar para chegar a Deus.
Era assim que ela relembrava o impacto que essa Palavra de Vida produziu desde o início de sua experiência:
“O nosso modo anterior de considerar e amar o próximo mudou completamente. Se Cristo, de algum modo, estava presente em todos, não podíamos fazer discriminações nem ter preferências. Desmoronaram todos os esquemas intelectuais que classificam os homens: compatriota ou estrangeiro, ancião ou jovem, bonito ou feio, antipático ou simpático, rico ou pobre. Cristo estava por trás de cada um, Cristo estava em cada um. E cada irmão era realmente ‘outro Cristo’ (…).
Vivendo assim, percebemos logo que o próximo era para nós o caminho para chegar a Deus. Ou melhor, o irmão era semelhante a um arco debaixo do qual precisávamos passar a fim de encontrar Deus.
Nós experimentamos isso desde os primeiros dias. Como era grande a união com Deus, na oração da noite ou no recolhimento, após tê-Lo amado o dia inteiro nos irmãos! Quem nos dava aquela consolação, aquela unção interior tão nova, tão celestial, senão o Cristo que vivia o ‘Dai e vos será dado’ (Lc 6,38) do seu Evangelho? Nós o tínhamos amado o dia todo nos irmãos, e eis que agora Ele nos amava”2.
Fabio Ciardi
1  Chiara Lubich, Escritos Espirituais/4, São Paulo : Cidade Nova 1983, p. 191-192.

Reproduzido pelo Blog do Ademir Rocha