terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

ESPIRITUALIDADE: A VOCAÇÃO

A VOCAÇÃO: ESPIRITUALIDADE

Fonte: http://voluntariosdesaopaulo.blogspot.com

Movimento dos Focolares

Voluntários de São Paulo


07 Fevereiro 2012

Chiara Lubich aos jovens: "A Vocação"

Caríssimos todos e, de modo especial, queridas e queridos jovens! Estamos aqui reunidos nesta maravilhosa Casa de Deus para uma jornada de reflexão sobre um assunto que nos diz respeito a todos: a vocação.
Eu também estou aqui para tratar convosco este tema tão importante, com o desejo de comunicar-vos alguma idéia nova.
A vocação. Mas o que significa esta palavra?
Num sentido lato, a vocação pode ser definida por: a inclinação para uma função, uma determinada profissão, uma missão ou qualquer coisa que uma pessoa se sente chamada a exercer para o bem comum<!--[if !supportFootnotes]-->[1]<!--[endif]-->. “Quero ser médico, arquiteto, enfermeiro, juiz, professor, político, jornalista, etc., para ser útil à sociedade”.
No campo religioso, por sua vez, a vocação significa: o chamamento que Deus dirige - por uma sua iniciativa de amor (porque ama) - a uma pessoa ou a um povo para o tornar partícipe da Sua vida e confiar-lhe uma missão por vezes especial mas que se insere sempre num horizonte amplo que é transformar a humanidade em família de Deus.
Para explicar melhor: Deus é Amor e demonstra esta sua qualidade ao chamar (a palavra "vocação" vem do verbo "vocare" em latim, que significa "chamar") uma pessoa ou um povo a partilhar com Ele a sua vida (perfeita) e a desempenhar um papel específico, particular, que visa - todavia - a grande missão de Jesus: fazer de todo o mundo uma única família.
A vocação é, pois, um chamado e, como tal, aguarda uma resposta.
Todos ouvimos falar de muitos chamados, feitos por Deus, tanto no Antigo como no Novo Testamento. Chamados esses, a que foi dada a resposta: a de Abraão, por exemplo; ou de Moisés, dos 12 Apóstolos, de São Paulo...
Também sabemos reconhecer chamados ainda hoje presentes na Igreja de Deus, como a vocação ao sacerdócio, ou a uma vida religiosa, ou a dar-se totalmente a Deus, através dos Movimentos eclesiais modernos, na virgindade ou no matrimonio.
O Chamado
Hoje pediram-me para refletir sobre uma vocação especial, que é a minha.
Como podem intuir, não é fácil falar em público de certas coisas, mas vou fazê-lo com simplicidade, esperando que vocês gostem, e unicamente para dar glória a Deus.
Para a descrever, tenho de recordar o período em que ela se manifestou.
Como todas as vocações, a minha também é a vocação de uma pessoa convidada, primeiro, a partilhar com Deus a sua vida, no esforço de me aperfeiçoar (“Sedes perfeitos”, disse Jesus); e, depois, a colaborar para fazer da humanidade uma única família.
No princípio eu não sabia absolutamente nada do que me haveria de acontecer na vida, nem tinha projeto algum.
De fato é Deus que chama; é Ele que escolhe, como disse: “Não fostes vós que Me escolhestes, mas fui Eu que vos escolhi” (Jo 15, 16). E fez assim também comigo. Embora eu fosse fraca e frágil como muitas como todas as jovens daquele tempo, Deus foi atuando o seu plano pouco a pouco.
Mas ainda antes que Ele me chamasse, a minha vida tinha-se constelado de muitos pequenos episódios, que eram provavelmente sinais de um chamado de Deus.
Vou contá-los, porque tenho a certeza de que também todos vocês tiveram fatos belos na vossa vida, ainda crianças... Uma pequena inspiração, uma idéia, uma intuição, uma boa leitura, uma palavra de alguém querido, que era diferente da rotina da vida quotidiana. Por isso queria convidar-vos (depois de os contar) a refletir e ver também vocês como Jesus vos amou. Tenho a certeza de que é assim.
Eu ainda era pequena (tinha seis ou sete anos) e, com algumas religiosas, ia fazer a adoração ao Santíssimo Sacramento. Eu sentia-me impelida a fixar a Hóstia Santa e a dizer-lhe: “Dá-me a tua luz! Dá-me o teu amor!”. E recordo que era tão forte este desejo do seu amor que eu não tirava os olhos da Hóstia Santa, até que a certa altura eu via a hóstia toda escura e todo o resto à volta, branco. Eu não sabia que, depois, na minha vida o Senhor me iria dar luz e amor, que inundaram o meu coração e o de muitas outras pessoas.
Este foi um pequeno episódio, um pequeno sintoma. Depois houve outros e cheguei aos 18 anos.
Eu gostava muito de filosofia, mas tinha um desejo, quase uma santa curiosidade: eu queria conhecer Deus. Quem será? Como será? Que terá a ver comigo? Que terá a ver com os outros? Que terá a ver com a história? Eu dizia: a única coisa a fazer é freqüentar a Universidade. Vou à procura de uma Universidade Católica, esperando que me ensinem alguma coisa. Mas a situação financeira da minha família não me permitiu entrar nessa universidade. Recordo que eu estava num quarto, com a minha mãe, e me pus a chorar, desconsolada. Eu pensava: “Nunca poderei conhecer Deus; nunca o poderei conhecer!” A minha mãe tentava consolar-me, mas era inútil. Até que no fundo do coração tive a impressão de ouvir Alguém que me dizia: “Vou ser Eu o teu Mestre”.
Depois, alguns anos depois: cinco ou seis anos depois, quando Deus mandou este carisma ao mundo, percebi que Ele me começava a instruir acerca das coisas de Deus.
Chegaram os 19 anos e fui convidada, com outras estudantes, a ir a uma cidade, que se chama Loreto, e fica no centro da Itália. Diz-se que a casa de Nossa Senhora, de São José e do Menino Jesus foi transportada para ali – dizem – durante as cruzadas. Fica dentro de uma igreja que parece uma fortaleza.
Eu escapava do curso de estudantes católicas e corria sempre para aquela "casinha". Estava toda enegrecida pelas velas. E ali, coisa estranha! logo que me ajoelhava, assim, sentia-me esmagada por uma coisa muito forte, como pelo divino. E chorava. Eu dizia: “O Menino Jesus talvez tenha atravessado este quarto; Nossa Senhora talvez tenha cantado neste lugar e estas paredes terão ouvido a sua voz. São José talvez tenha posto estas traves...”. E quanto mais pensava nisso, mais me sentia invadida por uma profunda comoção.
Foi ali que percebi pela primeira vez qual era a minha estrada. Compreendi que estava a nascer na Igreja uma estrada nova de consagração a Deus, para as jovens e para os rapazes, para casais, para sacerdotes. E o que seria essa estrada? Uma repetição da Sagrada Família de Nazaré, onde no meio de dois virgens vivia Jesus.
Essa é a vocação ao focolare: virgens, moças ou rapazes, ou sacerdotes, com Cristo no meio deles, pois Ele disse: “Onde dois ou mais estão unidos no meu nome, eu estou no meio deles”.
Eu voltava sempre àquela casinha, sempre que podia!
No último dia eu estava no fundo da igreja e percebi, não sei como, que me haveria de seguir uma multidão de virgens.
Passemos a outro episódio, sempre nesse ano.
Fazia muito frio em Trento. Na nossa família éramos: três irmãs, um irmão, a mãe e o pai. Era preciso ir comprar leite a uma localidade que ficava longe, a mais de um quilometro, com aquele frio!... A minha mãe nunca me dizia para fazer estas coisas, porque queria que eu estudasse. Então disse à minha irmã: “Podes ir tu?”. “Ah, mãe, tenho tanto frio!”. Disse à outra: “Vais tu?”. Ela também tinha frio. Então eu, feliz por poder fazer um ato de amor (recordem este detalhe: um ato de amor!), disse: “Vou eu, mãezinha!”. E saio com a garrafa vazia, para ir comprar o leite.
Quando chego a meio do caminho, paro, com a impressão... Eu não via com estes olhos. Era como uma impressão da alma: como se o Céu se abrisse e uma voz me dissesse: “Dá-te toda a mim!”.
Depois, falei com o meu confessor, que me deixou logo ser totalmente de Jesus.
Entretanto eu conhecia algumas amigas. Logicamente eu tinha uma tamanha alegria, que não a conseguia conter e contei-lhes tudo e elas decidiram: “Nós queremos ir contigo, Chiara”. Eram as primeiras da multidão de virgens.
A resposta
Podem imaginar o que aconteceu dentro de mim quando, naquela manhã, às seis horas, na igreja, sozinha me consagrei a Deus, mediante um sacerdote, logicamente. Eu tinha uma única idéia: “Desposei Deus! Desposei Deus! Espero tudo dele nesta vida!”.
Decorria a Segunda Guerra Mundial. Um dia houve um bombardeamento [bombardeio] terrível sobre Trento. A minha casa foi atingida e, com os meus pais, fugimos para um bosque.
Estávamos ali, estendidos no chão, ao relento, enquanto ao longe se viam as chamas. Recordo apenas uma coisa daquela noite. Recordo que tinha entendido que, na madrugada seguinte, eu teria de fugir com a minha família para a montanha, mas eu já não o podia fazer. As minhas companheiras significavam uma coisa importante para mim. Eu compreendia que Deus tinha começado uma obra sua. E ali, olhando para o céu, recordo duas únicas palavras: estrelas, que vi percorrer todo o firmamento de noite. Nunca tinha visto. E lágrimas, ao pensar que teria de deixar a minha mãe, o meu pai, os meus irmãos, eu, que era naquele momento a única que os ajudava financeiramente.
Então eu rezava e dizia: “Diz-me a tua vontade”. Deus fez-se um comigo e repetiu-me uma frase que eu aprendera no liceu. Em italiano significa: “O amor vence tudo!”. Em latim era: “Omnia vincit amor”.
“Como?”, disse. “Deve vencer também isto?” Percebi que era mesmo assim.
Voltamos a casa, que estava toda em ruínas, e o meu pai deu-me a sua bênção.
Depois encaminhei-me para a cidade, toda destruída: com as árvores arrancadas, o hospital todo em ruínas... e, por entre os escombros, fui à procura das minhas companheiras: estavam todas salvas.
Então procuramos um pequeno apartamento, onde morar. Nós não sabíamos, mas era o primeiro focolare.
Logicamente a guerra continuava. Tínhamos de correr para os abrigos e não podíamos levar nada conosco, porque não havia tempo. Mas eu levava comigo apenas um Evangelho pequeno e abríamo-lo... Por uma luz especial aquelas palavras, que tínhamos ouvido tantas vezes, pareceram-me novas, revolucionárias, únicas, universais, feitas para toda a gente, eternas: para todos os tempos. Começamos a ler.
Outra coisa que tínhamos era a força de as pôr em prática. Líamos: “Ama o teu próximo como a ti mesmo” (Mt 19, 19). Mas quem é o próximo. Ah, sim! É aquela velhinha que mal consegue chegar ao abrigo. Vamos ajudá-la. Ah, sim. É aquela senhora com cinco filhos, que não sabe como levá-los a todos para o abrigo. Vamos levá-los ao colo. Ah, sim. É aquele doente, nosso vizinho, que não pode escapar para o abrigo. Vamos ter com ele, levar-lhe os remédios, tratar dele.
Líamos: “Cada vez que tiverdes feito estas coisas..., a Mim o fizestes” (Mt 25, 40). Mas como? Jesus considera feito a ele o que fizermos aos outros?
Por causa da guerra, havia pessoas feridas; sem roupa, nem casa; com fome e sede... Então cozinhávamos panelões de sopa e íamos distribuí-la. Juntávamos tudo o que tínhamos.
Líamos: “Pedi e ser-vos-á dado” (Mt 7, 7; Lc 11, 9).
Conto-vos o primeiro episódio, que já deu a volta ao mundo, pelo menos do nosso mundo, do Movimento.
Encontro um pobre, que me diz: “Dá-me um par de sapatos nº 42”. Eu penso: “Onde é que posso achar um par de sapatos? Para mais, nº 42!”. Entro numa igreja e digo a Jesus no sacrário: “Dá-me um par de sapatos nº 42 para ti, naquele pobre”. Saio da igreja e passa uma jovem com um embrulho na mão. Entrega-me. Digo: “O que é?”. Abro-o: era um par de sapatos nº 42. Então é verdade!...
Então a nossa mentalidade começa a mudar. Vemos que o que Jesus promete, se realiza. O que Ele diz é verdade!
Naturalmente destes episódios no Movimento, que tem 55 anos, aconteceram aos milhões, em todos os pontos da terra.
Líamos ainda: “Dai e dar-se-vos-á” (Lc 6, 38)/.
Uma manhã, tínhamos em casa algumas maçãs, umas três ou quatro. “Dai!”. Então, ao primeiro pobre que bateu à porta: “Toma estas maçãs”. Fechamos a porta. Durante a manhã um senhor oferece-nos um saquinho de maçãs. Mas vêm outros pobres; tinham fome e nós só tínhamos as maçãs. “Dai e dar-se-vos-á”. Damos o saquinho de maçãs e ainda no mesmo dia, à tardinha, vemos chegar o pai de uma de nós com uma mala cheia de maçãs... O Evangelho era verdadeiro! Jesus mantinha ainda hoje as suas promessas.
Logicamente, nós ficávamos tão contentes, tão cheias de entusiasmo, que contávamos a todas as pessoas que encontrávamos nos abrigos ou lá fora estas experiências formidáveis, que iam passando de boca em boca. E dizíamos: “Se os Apóstolos gritavam: "Cristo ressuscitou!", nós podemos dizer que Cristo está vivo!”. E, quando o encontravam uma vez, nunca mais o podiam esquecer.
Em todo o caso estávamos sempre diante da morte; podíamos morrer de um momento para outro.
Então uma de nós pensou: “Haverá uma Palavra do Evangelho que agrade de modo especial a Jesus? Gostaríamos de a viver, pelo menos nos últimos momentos que temos de vida”.
O Evangelho respondeu-nos: “Este é o meu mandamento: amai-vos uns aos outros como Eu vos amei.” (Jo 15, 12)./
Então nós, éramos seis ou sete jovens, pusemo-nos em círculo e dissemos umas às outras: “Eu estou disposta a morrer por ti”; “Eu estou disposta a morrer por ti”; “Eu estou disposta a morrer por ti”. Todas por cada uma.
Logicamente Jesus não nos pediu um amor assim tão grande, a ponto de morrer, mas pedia-nos outras coisas, pequenas ou grandes. Não sei. Recordo que eu tinha dois casacos. Dei um deles, porque era suficiente um. Tinha luvas; dei-as a quem serviam. O mesmo faziam as outras. Púnhamos em comum os bens materiais e os bens espirituais.
Isto para vos dizer em que contexto nasceu a minha vocação. Foi assim que tudo começou e depois continuou por 55 anos. E Deus formou uma obra grande! Temos de o dizer para a sua glória! Atualmente está difundida por todo o mundo, em 182 nações e tem milhões de aderentes.
Quando o Santo Padre me vê, diz-me: “Vocês são um povo!”. Então, consoante o número, compara-nos com o Líbano, ou com outras nações.
Agora o Santo Padre menciona o Movimento dos Focolares como uma das expressões significativas do aspecto carismático da Igreja. E, como nós, muitas outras pessoas aqui presentes, que fazem parte de outros maravilhosos movimentos eclesiais.
Queridas e queridos jovens, e todos os que estão aqui, este foi o princípio da minha história, da minha vocação. Mas, como sabemos, Deus chama de muitas maneiras.
Chama muitas pessoas a exercer funções e missões especiais: por exemplo chama jovens (como acenamos) à sublime vocação do sacerdócio, a ser outros Cristo; chama homens e mulheres a fazer parte dos diversos canteiros floridos da Igreja, que são as Famílias Religiosas, para enriquecer constantemente a Esposa de Cristo com o perfume das mais esplêndidas virtudes.
Chama homens e mulheres, membros dos Movimentos eclesiais atuais, a dar-se a Deus individual e comunitariamente, ou a compor famílias exemplares, quais pequenas Igrejas.
Recordem: Ele chama a qualquer idade. Chama também as crianças, também os mais pequeninos; chama em todos os pontos da terra.
Mas como se faz para descobrir a própria vocação?
Por experiência devo dizer-vos que geralmente é necessária uma disposição particular. Dado que o chamamento de Deus é um ato de amor da sua parte, quando Ele encontra amor nas almas, sente-se mais livre de chamar. Então: o que é preciso fazer para ouvir a voz de Deus? É preciso amar, mas com o verdadeiro amor. Se assim fizermos, facilitamos o papel de Deus.
E, quem já conhece a sua vocação, encontrará no amor o modo melhor para a realizar.
Mas, como vos dizia, é necessário o verdadeiro amor. Falei dele há dois dias em Aachem, mas queria repetir, porque é tão importante o amor verdadeiro, que, se o vivermos, desencadeamos no mundo uma revolução, que é a revolução cristã.
O verdadeiro amor tem quatro qualidades: ama a todos, porque Jesus morreu por todos; Maria é mãe de todos.
Portanto um amor verdadeiro não está ali a ver se um é simpático ou antipático, jovem ou velho, branco ou preto, alemão ou italiano, de uma religião ou de outra; amigo ou inimigo. O verdadeiro amor ama a todos. Experimentem vivê-lo. Experimentem! As pessoas estão habituadas a amar os amigos, os pais, os parentes; tudo coisas ótimas. Mas amamos realmente todas as pessoas? Experimentem! Experimentem! É a revolução. Porque os outros não percebem e perguntam daí a pouco: “Por que fazes assim? Por que gostas de mim? Por que me deste a caneta? Por que me passaste aquele texto? Porquê?”.
“Porque quero amar a todos”. Então começa o diálogo entre nós, católicos, com os outros de outras Igrejas, ou de outras religiões. Começa um diálogo, porque desperta o interesse nas outras pessoas. Portanto vocês, jovens, sobretudo, recordem que o primeiro ponto do verdadeiro amor é amar a todos.
Segundo ponto: ser os primeiros a amar. Quando Jesus veio à terra, nós não O amávamos; éramos todos pecadores. Ele amou-nos primeiro. Temos de ir ter com todos sem esperar que nos amem. Amar porque nos amam: não! Temos de ser os primeiros a amar!/ Este é aquele amor que o Espírito Santo derramou no nosso coração; é o mesmo amor que existe na Santíssima Trindade, de que participamos, mas que temos de pôr em prática.
Depois é preciso (como daquela vez que na igreja pedi os sapatos nº 42)... ver Jesus em todos, porque ele disse: “No juízo final o exame será este: "A mim o fizestes". O que fizermos de bom e o que fizermos de mau, infelizmente.”
Amar a todos, ser os primeiros a amar. Terceira coisa: ver Jesus no próximo.
Mas não deve ser um amor platônico, sentimental. É um amor concreto e, para isso, é preciso – como diz São Paulo - “fazer-se tudo para todos”, fazer-se um com quem sofre, com quem está contente, e partilhar alegrias, dores, dificuldades. Partilhar.
Então: amar a todos, ser os primeiros a amar, ver Jesus e, depois, amar concretamente. Isto é o que podemos fazer nós: encher o nosso coração do verdadeiro amor. O chamamento é a parte dele, não a nossa; é dever dele.
Houve em Roma recentemente um congresso de criancinhas. Eram muitas. Depois voltaram para casa. Tinham aprendido a amar segundo aquilo a que chamamos "a arte de amar", que se encontra no Novo Testamento.
Alexandra, uma menina, chega a casa na Venezuela e a mãe pergunta-lhe: “O que fizeste?”, “Muitas coisas, mãezinha. Porém, sabes? Quando eu tinha de falar, não consegui, porque dentro de mim uma voz disse-me alto: "Dá-me a tua vida"”. Era o chamado.
Nós ficamos admiradas com o fato de um chamado de uma criança tão pequena. Falamos com muitas outras. Naquele congresso 37 crianças tinham sido chamadas ou com estas palavras ou no silêncio, mas perceberam que Alguém as chamava.
E isso porquê? Porque Alexandra e as suas amigas tinham amado.
Caríssimos jovens, Deus não deixa de chamar, sobretudo se amarmos. Cabe a nós responder e compor, com a nossa vida, o maravilhoso e divino desenho que Deus previu para cada um de nós em vista do bem de todos.
Terminei o meu discurso, mas permitam-me ainda uma palavra.
Sabem o que significa colocar Deus no primeiro lugar? Quer Ele nos chame a consagrar-nos a Ele, quer nos chame a formar uma bela família? Colocar Deus acima de tudo na vida significa encontrar já aqui na terra a felicidade. E é o que desejo a todos vocês!
Aspirem às coisas do alto! Temos uma vida só! Não se repete: convém usá-la bem.

Obrigada!


O setor dos voluntários é uma ramificação da Obra de Maria (Movimento dos Focolares), da qual faz própria a natureza, o espírito e os fins. É regido pelos estatutos gerais da Obra e pelo seu regulamento. Os voluntários são leigos que vivem de modo totalitário a espiritualidade evangélica da unidade. Através desta, que é um caminho ao mesmo tempo individual e comunitário para ir até Deus, visam imitar, em nosso século, a vida dos primeiros cristãos...

A PREMISSA DE QUALQUER OUTRA REGRA
"A mútua e contínua caridade, que torna possível a unidade e faz com que Jesus esteja presente na coletividade é, para todas as pessoas que compõem a Obra de Maria, a base de suas vidas em

cada um de seus aspectos: é a norma das normas, a premissa de qualquer outra regra".


Reproduzido pelo Blog do Prof. Ademir Rocha, de Abaetetuba/Pa

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

ESPIRITUALIDADE: ACENDE-SE UMA CÉLULA VIVA

ESPIRITUALIDADE: ACENDE-SE UMA CÉLULA VIVA

Fonte: http://www.centrochiaralubich.org

Acende-se uma célula viva

Roma 1978


Se olharmos ao nosso redor, certas cidades por onde passamos, ficamos desanimados e temos a impressão de que é impossível construir uma sociedade cristã. O mundo, das vaidades, parece dominar...


Poderíamos dizer que é utópica a realização do testamento de Jesus, se não se pensasse nele que também viu um mundo semelhante a este e no fim de sua vida pareceu ter sido derrotado, vencido pelo mal.


Também Ele olhava para toda aquela multidão a quem amava como a si mesmo. Ele, Deus, que a criara; queria oferecer os laços para reuni-la, como filhos ao Pai, irmão ao irmão.


Viera para recompor a família e fazer de todos uma só coisa. Todavia, apesar de suas palavras de fogo e verdade – que queimava a ramagem inútil das vaidades e desenterrava o eterno, existente no homem – as pessoas, muitas delas, mesmo compreendendo, não queriam aceitar e ficavam com os olhos apagados porque a alma estava às escuras.


E isso porque Deus as criara livres. Ele podia – vindo do Céu à terra – redimi-las todas, apenas com um olhar. Mas, devia deixar para elas – criadas à sua imagem – a alegria da livre conquista.
Olhava o mundo assim como nós o vemos, mas não duvidava.


De noite invocava o céu lá de cima e o céu dentro de si, o Ser verdadeiro, o Tudo real, enquanto fora, pelas ruas, caminhava a nulidade que passa.


Temos que fazer como Ele e não nos separar do Eterno, do Incriado, que é a raiz da criação, e assim acreditar na vitória final da luz sobre as trevas. Passar pelo mundo sem vê-lo. Olhar para o céu que existe também dentro de nós e apegar-nos àquilo que tem ser e valor. Tornarmo-nos uma só coisa com a Trindade que repousa na alma e a ilumina com eterna luz. Então, perceberemos que, com o olhar não mais apagado, olhamos o mundo e as coisas, porém não somos mais nós que as olhamos. É Cristo que olha através de nós e percebe que há cegos precisando de vista, mudos precisando de falar e paralíticos precisando de andar. Cegos da visão de Deus dentro e fora de si; paralíticos desconhecedores da divina vontade que, do fundo do próprio coração, os impele ao movimento eterno, que é o eterno amor.


Vemos e descobrimos neles a nossa própria luz, o nosso verdadeiro eu – Cristo: nossa verdadeira realidade neles. E, tendo-o reencontrado, nos unimos a Ele no irmão. Deste modo acendemos uma célula do Corpo de Cristo, célula viva, morada de Deus, que tem fogo e luz para comunicar aos outros. E Deus faz de duas pessoas uma só coisa e, como terceiro elemento, se coloca como relação entre elas: Jesus no meio.


Assim o amor circula e espontaneamente, como rio impetuoso, arrasta tudo o que os dois possuem, os bens espirituais e os bens materiais. Isto é testemunho eficaz e externo do amor unitivo e verdadeiro.


Mas é preciso ter coragem de não usar outros meios, se quisermos fazer reviver um pouco de cristianismo.


É preciso fazer com que Deus viva dentro de nós, para transbordá-lo aos outros como um hálitos de vida, reanimando os enfraquecidos.


E mantê-lo vivo entre nós, amando-nos.


Então, tudo se revoluciona ao nosso redor: política e arte, escola e trabalho, vida privada e divertimentos. Tudo. Jesus é o homem perfeito que sintetiza em si todos os homens e toda verdade.


E quem encontrou este Homem, encontrou a solução para qualquer problema.


Chiara Lubich


Transcrição

Sáb, 21 de Janeiro de 2012 08:00


Reproduzido pelo Blog do Prof. Ademir Rocha, de Abaetetuba/Pa

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

ESPIRITUALIDADE: UMA INVASÃO DE AMOR










ESPIRITUALIDADE: INVASÃO DE AMOR


Fonte: http://mariapolitas.com
TERÇA-FEIRA, 17 DE JANEIRO DE 2012
Invasão de Amor - Chiara Lubich

INVASÃO DE AMOR

Posted: 15 Jan 2012 07:00 AM PST

O mundo está cheio de insatisfeitos, porque o homem não acertou na fonte de sua felicidade. O astro brilha no céu e a Terra subsiste porque eles se movem; o movimento é a vida do universo. O homem só é plena¬mente feliz quando aciona e não deixa morrer o motor de sua vida: o amor. Mesmo quem se julga feliz porque contraiu um bom matrimônio, porque recebeu uma herança, porque vive de luxo, de esporte, de divertimentos, cedo ou tarde sente vazios na alma, infalíveis. Por outro lado, o infeliz, a quem a vida tudo parece negar, se começa a amar, possui mais do que o rico e goza, na terra, a plenitude do Reino dos Céus.


É uma verdade. E uma realidade.


A humanidade enlanguesce em busca de paz; espera, constrói para poder usufruir, mas, quando seria o tempo, se entristece com a perspectiva da morte que desejaria jamais chegasse.


Os filhos de Deus são os filhos do amor! Combatem com uma arma que é a vida mesma do homem. A sua luta está em recompor na ordem pessoas e sociedades, para que aquelas brilhem mais do que as estrelas, e estas componham constelações imorredouras, nos páramos eternos do Deus dos vivos.


Se o homem visse como Deus vê os homens, teria uma sensação de horror. Porque até os melhores, os que se elevaram com a arte ou a ciência acima do comum, cultivaram apenas uma parte do espírito, deixando o resto atrofiado.


Só o amor em uma alma, só Deus em uma alma pode nela dilatar o fulgor, com equilíbrio de partes.


Uma alma que ama é, no mundo, um pequeno sol que transmite Deus. Uma alma que não ama, vegeta, é pouco da Igreja, nada de Maria, antítese de Cristo.


O mundo precisa de uma invasão de amor, e isto depende de cada um. E o homem, o homem na graça de Deus, o depositário desse precioso elemento. Morre todo dia um número incontável de homens: inclusive os grandes, e deles pouco resta. Passa um santo para a Vida eterna — despertando, quando o Senhor o chama, para a idêntica vida de antes, transformada — e dele todos falam. Sua memória passa de geração em geração e seu exemplo é seguido por muitíssima gente. Diante daquele leito onde jaz um corpo e não mais uma pessoa, ninguém consegue entender a morte; mas, ao contrário, todos sentem o que é a Vida. O amor não morre e, porque serve, faz ser rei.

Chiara Lubich
(Voluntários de São Paulo - Br) Postado por Otaviano José da Silveira às 11:18

Reproduzido pelo Blog do Prof. Ademir Rocha

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

ÁFRICA: NOTICIAS DO FOCOLARES










ÁFRICA: MOVIMENTO DOS FOCOLARES



NOTÍCIAS DO FOCOLARES



Congresso Pan-africano Gen 2

“We are 1”: “Somos um”. Foi o título escolhido para o Primeiro Congresso Pan-africano da história do Movimento gen na África, que aconteceu na Mariápolis Piero, no Quênia, de 27 a 30 de dezembro de 2011.


Estiveram presentes mais de 200 jovens, representando 21 países da África subsaariana. “Falamos muitas das línguas que existem em solo africano, mas nos entendemos muito bem!”, escreveram, “porque Chiara ensinou-nos uma língua só: a do amor”. Pela primeira vez alguns representantes das e dos gen africanos puderam encontrar-se e reconhecer-se como parte do sonho de Chiara Lubich, quase uma profecia, que ela expressou vinte anos atrás, justamente nessa Mariápolis: que um dia esta terra teria sido um testemunho vivo da luz do carisma do Movimento dos Focolares: a unidade.

A abertura oficial – com a presença dos responsáveis centrais do Movimento gen, Geppina Pisani e Marius Müller, e dos responsáveis pela Mariápolis Piero, Else Castellitto e Joseph Kinini – foi uma verdadeira explosão de alegria e de cores, com a apresentação de cada uma das áreas geográficas. Os grupos subiam ao palco e destacavam de um grande painel, com a forma do continente africano, a parte correspondente à própria nação, e depunham a sua bandeira. O resultado final foi uma foto de Chiara Lubich, sorridente, vestida com roupas africanas, e diante dela todas as bandeiras. Os gen escreveram: “Chiara sorri para nós, parece mesmo que leva todos os nossos povos a Deus!”.

No auge de uma crise mundial, que naturalmente não poupou a África, um continente já duramente provado, os gen não recuaram e, com determinação, superaram mil obstáculos para chegar ao Quênia, vindos de lugares distantes até milhares de quilômetros, com viagens de três dias em estradas precárias, como aqueles do Congo, Malawi, Etiópia e Sudão do Sul. “Quando soubemos desse congresso percebemos logo que seria preciso muito dinheiro – contam os gen nigerianos -. Mas dessa vez não queríamos pedir ajuda sem antes fazer a nossa parte. Fizemos várias atividades, mesmo se muitos de nós estão na universidade: vendas, trabalhos na lavoura, preparação de um calendário onde contamos as nossas experiências e a vida de Chiara Luce, e que agradou muito. Assim 12 de nós puderam vir”.


“O nosso país está atravessando uma gravíssima crise econômica e política – disseram os da Costa do Marfim – mas a nossa presença é a prova da Providência de Deus que nos acompanhou”.

No dia 29 de dezembro, uma conexão internet com intercâmbio em tempo real, com a presidente dos Focolares, Maria Voce, um momento de grande alegria para ela e para todos os presentes. “Estou muito contente em vê-los tão numerosos e tão comprometidos com o nosso Ideal, isso é o que me dá mais alegria. A presença de vocês é um sinal de grande esperança, porque as novas gerações são a esperança da Obra, da Igreja, a esperança da humanidade. E vi que não apenas eu sinto assim, porque também o Papa o repete sempre…”. Em meia hora de diálogo os gen exprimiram a sua alegria por esta experiência de unidade e falaram dos propósitos feitos nestes dias. Concluindo esse momento, cantaram uma canção dedicada a Chiara Lubich: “Chiara, luz da África”. Ao responder Maria Voce disse: “Contem ainda mais com esta luz forte que é a presença de Jesus entre vocês, é Ele que os ajudará a testemunhar a unidade, mesmo em meio às dificuldades, sem medo”.


Na mensagem que enviaram a ela, na conclusão, escreveram: “Para muitos de nós, que não conheceram Chiara pessoalmente, o nosso encontro com você hoje foi a confirmação de que Chiara está sempre entre nós, está conosco. Sentimos o seu mor pessoal, com o seu encorajamento e a sua confiança. Você nos entende profundamente, está muito próxima de cada gen… Somos conscientes de que a verdadeira batalha começa agora que voltamos aos nossos países, mas aqui tivemos todas as repostas que precisávamos. As suas palavras, “não tenham medo”, nos ajudarão a levar Jesus a todos. Vamos com a alegria da redescoberta do chamado a trabalhar para levar a unidade ao mundo que está ao nosso redor!”.

Em todos os jovens existia a consciência de ter vivido um momento histórico, de ter feito uma experiência de vida e de unidade, que supera as divisões entre países há tempos em conflito, as desigualdades e as injustiças sociais e no campo econômico, sentindo-se protagonistas, junto com muitos outros, pelo destino da África, e trabalhando para que ela possa dar a própria contribuição, específica e insubstituível, para um mundo mais unido.

Reproduzido pelo Blog do Prof. Ademir Rocha

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

NOTÍCIAS DO FOCOLARES: CORÉIA


NOTÍCIAS DO FOCOLARES

Coreia – uma pérola para toda a Ásia

8 Janeiro 2012

Ano Novo, seção nova! Através de “Worldwide” faremos uma viagem ao redor do mundo, para conhecer a vida do Movimento dos Focolares nos diversos países. Começamos pela Coreia.


Partindo de Brasília, voando para o leste por 22 horas, chega-se à última península de terra firme do continente asiático: a Coreia, “O país da manhã serena”, como é chamado, um dos países ainda hoje dividido entre norte e sul.

A Coreia do Sul, com os seus 48 milhões de habitantes, dos quais 12 milhões na capital, Seul, recebeu o Movimento dos Focolares nos anos 1960. Após a abertura do primeiro focolare, em 1969, o Movimento difundiu-se rapidamente em toda a península, penetrando em todas as faixas etárias e contextos sociais. Hoje existem cinco centros em Seul, dois em Daegu e um Centro de Encontros e Formação em Kyeonggido. Propomos breves notas, que podem dar uma ideia da vida atual do Movimento na Coreia.

Diálogo inter-religioso. É uma característica típica de um país culturalmente ligado às grandes religiões, como o Budismo e o Confucionismo, com uma ampla presença de cristãos. Assinalamos o último fato significativo: Han Mi-Sook, focolarina, membro da Comissão do Diálogo inter-religioso da Conferência Episcopal coreana (CBCK), acompanhou o venerável Ja Seung, presidente da “Jogye Order” do budismo coreano, e o dr. GunDuk Choi, presidente da associação do confucionismo, ao encontro de outubro passado em Assis (Itália), do qual os mesmos participaram ativamente. Em seguida, o presidente do confucionismo e seu colaborador visitaram Loppiano, a Mariápolis permanente internacional do Movimento, e o Centro do Movimento em Roma. “Faço votos – ele disse – que se realize o sonho de vocês, ‘que todos sejam um’”.

Projeto social. Chama-se “Haengbok Maeul” – A vila da felicidade”. Atividade mensal, existente há oito anos, para auxiliar trabalhadores estrangeiros, refugiados da Coreia do Norte (mais de 20 mil) e muitos outros necessitados. O projeto oferece diversos serviços de assistência médica, alimentos e vestuário, cabeleireiros, aulas de coreano, etc. “Num primeiro momento – contam os voluntários empenhados no projeto – as pessoas eram desconfiadas, mas agora que se sentem amadas aos poucos começam a se abrir, e eles mesmos trazem alimentos para serem partilhados”.


Política e economia. O Movimento Político pela Unidade (MppU) teve início na Coreia em 2004, por iniciativa de um grupo de parlamentares que, desde 2008, reúne-se regularmente, uma vez por mês, no “Fórum político pela unidade”, um grupo de pesquisa reconhecido pelo Parlamento. A atividade alargou-se em um “Fórum Social”, aberto a jornalistas, advogados, funcionários públicos, médicos, economistas, que acontece a cada dois meses no Parlamento, com a participação média de 30 pessoas. Entre as atividades promovidas pelo MppU recordamos a campanha pela “purificação da linguagem”, em 2010. Uma centena de estudantes de jornalismo, de várias universidades, monitorou a linguagem dos políticos e dos deputados durante as sessões, entrevistas e discursos. A pesquisa estimulou os políticos a estarem mais atentos ao uso da linguagem e concluiu-se com uma premiação. O Movimento Político pela Unidade é também promotor de duas escolas para jovens políticos e estudantes interessados. Os cursos preveem dez aulas e dele participam 58 estudantes.

Economia de Comunhão. Nascida em 1991 por uma intuição de Chiara Lubich, a EdC suscitou um grande interesse na Coreia, não apenas nos empresários, mas também em muitos estudiosos, pesquisadores e professores de economia. Atualmente oito empresas aderem à EdC na Coreia. Outras quatro têm grande interesse e desejam tornar-se ativas no projeto. Em 2011, 23 coreanos estiveram presentes no Congresso Internacional, realizado no Brasil, comemorativo dos 20 anos de nascimento do projeto. Um fruto imediato: a tradução em coreano do texto “New Financial Horizons: The Emergence of an Economy of Communion” (“Novos horizontes financeiros: a emergência de uma Economia de Comunhão”, numa tradução livre), de Lorna Gold.

Visita de Maria Voce. Em janeiro de 2010, a visita da presidente do Movimento dos Focolares e do copresidente, Giancarlo Faletti, reuniu cerca de 1700 membros, em dois dias de conhecimento recíproco, novas notícias, aprofundamentos sobre a espiritualidade da unidade, e uma festa cheia de alegria. Os visitantes encontraram-se ainda com vários bispos e com alguns políticos que fazem parte do MppU, na sede do Parlamento. Na comunidade coreana foi renovado o augúrio feito por Chiara Lubich, durante a sua visita à Coreia em 1982, pedindo aos membros do Movimento dessa nação que fossem “verdadeiras locomotivas” para toda a Ásia: um desafio que é compromisso assumido todos os dias.

Reproduzido pelo Blog do Prof. Ademir Rocha, de Abaetetuba/Pa

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Reflexões Sobre o Natal - Textos

Reflexões Sobre o Natal - Textos

Fonte: www.focolares.org


O Nosso Natal!

8 Dezembro 2012

Na proximidade do Natal, propomos aos leitores um artigo de Igino Giordani publicado no jornal “Il Quotidiano” dia 24 de dezembro de 1944.

Dar hospitalidade a Cristo que renasce em cada coração.
Para os antigos Cristo queria dizer rei. Mas Cristo foi um rei fora dos esquemas aceitos, que nasceu na estrebaria de uma família de lavradores, entre animais e pastores. Aonde outros soberanos vinham de cima, descendo dos tronos para dominar, ele veio de baixo, do último patamar, para servir: abaixo de todos para ser o servo universal. E fez com que a sua realeza consistisse nesse serviço.
Tudo é simples e encantador, como um idílio, nesse nascimento de um menino no coração da noite – no coração da noite dos tempos -; um menino enviado para salvar. Porque o mundo precisava ser salvo. Estava carregado de maldade, como que entremeado por uma doença, uma febre na qual a humanidade se desfazia. E Jesus trouxe a saúde e recuperou a vida; debelou a morte.
Quando apareceu o Salvador uma grande luz clareou a noite. A noite continua, mas continua também a luz, e no cristianismo é sempre Natal. Não se cede à morte, recomeça-se sempre. E até mesmo hoje, entre lágrimas, o Natal traz alegria. Deus desceu entre nós, e nós subimos a Deus. Ele se humaniza e nós nos divinizamos. O ponto de encontro é o Seu coração.
Do seu nascimento nasceu um povo novo. Como o anjo anunciou aos pastores assustados: “Não temais, eis que vos anuncio uma grande alegria, que será para todo o povo”. Alegria para todo o povo, ninguém é excluído, de nenhuma classe ou raça ou língua ou cor; porque lá onde existem descriminações incide a morte.
A Igreja existe por Cristo. Para que Cristo, assim como nasceu uma noite em Belém, renasça todo dia para cada um; e pede que não o rejeitemos, mas demos a Ele a hospitalidade do coração: ainda que seja esquálido como uma estrebaria, Ele se encarregará que transformá-lo num templo repleto de anjos.

Cada dia pode ser Natal

Reproduzido pelo Blog do Ademir Rocha

23 Dezembro 2012

Chiara Lubich

É Natal!
O Verbo se fez homem e acendeu o amor na Terra.
É Natal!
E gostaríamos que nunca acabasse.
Ensina-nos, Senhor, como perpetuar a Tua presença espiritual entre os homens.
É Natal!
Que o Teu amor aceso na Terra arda nos nossos corações e nos amemos como Tu queres!
Então, estarás presente entre nós.
E cada dia, se nos amarmos, pode ser Natal.

Chiara Lubich

Reproduzido pelo Blog do Ademir Rocha

O que significa o Natal para você?
25 Dicembre 1973

Em um artigo do dia 25 de dezembro de 1973, publicado na edição italiana da revista Cidade Nova, o jornalista Spartaco Lucarini pergunta a catorze personagens dos mais variados ambientes:
O que significa o Natal para você?

Eis a resposta de Chiara Lubich:
O Natal - festa do nascimento de Jesus - é, para mim, a resposta de Deus e da Igreja a uma necessidade do coração: ouvir repetir todos os anos, mediante a recordação daquele acontecimento suavíssimo, simples e abissal, que Deus me ama.
Sim, se posso realizar na minha existência as aspirações mais profundas é somente porque Deus olhou também para mim, como para todos, e fez-se homem para me dar as leis da vida que, como luz no caminho, me fazem prosseguir com segurança em direção ao destino comum.
Mas o Natal, para mim, não é só uma festividade, embora cheia de significado. É um estímulo a trabalhar para pôr de novo na sociedade em que vivo a presença de Cristo, que está onde estiverem dois ou mais reunidos no Seu nome: quase Natal espiritual todos os dias, nas casas, nas fábricas, nas escolas, nas repartições públicas...
Este dia natalício, além disso, abre-me o coração sobre toda a humanidade. O seu calor ultrapassa o mundo cristão e parece penetrar em cada ângulo da terra, sinal de que aquele Menino veio para todos. De fato, é este o seu programa: que todos sejam um.
E depois, em cada Natal pergunto-me: quantos Natais terei ainda na vida? Esta interrogação, que não tem resposta, ajuda-me a viver cada ano come se fosse o último, numa espera mais consciente do meu dia de Natal: o "dies natalis", isto é, o dia que assinalará para mim o início da vida que não tem fim.

Chiara Lubich

Reproduzido pelo Blog do Ademir Rocha

Espiritualidade da Unidade:
Um Natal Perene Para Todos

Dezembro de 1955
Caríssimos,
Impelidos por diversas circunstâncias, tivemos a ideia de viver todo mês uma Palavra de Vida.
Pareceu-nos que esta prática, que desejamos que seja o mais regular possível e gostaríamos que empenhasse seriamente a nossa vontade, é sugerida também pela próxima festividade que todos os cristãos aguardam com alegria: o Natal.
Nesta festa tão importante, queremos confirmar a nossa fidelidade a Deus, oferecendo algo concreto. E nada nos parece mais do seu agrado do que lhe oferecer a nossa alma de modo totalitário, para que Ele imprima nela a Sua imagem e a Sua fisionomia, para que imprima nela a Sua vida. Jesus, como demonstra o Evangelho, tem um modo de raciocinar, de amar, de querer especificamente Seu, único, e tão superior ao nosso modo de viver, também nosso, como cristãos, que em todos os tempos Ele deixará que se extraia do Evangelho "algo" que servirá para a humanidade daquela época, e de século em século esse "algo" vai parecer tão novo e revolucionário que teremos a impressão de que antes quase foi ignorado.
Queremos adotar este modo de viver de Jesus.
E nada parece mais oportuno para atingir o objetivo do que, de vez em quando, enxaguar a nossa alma no Evangelho.
A consequência é que cada vez mais vamos nos parecer com Jesus. E qual é o modo mais esplêndido e concreto para festejar o Natal do que fazê-lo renascer em nós, em benefício da humanidade?
Será um Natal perene o ano todo e além.
Estamos certos de que Deus vai ficar contente com o nosso esforço e ficamos felizes em pensar que em meio a tantas trevas, que obscurece o mundo, em meio a tanta confusão e alucinação, produzida por falsas ideologias que enganam os homens e ameaçam triturar inclusive porções do Corpo Místico, nada poderá ser mais eficaz do que levar a luz evangélica viva em nós e ao nosso redor.
Se Deus falou em Jesus, devemos ter fé de que aquelas Palavras contêm o fogo por Ele mencionado e o explosivo divino para vencer o mundo. [...]

transcrição

Sex, 23 de Dezembro de 2011 10:14

Reproduzido pelo Blog do Prof. Ademir Rocha

Mensagem de Natal do Papa Francisco



FELIZ NATAL
O Natal costuma ser sempre uma ruidosa festa; entretanto se faz necessário o silêncio, para que se consiga ouvir a voz do Amor.
Natal é você, quando se dispõe, todos os dias, a renascer e deixar que Deus penetre em sua alma.
O pinheiro de Natal é você, quando com sua força, resiste aos ventos e dificuldades da vida.
Você é a decoração de Natal, quando suas virtudes são cores que enfeitam sua vida.
Você é o sino de Natal, quando chama, congrega, reúne.
A luz de Natal é você quando com uma vida de bondade, paciência, alegria e generosidade consegue ser luz a iluminar o caminho dos outros.
Você é o anjo do Natal quando consegue entoar e cantar sua mensagem de paz, justiça e de amor.
A estrela-guia do Natal é você, quando consegue levar alguém, ao encontro do Senhor.
Você será os Reis Magos quando conseguir dar, de presente, o melhor de si, indistintamente a todos.
A música de Natal é você, quando consegue também sua harmonia interior.
O presente de Natal é você, quando consegue comportar-se como verdadeiro amigo e irmão de qualquer ser humano.
O cartão de Natal é você, quando a bondade está escrita no gesto de amor, de suas mãos.
Você será os “votos de Feliz Natal” quando perdoar, restabelecendo de novo, a paz, mesmo a custo de seu próprio sacrifício.
A ceia de Natal é você, quando sacia de pão e esperança, qualquer carente ao seu lado.
Você é a noite de Natal quando consciente, humilde, longe de ruídos e de grandes celebrações, em silêncio recebe o Salvador do Mundo.
Um muito Feliz Natal a todos que procuram assemelhar-se com esse Natal.

Papa Francisco

ESTE ARTIGO DE OPINIÃO SAIU NO JORNAL QUOTIDIANO DE PONTA DELGADA, DIÁRIO DOS AÇORES, NO PASSADO DIA 2006.12.24

“As vitrines das lojas estão decoradas para a festa, com bolas douradas, pequenas árvores de Natal, lindos presentes. À noite, as ruas brilham com estrelas cadentes ou cometas. As árvores, nas calçadas, têm os ramos cobertos de luzinhas vermelhas, azuis ou brancas, criando nas ruas uma atmosfera mágica... Percebe-se a expectativa. Todos estão envolvidos...
Natal não é apenas uma recordação tradicional: o nascimento daquele menino há 200[6] anos... Natal é algo vivo! E não só nas igrejas, com os seus presépios, mas também entre as pessoas, devido ao clima de alegria, de amizade, de bondade que todo ano ele cria. Mesmo assim, ainda hoje, o mundo é assolado por enormes problemas: a pobreza e a fome, (...) dezenas de guerras, o terrorismo, o ódio entre etnias, mas também entre grupos e entre pessoas…
É necessário o Amor. É preciso que Jesus volte com potência. O Menino Jesus é sempre a imensa dádiva do Pai à humanidade, embora nem todos o reconheçam. Devemos oferecer também por eles o nosso agradecimento ao Pai. Temos que festejar o Natal e renovar a nossa fé no pequeno Menino-Deus que veio para nos salvar, para criar uma nova família de irmãos unidos pelo amor; uma família que se estende sobre toda a Terra. Olhemos ao nosso redor...
Que este amor seja dirigido a todos, mas, de modo especial, a quem sofre, aos mais necessitados, aos que estão sós, aos que são excluídos, aos pequenos e aos doentes... Que a comunhão com eles, de afeto e de bens, faça resplandecer uma família de verdadeiros irmãos que festejam juntos o Natal e que vai mais além.
Quem poderá resistir à potência do amor? À luz do Natal, façamos alguma coisa, suscitemos acções concretas. Serão remédios para os males. Eles podem parecer pequenos, mas se forem utilizados em vasta escala, poderão ser uma luz e uma solução para os graves problemas do mundo.”
Chiara Lubich, fundadora do Movimento dos Focolares

É Natal! Aleluia já nasceu o Prometido! Esta mensagem de Natal, de uma das personalidades mais carismáticas no seio dos movimentos da Igreja Católica e que tem envidado todos esforços pelo diálogo inter-religioso, Chiara Lubich, é bem clara no intento de se olhar o Natal com olhos menos pagãos e mais cristão.

“O NASCIMENTO DE CRISTO” conta a extraordinária história de duas pessoas comuns, Maria e José, um amor profundo, uma milagrosa gravidez, uma árdua viagem e a revelação do nascimento de Jesus. O Rei Herodes reina com mão de ferro a cidade de Nazaré. É um tempo de luta e sofrimento; as taxas a pagar são elevadas, a pobreza predomina. Homens honrados são forçados a fazer coisas impensáveis para manter e assegurar a sobrevivência das suas famílias. Para assegurar a estabilidade da sua família, o pai de Maria, Joaquim decide casar a sua filha com um homem de honra com grandes qualidades, José. Honrando o seu pai, Maria aceita com agrado a sua decisão, sem saber que este destino a tornaria numa das mais importantes mulheres da história. A sua história é simples, mas representa o início da maior história alguma vez contada.


Concluindo: o Natal tem que ser mais vivido.
Primeiro dentro de nós.
E só depois para aqueles que mais necessitam.
Um Santo Natal!


Reproduzido pelo Blog do Ademir Rocha

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

ESPIRITUALIDADE: BUSCAI AS COISAS DO ALTO

ESPIRITUALIDADE DA UNIDADE



Buscai as coisas do Alto...


Todos os anos, de 18 a 25 de janeiro, em muitos países se celebra a Semana de oração para a unidade dos cristãos, em outros se celebra entre a Ascensão e Pentecostes.


O lema da Semana de Oração para 2012, retirado da Carta de São Paulo aos Coríntios é: “Todos seremos transformados pela vitória de nosso Senhor Jesus Cristo”. (Cf 1 Cor 15, 51-58)


Propomos, como Palavra de vida, este trecho de Chiara escrito em comentário aos Colossenses 3, 1, que é atinente à frase escolhida.


Comentário sobre a Palavra de Vida:


Se ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas do alto, onde Cristo está entronizado à direita de Deus. (Cl 3,1).
Estas palavras, dirigidas por são Paulo à comunidade de Colossos, revelam a existência de um mundo no qual reina o amor verdadeiro, a comunhão perfeita, a justiça, a paz, a santidade, a alegria; um mundo onde o pecado e a corrupção já não podem ingressar, um mundo onde a vontade do Pai é realizada com perfeição. É o mundo ao qual pertence Jesus. É o mundo que Ele, passando pela dura prova da Paixão, abriu totalmente para nós com a sua ressurreição.
Se ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas do alto, onde Cristo está entronizado à direita de Deus
Entretanto – como afirma são Paulo – nós não somos apenas chamados ao mundo de Cristo, mas já pertencemos a Ele. A fé nos diz que mediante o batismo nós somos inseridos Nele e, por isso, participamos da sua vida, dos seus dons, da sua herança, da sua vitória sobre o pecado e sobre as forças do mal: nós, de fato, ressuscitamos com Ele. Mas, diversamente das almas santas que já alcançaram a meta, a nossa pertença a este mundo de Cristo não é ainda plena e manifesta, nem tampouco estável e definitiva. Enquanto vivermos nesta terra estaremos expostos a mil perigos, dificuldades e tentações que podem fazer-nos vacilar, podem frear a nossa caminhada ou até mesmo desviá-la para falsas metas.
Se ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas do alto, onde Cristo está entronizado à direita de Deus
Compreende-se então a exortação do Apóstolo: “Procurai as coisas do alto”. Isto é, procurai sair deste mundo – não no sentido material mas espiritual – abandonando as regras e as paixões do mundo para deixar-se guiar em todas as situações pelos pensamentos e sentimentos de Jesus. Com efeito, “as coisas do alto” indicam a lei do alto, a lei do Reino dos céus que Jesus trouxe à terra e quer que realizemos desde já.
Se ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas do alto, onde Cristo está entronizado à direita de Deus
Como viver então esta Palavra de Vida? Ela nos alerta contra a tentação de ficarmos satisfeitos com uma vida medíocre, feita de meias medidas e ambiguidades, e nos estimula – com a graça de Deus – a aderir à lei de Cristo com a nossa vida. Impele-nos a viver e a nos empenharmos em testemunhar no nosso ambiente os valores que Jesus trouxe à terra: o serviço aos irmãos, a compreensão e o perdão, a honestidade, a justiça, a retidão no nosso trabalho, a fidelidade, a pureza, o respeito pela vida, o espírito de concórdia e de paz etc.
Trata-se, como se vê, de um programa vasto quanto a vida; por isso – para não ficarmos apenas em considerações abstratas – procuremos colocar em prática durante este mês aquela lei de Cristo que é a síntese de todas as outras. De que modo? Reconhecendo o próprio Jesus em cada irmão e irmã e colocando-se a seu serviço. Não é exatamente isso que nos será pedido ao término da nossa existência terrena?


Chiara Lubich


Transcrição

Sáb, 31 de Dezembro de 2011 10:00

Reproduzido pelo Blog do Prof. Ademir Rocha, de Abaetetuba/Pa